By Pastors Wendell and Oriana Costa

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O pecado - estudo bíblico - Parte 1

Vamos tirar algumas de nossas dúvidas aqui sobre pecado. Este estudo não tem todas as informações a respeito do assunto, mas, pode dar uma boa contribuição para a melhoria do nosso entendimento acerca da transgressão da justiça de Deus.

Ao aceitarmos Jesus como nosso Senhor e suficiente salvador pela fé, confessando-o com nossas bocas, assim como recomendam as escrituras em Romanos 10:9, imediatamente recebemos o perdão dos nossos pecados eternamente, e passamos a ser justos diante de Deus. Esta nova situação não pode ser percebida com a carne (o seu "eu" físico), mas, pode ser percebida com a alma (o seu "eu" mental) e com o espírito (o seu "eu" eterno).

Longe de Deus e sem conhecimento real de Sua palavra, ser humano algum tem consciência de que está transgredindo quaisquer das leis que foram estabelecidas por Ele na eternidade. Esta conciência de que somos pecadores vem a nossa mente no instante em que recebemos a informação proveniente das escrituras, que confirma nossa situação de transgressores perante o criador de todas as coisas.

Ao nascermos, já estamos na condição de pecadores, porém, sem consciência de pecado e sem ter como entender esta situação. Nesse caso, estamos isentos de culpa diante de Deus, até o momento em que a convicção de que estamos fazendo "algo errado" venha as nossas mentes, ainda que não tenhamos entrado em contado com a mensagem do evangelho de maneira clara.

Uma curiosidade a respeito de nascermos já pecadores é que, o "fruto da carne" (obras da carne), assim como o "fruto do espírito", é completo, ou seja, dentro da nossa carne estão todos os males contidos na lista constante em Gálatas 5:19-21, assim como dentro do nosso espírito estão todas as virtudes expostas em Gálatas 5:22.

As obras da carne podem se manifestar por si mesmas ainda na tenra infância, sem obrigatoriamente o indivíduo ter sido incentivado por quaisquer ensino ou circunstâncias, ou vão aparecendo à medida que as situações do dia a dia vão nos persuadindo a fazer escolhas e tomar decisões.

Então, por exemplo, quando um homossexual diz que já nasceu assim, sentindo atração por pessoas do mesmo sexo e querendo se comportar como se fosse do sexo oposto, ele não está errado. Todos nós já nascemos pecadores, e com todas as inclinações pecaminosas dentro de nós!

Contudo, assim como o fruto do espírito não é manifesto todo de uma vez na nossa caminhada com Cristo, todos os males que estão na carne também não se manifestam todos de uma vez quando estamos longe de Deus. E isso é algo que facilmente se pode perceber e constatar, tanto se analisarmos nossas próprias condutas, quanto se avaliarmos as ações de pessoas do nosso convívio cotidiano.

Uma das virtudes do fruto do espírito, por exemplo, é mansidão. Existem cristãos que muito dificilmente, ou nunca manifestam esta virtude enquanto estão vivos na terra! São pessoas "barraqueiras", que a qualquer momento explodem e/ou tratam os outros mal por não terem sido tratadas como gostariam, ou não terem recebido a atenção que gostariam de ter recebido, por exemplo.

E mesmo assim, cometendo tal pecado, não deixam de serem amadas por Deus e de serem salvas. É claro que, após serem corrigidas pelo conhecimento da palavra de Deus, tendo consciência de que estão cometendo um pecado e não produzindo em seguida o arrependimento genuíno deste, vão colher a consequencia de suas semeaduras recebendo o devido juízo por não serem mansas.

A homossexualidade, de acordo com a palavra de Deus, é parte das obras da carne, assim como a inveja e a mentira também são. Não obrigatoriamente ela deverá se manifestar em todas as pessoas. E não obrigatoriamente ela pode se manifestar só na fase adulta.

Existem crianças que manifestam homoafetividade sem terem sido influenciadas por quaisquer pessoas, ou terem passado por quaisquer situações que as tenham levado a serem assim. E como qualquer outra obra da carne, ela pode ser rejeitada e dominada. Para tanto, é necessário ter acesso ao conhecimento verdadeiro da palavra de Deus.

Enquanto somos crianças, cabe aos nossos pais nos ensinarem a justiça de Deus (sempre de acordo com as escrituras, à Luz do conhecimento de Cristo) e nos corrigirem quando manifestarmos as obras da carne.

Com relação à homossexualidade, ao manifestarem tal pecado, as crianças devem ser corrigidas e ensinadas de acordo com o amor de Deus exposto em Sua palavra, que é misericordioso, bondoso e paciente, e não com violência, discriminação e maus tratos. E isso vale para a correção de qualquer outro pecado que elas cometam. Deus é severo, firme no cumprimento de Suas leis, justo, mas, não é violento e discriminador. Ele nos dá sabedoria para agirmos em cada situação.

Se uma pessoa que aceitou a Jesus como seu Senhor e suficiente salvador era homossexual antes, e após o convívio na igreja continua sem conseguir dominar sobre esta obra da carne, não deve ser afastada do convívio normal com os irmãos; porém, não deverá exercer cargos de liderança ou estar em serviços onde o sujeito é tomado como referencial de vida cristã, ainda que tenha muito conhecimento da palavra. Essa conduta vale para quaisquer outros pecados que não estejam sendo dominados.

Especialmente, as pessoas que são chamadas para exercer as cinco chamadas ministeriais (apóstolo,evangelista, profeta, pastor e mestre) e diáconos, devem ter uma vida "irrepreensível", conforme as especificações contidas em 1Timóteo, capítulo 3. A recomendação dada em 1Timóteo 5:20 é que, se tais pessoas forem pegas se deixando levar pela carne e sem exercerem o domínio próprio, devido à responsabilidade que assumiram diante de Deus e da igreja, devem ser repreendidas publicamente.

Missionária Oriana Costa

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Quem são os verdadeiros cristãos?


Um indivíduo não necessariamente é um seguidor de Cristo ou cidadão do Reino de Deus só por professar uma religião cristã, seja católica ou evangélica. 

Os VERDADEIROS cristãos e cidadãos do Reino são aqueles que, independente da denominação que participam, seguem o ensino do seu Rei, Jesus Cristo, de forma que JAMAIS SERÃO:


Adúlteros;
Promíscuos; 
Pervertidos sexualmente;
Infiéis;
Insubmissos às autoridades;
Desobedientes à regras e leis;
Rebeldes;
Tiranos; 
Beberrões; 
Glutões; 
Inconstantes; 
Irresponsáveis; 
Vaidosos; 
Preguiçosos; 
Desunidos;
Violentos; 
Sovinas; 
Mal-educados; 
Contenciosos; 
Invejosos; 
Desonestos; 
Mentirosos; 
Ladrões; 
Sensuais; 
Indecentes; 
Maliciosos; 
Soberbos; 
Orgulhosos; 
Arrogantes; 
Parciais;
Materialistas; 
Idólatras; 
Caluniadores; 
Preconceituosos; 
Mal-agradecidos; 
Vingativos; 
Assassinos; 
Cheios de ódio 
ou Semeadores de confusão. 

Portanto, atenção: Se você tem observado pessoas que, se dizendo católicas ou evangélicas, apresentam uma ou mais das características listadas acima, e sem nenhuma perspectiva de arrependimento que esteja levando tais indivíduos a uma mudança de atitude, saiba que estas pessoas não estão cooperando com Cristo e não são cidadãs do Reino de Deus.

Quando uma pessoa decide seguir a Cristo e recebe o verdadeiro ensino do evangelho através da igreja que congrega, OBRIGATORIAMENTE VAI SE ARREPENDER DE TODA A MALDADE E VAI MUDAR DE ATITUDE, se tornando alguém PIEDOSO.           

Cristãos verdadeiros jamais vão querer o mal do seu próximo, ainda que não sejam bem tratados; e, especialmente, quando perseguidos e obrigados a negar a fé no Senhor Jesus, jamais o negam, mesmo que isto lhes custe as vidas.

Os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo JAMAIS FICAM DESGARRADOS dos demais, e sempre CONGREGAM em algum lugar, buscando UNIDADE com seus irmãos na fé, seja em reuniões domiciliares seja em reuniões em templos.  

Os valores que Cristo expõe e ensina são totalmente diferentes dos valores que as religiões ou o mundo nos passam. Estes valores estão devidamente publicados na Bíblia, sendo este conjunto de livros um documento deixado pelo nosso Criador para que tomemos conhecimento acerca da verdade sobre todas as coisas. 

Assim sendo, ao ler o Novo Testamento, você não estará lendo um cânone religioso, podendo confirmar a integridade e veracidade de seu conteúdo através dos inúmeros testemunhos que existem, e perceber quem é realmente cristão e quem não é.

Missionária Oriana Costa.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Cuidado cristãos, as aparências enganam!

É importante termos cuidado para não seguirmos, protegermos e ficarmos a favor de pessoas famosas só por elas "falarem bonito" e "saberem muito", terem um "testemunho forte", terem um "ministério de sucesso ou impactante" ou terem uma "aparência espiritual".

Devemos protejer quem realmente conhecemos, e somente ficarmos a favor da palavra de Deus! 

As pessoas que conhecemos realmente são aquelas que convivem conosco, que fazem parte diretamente das nossas rotinas há mais tempo, e não aquelas que assistimos na mídia, ou as que conhecemos há pouco tempo, ou aquelas que estão sempre distantes de nós e não fazemos ideia de como tais pessoas tem levado suas vidas particularmente, ou não temos ideia de quem realmente elas são.

Aparências enganam! Não foi à toa que Jesus Cristo falou as seguintes palavras:

"Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis." (Mateus 24:23-26, Almeida revista e atualizada)

"Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mateus 7:15-21, Almeida revista e atualizada)

O apóstolo Paulo de Tarso disse o seguinte:

"Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo." (2 Coríntios 11:3, Almeida revista e atualizada)

Então, é necessário prestarmos atenção ao que está escrito, para não sermos enganados. Em um ministério cristão, por exemplo, podem acontecer muitos milagres; no entanto, se concomitantemente acontecem também escândalos e coisas duvidosas, não é vindo de Deus, pois n'Ele não há escândalo ou dúvida.

Escrito está: 

"Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma." (1 João 1:5-5, NVI)

"Não damos motivo de escândalo a ninguém, em circunstância alguma, para que o nosso ministério não caia em descrédito." (2 Coríntios 6:3-3, NVI)

Os que pregam realmente o evangelho e estão anunciando somente o Reino de Deus não desejam lucro material, não buscam fama, não querem sucesso, não ostentam, não são vaidosos, não caluniam, não são agressivos e não estão buscando ou batalhando por seus próprios interesses. Acima de tudo, os que cooperam com Cristo, são pacificadores e perdoadores.

O apóstolo Tiago faz a seguinte exortação:

"Com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de "sabedoria" não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores." (Tiago 3:9-18, NVI)

Os cristãos verdadeiros, especialmente com a proximidade da volta de Cristo, irão se manter vigilantes e observando as palavras de Jesus, perseverando em seguir o Seu ensino até o fim. 


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"Devido ao aumento da maldade, o amor (a Deus) de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo." (Mateus 24:12,13)




Missionária Oriana Costa

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O significado da expressão "seja anátema" na epístola aos Gálatas.


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Quando lemos a Bíblia, mais precisamente o primeiro capítulo da epístola do apóstolo Paulo aos cristãos da Galácia, nos deparamos com a expressão "seja anátema". Vejamos o referido trecho em duas versões bíblicas:  

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. (Gálatas 1:8,9, ACRF)

Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! (Gálatas 1:8,9, NVI)

Ao verificarmos o significado da tal expressão "seja anátema" em algum bom dicionário, vamos compreender que isso quer dizer que a tal coisa está "reprovada", "condenada" ou "amaldiçoada".

Quando o apóstolo Paulo ensina aos cristãos gálatas que a coisa para a qual ele se referia era anátema ou amaldiçoada, ele não estava querendo dizer que os cristãos deveriam sair pelo mundo afora ofendendo publicamente qualquer ensino religioso que fosse diferente do evangelho verdadeiro de Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo, com estas palavras, estava orientando aos cristãos que qualquer outra mensagem diferente (em qualquer ponto) daquela que ele primeiramente lhes havia anunciado sobre a salvação através da fé em Jesus Cristo, ainda que fosse trazida a eles sobrenaturalmente, ou ainda que se o próprio apóstolo voltasse anunciando-lhes algo diferente, esta nova mensagem não estava procedendo de Deus, que não era a verdade.

Através desse ensino, o apóstolo estava alertando aos irmãos que adquirissem o costume de julgar, ou seja, avaliar o que estavam ouvindo e vendo dentro da própria congregação à luz do verdadeiro evangelho, para não trocarem a maneira de proceder segundo a justiça de Deus pela maneira de proceder dos homens, ou por procedimentos religiosos. Filosofias humanas e dogmas religiosos não contribuem de forma alguma para a manutenção da salvação por divergirem totalmente da justiça de Deus que se encontra expressa em Sua palavra.

Este ensinamento, portanto, serve para que a igreja se mantenha alerta quanto à ministração de palavras, ou quanto ao aparecimento de comportamentos e posturas que saiam fora da justiça do Reino de Deus, ainda que aparentem ser muito convincentes e edificantes materialmente falando. 

Então, quando nosso autor nos orienta a considerarmos anátema "qualquer outro evangelho" que seja pregado dentro da nossa própria congregação, ainda que seja anunciado por um anjo luminoso ou, surpreendentemente, pela própria líderança da igreja, ele está também nos alertando a buscarmos aprender bem o que o Senhor Jesus nos ensina nas escrituras para que não sejamos enganados!

Somente estando cientes do que está escrito teremos condições de avaliar se um determinado ensino ou comportamento está de acordo com a justiça de Deus ou não, e assim o rejeitarmos ali, se for o caso. Esta rejeição deve ser clara e aparente, contudo, feita com sabedoria, para ser vista e entendida por todos os que congregam sem provocar confusão ou divisão na igreja.

E o mais importante: esta reprovação ou condenação de tudo o que está fora da justiça de Deus dentro da congregação faz parte do processo de santificação da igreja, e deve realmente acontecer para que as pessoas não abandonem a fé movidas pelos sentimentos e desejos de suas almas, e a salvação de todos os que congregam seja mantida, até a volta de Cristo. 

Se continuarmos lendo os capítulos seguintes do livro de Gálatas, vamos observar que o apóstolo Paulo expôs como é fácil trocar a liberdade e a simplicidade do evangelho da salvação por procedimentos advindos da lei mosaica ou de qualquer outro ensino que pareça "materialmente mais atrativo e convincente" do que o ensino de Cristo. Ele nos mostra em sua carta que isso estava acontecendo com os cristãos da Galácia, e que até os mais entendidos na fé no meio deles estavam se deixando levar por práticas que vinham da lei mosaica, e não da fé em Cristo.

Agora, um ponto interessante: os gálatas estavam se deixando levar pelas práticas da antiga lei, e esquecendo a maravilhosa graça do perdão dos pecados concedida a nós por Jesus Cristo, por medo do que os judeus influentes que estavam entre eles iriam pensar de sua nova maneira de viver e ver as coisas no mundo; eles tiveram medo de perder a estima deles e o apoio que eles lhes davam socialmente. Eles ficaram com medo de serem perseguidos, e se deixaram levar por este sentimento!

Por este motivo, nosso apóstolo segue sua carta (capítulos 2, 3 e 4) mostrando a diferença que há entre a justiça de Deus que opera em nós a graça da salvação, e os estatutos da lei que fora entregue por Deus a Moisés; ele fez isso para que aqueles cristãos entendessem o que estava acontecendo entre eles e pudessem se arrepender do mal que estavam deixando entrar em seu meio, e finalmente corrigissem o erro.

Ele explica que a circuncisão (capítulos 2 e 5), e o guardar dias especiais, meses, ocasiões específicas e anos (Gálatas 4:10), eram obras ou rituais da lei e que não tinham poder algum para justificar pessoas de suas transgressões diante de Deus. Ele deixa claro que Jesus Cristo pagou com sua vida pelos nossos pecados e que isso é um presente concedido por Deus aos homens; esta dádiva não pode ser conseguida pela prática de qualquer ritual ou obras materiais, mas pura e simplesmente pela fé que aceita o sacrifício de Jesus como pagamento por todos os pecados da humanidade, cometidos no passado, no presente e no futuro. 

Então, a realidade é que os cristãos da Galácia, naquele tempo, ainda não estavam conseguindo ver o Senhor Jesus como Rei e, especialmente, como justificador eterno entre eles, para confiarem n'Ele verdadeiramente e obedecerem aos Seus mandamentos. Eles estavam honrando os judeus influentes da sociedade no lugar de Cristo, e abdicando da simplicidade em buscar a Deus que tinham aprendido através da mensagem do Reino em prol de uma burocratização desta busca a partir dos rituais ensinados na Lei.

Observamos assim que apesar de aparentemente confessarem a Cristo e terem ouvido a mensagem do evangelho, os gálatas ainda não tinham sido libertos da religiosidade, ou, ainda não tinham se libertado da obediência aos estatutos da lei mosaica. Eles ainda estavam presos a práticas que em nada contribuiam para o seu crescimento na fé.

A consequencia de a maioria dos cristãos gálatas quererem agradar aos judeus influentes que estavam entre eles e não a Deus, foi que dentro de sua congregação começou a haver preconceito, acepção de pessoas, confusões, contendas, tristezas, invejas, violência, e todo o tipo de comportamento que saía fora da justiça de Deus.

O desejo de agradar a homens e não ao Senhor estava deixando um rastro de maldade no meio deles, mas eles mesmos não estavam percebendo; por este motivo o apóstolo fez a diferenciação entre as obras da carne e o fruto do espírito, para que eles enxergassem o engano em que estavam envolvidos. 

Pontanto, Paulo culmina seu discurso aos cristãos gálatas com as seguintes palavras, descritas nos capítulos 5 e 6 da referida carta:

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. Ouçam bem o que eu, Paulo, lhes digo: Caso se deixem circuncidar, Cristo de nada lhes servirá. De novo declaro a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a cumprir toda a lei. Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça. Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça que é a nossa esperança. Porque em Cristo Jesus nem circuncisão nem incircuncisão têm efeito algum, mas sim a fé que atua pelo amor. Vocês corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo à verdade? Tal persuasão não provém daquele que os chama. "Um pouco de fermento leveda toda a massa". Estou convencido no Senhor de que vocês não pensarão de nenhum outro modo. Aquele que os perturba, seja quem for, sofrerá a condenação. Irmãos, se ainda estou pregando a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Nesse caso, o escândalo da cruz foi removido. Quanto a esses que os perturbam, quem dera que se castrassem! Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente. Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei. Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros. (Gálatas 5:1-26, NVI)

Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga. O que está sendo instruído na palavra partilhe todas as coisas boas com quem o instrui. Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos. Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé. Vejam com que letras grandes estou lhes escrevendo de próprio punho! Os que desejam causar boa impressão exteriormente, tentando obrigá-los a se circuncidarem, agem desse modo apenas para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Nem mesmo os que são circuncidados cumprem a lei; querem, no entanto, que vocês sejam circuncidados a fim de se gloriarem no corpo de vocês. Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo. De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação. Paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme essa regra, e também sobre o Israel de Deus. Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus. Irmãos, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o espírito de vocês. Amém. (Gálatas 6:1-18, NVI)

Concluindo: os cristãos devem julgar anátema o mal em seu meio, e rejeitar toda e qualquer prática, todo e qualquer ensino ou procedimento que saia fora da justiça de Deus revelada em Cristo, deixando esta posição aparente publicamente na congregação. Isso deve ser cumprido a rigor, porém, pacificamente, em mansidão e misericórdia, para que todos possam prosseguir em conhecer a Cristo em paz, e o resultado dessa postura seja o crescimento no amor de Deus e na unidade da fé, que procede do entendimento verdadeiro da mensagem de salvação.

Missionária Oriana Costa.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O amor de Deus e o amor dos homens.

É muito comum as pessoas confundirem o amor de Deus com o amor humano; no entanto, há uma maneira de diferenciarmos a ação do amor vindo de Deus da ação do amor proveniente do coração dos homens, especialmente através da meditação nas escrituras bíblicas.

Não dá para discernir entre alguém que está agindo segundo o que sente de alguém que está agindo motivado pelo conhecimento de Deus, se não soubermos o que a Bíblia diz sobre Ele mesmo e também sobre o que está acontecendo com os homens que Ele criou.

Sobre o coração humano, a Bíblia relata:

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9, ACRF)

O trecho acima mostra que o coração do homem é cheio de engano, e mais: revela que ele é "perverso". Esta perversidade do coração humano nem sempre se manifesta com uma aparência má, e esta é a razão pela qual a maioria das pessoas acha que não é má, ou que nunca praticou nenhuma ação perversa.

Porém, a pergunta "quem o conhecerá?" ao fim do versículo, mostra algo importante: que a maldade que existe dentro dos nossos corações nos impede de conhecermos a nós mesmos, nos impede de enxergar quem realmente somos e como está a nossa situação espiritualmente.

Somente pela palavra de Deus é que ficamos de fato sabendo o que há dentro de nossos corações, e sabendo quem de fato somos.

"Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do Senhor permanecerá. O que o homem mais deseja é o que lhe faz bem; porém é melhor ser pobre do que mentiroso." (Provérbios 19:21,22, ACRF)

Através do trecho bíblico acima, observamos que os sentimentos dentro dos nossos corações são muitos e vivem mudando, de acordo com as situações ou de acordo com o que desejamos. A palavra de Deus nos mostra também que nós sempre estamos desejando o que nos faz sentir bem materialmente, a ponto de mentirmos para alcançarmos aquilo que queremos.

Longe de Deus, portanto, e sem o conhecimento da Sua palavra, o ser humano é inconstante emocionalmente e muda de opinião com facilidade sobre o que acontece consigo e ao seu redor. O amor humano, assim como também o ódio, a tristeza, a alegria e tantos outros sentimentos, são variáveis, estão sempre mudando, indo e vindo dentro dos nossos corações, e vão nos impulsionar a tomar decisões.  

Diferentemente do amor humano, o amor de Deus não muda nunca, e não é abalado por situações; ele não é gerado a partir de acontecimentos da terra. O amor que vem da pessoa do Criador obedece somente a Sua justiça, e é o cumprimento da Sua palavra. Ele também é conhecido como "amor ágape", e sempre é motivador de ações para o bem, e, principalmente, é o incentivador da propagação do evangelho da salvação:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16, ACRF)

"Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a." (Salmos 34:14, ACRF)

"Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses." (Lucas 6:27-29, ACRF)

Muitas pessoas, ao lerem o famoso capítulo 13 de 1 Coríntios, não buscam meditar em seu conteúdo e acabam não prestando bem atenção na forma como o apóstolo Paulo se refere ao amor, e acham que ele está falando de um sentimento humano.

Contudo, ao lermos o referido capítulo com cuidado, vamos perceber que ao longo do texto o apóstolo vai mostrando carasterísticas de um tipo de amor que não corresponde a nenhum sentimento humano:

"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá. O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido. Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor." (1 Coríntios 13:1-13, NVI)


O apóstolo Paulo começa falando que, sem "o amor":
  • Não teria sentido qualquer coisa que falasse, em qualquer língua que existisse, pois seria como fazer barulhos quaisquer (versículo 1); 
  • Ele não teria importância alguma, mesmo que tivesse todo o conhecimento deste mundo e soubesse coisas que as outras pessoas desconhecem, e mesmo que tivesse dons especiais, como o de profetizar e o da fé para realizar prodígios e milagres (versículo 2);    
  • De nada valeria ajudar os pobres (dando, inclusive, tudo o que possuísse), ou fazer sacrifícios por quaisquer outras causas humanitárias, como entregar o corpo para ser queimado, por exemplo (versículo 3);
Analizando apenas estes três primeiros versículos, podemos perceber que Paulo não está falando de algo natural, como o amor humano: Ele está se referindo ao amor de Deus, que procede da Sua reta justiça, e chamando a atenção para a realidade do alto ou para a realidade espiritual.

Muitas vezes, movidos pelo amor inconstante das nossas almas, dizemos "eu te amo" para alguém, e mais tarde, devido às decepções que vivenciamos, não conseguimos falar a mesma frase novamente para a tal pessoa; então, foram palavras ditas movidas por um sentimento passageiro, que chamaram a atenção no início, mas, passaram e perderam o sentido, como um barulho qualquer.

Outras vezes, movidos por sentimentos como solidariedade ou indignação, somos capazes de realizar grandes obras sociais e lutar por causas nobres; porém, sem estarmos movidos pelo verdadeiro amor, sempre vamos querer o reconhecimento dos outros ou vamos querer lucrar alguma coisa com os nossos feitos, ou simplesmente vamos realizar estes atos para "nos sentir bem".    

Dessa forma, segundo considera o nosso apóstolo, qualquer coisa que possamos falar, fazer ou conhecer, se não tiver respaldo no "amor de Deus", não tem sentido algum "espiritualmente".

Do quarto versículo até o oitavo, o apóstolo Paulo vai pontuando certas qualidades do amor de Deus que, nem de longe, o amor humano pode alcançar:
  • é paciente ou sofredor (Ele não desiste de continuar amando caso seja traído ou deixado de lado, por exemplo);
  • é bondoso ou benigno (Ele sempre fará o bem ao próximo, independetemente de situações ou de qualquer sentimento);
  • não inveja ou não cobiça; 
  • não é leviano ou não busca vangloriar-se; (Observação: Uma pessoa leviana é alguém imprudente, sem seriedade, que age precipitadamente e que não tem consideração com o outro. Leviano é também aquele que expressa opinião sem ter certeza do que está informando, e não domina o assunto.) - Muitas vezes, buscando a atenção ou o reconhecimento de alguém, ou até mesmo vingança, falamos de um determinado assunto ou criticamos os outros sem termos certeza alguma do que dizemos!
  • não se orgulha ou não se ensoberbece; 
  • não se porta com indecência ou não é provocador de escândalos;
  • não procura seus interesses;
  • não se irrita por qualquer coisa;
  • não guarda rancor ou não suspeital mal (Ele não é tendencioso a ficar desconfiando dos outros sempre que alguma coisa ruim acontece);  
  • não se alegra com a injustiça, e só se alegra com a verdade (Ele não encontra prazer na impiedade, no pecado);
  • tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (Ele não desiste das coisas facilmente, é persistente);
  • é infalível, e não acaba, ao contrário das profecias, das línguas e de todo o conhecimento humano, que são falhos e um dia terminam. 
Com certeza, se tentarmos comparar o amor que sentimos pelos outros com este amor que Deus tem por nós, vamos perceber com clareza que falhamos em todos os pontos listados acima ao longo das nossas vidas, e que precisamos urgentemente substituir o amor das nossas almas pelo amor de Deus, se quisermos seguir a Cristo de fato.

Para que esta substituição aconteça realmente só há um caminho: precisamos aprender sobre este novo amor, que nos faz viver de uma forma diferente do mundo, através da leitura e meditação na palavra de Deus (sem esquecer, é claro, de pedir antes a Deus que nos conceda o entendimento de Sua palavra e nos ajude a viver conforme):

"Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou." (1 João 2:5,6, NVI)

A palavra de Deus está revelada na pessoa de Cristo, que é a verdadeira expressão do amor de Deus por nós e, também através de nós, ao crermos n'Ele:

"Importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele." (João 3:14-17, ACRF)

"Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele". (João 14:21, NVI) 

Desta forma, o amor que Deus deseja que nós coloquemos em ação não é aquele que normalmente sentimos em nossas almas, o qual é falho e perecível mediante situações, mas, é aquele advindo de Sua justiça eterna, publicado em Sua palavra e expresso em Seus mandamentos. 

É por isso que o apóstolo João diz estas palavras, ensinando com que tipo de amor devemos amar os nossos semelhantes:

"Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, também nòs devemos amar uns aos outros." (1 João 4:7-11, ACRF)



Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A unidade na fé em Cristo é o "local" onde Deus ordena Sua benção.

Existe um salmo na Bíblia que fala o seguinte:

"Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre." (Salmos 133:1-3, ACRF)

Nesse salmo Deus nos revela que a Sua preciosa benção, ou o Seu precioso favor, só é ordenado a pessoas que vivem em união umas com as outras por causa da fé n'Ele.

Deus é fiel a Sua palavra, e de maneira alguma abre exceções para beneficiar um ou outro isoladamente, se tais pessoas fazem questão de NÃO CONGREGAR, alegando que estão decepcionadas com as igrejas evangélicas ou cristãs, e/ou que são capazes de seguir a Deus sozinhas.

Outras pessoas estão até indo à igreja, uma, duas ou mais vezes na semana; porém, assim como aqueles que fazem questão de não congregar, não estão enxergando as pessoas que estão na igreja, ou não estão conseguindo enxergar os indivíduos ao seu redor dentro da congregação como seus irmãos na fé. E, assim sendo, a igreja se torna mais um local para ir, e talvez um local onde, no máximo, o sujeito vai (e quando vai...) para dizer que acredita em Deus.

Isso é um grande problema, pois Deus deixa claro que sua benção estará onde existirem relacionamentos sinceros, por causa da fé que se tem n'Ele. Sabemos que somente quando convivemos de alguma forma com o outro é que experimentamos um relacionamento; quando rejeitamos ou fugimos dos relacionamentos fraternais, logo, estamos excluindo a comunhão com nossos irmãos na fé e indo de encontro ao que Deus estabeleceu, e, portanto, deixamos de ser abençoados.  

Então, de fato, a primeira coisa que deveríamos procurar fazer ao buscarmos um local para congregar é entrar em unidade na fé com os irmãos daquela congregação, e procurar manter isso a todo custo. A isto chamamos de buscar a comunhão e procurar mantê-la. Todo relacionamento, incluindo os relacionamentos fraternais, requer um esforço de ambas as partes para ser mantido, e isso tem fundamento na palavra de Deus:

"Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo." (Gálatas 6:2, ACRF)

"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem." (Hebreus 12:14,15, ACRF)  

"Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz." (Efésios 4:1-3, ACRF)

Geralmente, quando tendemos a ficar mudando o lugar de congregar rapidamente, ou ficamos só visitando igrejas, sem realmente buscarmos uma aproximação sincera das pessoas que estão se reunindo num lugar para ficarmos somente ali, certamente há algo de errado no propósito que nos tem levado a procurar uma igreja para ir; e isso pode estar acontecendo por não compreendermos bem o que Deus nos ensina por Sua palavra sobre para quê e porquê a igreja do Senhor existe na terra.

Há uma grande diferença entre "ir a uma igreja" e "congregar". De fato, os verdadeiros seguidores de Cristo simplesmente não vão a uma igreja, mas congregam-se na igreja, formando-a. Por isso, no trecho bíblico a seguir, lemos a seguinte exortação:

"Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu. E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10:23-25, ACRF)

Observamos que o sentido da palavra congregação, no trecho bíblico acima, não está relacionado com o frequentar uma igreja e sim, com a unidade de pensamento e com um certo esforço para que esta unidade seja mantida.

O objetivo principal do congregar, portanto, é para que um ajuntamento de pessoas que já frequentam uma denominação cristã não saia do foco e permaneça firme nele, que é a fé em Cristo e a remissão dos pecados que Ele nos proporcionou para que herdemos a vida eterna.

Assim, percebemos que pessoas podem estar frequentando uma igreja até com uma certa assiduidade, no entanto, sem estar congregando nela, ou seja, sem se aproximar dos outros para conhecê-los e ajudá-los, sem buscar a unidade na fé com as outras pessoas naquele local e sem se importar com o que acontece com elas.  

O próprio Senhor Jesus Cristo foi enfático no que diz respeito a Sua presença se manifestar num lugar: nele tem que haver pelo menos dois ou três indivíduos reunidos em Nome d'Ele, e não somente reunidos, mas, UNIDOS (EM COMUM ACORDO, EM CONCORDÂNCIA, CONGREGANDO) em Nome d'Ele, para que sejam abençoados por Deus:

"Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." (Mateus 18:18-20, ACRF)

Quando não há congregação, ou seja, quando não há unidade de pensamento ou unidade na fé entre as pessoas, é comum surgirem confusões, contendas, muitos desentimentos, preconceitos, invejas e intrigas; consequentemente, a presença do Senhor não se manifesta em ambientes assim, por mais que cada um em separado ore muito ou adore muito a Deus com cânticos. 

Então, atenção: Uma congregação só existe de fato quando há unidade na fé e as pessoas escolhem viver como uma verdadeira família, conhecendo-se umas às outras, ajudando e socorrendo-se mutuamente!

A carne é tendenciosa a olhar mais para os defeitos dos outros do que para suas virtudes, a não concordar, não perdoar, a criticar e condenar. Ao deixarmos que ela fale mais alto do que a palavra de Deus, que nos ensina a amar os outros como Deus nos ama, estaremos dizendo "não" ao congregar; desta forma, estaremos desobedecendo a um dos mandamentos que o Senhor estabeleceu para que a aliança que Ele fez conosco seja honrada e confirmada.

Se muitos em um determinado lugar estiverem discordando uns dos outros em qualquer assunto que seja, e com queixas uns dos outros, guardando mágoas uns dos outros, vivendo suas vidas de forma individual e egoísta, de maneira alguma estão formando uma congregação e Deus não será adorado em conjunto ali, por mais que aparente o contrário no momento do culto. Infelizmente, ficará faltando a adoração em unidade e o que haverá serão apenas louvores individuais, o que implicará em um conjunto de pessoas não abençoadas pelo Senhor.

Vejamos o que diz o trecho bíblico abaixo:

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:23,24, ACRF)

É interessante notar que muitas das falas de Cristo e dos apóstolos se dirigem a um grupo de pessoas que estão em unidade, e não somente a uma ou outra pessoa de forma individual. Veja como fica diferente o sentido do mesmo versículo acima quando o colocamos no singular:

"Mas a hora vem, e agora é, em que o verdadeiro adorador adorará o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a um tal que assim o adore. Deus é Espírito, e importa que o que o adora o adore em espírito e em verdade."

É claro que Deus quer ser adorado por cada um individualmente, mas acima de tudo, Ele está procurando PESSOAS que o adorem em conjunto, com sinceridade de coração, e não somente adorações individuais! Por isso, quando Jesus fala com a mulher na fonte de Jacó, ele se refere a ela em separado quando profetiza palavras de conhecimento sobre sua vida; mas, no entanto, quando começa a falar de fé a partir do versículo 21, ele usa os verbos no plural (leia a história toda em João 4:1-42).   

Sabemos agora que, para que uma congregação exista, é essencial que todos vivam o amor de Deus que provém de Sua justiça eterna. E, para que isso se torne realidade, é preciso que todos tenham pelo menos o mesmo conhecimento básico acerca do que Cristo ordena para a nova aliança que ele estabeleceu com os homens, e que todos estejam dispostos a andar em perdão e arrependimento de pecados. Sem cumprir estes três requisitos é impossível que um conjunto de pessoas consiga estar unido na fé salvadora de Cristo, para adorá-lo como Ele realmente estabelece e merece.

Vejamos o que o apóstolo João ensina à igreja do Senhor:

"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. (...) Aquele que diz que está na luz, e odeia a seu irmão, até agora está em trevas. Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo. Mas aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas, e não sabe para onde deva ir; porque as trevas lhe cegaram os olhos." (1 João 2:1-11, ACRF)

Não adianta um conjunto de pessoas reunidas numa igreja buscar ensinamentos mais altos e profundos da palavra de Deus se elas ainda não aprenderam a reconhecer e se arrepender dos seus pecados, a perdoar seu próximo e a pensar no bem do outro, sem falhar nisso! Elas ficarão cheias de conhecimento, contudo, de nada lhes aproveitará, visto que não conseguem adorar a Deus por falta de comunhão. Serão pessoas cheias de conhecimento da letra, porém, enfermas e confusas. 

Por isso, observamos o apóstolo Paulo de Tarso dizer as seguintes palavras aos cristãos da igreja de Corinto:

"Se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus. Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior. Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio. E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor. Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro embriaga-se. (...) Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.(1 Coríntios 11:16-32, ACRF)

O apóstolo Paulo mostra claramente em seu discurso que a igreja em Corinto não estava em unidade, ou não estava congregando; isso se refletia nas constantes dissensões entre eles, e, especialmente, na hora de celebrarem a ceia: eles não esperavam uns pelos outros, e os que tinham mais alimentos e bebidas não repartiam com os que tinham menos ou não tinham o que comer e beber. Este comportamento estava levando os cristãos daquele lugar a se ofenderem uns com os outros e, assim, perderem a benção do Senhor sobre suas vidas.

Quem consegue discernir o corpo do Senhor, portanto, vê a igreja como sua família, se alegra e sofre junto com seus irmãos, considera e ama cada um deles e também é considerado e amado por eles, pois está em unidade na fé com todos.

E, quando as pessoas de uma igreja não estão em unidade, não estão conseguindo congregar-se, o que fazer? É simples: a liderança da igreja deve se livrar de tudo aquilo que tem impedido ou roubado o tempo dos irmãos se relacionarem uns com os outros com siceridade, de se visitarem uns aos outros, de terem tempo para conversar entre si e compartilharem em suas casas com calma. As lideranças devem semear na igreja o amor de Deus através de seus próprios atos, especialmente sendo exemplo para todos no que diz respeito à comunhão, e assistir à igreja com (e somente!!!) o ensinamento da simples e perfeita verdade que liberta.

Desta forma, a igreja colocará em prática o modelo estipulado por Deus no livro de Atos dos apóstolos, e sendo muitíssimo abençoada e abençoadora:

"Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas. Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos." (Atos 2:41-47, ACRF)
  

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O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram; Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos; A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. (Romanos 12:9-18, ACRF)


Missionária Oriana Costa



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

POR QUE ESTOU INDO À IGREJA?

Por que você está indo congregar? Se sua resposta for outra diferente de "para buscar/adorar a Deus junto com meus irmãos, e compartilharmos o que Ele tem feito em nossas vidas com SIMPLICIDADE, HUMILDADE E PUREZA DE CORAÇÃO", então, alguma coisa está errada, e você precisa reavaliar os motivos que o(a) tem levado a estar numa igreja. 

O que deve motivar realmente um indivíduo a ir para um lugar se encontrar com outras pessoas que acreditam em Deus é primeiramente a comunhão com CRISTO, e não os serviços que alguém pode fazer ou status/bençãos materiais que se pode alcançar naquele lugar. 

Quem diz que segue a Cristo, mas, vai à igreja somente para se ocupar, para passar o tempo, para fazer amizades ou arranjar casamento, para conseguir cura ou bençãos materiais, para conseguir oportunidade de ser visto/ouvido ou de ser reconhecido/usado(!), para mostrar aos outros que é crente, para acompanhar amigos e familiares, etc., está fora do foco do amor a Deus e da justiça de Deus. 

Desta forma, tal pessoa não demorará muito para arranjar desculpas para não ir à igreja; vai se cansar/enjoar de congregar, ou vai entrar em conflito com outras pessoas naquele lugar por causa de decepções. 

Quem segue a Cristo e foca em Sua palavra para obedecê-la não se enjoa d'Ele, não se cansa de obedecê-lo, e não se decpciona com Ele, POIS ESTÁ CONSIDERANDO SOMENTE O QUE ELE DIZ E SE ESFORÇANDO PARA FAZER SOMENTE COMO ELE FEZ. E daí vem a importância de lermos os evangelhos e as cartas dos apóstolos, e, meditando neles, observarmos com diligência o que Cristo falou e como Ele agiu, para fazermos da mesma forma.

E atenção: Quem está congregando de verdade sabe que está indo se encontrar com pessoas que também estão buscando a Deus, e vê cada uma delas como seus irmãos e as tem em alta estima. 

Estar no local de congregação é, para quem está seguindo realmente a Cristo, um momento para confirmar ao mundo a sua cidadania no Reino, de confirmar a fé e se fortalecer nela, de se alegrar, de encontrar paz e de confraternizar-se com os irmãos.  

Se o congregar está nos deixando cansados, sobrecarregados e/ou estressados, é porque você ou mesmo a liderança da igreja podem estar SAINDO FORA DA SIMPLICIDADE DE CRISTO! Podem estar sendo feitos SERVIÇOS A MAIS do que aqueles que o Senhor realmente nos chamou para fazer quando estivéssemos juntos, o que aponta que podemos estar indo para a igreja SOMENTE PARA TRABALHAR.

O trecho bíblico a seguir exemplifica bem o que lemos no parágrafo anterior:

"E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada." (Lucas 10:38-42, ACRF) 

Um outro grande equívoco que muita gente comete é o de achar que existem igrejas perfeitas. A verdade é que não há igrejas cristãs perfeitas, visto que todos os seres humanos, da perspectiva física, são falhos e imperfeitos. 

Quando nos tornamos cidadãos do Reino de Deus, o nosso espírito foi recriado e é nova criatura, pois renasceu dentro do reino. Contudo, fisicamente, nossos corpos e nossas mentes ainda estão no mundo, ainda continuam corrompidos pela maldade que há nele, e precisam ser dominados. O apóstolo Paulo fala sobre essa luta diária que todos nós passamos, entre a nossa carne e o nosso espírito.

Dessa maneira, é muito comum acontecer de, vez ou outra, descuidarmos de dominar a carne e nos deixarmos levar por seus desejos e sentimentos. Quando agimos assim, geralmente não percebemos, e acabamos magoando alguém, semeando discórdia ou provocando mal-entendidos ao nosso redor. E ninguém está imune a isso, a menos que se isole completamente de tudo e de todos e não interaja mais com ninguém no mundo - e isso é absolutamente impossível, se temos que trabalhar, estudar, e lutar para sobreviver.

Se entendemos que TODOS nós somos falhos, sem exceção, e que precisamos estar unidos pela fé em Jesus, então, não há motivos para guardarmos rancor e deixamos de congregar. A palavra de Deus nos ensina a perdoar, e a suportarmos uns aos outros embasados pelo AMOR de Deus (que não é um sentimento, mas é a base da JUSTIÇA do Reino de Deus).

O congregar verdadeiro, portanto, não é um fardo, não é uma forma de nos afirmamos individualmente ou socialmente, não cansa, não decepciona nem tampouco é um ganha-pão; o congregar verdadeiro é uma confirmação de que cremos em Deus, de que sabemos que Ele existe, de que Sua palavra é a verdade e estamos querendo vê-lo e conhecê-lo pessoalmente.

O congregar verdadeiro é uma confirmação de que amamos ao Senhor e amamos os nossos irmãos na fé, de que estamos dispostos a obedecê-lo (pois congregar também é um mandamento - leia Hebreus 10:25), e, por fim, de que queremos viver eternamente.


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"Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas. Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos." (Atos 2:41-47, NVI)

Missionária Oriana Costa.