By Pastors Wendell and Oriana Costa

quarta-feira, 15 de março de 2017

O pecado - Estudo bíblico - parte 4

A verdadeira igreja do Senhor Jesus Cristo é feita de pessoas que não desejam mais desagradar a Deus, uma vez que a mensagem do evangelho é essencialmente a pregação da salvação eterna obtida pela fé no sacrifício de Jesus Cristo; esta fé deve nos levar ao arrependimento sincero de pecados, ou ao arrependimento verdadeiro das nossas faltas diante do Criador de todas as coisas.

No entanto, as pessoas não se tornam perfeitas e param de pecar de uma hora para outra, como num passe de mágica, assim que aceitam ao Senhor Jesus como suficiente salvador e Senhor. Elas terão que aprender a não pecar, terão que substituir todo o ensino que receberam no mundo pelo ensino de Cristo.

Neste mundo, tudo é aprendido. Fisicamente, o homem foi criado por Deus para aprender, experimentar, descobrir, criar. O próprio Deus precisou passar informações e ordens para o homem, assim que o criou, para que ele pudesse ter cautela com o que havia ao seu redor e não se prejudicar:

"E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". (Gênesis 2:16,17)

A palavra de Deus nos mostra que espiritualmente já sabemos tudo, estamos prontos, mas, materialmente, não. Isso está registrado nos livros de Mateus e Marcos, quando o Senhor Jesus ensina: "Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca". (Mateus 26:41/Marcos 14:38)

Então, da mesma forma que aprendemos a dar vazão ao que nossa carne deseja fazer, também temos que aprender a rejeitar seus desejos, e em lugar de agirmos de forma carnal, agirmos conforme a vontade do nosso espírito recriado, como explica o apóstolo Paulo:

"Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça." (Romanos 6:12,13)

"Por isso digo: vivam pelo espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao espírito; e o espírito, o que é contrário à carne." (Gálatas 5:16,17)

E falando em espírito recriado, é bom lembramos que ao crermos na obra redentora de Jesus Cristo e ao aceitarmos seu governo sobre nossas vidas, nós imediatamente recebemos um novo espírito, que na Bíblia lemos como "nascer de novo". Como já vimos e entedemos na parte 3 deste estudo, uma vez que o espírito morre, está morto para sempre. É por isso que Satanás e os anjos que com ele caíram não podem ser redimidos, e estão condenados para sempre. 

Nas escrituras podemos ler o seguinte:

"Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles." (Ezequiel 11:19)

"Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito." (João 3:5-8)

Vivemos em duas dimensões distintas, diferentemente do Criador e seus exércitos celestes. Por isso, Deus teve misericórdia da nossa situação, após a entrada do pecado, tendo em vista que não somente somos seres espirituais, mas também materiais, e, fisicamente, não sabemos de tudo como acontece com os que estão na realidade eterna.

Com a ressurreição do Cristo homem ou do Cristo físico, que foi arrebatado (subiu aos céus) e está na realidade eterna neste exato momento, agora o Pai tornou possível a existência de novos espíritos humanos, que são gerados desta nova entidade.  

Para entendermos melhor o que realmente acontece: toda vez que alguém crê verdadeiramente em Jesus Cristo como seu justificador e o aceita como Senhor de sua vida, na realidade eterna sai de Cristo um espírito humano novo, ou seja, Ele "dá à luz" dentro de Seu Reino a um novo espírito humano, totalmente limpo, puro, sem pecado, que automaticamente substitui o espírito morto desse alguém (João 14:23).

Este novo espírito não peca jamais, não deseja pecar, não há pecado nele (1João 3:9).

Ele é nascido de Cristo, é cidadão do Reino de Deus, e é totalmente igual a Cristo: está em unidade com o Pai e com o Seu Espírito (também chamado de Espírito da verdade, Consolador, ou como é mais conhecido, de Espírito Santo). O detalhe é que este novo ser humano espíritual, que é puro, passa a habitar dentro de corpos humanos que ainda estão cheios de maldade, com almas (ou mentes - ou entendimento) que ainda não tem o pleno conhecimento da verdade que liberta!

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:1,2, ACRF) 

Por isso, vai existir uma dificuldade (que será de fato uma batalha diária) em trazermos esta nova realidade para a nossa realidade material. Teremos que aprender a não mais obedecer aos nossos desejos e passarmos a obedecer ao espírito de Cristo que está em nós. O apóstolo Paulo fala claramente sobre isso:

"Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente (...) De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado." (Romanos 7:21-25)

"Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." (Gálatas 2:20)


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Uma curiosidade:

O espírito novo ou "nascido de novo" literalmente sai de Cristo, é gerado n'Ele e entregue aos que creem; em Gênesis, podemos ler como o espírito de Adão foi colocado dentro de seu corpo:

"Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente." (Gênesis 2:7)

No trecho bíblico acima, a frase "se tornou um ser vivente" explica que Adão passou a ter consciência de existência, ou seja, passou a ter um espírito. Isso não acontece com os animais, por exemplo. Os animais tem alma, mas, não tem espírito, eles não tem consciência de que existem. São almas em corpos, ou criaturas, apenas. 

Se prestarmos bem atenção no relato existente em Gênesis 1 e 2, perceberemos que há uma distinção entre a forma como o ser humano foi feito da forma como os animais e plantas passaram a existir. Deus soprou apenas no homem, mas, não fez isso com os animais. Os animais apenas foram criados materialmente, e o homem, foi criado do pó da terra e ainda recebeu "um sopro espiritual", que é um diferencial entre ele e o animal.

Da mesma forma que o Pai soprou um espírito puro (santo, sem pecado) em Adão, Cristo foi visto soprando nos apóstolos, dando-lhes espíritos novos e puros:

"Novamente Jesus disse: "Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio". E com isso, soprou sobre eles e disse: "Recebam o Espírito Santo."" (João 20:21,22, NVI)

Este espírito santo que Jesus estava entregando naquele momento a cada um dos apóstolos não era o revestimento de poder do Espírito Santo (observe que o Consolador só foi dado à igreja (ou derramado na igreja) no Dia de pentecostes, após a ascenção de Jesus aos céus - Atos 2:1-4); mas, se tratava de espíritos recriados, espíritos que saíram de Cristo.

Obs:. abaixo, análise da palavra "espírito" a partir do escrito original em grego, constante no versículo 22 de João capítulo 20, a partir de dados do e-Sword :
















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Missionária Oriana Costa


terça-feira, 14 de março de 2017

O pecado - Estudo bíblico - Parte 3

Após a transgressão de Adão, tendo em vista que todos os seres humanos são seus descendentes, espiritualmente, ao chegarmos a este mundo todos nós já estamos separados de Deus, e em nossa carne se encontra o pecado (todas as obras da carne), ainda que ignoremos isso: "Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe." (Salmos 51:5) E o pecado já está julgado e sentenciado na realidade eterna, como está escrito em Romanos 6:23. Sua sentença, portanto, é a morte para sempre.

Pessoas que não entendem a vontade perfeita do Criador acreditam que ao morrerem fisicamente não tem mais jeito, que é o fim: e esta afirmação é, de fato, verdadeira. É a realidade delas, realmente! Para os que estão longe de Deus, esta é a sentença para sempre, com o adicional de que, espiritualmente, a morte se continuará para os tais de uma forma dolorosa, visto que todos nós somos espíritos e estes não tem fim: não param de funcionar, não sofrem decomposição, não deixam de existir.

O nosso Criador não se agrada com o fato de nós estarmos condenados e de que sofreremos por isso para sempre; Ele realmente deseja que tenhamos vida na dimensão eterna. Contudo, Deus não passa por cima de Sua palavra; Ele não invalida o que já está sentenciado na eternidade, e por isso mesmo avisou a Adão o que lhe aconteceria caso resolvesse transgredir algumas das regras já antes estabelecidas pelo Senhor.

Desta forma, o Pai precisou criar uma nova realidade, com novas leis, para que pudéssemos escapar desta condenação.

A palavra de Deus assim explica:

"Aquele que pecar é que morrerá. O filho não levará a culpa do pai, nem o pai levará a culpa do filho. A justiça do justo lhe será creditada, e a impiedade do ímpio lhe será cobrada. Mas, se um ímpio se desviar de todos os pecados que cometeu e obedecer a todos os meus decretos e fizer o que é justo e direito, com certeza viverá; não morrerá. Não se terá lembrança de nenhuma das ofensas que cometeu. Devido às coisas justas que tiver feito, ele viverá. Teria eu algum prazer na morte do ímpio?, palavra do Soberano Senhor. Pelo contrário, acaso não me agrada vê-lo desviar-se dos seus caminhos e viver?" (Ezequiel 18:20-23)

No trecho acima notamos claramente que, para o que estiver longe de Deus (ou, para os que são ímpios), no dia do julgamento não serão levadas em conta as bondades que praticaram, mas, somente as maldades, pois os "atos de justiça" de um "injusto" não tem poder para justificá-lo de suas ofensas ao Criador. Os justos, ou seja, os que estão perto de Deus, serão considerados de acordo com o bem que praticaram, sem que suas ofensas ao Senhor sejam levadas em consideração. É assim que a justiça de Deus funciona eternamente.

Então, como pode um pecador se justificar perante o Criador, se ele já está morto espiritualmente e esta situação é irreversível? Como pode alguém se converter totalmente de suas maldades, se não há opção, ainda que paralelamente faça o bem? É aí que Deus entra com uma nova realidade, providenciando um maravilhoso escape para toda a humanidade.

Deus tornou possível um ser humano ser recriado espiritualmente (um espírito vivo é colocado no lugar do espírito morto) e também materialmente (ressuscitação), sendo justificado de suas transgressões eternamente, tornardo-o totalmente justo, gratuitamente. 

Para tanto, o Criador envia e instala em nosso meio a realidade de Cristo. Ele é a expressa justiça de Deus, é a imagem do Deus Criador para nós. O espírito de Cristo já existia antes que os seres humanos tivessem sido criados e, quando veio à terra como ser humano, foi o único totalmente justo diante do Pai:

"O Senhor me criou como o princípio de seu caminho, antes das suas obras mais antigas; fui formada desde a eternidade, desde o princípio, antes de existir a terra." (Provérbios 8:22,23)

"No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ela estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito." (João 1:1-3)


Porém, a forma como Ele passaria a ter autoridade para justificar a humanidade é que seria muito difícil, pois iria requerer um grande sacrifício da parte d'Ele, e nisso, felizmente Ele concordou com o Pai, ainda que soubesse o gigantesco sofrimento que passaria.

A terrível condição era que Ele teria que se deixar ser rejeitado, perseguido, humilhado e morto de uma forma violenta, com a promessa de que seria ressuscitado fisicamente em seguida, e não somente Ele, mas, todos os que cressem n'Ele:

"Então ele começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado (...), fosse morto e três dias depois ressuscitasse. Ele falou claramente a esse respeito." (Marcos 8:31,32)

"Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. (...) Porque a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia." (João 6:37-40)

Então, "Cristo homem" aceitou morrer para nos justificar, porque nos amou, e nos ama, assim como o Pai ama a sua criação. Precisamos entender que a condição de Cristo como ser humano era a seguinte: a Ele foi dado um corpo sem pecado e perfeito, como os que foram dados a Adão e Eva, com o detalhe de que Ele seria tentado, como Adão e Eva foram, sem, no entanto, transgredir as leis estabelecidas pelo Pai como eles fizeram.

Para nos justificar, portanto, Cristo teria que continuar na terra na mesma condição em que estava no espírito, e, desta maneira, teria que resistir TODAS as tentações e permanecer com o corpo puro (santo - sem maldade), até o dia determinado por Deus: então, neste dia, ser condenado por "crimes" que não cometeu e ser morto, pagando pelas transgressões de toda a humanidade.

Assim, Cristo homem, ou, o Filho do homem, precisou passar a vida inteira resistindo diretamente a Satanás, sem pecar (ou, se mantendo santo), proclamando ao povo a existência do Reino de Deus com palavras e sinais prodigiosos (ainda que não entendessem ou acreditassem), para depois ser condenado e sacrificado violentamente a fim de justificar pessoas impuras.

Além de tudo isso, Ele teria que iniciar a "Sua nação" (ou a sua igreja), escolhendo e treinando alguns homens (que eram pecadores(!), e que somente depois de sua ressurreição iniciaram o genuíno processo de arrependimento de pecados), dentre os que estavam em Israel, para darem continuidade à proclamação da mensagem de salvação na terra.

Ele trabalhou bastante e de uma forma intensa, sem dúvida alguma, e teve de executar tudo minuciosamente (de acordo com o que já estava predito nas escrituras) dentro de apenas três anos.

O destino da existência humana foi colocado todo nas mãos do Filho do homem. Se não fosse o amor verdadeiro a Sua criação que tivesse motivado o Senhor desde o princípio, realmente este escape não existiria. Ele teria desistido se não nos amasse de verdade; e teve a opção de desistir, se quisesse. Mas, para nossa felicidade, Ele foi até o fim, abrindo para nós uma maravilhosa e única porta para a vida eterna:

"Levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, NÃO SEJA COMO EU QUERO, MAS SIM COMO TU QUERES". Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo." (Mateus 26:37-40)

"Os chefes dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas. Então Pilatos lhe perguntou novamente: "Você não vai responder? Veja de quantas coisas o estão acusando". Mas Jesus NÃO RESPONDEU NADA, e Pilatos ficou impressionado." (Marcos 15:3-5)


Missionária Oriana Costa - 14/03/2017

O pecado - Estudo bíblico - Parte 2

Em se tratando de convívio dentro da igreja, a instrução contida na palavra de Deus com relação a discriminação de pecados, ou seja, rejeitar pessoas que cometam certos tipos de pecados (excetuando-se, obviamente, o convívio de cristãos com os de fora da fé), diz o seguinte:


"Já lhes disse por carta que vocês não devem associar-se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer. Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? Deus julgará os de fora. "Expulsem esse perverso do meio de vocês"". (1 Coríntios 5:9-13, NVI)


O apóstolo Paulo chamou de imoralidade a promiscuidade sexual, aqui conotada como incesto, que foi o ato de um filho ter relações sexuais com a própria mãe, ou um enteado ter relações sexuais com a madrasta. Este pecado foi cometido por um dos homens que frequentava a igreja de Corinto. O texto sugere que a mulher não se entregou ao homem, mas, que provavelmente sofreu violencia, pois, do contrário, Paulo certamente teria ordenado para que os dois fossem expulsos da congregação.

Então, a instrução bíblica deixa bem claro que não devem estar no convívio da igreja pessoas que aceitaram Jesus e se batizaram para confirmar a fé, porém, vivem como indivíduos que não tem o Espírito Santo dentro de seus corações, levando uma vida semelhante aos que andam longe de Deus.

A presença do Espírito Santo dentro de nós é que nos direciona a rejeitar as obras da carne e nos leva ao arrependimento genuíno de pecados, nos impulsionando a andar de acordo com a justiça de Deus e dar o fruto do espírito. É o Espírito de Deus que convence os seres humanos do pecado, da justiça e do juízo, e testifica que a mensagem do evangelho é verdadeira (João 16:8-15).

Pessoas que se dizem evangélicas ou crentes, e assumem serviços eclesiásticos, mas, contudo: se comportam de forma imoral ou são irreverentes, não são generosas, são místicas (colocam tradições religiosas ou mundanas acima da verdade da palavra de Deus), se satisfazem em falar mal dos outros (críticos e fofoqueiros), insistem em continuar na bebedeira e nas farras ou são pessoas desonestas (que mentem ou se corrompem facilmente), devem ser destituídas do exercício de seus serviços, e, se for o caso, expulsas da igreja pela liderança.

Claro que, antes que tomem decisões extremas, as lideranças devem conversar com essas pessoas, e orar, apresentando ao Senhor a situação, para que sejam guiados pelo Espírito de Deus e não pela indignação ou decepção que possam estar sentindo. O Senhor Jesus, no trecho bíblico abaixo, mostra como devemos agir com pessoas que insistem em permanecer transgredindo a palavra de Deus na igreja:

"Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano." (Mateus 18:15-17, NVI)   

A permanência de indívíduos que não se arrependeram realmente de seus pecados no convívio congregacional influenciará outros a procederem da mesma maneira! Algumas vezes, esses indivíduos nem chegam a ser mesmo expulsos: eles mesmos acabam indo embora por não suportarem o convívio com os irmãos que buscam santidade, ou mesmo por se sentirem rejeitados devido ao comportamento inadequado.

A quem ache muito duro o discurso, e não concorde com a orientação do Apóstolo Paulo em 1Coríntios 5, sobre a qual tratamos no início deste estudo, no entanto, se ela não for cumprida à risca, traz sérios problemas para dentro da igreja, pois, como está escrito: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes." (1 Coríntios 15:33, NVI)

Quem se arrepende verdadeiramente de seus pecados pela fé no Senhor Jesus Cristo muda realmente de atitude, pois agora é uma nova criatura que seguirá os passos do Senhor Jesus. No caso dos que estão presos aos vícios, se ao receberem a salvação não conseguirem se libertar imediatamente, de boa vontade irão buscar ajuda para serem libertos ao invés de perturbarem a paz da igreja e influenciarem os irmãos a pecar.


Missionária Oriana Costa - 02/02/2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O pecado - estudo bíblico - Parte 1

Vamos tirar algumas de nossas dúvidas aqui sobre pecado. Este estudo não tem todas as informações a respeito do assunto, mas, pode dar uma boa contribuição para a melhoria do nosso entendimento acerca da transgressão da justiça de Deus.

Ao aceitarmos Jesus como nosso Senhor e suficiente salvador pela fé, confessando-o com nossas bocas, assim como recomendam as escrituras em Romanos 10:9, imediatamente recebemos o perdão dos nossos pecados eternamente, e passamos a ser justos diante de Deus. Esta nova situação não pode ser percebida com a carne (o seu "eu" físico), mas, pode ser percebida com a alma (o seu "eu" mental) e com o espírito (o seu "eu" eterno).

Longe de Deus e sem conhecimento real de Sua palavra, ser humano algum tem consciência de que está transgredindo quaisquer das leis que foram estabelecidas por Ele na eternidade. Esta conciência de que somos pecadores vem a nossa mente no instante em que recebemos a informação proveniente das escrituras, que confirma nossa situação de transgressores perante o criador de todas as coisas.

Ao nascermos, já estamos na condição de pecadores, porém, sem consciência de pecado e sem ter como entender esta situação. Nesse caso, estamos isentos de culpa diante de Deus, até o momento em que a convicção de que estamos fazendo "algo errado" venha as nossas mentes, ainda que não tenhamos entrado em contado com a mensagem do evangelho de maneira clara.

Uma curiosidade a respeito de nascermos já pecadores é que, o "fruto da carne" (obras da carne), assim como o "fruto do espírito", é completo, ou seja, dentro da nossa carne estão todos os males contidos na lista constante em Gálatas 5:19-21, assim como dentro do nosso espírito estão todas as virtudes expostas em Gálatas 5:22.

As obras da carne podem se manifestar por si mesmas ainda na tenra infância, sem obrigatoriamente o indivíduo ter sido incentivado por quaisquer ensino ou circunstâncias, ou vão aparecendo à medida que as situações do dia a dia vão nos persuadindo a fazer escolhas e tomar decisões.

Então, por exemplo, quando um homossexual diz que já nasceu assim, sentindo atração por pessoas do mesmo sexo e querendo se comportar como se fosse do sexo oposto, ele não está errado. Todos nós já nascemos pecadores, e com todas as inclinações pecaminosas dentro de nós!

Contudo, assim como o fruto do espírito não é manifesto todo de uma vez na nossa caminhada com Cristo, todos os males que estão na carne também não se manifestam todos de uma vez quando estamos longe de Deus. E isso é algo que facilmente se pode perceber e constatar, tanto se analisarmos nossas próprias condutas, quanto se avaliarmos as ações de pessoas do nosso convívio cotidiano.

Uma das virtudes do fruto do espírito, por exemplo, é mansidão. Existem cristãos que muito dificilmente, ou nunca manifestam esta virtude enquanto estão vivos na terra! São pessoas "barraqueiras", que a qualquer momento explodem e/ou tratam os outros mal por não terem sido tratadas como gostariam, ou não terem recebido a atenção que gostariam de ter recebido, por exemplo.

E mesmo assim, cometendo tal pecado, não deixam de serem amadas por Deus e de serem salvas. É claro que, após serem corrigidas pelo conhecimento da palavra de Deus, tendo consciência de que estão cometendo um pecado e não produzindo em seguida o arrependimento genuíno deste, vão colher a consequencia de suas semeaduras recebendo o devido juízo por não serem mansas.

A homossexualidade, de acordo com a palavra de Deus, é parte das obras da carne, assim como a inveja e a mentira também são. Não obrigatoriamente ela deverá se manifestar em todas as pessoas. E não obrigatoriamente ela pode se manifestar só na fase adulta.

Existem crianças que manifestam homoafetividade sem terem sido influenciadas por quaisquer pessoas, ou terem passado por quaisquer situações que as tenham levado a serem assim. E como qualquer outra obra da carne, ela pode ser rejeitada e dominada. Para tanto, é necessário ter acesso ao conhecimento verdadeiro da palavra de Deus.

Enquanto somos crianças, cabe aos nossos pais nos ensinarem a justiça de Deus (sempre de acordo com as escrituras, à Luz do conhecimento de Cristo) e nos corrigirem quando manifestarmos as obras da carne.

Com relação à homossexualidade, ao manifestarem tal pecado, as crianças devem ser corrigidas e ensinadas de acordo com o amor de Deus exposto em Sua palavra, que é misericordioso, bondoso e paciente, e não com violência, discriminação e maus tratos. E isso vale para a correção de qualquer outro pecado que elas cometam. Deus é severo, firme no cumprimento de Suas leis, justo, mas, não é violento e discriminador. Ele nos dá sabedoria para agirmos em cada situação.

Se uma pessoa que aceitou a Jesus como seu Senhor e suficiente salvador era homossexual antes, e após o convívio na igreja continua sem conseguir dominar sobre esta obra da carne, não deve ser afastada do convívio normal com os irmãos; porém, não deverá exercer cargos de liderança ou estar em serviços onde o sujeito é tomado como referencial de vida cristã, ainda que tenha muito conhecimento da palavra. Essa conduta vale para quaisquer outros pecados que não estejam sendo dominados.

Especialmente, as pessoas que são chamadas para exercer as cinco chamadas ministeriais (apóstolo,evangelista, profeta, pastor e mestre) e diáconos, devem ter uma vida "irrepreensível", conforme as especificações contidas em 1Timóteo, capítulo 3. A recomendação dada em 1Timóteo 5:20 é que, se tais pessoas forem pegas se deixando levar pela carne e sem exercerem o domínio próprio, devido à responsabilidade que assumiram diante de Deus e da igreja, devem ser repreendidas publicamente.

Missionária Oriana Costa

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quem são os verdadeiros cristãos?


Um indivíduo não necessariamente é um seguidor de Cristo ou cidadão do Reino de Deus só por professar uma religião cristã, seja católica ou evangélica. 

Os VERDADEIROS cristãos e cidadãos do Reino são aqueles que, independente da denominação que participam, seguem o ensino do seu Rei, Jesus Cristo, de forma que JAMAIS SERÃO:


Adúlteros;
Promíscuos; 
Pervertidos sexualmente;
Infiéis;
Insubmissos às autoridades;
Desobedientes à regras e leis;
Rebeldes;
Tiranos; 
Beberrões; 
Glutões; 
Inconstantes; 
Irresponsáveis; 
Vaidosos; 
Preguiçosos; 
Desunidos;
Violentos; 
Sovinas; 
Mal-educados; 
Contenciosos; 
Invejosos; 
Desonestos; 
Mentirosos; 
Ladrões; 
Sensuais; 
Indecentes; 
Maliciosos; 
Soberbos; 
Orgulhosos; 
Arrogantes; 
Parciais;
Materialistas; 
Idólatras; 
Caluniadores; 
Preconceituosos; 
Mal-agradecidos; 
Vingativos; 
Assassinos; 
Cheios de ódio 
ou Semeadores de confusão. 

Portanto, atenção: Se você tem observado pessoas que, se dizendo católicas ou evangélicas, apresentam uma ou mais das características listadas acima, e sem nenhuma perspectiva de arrependimento que esteja levando tais indivíduos a uma mudança de atitude, saiba que estas pessoas não estão cooperando com Cristo e não são cidadãs do Reino de Deus.

Quando uma pessoa decide seguir a Cristo e recebe o verdadeiro ensino do evangelho através da igreja que congrega, OBRIGATORIAMENTE VAI SE ARREPENDER DE TODA A MALDADE E VAI MUDAR DE ATITUDE, se tornando alguém PIEDOSO.           

Cristãos verdadeiros jamais vão querer o mal do seu próximo, ainda que não sejam bem tratados; e, especialmente, quando perseguidos e obrigados a negar a fé no Senhor Jesus, jamais o negam, mesmo que isto lhes custe as vidas.

Os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo JAMAIS FICAM DESGARRADOS dos demais, e sempre CONGREGAM em algum lugar, buscando UNIDADE com seus irmãos na fé, seja em reuniões domiciliares seja em reuniões em templos.  

Os valores que Cristo expõe e ensina são totalmente diferentes dos valores que as religiões ou o mundo nos passam. Estes valores estão devidamente publicados na Bíblia, sendo este conjunto de livros um documento deixado pelo nosso Criador para que tomemos conhecimento acerca da verdade sobre todas as coisas. 

Assim sendo, ao ler o Novo Testamento, você não estará lendo um cânone religioso, podendo confirmar a integridade e veracidade de seu conteúdo através dos inúmeros testemunhos que existem, e perceber quem é realmente cristão e quem não é.

Missionária Oriana Costa.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Cuidado cristãos, as aparências enganam!

É importante termos cuidado para não seguirmos, protegermos e ficarmos a favor de pessoas famosas só por elas "falarem bonito" e "saberem muito", terem um "testemunho forte", terem um "ministério de sucesso ou impactante" ou terem uma "aparência espiritual".

Devemos protejer quem realmente conhecemos, e somente ficarmos a favor da palavra de Deus! 

As pessoas que conhecemos realmente são aquelas que convivem conosco, que fazem parte diretamente das nossas rotinas há mais tempo, e não aquelas que assistimos na mídia, ou as que conhecemos há pouco tempo, ou aquelas que estão sempre distantes de nós e não fazemos ideia de como tais pessoas tem levado suas vidas particularmente, ou não temos ideia de quem realmente elas são.

Aparências enganam! Não foi à toa que Jesus Cristo falou as seguintes palavras:

"Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis." (Mateus 24:23-26, Almeida revista e atualizada)

"Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7:15-21, Almeida revista e atualizada)

O apóstolo Paulo de Tarso disse o seguinte:

"Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo." (2 Coríntios 11:3, Almeida revista e atualizada)

Então, é necessário prestarmos atenção ao que está escrito, para não sermos enganados. Em um ministério cristão, por exemplo, podem acontecer muitos milagres; no entanto, se concomitantemente acontecem também escândalos e coisas duvidosas, não é vindo de Deus, pois n'Ele não há escândalo ou dúvida.

Escrito está: 

"Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma." (1 João 1:5-5, NVI)

"Não damos motivo de escândalo a ninguém, em circunstância alguma, para que o nosso ministério não caia em descrédito." (2 Coríntios 6:3-3, NVI)

Os que pregam realmente o evangelho e estão anunciando somente o Reino de Deus não desejam lucro material, não buscam fama, não querem sucesso, não ostentam, não são vaidosos, não caluniam, não são agressivos e não estão buscando ou batalhando por seus próprios interesses. Acima de tudo, os que cooperam com Cristo, são pacificadores e perdoadores.

O apóstolo Tiago faz a seguinte exortação:

"Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de "sabedoria" não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores." (Tiago 3:9-18, NVI)

Os cristãos verdadeiros, especialmente com a proximidade da volta de Cristo, irão se manter vigilantes e observando as palavras de Jesus, perseverando em seguir o Seu ensino até o fim. 


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"Devido ao aumento da maldade, o amor (a Deus) de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo." (Mateus 24:12,13)




Missionária Oriana Costa

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O significado da expressão "seja anátema" na epístola aos Gálatas.


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Quando lemos a Bíblia, mais precisamente o primeiro capítulo da epístola do apóstolo Paulo aos cristãos da Galácia, nos deparamos com a expressão "seja anátema". Vejamos o referido trecho em duas versões bíblicas:  

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. (Gálatas 1:8,9, ACRF)

Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! (Gálatas 1:8,9, NVI)

Ao verificarmos o significado da tal expressão "seja anátema" em algum bom dicionário, vamos compreender que isso quer dizer que a tal coisa está "reprovada", "condenada" ou "amaldiçoada".

Quando o apóstolo Paulo ensina aos cristãos gálatas que a coisa para a qual ele se referia era anátema ou amaldiçoada, ele não estava querendo dizer que os cristãos deveriam sair pelo mundo afora ofendendo publicamente qualquer ensino religioso que fosse diferente do evangelho verdadeiro de Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo, com estas palavras, estava orientando aos cristãos que qualquer outra mensagem diferente (em qualquer ponto) daquela que ele primeiramente lhes havia anunciado sobre a salvação através da fé em Jesus Cristo, ainda que fosse trazida a eles sobrenaturalmente, ou ainda que se o próprio apóstolo voltasse anunciando-lhes algo diferente, esta nova mensagem não estava procedendo de Deus, que não era a verdade.

Através desse ensino, o apóstolo estava alertando aos irmãos que adquirissem o costume de julgar, ou seja, avaliar o que estavam ouvindo e vendo dentro da própria congregação à luz do verdadeiro evangelho, para não trocarem a maneira de proceder segundo a justiça de Deus pela maneira de proceder dos homens, ou por procedimentos religiosos. Filosofias humanas e dogmas religiosos não contribuem de forma alguma para a manutenção da salvação por divergirem totalmente da justiça de Deus que se encontra expressa em Sua palavra.

Este ensinamento, portanto, serve para que a igreja se mantenha alerta quanto à ministração de palavras, ou quanto ao aparecimento de comportamentos e posturas que saiam fora da justiça do Reino de Deus, ainda que aparentem ser muito convincentes e edificantes materialmente falando. 

Então, quando nosso autor nos orienta a considerarmos anátema "qualquer outro evangelho" que seja pregado dentro da nossa própria congregação, ainda que seja anunciado por um anjo luminoso ou, surpreendentemente, pela própria líderança da igreja, ele está também nos alertando a buscarmos aprender bem o que o Senhor Jesus nos ensina nas escrituras para que não sejamos enganados!

Somente estando cientes do que está escrito teremos condições de avaliar se um determinado ensino ou comportamento está de acordo com a justiça de Deus ou não, e assim o rejeitarmos ali, se for o caso. Esta rejeição deve ser clara e aparente, contudo, feita com sabedoria, para ser vista e entendida por todos os que congregam sem provocar confusão ou divisão na igreja.

E o mais importante: esta reprovação ou condenação de tudo o que está fora da justiça de Deus dentro da congregação faz parte do processo de santificação da igreja, e deve realmente acontecer para que as pessoas não abandonem a fé movidas pelos sentimentos e desejos de suas almas, e a salvação de todos os que congregam seja mantida, até a volta de Cristo. 

Se continuarmos lendo os capítulos seguintes do livro de Gálatas, vamos observar que o apóstolo Paulo expôs como é fácil trocar a liberdade e a simplicidade do evangelho da salvação por procedimentos advindos da lei mosaica ou de qualquer outro ensino que pareça "materialmente mais atrativo e convincente" do que o ensino de Cristo. Ele nos mostra em sua carta que isso estava acontecendo com os cristãos da Galácia, e que até os mais entendidos na fé no meio deles estavam se deixando levar por práticas que vinham da lei mosaica, e não da fé em Cristo.

Agora, um ponto interessante: os gálatas estavam se deixando levar pelas práticas da antiga lei, e esquecendo a maravilhosa graça do perdão dos pecados concedida a nós por Jesus Cristo, por medo do que os judeus influentes que estavam entre eles iriam pensar de sua nova maneira de viver e ver as coisas no mundo; eles tiveram medo de perder a estima deles e o apoio que eles lhes davam socialmente. Eles ficaram com medo de serem perseguidos, e se deixaram levar por este sentimento!

Por este motivo, nosso apóstolo segue sua carta (capítulos 2, 3 e 4) mostrando a diferença que há entre a justiça de Deus que opera em nós a graça da salvação, e os estatutos da lei que fora entregue por Deus a Moisés; ele fez isso para que aqueles cristãos entendessem o que estava acontecendo entre eles e pudessem se arrepender do mal que estavam deixando entrar em seu meio, e finalmente corrigissem o erro.

Ele explica que a circuncisão (capítulos 2 e 5), e o guardar dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos (Gálatas 4:10), eram obras ou rituais da lei e que não tinham poder algum para justificar pessoas de suas transgressões diante de Deus. Ele deixa claro que Jesus Cristo pagou com sua vida pelos nossos pecados e que isso é um presente concedido por Deus aos homens; esta dádiva não pode ser conseguida pela prática de qualquer ritual ou obras materiais, mas pura e simplesmente pela fé que aceita o sacrifício de Jesus como pagamento por todos os pecados da humanidade, cometidos no passado, no presente e no futuro. 

Então, a realidade é que os cristãos da Galácia, naquele tempo, ainda não estavam conseguindo ver o Senhor Jesus como Rei e, especialmente, como justificador eterno entre eles, para confiarem n'Ele verdadeiramente e obedecerem aos Seus mandamentos. Eles estavam honrando os judeus influentes da sociedade no lugar de Cristo, e abdicando da simplicidade em buscar a Deus que tinham aprendido através da mensagem do Reino em prol de uma burocratização desta busca a partir dos rituais ensinados na Lei.

Observamos assim que apesar de aparentemente confessarem a Cristo e terem ouvido a mensagem do evangelho, os gálatas ainda não tinham sido libertos da religiosidade, ou, ainda não tinham se libertado da obediência aos estatutos da lei mosaica. Eles ainda estavam presos a práticas que em nada contribuiam para o seu crescimento na fé.

A consequencia de a maioria dos cristãos gálatas quererem agradar aos judeus influentes que estavam entre eles e não a Deus, foi que dentro de sua congregação começou a haver preconceito, acepção de pessoas, confusões, contendas, tristezas, invejas, violência, e todo o tipo de comportamento que saía fora da justiça de Deus.

O desejo de agradar a homens e não ao Senhor estava deixando um rastro de maldade no meio deles, mas eles mesmos não estavam percebendo; por este motivo o apóstolo fez a diferenciação entre as obras da carne e o fruto do espírito, para que eles enxergassem o engano em que estavam envolvidos. 

Pontanto, Paulo culmina seu discurso aos cristãos gálatas com as seguintes palavras, descritas nos capítulos 5 e 6 da referida carta:

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. Ouçam bem o que eu, Paulo, lhes digo: Caso se deixem circuncidar, Cristo de nada lhes servirá. De novo declaro a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a cumprir toda a lei. Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça. Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça que é a nossa esperança. Porque em Cristo Jesus nem circuncisão nem incircuncisão têm efeito algum, mas sim a fé que atua pelo amor. Vocês corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo à verdade? Tal persuasão não provém daquele que os chama. "Um pouco de fermento leveda toda a massa". Estou convencido no Senhor de que vocês não pensarão de nenhum outro modo. Aquele que os perturba, seja quem for, sofrerá a condenação. Irmãos, se ainda estou pregando a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Nesse caso, o escândalo da cruz foi removido. Quanto a esses que os perturbam, quem dera que se castrassem! Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente. Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei. Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros. (Gálatas 5:1-26, NVI)

Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga. O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instrui. Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé. Vejam com que letras grandes estou lhes escrevendo de próprio punho! Os que desejam causar boa impressão exteriormente, tentando obrigá-los a se circuncidarem, agem desse modo apenas para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Nem mesmo os que são circuncidados cumprem a lei; querem, no entanto, que vocês sejam circuncidados a fim de se gloriarem no corpo de vocês. Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo. De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação. Paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme essa regra, e também sobre o Israel de Deus. Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus. Irmãos, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o espírito de vocês. Amém. (Gálatas 6:1-18, NVI)

Concluindo: os cristãos devem julgar anátema o mal em seu meio, e rejeitar toda e qualquer prática, todo e qualquer ensino ou procedimento que saia fora da justiça de Deus revelada em Cristo, deixando esta posição aparente publicamente na congregação. Isso deve ser cumprido a rigor, porém, pacificamente, em mansidão e misericórdia, para que todos possam prosseguir em conhecer a Cristo em paz, e o resultado dessa postura seja o crescimento no amor de Deus e na unidade da fé, que procede do entendimento verdadeiro da mensagem de salvação.

Missionária Oriana Costa.