By Pastors Wendell and Oriana Costa

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade.

No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23-24)
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Deus se alegra muito quando o louvamos e o adoramos. Contudo, muitos pensam que somente é possível louvar e adorar a Deus cantando ou tocando algum instrumento musical. Isso é um grande engano! 

De fato, a adoração que Deus recebe é aquela feita em espírito e em verdade, ou seja, Deus só é adorado realmente quando aquilo que estamos fazendo é de todo o coração, independentemente do dia, da hora ou do local onde estamos, e, também, quando esta ação está sendo movida pela fé verdadeira, advinda do conhecimento de Cristo. 

Então, Deus pode e quer ser adorado, não somente através de todas as artes que existem, mas, também e especialmente, com toda a nossa vida, do momento em que acordamos até o momento do nosso descanso no fim do dia; Ele observa se nossas ações estão acontecendo em amor a Ele, em respeito e consideração ao perdão que Ele liberou a todos eternamente, perdão que somente adquirimos consciência através da compreensão da mensagem de salvação. Jesus fez menção a esta adoração ao comentar sobre a atitude de uma certa viúva muito pobre que estava ofertando tudo o que tinha no templo:

Jesus sentou-se em frente do lugar onde eram colocadas as contribuições, e observava a multidão colocando o dinheiro nas caixas de ofertas. Muitos ricos lançavam ali grandes quantias. Então, uma viúva pobre chegou-se e colocou duas pequeninas moedas de cobre, de muito pouco valor. Chamando a si os seus discípulos, Jesus declarou: Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os outros. Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver. (Marcos 12:41-44)

Aquela viúva adorou a Deus de todo o coração, contribuindo com tudo o que tinha em dinheiro para a manutenção do serviço sacerdotal no templo. Ela não fez aquilo por obrigação, mas, por conhecer a Deus através de ouvir as escrituras (as mulheres daquele tempo e cultura não sabiam ler) e de contemplar a manifestação do poder de Deus em sua própria vida, e estar realmente grata a Ele por tudo. 

O fato de alguém não saber cantar ou não se sentir bem cantando, ou não saber tocar um instrumento musical, não significa que não possa adorar a Deus. No mundo, todos tem capacidade de produzir sons de várias maneiras, mas nem todos os seres humanos são cantores, nem todos gostam de cantar, nem todos são músicos, e Deus não é um rei que obriga seus súditos a adorá-lo somente através da música.

Se alguém se considera um bom cantor e/ou um bom músico, e acha que somente ao executar um bom serviço musical no momento do culto congregacional a Deus está com isso adorando bem ao Rei dos reis, está equivocado. Nenhuma ação executada num culto a Deus que não for movida pela fé na mensagem de salvação é recebedida como adoração pelo Senhor. Deus não pode ser adorado por quem não o conhece. Por isso lemos o seguinte, no livro de Salmos, e, também, nos evangelhos:

Eu te louvarei de coração sincero quando aprender as tuas justas ordenanças. (Salmos 119:7)

Jesus respondeu: Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus! (Mateus 22:29)

Ao lermos os evangelhos e as cartas dos apóstolos às congregações cristãs de suas épocas, notamos que muito pouco se fala sobre adorar a Deus exclusivamente com cânticos ou com música, porém, enfatiza-se a adoração a Deus com obras de justiça em suas vidas cotidianas. Isso podemos perceber na carta que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos efésios, quando ele os orienta, dentre outras coisas, a substituírem a alegria escandalosa e enganosa provocada pela embriaguez alcoolica que fazia parte de suas rotinas, pela alegria vinda da sobriedade dos cânticos, salmos e hinos de louvor e gratidão a Deus:

Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas. Por isso é que foi dito: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti. T enham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo. (Efésios 5:8-21)

Ao lermos todo o capítulo 5 da carta do apóstolo Paulo aos efésios percebemos que o foco da exortação é um alerta para que os cristãos de Éfeso abandonassem sua antiga maneira de viver e passassem a viver conforme a justiça do Reino de Deus. Ele usou a frase "deixem-se encher pelo Espírito", para que aqueles cristãos pudessem encontrar forças não em si mesmos, mas em Cristo, para que abandonassem o pecado e passassem a viver em novidade de vida. Nosso apóstolo também deixa claro que um dos sinais de quem está vivendo em novidade de vida é a mudança na maneira de falar, quando diz "falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais (...) dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas (...)".   

Uma adoração feita somente com "orações e cânticos", numa situação inusitada (totalmente doloridos por terem sido surrados), hora imprevista (no meio da noite, enquanto todos dormiam) e lugar inesperado (numa prisão de segurança máxima), e sem o acompanhamento de qualquer instrumento musical, foi muito bem recebida por Deus. 

E Ele gostou tanto de ser adorado daquela maneira que abriu a cadeia e libertou estes seguidores de Cristo tão dedicados: o apóstolo Paulo e seu companheiro Silas, que haviam sido presos acusados injustamente de perturbarem a cidade de Filipos, ao apregoarem a mensagem de salvação eterna e darem um dos sinais descritos pelos que creem nela, que é expulsar demônios (Marcos 16:17); Filipos era uma colônia romana na antiga região da Macedônia. Vejamos, a seguir, a história completa:

Certo dia, indo nós para o lugar de oração, encontramos uma escrava que tinha um espírito pelo qual predizia o futuro. Ela ganhava muito dinheiro para os seus senhores com adivinhações. Essa moça seguia a Paulo e a nós, gritando: Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação. Ela continuou fazendo isso por muitos dias. Finalmente, Paulo ficou indignado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo eu lhe ordeno que saia dela! No mesmo instante o espírito a deixou. Percebendo que a sua esperança de lucro tinha se acabado, os donos da escrava agarraram Paulo e Silas e os arrastaram para a praça principal, diante das autoridades. E, levando-os aos magistrados, disseram: Estes homens são judeus e estão perturbando a nossa cidade, propagando costumes que a nós, romanos, não é permitido aceitar nem praticar. A multidão ajuntou-se contra Paulo e Silas, e os magistrados ordenaram que se lhes tirassem as roupas e fossem açoitados. Depois de serem severamente açoitados, foram lançados na prisão. O carcereiro recebeu instrução para vigiá-los com cuidado. Tendo recebido tais ordens, ele os lançou no cárcere interior e lhes prendeu os pés no tronco. Por volta da meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus; os outros presos os ouviam. De repente, houve um terremoto tão violento que os alicerces da prisão foram abalados. Imediatamente todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram. O carcereiro acordou e, vendo abertas as portas da prisão, desembainhou sua espada para se matar, porque pensava que os presos tivessem fugido. Mas Paulo gritou: Não faça isso! Estamos todos aqui! O carcereiro pediu luz, entrou correndo e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Então levou-os para fora e perguntou: Senhores, que devo fazer para ser salvo? Eles responderam: Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa. E pregaram a palavra de Deus, a ele e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite o carcereiro lavou as feridas deles; em seguida, ele e todos os seus foram batizados. Então os levou para a sua casa, serviu-lhes uma refeição e com todos os de sua casa alegrou-se muito por haver crido em Deus. (Atos 16:16-34)


A adoração feita por estes dois irmãos em Cristo foi verdadeira, pois estava sendo movida pelo amor que eles tinham ao Senhor, que era proveniente do conhecimento que tinham acerca d'Ele, e estava sendo executada independente do sofrimento que enfrentavam naquele momento. Eles estavam gratos a Deus por terem conseguido anunciar o Reino d'Ele até ali, mesmo que aquele cárcere fosse o fim da linha para eles.

Eles não estavam orando e cantando por obrigação, mas por gratidão a Deus. Estavam cultuando a Deus na prisão, humilhados pelos romanos, surrados, doloridos, ameaçados de morte, e isto tudo depois de terem anunciado a boa nova da salvação eterna da parte de Deus àquelas pessoas, e ainda terem ajudado uma mulher a ser liberta de uma opressão demoníaca. 

Paulo e Silas não estavam interessados em mostrar aos outros que tinham conhecimento musical ao cantarem, ou que sabiam falar bem em público ao orarem na prisão. Eles homenagearam e louvaram a Deus como Ele merece, de todo o coração, por conhecerem a justiça do Reino e por terem sido escolhidos por Deus para anunciá-lo! Isso fez com que Deus cooperasse com eles (Marcos 16:20), e se movesse para ajudá-los; dessa forma, eles não somente puderam continuar apregoando a mensagem de salvação naquele mesmo lugar, o que resultou na conversão do carcereiro e sua família, como também impulsionou-os a seguir viagem e continuarem com o mesmo trabalho nas cidades de Anfípolis, Apolônia e Tessalônica.

Assim, todos os dias, Deus está dando a Sua Igreja oportunidades de adorá-lo primeiramente com suas atitudes no mundo! Deus espera que, antes de se reunirem para cultuá-lo em algum lugar, os seus filhos aprendam a justiça do Reino para andar nela de todo o coração, por gratidão e respeito à graça da salvação eterna concedida a toda humanidade, a fim de compartilharem a mensagem de salvação corretamente onde quer que estejam. 

Durante um momento de culto congregacional a Deus, portanto, músicos, cantores, dançarinos, pintores, poetas, oradores, professores, pastores, evangelistas, profetas e todas as pessoas que trabalham nos demais serviços de apoio para que a boa nova do Reino de Deus continue sendo divulgada na terra, já estão (ou pelo menos deveriam estar) adorando e louvando a Deus com suas vidas diariamente, antes mesmo de chegarem ao local da reunião, quer cantem e/ou toquem alguma música gospel ou algum hino da harpa, ou não.

Pastora Oriana Costa.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Como Deus se revela a alguém?

A pergunta do título do nosso estudo bíblico é interessante, tendo em vista que toca em um anseio comum a pessoas de várias religiões, e até mesmo de quem não tem nenhuma. 

A resposta exata da pergunta, porém, pode não satisfazer a todos, pois ela se encontra na própria palavra de Deus: somente através dela é que Ele se revela para os que o buscam. Nem todas as pessoas que gostariam que o Criador se revelasse a elas acreditam que os registros bíblicos são verdadeiros, e, por isso, não estão dispostas a cumprir os requisitos neles enumerados para que, enfim, cheguem a conhecer o Senhor de fato.
     
Aos que acreditam que o conteúdo da Bíblia é verdadeiro, é preciso o entendimento de duas coisas importantes: primeiro, que as informações bíblicas servem para nos guiar em nosso comportamento no mundo, especialmente em como devemos proceder para agradarmos a Deus; contudo, e em segundo lugar, a realidade espiritual para a qual estas informações apontam, e que é manifesta pela ação do poder divino, não pode ser assimilada da mesma forma que fazemos no mundo material.

O poder de Deus, que é eterno, e geralmente chamado de "unção" no meio evangélico, é algo espiritual, e por isso não pode ser compreendido pela inteligência humana ou através do ensinamento humano, mas somente assimilado por sua ação. É preciso ter os olhos e os ouvidos espirituais abertos para que possamos percebê-lo, e só Deus tem o poder de abri-los, conforme sonda o nosso coração e vê se realmente o amamos. Por isso o Senhor Jesus alertou:

Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair. (João 6:44)

Quando anunciava o Seu Reino, o Rei Jesus repetia sempre estas frases: "olhos para ver" e "ouvidos para ouvir". Quando Ele falava estas palavras, estava querendo dizer que muitos dos que estavam ali a sua volta sabiam muito das escrituras, e queriam aparentar ser muito religiosos, mas não estavam buscando a Deus de todo o coração, e por isso estavam cegos e surdos quanto à realidade espiritual.   

Assim, da mesma forma que encontramos escrito na Bíblia que precisamos ler e meditar nas escrituras e também sermos ministrados sobre seu conteúdo (confira em Josué 1:7,8 - Salmos 119:15;48;148 - 1Timóteo 3:14-17), a fim de que aprendamos a justiça do Reino de Deus e andemos nela, também encontramos escrito que não precisamos que ninguém nos ensine sobre a realidade espiritual, porque esta só Deus tem poder e autoridade para nos revelar (confira em Jeremias 31:34 - 1Coríntios 2:4,5 - Hebreus 8:10,11 - 1João2:27).

Também é importante entendermos que o requisito principal para que Deus se revele a alguém, é que Ele deve ser buscado de todo o coração (confira em Jeremias 29:13). E para buscarmos a Deus de todo o coração não há outro caminho, senão através da leitura e meditação das escrituras bíblicas, sem duvidarmos delas e dispostos a cumprir o que Deus nos ensina por elas.

Muitas pessoas desejam receber a revelação de Deus, mas, não estão dispostas a viver neste mundo conforme a justiça do Reino, por não confiarem plenamente naquilo que o Criador expõe em Sua Palavra. 

Então, existem muitas pessoas que até sabem as escrituras de cor, e são capazes de declamarem muitos versículos da Bíblia sem abri-la para lê-los, porém, preferem andar conforme suas próprias justiças, contrariando a justiça estabelecida por Deus eternamente.  

Por isso, o Senhor Jesus nos fala que, para Deus se revelar a alguém, é necessário antes o indivíduo considera-lo de todo o coração, buscando aprender e obedecer aos mandamentos d'Ele, fundamentando sua vida nesta sabedoria e tomando suas decisões com base nela. 

As ordenanças do Reino de Deus estão devidamente esclarecidas no ensino de Cristo (confira em Romanos 1:17); ele se encontra nos evangelhos e cartas dos apóstolos dirigidas à igreja, e que reunidos compõem o Novo Testamento. Então, vejamos o que o Rei dos reis nos declara: 

Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês. Dentro de pouco tempo o mundo já não me verá mais; vocês, porém, me verão. Porque eu vivo, vocês também viverão. Naquele dia compreenderão que estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês. Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele. (João 14:15-21) 

Concluindo, Deus promete se revelar a qualquer pessoa que, em primeiro lugar, creia que Ele existe, ou seja, não duvide d'Ele e de Sua Palavra, que tenha fé verdadeira n'Ele; e, em segundo lugar, que busque aprender os mandamentos do Seu Reino para andar neles, movido por esta fé. 

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hebreus 11:6)

Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor; é alguém que tem mente dividida e é instável em tudo o que faz. (Tiago 1:5-8)

Pastora Oriana Costa.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Seis pontos que nos ajudam a entender a importância do perdão.

Este estudo bíblico é especialmente dedicado à igreja do Senhor Jesus Cristo, para colaborar em sua santificação, expondo a todos a verdade do evangelho sobre o tema "perdão".  

Assim, nos parágrafos a seguir, vamos ler e meditar em seis pontos muito importantes sobre uma das ações fundamentais à manutenção da fé evangélica, que é perdoar. 

1-Para perdoarmos de verdade é necessário ter fé. A falta de perdão é sinal de que há falta de fé verdadeira, e é pecado, pois é desobediência a Deus. 

O verdadeiro perdão não vem de sentimentos, nem da vontade humana, mas da fé em Deus, e faz parte do mandamento de Cristo para a Nova Aliança que Ele fez com todos os homens:

Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. (Colossenses 3:12-14)

Então, percebemos que o apóstolo Paulo deixa claro aos cristãos colossenses que perdoamos o nosso próximo não porque sentimos vontade de perdoar, mas por sabermos que Deus perdoou nossas ofensas a Ele eternamente. Perdoar é, portanto, uma ordenança de Cristo para os que O seguem. 

Quando Jesus ensinou seus discípulos a orar, Ele explicou-lhes o seguinte:

Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém. Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas. (Mateus 6:9-15)

Sem crer em Deus é impossível perdoar de verdade, pois o que impulsiona o verdadeiro perdão é crer que Deus existe, que Ele é real, e que cumpre tudo o que nos promete em Sua palavra. E a promessa que Deus nos faz é que, se perdoarmos a quem nos ofendeu, Ele nos perdoa eternamente, e se não perdoamos, Ele também não nos perdôa.

Se não estivermos confiando em Deus e crendo n’Ele verdadeiramente, através do entendimento de Sua Palavra, não conseguiremos perdoar de verdade a quem nos faz mal, e vamos acabar agindo com o nosso próximo segundo o que sentimos com relação a ele, e não de acordo com o que diz a Palavra de Deus.

2-Quando não perdoamos estamos entristecendo ao Espírito Santo, e Deus nos julga por isso, pois está escrito:

Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo. (Efésios 4:30-32)

Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:28-32)

O pecado entristece a Deus. O Senhor é essencialmente bom e repudia toda a forma de injustiça, ou abomina tudo aquilo que vai de encontro a justiça instituída por Ele eternamente. Se não entendermos a vontade de Deus e continuarmos agindo contra a justiça do Seu Reino, Ele irá nos julgar, pois Deus é justo e não falha em cumprir o que promete.

O julgamento de Deus sobre o pecado é mais severo para quem se declara seguidor de Cristo, pois pelo ensino do Senhor é revelada a justiça do Reino de Deus aos homens. Um seguidor de Jesus é (ou pelo menos deveria ser) consciente da justiça de Deus, para não ir contra o que Ele promulgou para sempre.

Se, no entanto, alguém que se declare cristão verdadeiro, depois de ser exortado e avisado de seu pecado, insiste em continuar agindo segundo o que pensa ou pelo que sente, ignorando a reta justiça de Deus anuciada nas escrituras e esclarecida pelo ensino de Cristo, com o passar do tempo vai colher materialmente os frutos das injustiças que está semeando espiritualmente.

Inevitavelmente isso irá acontecer, tanto porque Deus é justo em cumprir Sua Palavra, como também porque Ele nos ama como seus filhos, e não deseja que percamos nossa salvação eternamente. Quando Deus exerce juízo sobre um Filho Seu é para lhe chamar a atenção a fim de que ele possa se arrepender e continuar anunciando o Reino de Deus na terra da forma correta.

Os frutos ou as consequências das injustiças ou dos pecados que cometemos sem arrependimento são a fraqueza (ela vai sendo provocada por intensas e repetitivas tribulações em diversas áreas da vida), a doença e, por fim, a morte, conforme observamos no trecho bíblico de 1Coríntios 11 citado alguns parágrafos acima.      

3-O rastro mais forte da falta de perdão é que ela nos impede de “amar aos nossos inimigos”, assim como Jesus nos ensina:

Vocês ouviram o que foi dito: Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! (Mateus 5:43-46)

Atenção:
  • "Ame ao seu próximo e odeie ao seu inimigo" é um dos lemas das ordenaças da lei mosaica, porque os inimigos do povo de Deus e os desobedientes à lei eram também considerados por Deus como seus inimigos pessoais; então, podemos observar Deus ordenando ao povo de Israel a agir sem misericórdia, matando por apedrejamento qualquer um que idolatrasse no meio deles, ou matando ao fio da espada a povos inimigos, que insistiam em permanecer na maldade e se recusaram a ouvir e obedecer a Deus, por exemplo. Podemos ver isso nos capítulos 13 e  20 do livro de Deuteronômio. No entanto, Deus cumpriu a lei que entregara a Moisés enviando-se a si mesmo (ou enviando Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, que é a segunda pessoa de Deus) para morrer em justificação pelos pecados de toda a humanidade; por considerar a Sua criação, Ele fez-se inimigo de si mesmo quando assumiu as ofensas de toda a humanidade, e assim, não teve misericórdia de si mesmo se entregando na cruz para morrer em nosso lugar, perdoando a todos e abrindo a porta de Seu Reino para nos receber de volta. Ele está nos dizendo que, quem crê nisso, deve andar em misericórdia com o seu próximo, porque Ele tem amado a todos e perdoado nossas ofensas a Ele para nos livrar da condenação à morte eterna. 
  • Os publicanos eram os judeus nomeados pelo império romano para trabalhar cobrando impostos de seus compatriotas israelitas; eles eram considerados ladrões, pois, tentados pela busca por lucro, muitos cobravam além do valor estipulado pelo imperador. Por isso eles eram renegados e julgados apóstatas ou incrédulos pela sociedade judaica. No evangelho de Lucas, capítulo 17, em vez da palavra "publicanos", no discurso de Jesus é falada a palavra "pecadores":  
Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. Dê a todo o que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam? Até os pecadores amam aos que os amam. E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os pecadores agem assim. E que mérito terão, se emprestarem a pessoas de quem esperam devolução? Até os pecadores emprestam a pecadores, esperando receber devolução integral. Amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta. Então, a recompensa que terão será grande e vocês serão filhos do Altíssimo, porque ele é bondoso para com os ingratos e maus. Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso. Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados. (Lucas 6:27-37)

No meio daqueles que não se importam em viver segundo a vontade de Deus, ou dos que não creem n'Ele, é comum haver vingança, agir por sentimentos (simpatia, antipatia, etc) ou julgar as coisas pela aparência delas, sem misericórdia. Nos trechos bíblicos acima Jesus está lembrando a Sua igreja que esta precisa viver numa justiça diferente da que conhece no mundo, se quiser realmente ser reconhecida como filha de Deus, porque Ele mesmo tem sido bom para os seus inimigos, que são os ingratos e maus que há no mundo.

4-A falta de perdão é sinal de que ainda não entendemos que a nossa luta não é contra carne e nem sangue.

Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. (Efésios 6:10-13)

Se tivermos consciência que nossos verdadeiros inimigos não são os que nos fazem mal, mas sim, poderes e autoridades espirituais que constituem as forças malignas na eternidade, certamente perdoaremos qualquer pessoa que porventura nos faça qualquer tipo de mal, ainda que nossas almas estejam indignadas, iradas ou entristecidas.  

5-Podemos pedir a Deus que nos dê fé suficiente para perdoar os que nos ofenderam, os que nos fizeram mal, e Ele nos atenderá.

Foi exatamente isso que os discípulos pediram a Jesus, e em resposta a isso Ele falou aquela famosa frase da "fé do tamanho de uma semente de mostarda (que é bem pequena) que ordena a amoreira (uma árvore grande) que arranque-se e plante-se no mar" a eles.

Jesus disse aos seus discípulos: É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar. Tomem cuidado. Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: Estou arrependido, perdoe-lhe. Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta a nossa fé! - Ele respondeu: Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: Arranque-se e plante-se no mar, e ela lhes obedecerá. (Lucas 17:1-6)

As amoreiras são árvores de porte médio, contudo, podem chegar a 15 metros de altura. Jesus usou-a como exemplo por ser uma das árvores corriqueiras na flora do lugar onde eles estavam naquele momento, que era Jerusalém, em Israel. 

Provavelmente, ao lermos o trecho bíblico acima, nossa mente humana ache impossível alguém que esteja seguindo a Cristo há pouco tempo e ainda tenha pouco conhecimento da palavra (e até mesmo que tenha muito tempo de evangelho e também tenha muito conhecimento das escrituras), ordene a uma árvore que ela se arranque da terra e se plante no fundo mar e ela simplesmente obedeça e continue viva. 

Contudo, Deus está nos dizendo com esta afirmação que, assim como a fé verdadeira, ainda que inicial e pequena, tem poder para fazer com que uma planta obedeça a uma ordem dada por uma pessoa para que ela se arranque sozinha do seu lugar e replante-se no fundo do mar (claro que, com o consentimento de Deus), por esta mesma fé também somos capazes de perdoar qualquer um que nos faça mal.  

Jesus atendeu prontamente ao pedido de seus discípulos, quando estes lhe pediram para lhes aumentar a fé, dando a eles conhecimento acerca do poder que a fé verdadeira em Deus tem. Ele revela que este poder para agir em perdão está disponível para qualquer um que crê, ainda que o indivíduo tenha começado a viver em Cristo há pouco tempo, e também que, este poder vem da decisão de obedecer a Deus andando em Sua justiça, aconteça o que acontecer, independentemente de sentimentos.

6-Antes de falar do perdão, Jesus falou de escândalo. Vamos conferir relendo o trecho bíblico do ponto anterior:

Jesus disse aos seus discípulos: É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar, mas ai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor que ela fosse lançada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que levar um desses pequeninos a pecar (...). (Lucas 17:1-3)

Com isso, Ele falou que, aqueles que tem um pouco mais de experiência na vivência do evangelho, devem ter cuidado para não confundir a mente dos que ainda são iniciantes na fé, ou tem ainda pouco conhecimento das escrituras e estão em processo de aprendizado, vigiando seus procedimentos para não irem de encontro à justiça de Deus especialmente na frente deles. 

Cristo adverte que nós escandalizamos os mais fracos na fé quando estes descobrem que não estamos conseguindo andar na justiça de Deus, pecando deliberadamente, sem nos arrependermos do mal que fazemos aos outros e nem perdoarmos os que nos fazem mal. A falta de perdão é pecado, e quando fica aparente por nossas palavras e ações, é motivo de escândalo para os pequenos seguidores de Cristo.

Concluindo, a falta de perdão não é o testemunho verdadeiro do Reino de Deus. Quando nos dizemos seguidores de Jesus Cristo e não perdoamos, e agimos conforme o que sentimos, estamos dizendo aos nossos irmãos e também aos de fora da fé que no Reino de Deus não há perdão, e que o Rei Jesus Cristo, que governa este lugar, também não perdôa. 

A igreja do Senhor Jesus Cristo, que é composta por cada pessoa que crê n'Ele de todo o coração, é embaixadora do Reino de Deus na terra e tem a responsabilidade de representá-lo verdadeiramente onde quer que vá. E para conseguirmos representar o Reino de Deus corretamente na terra, precisamos conhecer Sua justiça; e não há outra forma de conhecê-la, senão, lendo e meditando na Palavra de Deus, até que esta fique plenamente entendida.

Se desejar ouvir a pregação embasada neste mesmo conteúdo, feita pela pastora Oriana Costa, clique aqui: A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO.

Pastora Oriana Costa.



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Empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor. Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos. Todavia, se alguém não as tem, está cego, só vê o que está perto, esquecendo-se da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês, pois se agirem dessa forma, jamais tropeçarão, e assim vocês estarão ricamente providos quando entrarem no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. (2 Pedro 1:5-11)




terça-feira, 24 de junho de 2014

Eu creio em Deus do meu jeito; não preciso ler a Bíblia e não preciso ir a igreja.

A fé em Deus é algo maravilhoso. É algo que o mundo não explica, que a ciência ou palavras em si mesmas não tem o poder de explicar, mas que somente o Espírito de Deus pode confirmar que é real e funciona, pois escrito está:

Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. (João 16:8-11) 

Porém, os que verdadeiramente creem em Deus vão dar três sinais específicos de sua fé, que irão lhes diferenciar dos demais crentes. Primeiro, quem tem a verdadeira fé em Deus, a tem individualmente, contudo, vai sentir um enorme desejo de compartilhá-la com os outros, pois irá constatar diariamente que ela é poderosa e eficaz. 

No entanto, não é qualquer tipo de mensagem que o verdadeiro crente vai querer compartilhar, senão aquela que anuncia a salvação eterna. Então, aquele que tem a verdadeira fé em Deus vai procurar compartilhar o evangelho de Jesus Cristo onde quer que esteja (sem escandalizar, e de maneira pacífica, com sabedoria! - Mateus 18:7, 1Coríntios 8:9), pois é na mensagem de salvação que está revelada a justiça de Deus aos homens, e sobre a qual se firma em verdade toda a fé n'Ele. 

Quem não sente desejo, ou tem medo de compartilhar sua fé com os que estão a sua volta (1João 4:15-19) está agindo fora da justiça de Deus, pois Ele mesmo falou pelo profeta Isaías, por Seu Filho Jesus e pelo apóstolo Paulo as seguintes palavras:

Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: "O seu Deus reina!" (Isaías 52:7)

Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. (Marcos 16:15)

Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé". (Romanos 1:16-17)

Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: "Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!" (Romanos 10:14-15)

Segundo, a verdadeira fé em Deus não fica sozinha, ela sempre vai querer estar perto daqueles que são iguais a ela. Portanto, a fé verdadeira em Deus nos leva a buscar congregar! 

Quem diz "eu creio em Deus na minha casa mesmo, não preciso congregar", acreditando no que "acha" ser certo, e sem se esforçar para estar sempre reunido com os demais da mesma fé, sempre arrumando desculpas para não se reunir com os outros, ou alegando que não congrega por achar que as denominações estão "cheias de falhas", está indo contra Cristo, pois o Senhor nos ensina:

Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. (Mateus 7:1-5) - Atenção: o "julgar" que Deus nos fala aqui é o apontar de dedo, falar das falhas dos outros, que é a mesma coisa que criticar e condenar; e este tipo de julgamento é feito movido pelos próprios interesses, por ira, egoísmo ou soberba, sem pensar na salvação do próximo. Por isso Jesus nos diz que da mesma forma que criticamos e condenamos nosso próximo que erra, também seremos criticados e condenados, pois, por mais bonzinhos, justos e perfeitos que queiramos ser, nós erramos também!

Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. (Mateus 18:20) 

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. (Hebreus 10:25-27). 

A palavra de Deus nos orienta a congregar pois é na convivencia uns com os outros como igreja do Senhor que, movidos pelo conhecimento da verdade que liberta:

  • nos confortamos uns aos outros;
  • nos socorremos materialmente na hora da necessidade; 
  • nos corrigimos dos nossos erros e somos livrados do mal com palavras sábias e bons conselhos; 
  • somos incentivados a não desistir de continuar aprendendo a palavra e a buscar conhecer a Deus, apesar das adversidades e das tentações do mundo;
  • perseveramos em continuar fazendo o bem e em sermos pacificadores, onde quer que estejamos, e ainda que nos façam mal;
  • perseveramos em perdoar as falhas uns dos outros e em nos arrependermos também das nossas. 
Sem congregarmos nenhuma das coisas citadas no parágrafo acima acontece, e assim ficamos carentes do agir de Deus! Para os que creem n'Ele, Deus se manifesta principalmente em conjunto, usando uns para os outros, para que a unidade na fé e a santidade geral sejam mantidas até sua volta. É por isso que Jesus orou intercedendo diante de Seu Pai por Sua igreja, antes de ser crucificado, dizendo as seguintes palavras:

Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste. (João 17:15-23)

Terceiro, a fé verdadeira em Deus jamais vai dizer "eu creio em Deus do meu jeito", estabelecendo uma maneira só sua de crer, fora da justiça de Deus revelada no ensino de Cristo. 

Quem realmente tem fé em Deus vai procurar aprender a Sua justiça, e não criar uma de sua própria cabeça, por entender que ela se encontra revelada na mensagem do evangelho. Portanto, quem realmente crê em Deus vai procurar andar conforme a vontade d'Ele, de todo o coração. Quem diz que crê em Deus do seu jeito, e vive conforme o que acha e o que lhe parece mais aceitável ou confortável materialmente falando, e não conforme o que Jesus ensina, está agindo contra a justiça de Deus. 

Jamais tires da minha boca a palavra da verdade, pois nas tuas ordenanças coloquei a minha esperança. Obedecerei constantemente à tua lei, para todo o sempre. Andarei em verdadeira liberdade, pois tenho buscado os teus preceitos. Falarei dos teus testemunhos diante de reis, sem ser envergonhado. Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo. A ti levanto minhas mãos e medito nos teus decretos. Lembra-te da tua palavra ao teu servo, pela qual me deste esperança. Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua promessa dá-me vida. Os arrogantes zombam de mim o tempo todo, mas eu não me desvio da tua lei. (Salmos 119:43-51) 

A verdade é a essência da tua palavra, e todas as tuas justas ordenanças são eternas. (Salmos 119:160)

Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. Pois posso testemunhar que eles têm zelo por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. Porquanto, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se submeteram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê. (Romanos 10:1-4)

Pastora Oriana Costa.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Bíblia - Opiniões, interpretações e pontos de vista.


Fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (2 Coríntios 4:18)


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Para muitas pessoas, a Bíblia é mais um dos muitos livros religiosos que existem, cheio de informações que podem ser interpretadas de acordo com a maneira que cada leitor tem de vivenciar as coisas no mundo.

Assim, para uns, ela é repugnante e contraditória, ou não passa de uma coleção de pequenos livros de contos e fábulas judaicas, sem muita importância; para outros, seu conteúdo tem alguma relevância por conter relatos de acontecimentos históricos.

Para outras pessoas ainda, o tal livro serve de objeto de decoração religioso ou até de amuleto, pois muitos acreditam que nele há uma espécie de magia que livra as pessoas do mal, principalmente se o deixarem continuamente aberto no Salmo 91, na sala de estar. Além disso, a Bíblia não só fornece o conteúdo que baseia a fé cristã, mas também serve como livro de apoio à outras religiões que acreditam em Deus, como o espiritismo e o mormonismo.

No entanto, a Bíblia não é uma religião ou um livro religioso, ou mesmo místico, e sim um importante veículo de mídia, imparcial. É por ele que Deus concede aos homens o direito de se inteirarem sobre a justiça infalível e imutável que está em pleno exercício em todo o universo material que conhecemos, e que funciona a partir da eternidade. 

Ainda que a Bíblia seja objetiva em exibir o conhecimento da realidade espiritual e da operação da justiça de Deus, há muita confusão no entendimento de seu conteúdo. É interessante ver a gama de interpretações que surgem da leitura de um simples trecho bíblico, como por exemplo, o que se refere à história da criação do mundo e do homem, descrito em Gênesis, capítulo 1.

Alguns, ao lerem o intrigante relato, logo pensam: "isso não tem sentido!"; outros, tentam decifrar as palavras, como se elas estivessem escondendo seu real significado dentro de alguma espécie de código misterioso (e daí surgem diversas maneiras de entendimento, e, por conseguinte, o embasamento para diversas religiões). Outros ainda, se esforçam para relacionar o conteúdo do referido trecho bíblico à ciência, tentando provar a veracidade da Bíblia por esta. E por aí vai...

Isso tudo acontece porque, segundo a realidade física, podemos interpretar todas as coisas de diversas maneiras, inclusive o conteúdo bíblico, ainda que conhecendo-o a partir dos manuscritos originais. É exatamente por isso que existem tantas correntes de pensamento sobre a criação do mundo, sobre o dilúvio, sobre a volta de Jesus, sobre a igreja, sobre a santa ceia, sobre os batismos, sobre usos e costumes, etc..

Em Gênesis, o autor inicia o relato da criação do mundo mostrando claramente que tudo começou a partir de uma outra realidade que existe, mas não podemos entendê-la a partir do que conhecemos em nossa realidade material.

Percebemos isso pelo simples fato de não podemos imaginar algo "sem forma" e ao mesmo tempo "vazio", como lemos no segundo versículo de Gênesis. Não temos um referencial em nosso mundo para entendermos uma coisa sem forma. Até mesmo a água ou o vento tem formas, ainda que sejam irregulares. Em nossa realidade física, tudo tem uma forma.

No princípio Deus criou os céus e a terra. Era a terra sem forma e vazia; (...). (Gênesis 1:1-2)

Desse modo, não há como compreendermos o conteúdo bíblico com clareza somente tomando por base referenciais materiais. Assim, precisamos da ajuda do Criador para entender o que está escrito na Bíblia, pois não temos ideia de como é realmente a realidade eterna. Por muitos não discernirem esta situação, é que equivocadamente vão surgindo tantos pensamentos diferentes a partir do conteúdo das escrituras.

Por existir esta diversidade de interpretações, muitos pensam que a Bíblia não é um livro confiável por "aparentemente" se contradizer ao tratar de certos assuntos, como por exemplo: como o mesmo Deus que ordena "Não matarás"(Êxodo 20:13) ao seu povo, também ordena a este apedrejar até a morte qualquer um que, conhecendo a lei, for encontrado transgredindo-a (Números 15:32-36), ou a matar outros povos descendentes de Abraão, que se opuserem a Sua vontade (Os amalequitas eram descendentes de Esaú, neto de Abraão, e conheciam a lei mosaica - 1Samuel 15:2,3).

No entanto, se Deus se contradiz na lei mosaica, a lei dos Estados Unidos também é contraditória, se fizermos uma comparação entre as leis de ambos os povos, buscando analiza-las somente pela realidade física. Segundo a lei americana, matar é crime, e o infrator, quando descoberto, é condenado à morte, e as pessoas que irão executar o infrator sabem que irão "matá-lo" (isso não parece contraditório?). E o que dizer de tal nação, em relação aos civis inocentes de outras nações as quais os americanos declararam guerra, mortos nos ataques deles?

Matar é crime nos EUA, no entanto, a mesma lei que condena a quem mata usa a morte tanto como uma forma de punição para criminosos como para mostrar sua força em guerras. E mesmo que os EUA tenham esta justiça tão "contraditória", ainda é reconhecido como um dos países mais organizados em termos de aplicação da lei e uma das maiores potências econômicas do mundo.    

A Bíblia possui uma característica que a torna um livro completo, pois, de todos os livros que conhecemos, é o único que explica a si mesmo, por mais incrível que isso pareça. E ela apresenta este diferencial exatamente por focar na REALIDADE ESPIRITUAL. A realidade eterna só pode ser explicada com clareza a partir de referenciais que venham dela mesma.

O Rei Jesus, por exemplo, faz uma comparação do Seu Reino (que é espiritual) com coisas materiais, para que as pessoas tenham "uma ideia" do que ele é, e como ele é. Ele não tem como explicá-lo claramente usando coisas materiais; nós precisamos vê-lo para que saibamos realmente do que se trata - e aí entra a fé, pois Cristo nos promete que entraremos neste Reino se crermos n'Ele e obedecermos os seus mandamentos. De acordo com as escrituras, chegará o dia em que saberemos o que é e como é realmente o Reino de Deus.

Então Jesus perguntou: Com que se parece o Reino de Deus? Com que o compararei? É como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore, e as aves do céu se fizeram ninhos em seus ramos. Mais uma vez ele perguntou: A que compararei o Reino de Deus? É como o fermento que uma mulher misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada. (Lucas 13:18-21)

Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. (Apocalipse 1:7)

Outras provas de que a Bíblia está apontando para a realidade espiritual é que, apesar de ter sido escrita por pessoas comuns, contém informações que, no tempo em que foram escritas, não tinham ainda sido comprovadas pela ciência; hoje sabemos que de fato são verdadeiras, e que aquelas pessoas não tinham como saber tais coisas se o próprio Criador não lhes tivesse dito. Eis alguns exemplos:
  • a forma redonda da terra (Isaías 40:22);
  • ciclo de evaporação e precipitação da água (Jó 36:27 e Amós 5:8);
  • as mulheres produzem óvulos (Gênesis 3:15 - As civilizações antigas não acreditavam que as mulheres produziam gametas, mas apenas ofereciam um ambiente propício para o gameta do homem se desenvolver. Apenas há cerca de 100 anos foi realmente comprovado pela ciência que as mulheres de fato produzem óvulos - que na Bíblia são chamados de "a semente da mulher", se referindo ao nascimento de Jesus, que foi gerado do poder de Deus sobre um óvulo de Maria, esposa de José)
Assim, dentro da Bíblia encontramos as respostas para todos os questionamentos que possam surgir com relação ao seu próprio conteúdo; o Antigo Testamento explica o Novo, e vice-versa, de modo que a Bíblia explica-se a si mesma, e, ao contrário do que muitos pensam, não se contradiz! O desafio deste estudo bíblico é especialmente expor esta verdade e levar cada um a, pelo menos, pensar no assunto com mais atenção. 

Exatamente por seu conteúdo ser de cunho espiritual, para podermos realmente entender do que tratam as escrituras e não sermos levados a mais um tipo de interpretação, ou acharmos que ela está se contradizendo e por isso não é confiável, é preciso pedir ajuda ao Seu Autor (orar a Deus) antes de lê-la, e procurar meditar devagar em cada informação.

Desta forma, com o passar do tempo, de uma maneira maravilhosa começamos a observar que cada trecho está convergindo para uma realidade que jamais conseguiríamos visualizar com nossos olhos naturais, e que está acima de qualquer pensamento derivado de nossas vivências neste mundo. É por isso que o profeta Isaías e o apóstolo Paulo dizem:

Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor. Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos. (Isaías 55:8-9)

Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus. Entretanto, falamos de sabedoria entre os maduros, mas não da sabedoria desta era ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada. Pelo contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes do princípio das eras, para a nossa glória. Nenhum dos poderosos desta era o entendeu, pois, se o tivessem entendido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Todavia, como está escrito: Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam; mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois, quem dentre os homens conhece as coisas do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus. (1 Coríntios 2:4-11)

No livro de Jó, vemos perguntas como estas:

Acaso você sabe como Deus comanda as nuvens e faz brilhar os seus relâmpagos? (Jó 37:15)

Qual o caminho por onde se repartem os relâmpagos? Onde é que os ventos orientais são distribuídos sobre a terra? (Jó 38:24)

Você sabe quando as cabras monteses dão à luz? Você está atento quando a corça tem o seu filhote? (Jó 39:1)

Para as perguntas acima a ciência tem respostas, baseada na observação dos acontecimentos, em experimentos e pesquisas. Contudo, as respostas que a ciência tem para essas e outras perguntas vem da aparência que as coisas tem no mundo. Assim, a ciência não sabe dizer o porquê de cada coisa existir, e o que está mantendo cada coisa funcionando perfeitamente, e são estas, de fato, as perguntas que Deus faz a Jó.

A ciência não tem como explicar com clareza, somente baseada em dados que consegue materialmente, de onde as forças físicas realmente estão vindo, ou de onde vem a força que coordena todas as outras e mantém os organismos vivos e funcionando, ou porque tudo está funcionando em perfeita sincronia no universo.

Devido ao fato de não podermos explicar (baseados somente no que conhecemos no mundo) estas situações, é que muitos acreditam no "acaso".

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Materialmente, precisamos estudar e praticar para aprender qualquer coisa; porém, no plano espiritual, não necessitamos ser ensinados por outros seres humanos, ou estudar e praticar para entendermos as coisas, e sim visualizar este plano: é assim que somos "ensinados" por Deus e compreendemos tudo!

Desta forma, quando Deus deseja revelar-se a nós, Ele simplesmente abre nossos olhos espirituais, e quando não, Ele os mantém fechados. Isso acontece independentemente da inteligência humana, ou do quanto sabemos o que está escrito na Bíblia; por isso, a existência da realidade espiritual não pode ser provada unicamente pela ciência dos homens, ou somente a partir da realidade material, mas somente com a intervenção do poder de Deus. 

Pois o Reino de Deus não consiste de palavras, mas de poder. (1 Coríntios 4:20)

Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, Jesus respondeu: O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: Aqui está ele, ou Lá está; porque o Reino de Deus está entre vocês. (Lucas 17:20-21)

Portanto, tentar convencer alguém que a Bíblia é verdadeira usando a ciência, por exemplo, só dá resultado se Deus interferir, pois as escrituras estão apontando para a realidade espiritual, cujo domínio pertence a Ele.

E também, tentar convencer alguém sobre a necessidade de salvação eterna só terá sucesso se o próprio Espírito de Deus cooperar com este trabalho, pois a salvação da condenação eterna é algo essencialmente espiritual. A responsabilidade de quem crê em Deus é anunciar a mensagem (que é espiritual) e a compreensão desta mensagem por quem a ouve é responsabilidade do Criador. Por isso Jesus diz:

Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. Mais um pouco e já não me verão; um pouco mais, e me verão de novo. (João 16:7-16)     

Muitos estão lendo a Bíblia e tentando interpretar seu conteúdo usando como parâmetros as informações que obtém em suas experiências no mundo, ou pela aparência das coisas, segundo aquilo que acham mais coerente fisicamente; mas, de fato, não irão conseguir compreeender a realidade espiritual apontada nos livros bíblicos sem visualizá-la! E só conseguimos visualizar a realidade eterna com a ajuda do Criador. A Bíblia nos fala sobre isso nesses trechos:

Mas é o espírito dentro do homem que lhe dá entendimento, o sopro do Todo-poderoso. (Jó 32:8)

Estão chegando os dias, declara o Senhor, quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha aliança, apesar de eu ser o Senhor deles, diz o Senhor. Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias, declara o Senhor: Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Ninguém mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: Conheça ao Senhor, porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior, diz o Senhor. Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados. (Jeremias 31:31-34)

Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento. (1 João 2:20)

Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou. (1 João 2:27)

É bem verdade que não precisamos estudar a Bíblia para entender a realidade espiritual, porque ela só é revelada pelo consentimento de Deus, segundo lemos nos trechos bíblicos acima. No entanto, materialmente, precisamos fazer nossa parte se realmente quisermos que Deus se revele a nós.

Assim, através da leitura e da meditação diária no conteúdo bíblico, motivados pela busca do entendimento da pessoa de Deus e de Sua justiça, é que nossos olhos espirituais são abertos e passamos a enxergar "o local" para onde as escrituras de fato estão apontando.

TUDO EM NOSSA REALIDADE MATERIAL ESTÁ ANCORADO NO ETERNO, OU SUBSISTE PELA REALIDADE ETERNA, e isso percebemos através do funcionamento das coisas na natureza e em nosso próprio corpo.

Portanto, se o indivíduo que lê e medita nas escrituras não estiver crendo realmente que Deus existe, que Ele é realmente o Criador de todas as coisas, e não o estiver buscando de todo o coração, não conseguirá visualizar a realidade eterna e irá entender a Bíblia segundo seu próprio ponto de vista. Por isso, o profeta Jeremias, o próprio Jesus e o Apóstolo Paulo falam:

Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. (Jeremias 29:13)

Dentro de pouco tempo o mundo já não me verá mais; vocês, porém, me verão. Porque eu vivo, vocês também viverão. Naquele dia compreenderão que estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês. Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele. (João 14:19-21)

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Pois foi por meio dela que os antigos receberam bom testemunho. Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível. (Hebreus 11:1-3)

Desta forma, para termos nossos olhos espirituais abertos e enxergarmos a realidade eterna é preciso crer em Deus, e buscá-lo verdadeiramente. Ele conhece nossas intenções, e se revela apenas a quem realmente quer estar com Ele. Deus não revela sua realidade a humanos que não acreditam ou não se dispõem a crer n'Ele, por enquanto.

De fato, Sua Palavra nos fala que "todo o olho o verá" (Apocalipse 1:7), mas, quando isso acontecer, os que não acreditaram n'Ele antes deste evento permanecerão separados d'Ele para sempre.

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hebreus 11:6)

Deus não perdoará os que insistem em sua incredulidade neste período em que Ele está oculto aos nossos olhos naturais, porque todos estão tendo chances de crer pelo que observam na natureza (ainda que não leiam a Bíblia), ou pelo menos desconfiar que as coisas não existem ao acaso e ir atrás de respostas, pois:
  • a terra é perfeitamente organizada, já está pronta à espera do homem quando ele nasce, e o homem retira dela o que precisa para continuar vivo; 
  • os seres humanos não tem poder para controlar ou prever todos os fenômenos naturais; 
  • a terra se refaz todo o tempo quer o homem interfira ou não, obedecendo a leis físicas e químicas não instituídas pelo homem, e que funcionam perfeitamente; 
  • a terra está em perfeito equilíbrio sem depender da interferência humana, e jamais sai de sua órbita; 
  • o homem não planeja seu próprio nascimento, não se mantém vivo de si mesmo, e também não pode impedir sua própria morte. 
A respeito disso, o Apóstolo Paulo fala:

Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis. (Romanos 1:18-20)

A realidade eterna funciona a partir de um único ponto de vista, aquele já estabelecido por Deus, e não dá brecha para outros, como vemos acontecer normalmente no mundo; é isso que torna a justiça de Deus invariável:

Meus amados irmãos, não se deixem enganar. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. (Tiago 1:16-17)

O apóstolo Paulo explica aos cristãos coríntios que, "se alguém está em Cristo é nova criação", de modo que este alguém deverá deixar para traz a antiga maneira de ver as coisas, ou seja, a maneira terrena de avaliar as coisas ("as coisas antigas já passaram"), e agora avaliá-las espiritualmente ("eis que surgiram coisas novas!"):

Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano. Ainda que antes tenhamos considerado a Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! (2 Coríntios 5:14-17)  

A seguir, vamos expor algumas situações para entendermos melhor a diferença entre as realidades material e eterna.

Materialmente, sempre vão existir dois pontos de vista básicos para qualquer coisa: o ponto de vista do bem, e o ponto de vista do mal, se desconsiderarmos a justiça eterna; tudo tem seu lado bom e seu lado ruim no plano físico. Então, a mentira, por exemplo, é boa para quem lucra com ela, e é má para quem por ela sofre prejuízo. E, com a verdade, acontece da mesma forma.

No entanto, a mentira, quando descoberta, provoca medo de punição, vergonha ou remorso em quem mentiu, e também provoca desejo de vingança, ira, revolta e/ou tristeza em quem foi enganado. A verdade, por sua vez, ainda que dura e difícil, quando aparece traz alívio, paz, arrependimento, libertação, correção, coloca as coisas em ordem, e dá até mesmo alegria, tanto para quem propaga quanto para quem recebe.

Já espiritualmente, a verdade é uma virtude, e a mentira é, e, sempre será uma transgressão, porque espíritos sabem e vêem todas as coisas; e, como Deus é espírito, a Ele ninguém engana.

Assim, Deus é sempre verdadeiro, odeia QUALQUER mentira e exerce juízo sobre ela. Quem realmente crê em Deus, logo, vai buscar não mentir, por estar visualizando a realidade espiritual apontada pela Palavra, ainda que sua alma queira contar uma mentirinha movida por desejo de lucro, pena, medo, decepção, inveja, vingança, etc..

Aquele que crê realmente em Deus sempre vai preferir falar a verdade, ainda que sofra ou perca alguma coisa materialmente, por enxergá-la eternamente.

Desta forma, de acordo com a realidade eterna, a verdade é unicamente boa, e a mentira é unicamente má. Não há pontos de vista para as duas situações, mas uma única maneira de vê-las, e que é invariável e infalível. A verdade e a mentira estão sujeitas a uma lei espiritual que foi instituída pelo Criador, que tudo sabe, tudo vê, e simplesmente abomina qualquer forma de engano.

Curiosamente, mesmo sabendo que a mentira é uma ação que tem uma consequencia não muito agradável, e que dizer a verdade é o melhor caminho, várias pessoas continuam presas à mentira e não conseguem se libertar dela sozinhas, ainda que frequentando uma igreja ou fazendo estudos bíblicos. Isso acontece porque, para realmente pararmos de mentir precisamos estar enxergando a realidade espiritual. Não basta só sabermos que mentira é algo ruim, mas é preciso ter consciência do que é a mentira espiritualmente.

Decorar que "os que amam e praticam a mentira ficarão de fora do Reino de Deus" (Apocalipse 22:15) não vai impedir de sermos levados pelo desejo errado das nossas almas. Para não continuarmos enganando as pessoas é necessário obedecer a Deus andando em Sua Justiça por convicção, e só conseguimos isso se o conhecermos além da letra, visualizando a realidade eterna ou espiritual. Só encontra motivação para obedecer a Deus sem se deixar levar pelos impulsos de sua carne quem realmente o conhece; e isso observamos nos versículos a seguir:

Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra. (Oséias 6:3)

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo. Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou. (1 João 2:1-6)

Uma outra situação curiosa, que se enquadra no tema que estamos tratando é: Se Jesus é Deus, e o Antigo Testamento fala de Cristo, e este cumpriu o que foi predito pelos antigos profetas, porque a maioria dos judeus não acredita que Jesus é o messias prometido por Deus ao seu povo, e não aceita o que está escrito no Novo Testamento? Simples: eles ainda estão "cegos e surdos espiritualmente", apesar de saberem as escrituras decoradas e darem um banho de conhecimento em qualquer um que quiser lhes refutar a fé.

No entanto, foi o próprio Deus quem os castigou não se revelando a eles devido a sua desobediência, aparecendo bem diante de seus olhos materialmente, contudo, sem se deixar ser reconhecido espiritualmente pela maioria deles.

Pilatos então voltou para o Pretório, chamou Jesus e lhe perguntou: Você é o rei dos judeus? Perguntou-lhe Jesus: Essa pergunta é tua, ou outros te falaram a meu respeito? Respondeu Pilatos: Acaso sou judeu? Foram o seu povo e os chefes dos sacerdotes que entregaram você a mim. Que é que você fez? Disse Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui. Então, você é rei!, disse Pilatos. Jesus respondeu: Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem. (João 18:33-37)

Poucos judeus (incluindo os apóstolos) reconheceram Jesus como a pessoa de Deus e como Seu Rei enquanto Ele esteve na terra; de fato, até agora Cristo tem sido enxergado e reconhecido como Salvador e Rei por outros povos da terra, e não pela maioria dos judeus.

Isso está acontecendo para que a mensagem de reconciliação com Deus seja anunciada às outras nações da terra até o tempo estabelecido por Ele, e então, Ele se revelará ao seu antigo povo e em seguida levará a todos os que creem para seu Reino definitivamente, ressuscitando e transformando a todos. Esta é uma situação estabelecida espiritualmente e não pode ser compreendida senão com a ajuda do próprio Criador. Sem a intervenção d'Ele, a compreensão desta situação é impossível, pois materialmente aparenta ser duvidosa, mirabolante ou não ter sentido algum.

Pois eu lhes digo que Cristo se tornou servo dos que são da circuncisão, por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos patriarcas, a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu te louvarei entre os gentios; Cantarei louvores ao teu nome. E também diz: Cantem de alegria, ó gentios, com o povo dele. E mais: Louvem o Senhor, todos vocês, gentios; cantem louvores a ele todos os povos. E Isaías também diz: Brotará a raiz de Jessé, aquele que se levantará para reinar sobre os gentios; estes colocarão nele a sua esperança. (Romanos 15:8-12)

Para concluir nosso estudo sobre interpretações e pontos de vista bíblicos, vamos analizar um assunto que sempre causa grande polèmica no meio cristão: Quem vai entrar no Reino de Deus ou não, no Dia da vinda de Cristo. A seguir, três versículos bem conhecidos nos mostrarão quem entrará no Reino de Deus definitivamente, e quem ficará fora d'Ele para sempre:

Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. (1 Coríntios 6:9-10)

Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; odio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. (Gálatas 5:19-21)

Felizes os que lavam as suas vestes, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira. (Apocalipse 22:14-15)

Os trechos bíblicos acima são contundentes no que diz respeito ao julgamento de Deus sobre certas práticas, as quais o apóstolo Paulo deixa claro se tratarem de "perversidades", pois chama os seus praticantes de "perversos". O problema está exatamente aí, pois, muitos alcoólatras, homossexuais, adúlteros, idólatras, avarentos, imorais, feiticeiros, etc., não se acham pessoas perversas vivendo como vivem. 

No entanto, quando o apóstolo Paulo fala que "os perversos não herdarão o Reino de Deus", não está falando de perversidade segundo o que este mundo a entende ser, e sim da "perversão da justiça eterna ou da justiça de Deus, que é ESPIRITUAL". Segundo este mundo, se alguém adultera sem que seu conjuge saiba (para não machucá-lo e manter o casamento), mas paga todas as suas contas, não deixa nada faltar em casa, é um bom pai ou uma boa mãe, faz a caridade, então, este alguém é uma boa pessoa. 

Porém, essa é a visão física, humana, da situação. Espiritualmente, o(a) adúltero(a), por mais bonzinho ou boazinha que aparente ser, está transgredindo a justiça eterna em vários pontos, pois, para mater sua infidelidade conjugal tal pessoa se vê obrigada a mentir para sua família constantemente, deixando de dar a atenção e o cuidado que deveria aos filhos e ao conjuge para manter sua satisfação num outro relacionamento. Então, tal pessoa precisa se arrepender e deixar de adulterar, ou do contrário, Deus não lhe salvará da condenação eterna, e consequentemente, ela não entrará no Reino.

Espiritualmente, nossos atos de bondade não tem poder para cobrir nossas transgressões diante de Deus! Eternamente, nossas transgressões só são apagadas pela fé em Jesus Cristo, e aquilo que é injustiça ou perversidade aos olhos de Deus deve ser abandonado como prova de que estamos crendo realmente n'Ele, ou do contrário nossa fé será vã. Por isso, o apóstolo Tiago fala:

De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: Você tem fé; eu tenho obras. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem! Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se assim a Escritura que diz: Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça, e ele foi chamado amigo de Deus. Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé. (Tiago 2:14-24) 

Então, quem crê verdadeiramente em Cristo, entenderá espiritualmente os trechos bíblicos referentes a quem vai e quem não vai herdar o Reino de Deus, e provará isso a Ele e aos homens, se arrependendo e deixando toda e qualquer prática que se enquadre dentro daquilo que Deus intitula como perversidade ESPIRITUALMENTE ou ETERNAMENTE. Jesus pagou um preço muito alto entregando sua vida em sacrifício para nos dar chance de SERMOS JUSTIFICADOS DE NOSSAS TRANSGRESSÕES DIANTE DO CRIADOR E LIVRADOS OU SALVOS DA CONDENAÇÃO À MORTE ETERNA, e o preço que pagamos é provar que estamos crendo nisso de todo o coração. Sobre isso o apóstolo Paulo fala:

Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória. Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência, as quais vocês praticaram no passado, quando costumavam viver nelas. Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar. Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. (Colossenses 3:1-10)

Se analisada materialmente, a Bíblia não passa de mais um livro religioso, que até contém alguns bons valores morais e éticos, algumas palavras sábias, mas que também irá conter um monte de afirmações sem sentido, contradições e acontecimentos totalmente loucos e fictícios, que se parecerão com coisas de contos de fadas.

Enfim, sem termos noção da realidade eterna é fácil tirar conclusões equivocadas das escrituras, e chegarmos até a pensar que elas contém erros de interpretação, ou que as pessoas que a escreveram eram sonhadoras, insanas, radicais, masoquistas, etc..

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Disse Jesus: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair." (João 6:44)


Pastora Oriana Barros.