By Pastors Wendell and Oriana Costa

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Por que Jesus precisou morrer sacrificado, e quem está representando o Reino de Deus na terra hoje?


Deus ama os homens que criou, ainda que estejam longe d'Ele. E tanto ama, que provou isso se fazendo um ser humano como nós para pagar o preço por cada um, entregando sua vida em sacrifício. Nosso Rei quis nos dar a chance de ficarmos perto d'Ele para sempre, no Dia em que Ele mostrar Sua face às nações da terra. 


O pagamento pela transgressão da lei de Deus é a morte espiritual e física; porém, nenhum ser humano tem como pagar este preço, porque o próprio Deus já condenou todas as pessoas a estas mortes. Assim, toda a humanidade está condenada à morte eterna, porque todo aquele que não consegue se justificar por si mesmo de sua transgressão está morto para Ele. 

"Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus." (Romanos 3:23, NVI)

"Da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram." (Romanos 5:12, NVI)

"O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. "(Romanos 6:23, NVI)

Da mesma maneira que Adão, ninguém consegue obedecer à lei de Deus totalmente, porque infelizmente nós nos deixamos levar pelos impulsos dos nossos sentimentos e desejos carnais. Nós transgredimos a lei de Deus o tempo todo, sem perceber e sem nos arrepender disso (o arrependimento verdadeiro de pecados só vem ao nosso coração se o próprio Deus permitir que nos enxerguemos como transgressores de Sua lei).    

"Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1 João 1:8-10, NVI)

Então, a única maneira de justificar a cada um de nós, pecadores, seria alguém que ainda estivesse "vivo eternamente", e jamais transgredisse a lei de Deus, morresse espiritualmente e fisicamente em sacrifício no lugar de todos. Se o único que sobrou vivo e fiel a Deus foi Ele mesmo, então Ele teria que ser sacrificado para dar a chance de justificação a todos. 

"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai." (Filipenses 2:5-11, NVI)

Desta maneira, por muito nos considerar e querer, Ele escolheu deixar seu trono na eternidade e veio até nós como um ser humano, para obedecer a si mesmo sem falhar e depois entregar sua vida para ser sacrificada por Seu próprio povo: os israelitas tinham sido separados desde a antiguidade para representar o Reino de Deus no mundo, obedecendo a mandamentos que lhes tinham sido entregues pelo Senhor através de Moisés (contudo, nem eles mesmos conseguem obedecer sem falhar!). 

"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir." (Mateus 5:17, NVI)

Através de Sua obediência infalível a Sua própria Lei e Sua morte, a vida de Jesus foi suficiente para justificar diante d'Ele mesmo não só os israelitas, mas, todas as vidas de todas as pessoas do mundo, em todas as épocas. Portanto, hoje, o Reino de Deus está representado na terra por todos aqueles que creem em Jesus Cristo, em todas as nações, e não mais exclusivamente pela nação de Israel:

"O que acham? Havia um homem que tinha dois filhos. Chegando ao primeiro, disse: ‘Filho, vá trabalhar hoje na vinha’. E este respondeu: ‘Não quero!’ Mas depois mudou de idéia e foi. O pai chegou ao outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: ‘Sim, senhor!’ Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? - O primeiro, responderam eles. Jesus lhes disse: Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus. Porque João veio para lhes mostrar o caminho da justiça, e vocês não creram nele, mas os publicanos e as prostitutas creram. E, mesmo depois de verem isso, vocês não se arrependeram nem creram nele. Ouçam outra parábola: Havia um proprietário de terras que plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns lavradores e foi fazer uma viagem. Aproximando-se a época da colheita, enviou seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe pertenciam. Os lavradores agarraram seus servos; a um espancaram, a outro mataram e apedrejaram o terceiro. Então enviou-lhes outros servos em maior número, e os lavradores os trataram da mesma forma. Por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: A meu filho respeitarão. Mas quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: Este é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo e tomar a sua herança. Assim eles o agarraram, lançaram-no para fora da vinha e o mataram. Portanto, quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores? Responderam eles: Matará de modo horrível esses perversos e arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe dêem a sua parte no tempo da colheita. Jesus lhes disse: Vocês nunca leram nas Escrituras? A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós. Portanto eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo que dê os frutos do Reino. Aquele que cair sobre esta pedra será despedaçado, e aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó. Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles." (Mateus 21:28-45, NVI)   

Mas, o trabalho de Deus não para somente na Sua morte; após morrer, Jesus voltou à vida ressuscitando, para mostrar a todos que Ele tem todo o poder e não pode ser destruído. Ele prometeu ressuscitar da mesma forma e fazer indestrutíveis assim como Ele, dando cidadania em Seu Reino, a todos aqueles que, por crerem n'Ele, se arrependerem de todo o coração dos seus pecados e decidirem obedecer aos Seu mandamentos. 

"Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Porque a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". (João 6:37-40, NVI)

O ensino de Cristo, contido no Novo testamento, revela os mandamentos de Deus para todos aqueles que querem adquirir cidadania permanente em Seu Reino. Através do conteúdo dos evangelhos e das cartas dos apóstolos às igrejas de sua época, ficamos cientes de como funciona o Reino do Senhor e de como nós devemos nos comportar diante dos desafios e adversidades deste mundo até o Dia da Sua vinda. 

O Espírito de Cristo opera sobrenaturalmente através do Seu ensino, com poder para convencer do pecado a quem o buscar verdadeiramente; Ele também faz com que este alguém não obedeça mais aos impulsos advindos de seus próprios sentimentos e desejos carnais, e passe a obedecer Sua palavra. 

Ser humano algum tem capacidade de obedecer à palavra de Deus se Ele mesmo não interferir para que isso aconteça, pois Deus é espírito e Sua palavra é espiritual, não pertencendo, portanto, a este mundo material.  

No Dia em que o Rei das nações, Jesus Cristo, mostrar seu rosto para todos os habitantes da terra, quem não tiver se arrependido de suas transgressões de todo o coração, e não estiver buscando viver de acordo com Seu ensino, ficará para sempre fora de Seu Reino; isso implicará num intenso sofrimento, que não terá fim, denominado "morte eterna" ou "segunda morte". 

Leia a Bíblia, e ore, pedindo a Deus que revele Sua vontade!

Missionária Oriana Costa. 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cuidado com as palavras dos poderosos, famosos e eloquentes!

As palavras dos sábios são como aguilhões, a coleção dos seus ditos como pregos bem fixados, provenientes do único Pastor. Cuidado, meu filho; nada acrescente a eles. Não há limite para a produção de livros, e estudar demais deixa exausto o corpo. Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal. (Eclesiastes 12:11-14, NVI)
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Existem muitos homens e mulheres famosos ensinando coisas e apoiando suas palavras nas sagradas escrituras: atores, cantores, políticos, escritores, pastores, missionários e líderes cristãos; eles costumam ser ouvidos por multidões de pessoas pelo mundo afora, e tudo o que dizem é sempre muito bem recebido. Por se tratarem de pessoas muito carismáticas, seus ditos são recebidos como se estivessem sempre corretos. 

Contudo, além daquilo que o Senhor nos ensina e que nos guia somente em Sua justiça, muitas palavras que saem das bocas de tais pessoas são provenientes de seus próprios entendimentos ou de suas próprias inteligências; muitos indivíduos se deixam levar por seus discursos sem julgá-los previamente, levando em consideração o que o Criador nos diz.

Infelizmente, situações, circunstâncias, e a aparência enganosa deste mundo frequentemente levam estes "mestres famosos" a exprimirem valores totalmente contrários aqueles pregados por Jesus Cristo. Eles estão divulgando seus valores pessoais, carnais, e que, apesar de aparentemente muito atraentes e convincentes, não estão em conformidade com a justiça de Deus.

Escrito está:

"Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor (a Deus e a Sua palavra) de muitos esfriará, mas aquele que perseverar (amando a Deus e a Sua palavra) até o fim será salvo." (Mateus 24:10-13, NVI)

"Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente." (Mateus 24:24,25, NVI)

É essencial que os verdadeiros cristãos busquem e peçam a Deus por discernimento espiritual em oração, ou, do contrário, certamente cairão na lábia e na sutileza de Satanás, que vem operando incessantemente através da "boa aparência" dos poderios neste mundo e do conforto material que os homens criam e oferecem. Foi assim que Eva, e logo após Adão, foram enganados: eles se deixaram levar pela aparência atraente e desejável do que viam, e esqueceram o que Deus tinha dito:

"Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também." (Gênesis 3:6, NVI)

No trecho bíblico abaixo, por exemplo, o Senhor Jesus nos ensina a ser pacificadores, ainda que estejamos sendo afrontados por pessoas que não querem aceitar ou não se sentem à vontade com os valores da justiça de Deus:

"Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. Dê a todo o que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles." (Lucas 6:27-31, NVI)

Porém, muitos dos discursos que temos ouvido hoje, principalmente vindos de lideranças cristãs famosas aqui no Brasil, incitam as pessoas a resistirem os que lhes afrontam, e a comprarem briga com estes, até ao ponto de irem aos tribunais contra "seus adversários".

Jesus nos falou para que amássemos nossos inimigos ou fazer o bem aqueles que se levantam para nos fazerem mal, não para que "aparentássemos aos outros ser muito bonzinhos", mas por escolhermos andar segundo a justiça do Seu Reino, conhecendo qual realidade está valendo para todos nós:

"Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais." (Efésios 6:11,12, NVI)

Então, muitas das palavras ditas por estes homens e mulheres famosos estão vindo não do Espírito de Deus, mas de suas próprias indignações acerca do que vêem acontecer ao seu redor, por se sentirem afrontados ou humilhados por alguns. Eles estão sendo levados pela aparência do mundo, e não lembram das palavras de Jesus Cristo, e do seu comportamento enquanto esteve como um ser humano neste mundo.

Foi por este motivo que o rei Salomão, cheio da sabedoria do Senhor, publicou estas palavras (abaixo em duas versões bíblicas):

"As palavras do Mestre, filho de Davi, rei em Jerusalém: "Que grande inutilidade!", diz o Mestre. "Que grande inutilidade! Nada faz sentido!"" (Eclesiastes 1:1,2, NVI)

"Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém. Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade." (Eclesiastes 1:1,2, ACRF)

E também foi por este mesmo motivo que o apóstolo Paulo, movido pelo Espírito de Deus, falou estas palavras por carta aos cristãos coríntios (abaixo em duas versões bíblicas):

"O que quero dizer é que o tempo é pouco. De agora em diante, aqueles que têm esposa, vivam como se não tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; os que estão felizes, como se não estivessem; os que compram algo, como se nada possuíssem; os que usam as coisas do mundo, como se não as usassem; porque a forma presente deste mundo está passando." (1 Coríntios 7:29-31, NVI)

"Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se não as tivessem; E os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem; E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa." (1 Coríntios 7:29-31, ACRF)

O espírito de Cristo ainda nos diz: 

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas." (Mateus 5:38-41, NVI)  

"Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: "Minha é a vingança; eu retribuirei", diz o Senhor. Pelo contrário: "Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele". Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem."
(Romanos 12:17-21, NVI)

"Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem. Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo." (Efésios 4:29-32, NVI)

"Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de "sabedoria" não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores." (Tiago 3:13-18, NVI)

Desta forma, tudo o que ouvirmos e lermos acerca de Deus e Sua palavra, que esteja sendo proveniente de outras pessoas, deve ser analisado com cuidado: devemos sempre comparar com o que o Rei Jesus ensina e está expressamente publicado na Bíblia Sagrada.

Se os discursos não estiverem de acordo com o que o Espírito de Cristo nos diz, então devemos considerar o que foi dito como "anátema", que quer dizer "separado para destruição", ou considerá-lo "amaldiçoado", não importa quem esteja falando. Se o discurso é anátema ou amaldiçoado, é porque está indo contra a Justiça do Reino de Deus: 

"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo." (Gálatas 1:6-12, ACRF)

"Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado!" (Gálatas 1:6-9, NVI)

Deus não precisa da ajuda de alguns seres humanos "especiais" para fazer outros seres humanos "comuns" entenderem a Sua palavra; somente Ele tem poder para fazer a quem quiser entender o que Ele mesmo diz. No Salmo 119, podemos ler o seguinte, para confirmar:

"Não me afasto das tuas ordenanças, pois tu mesmo me ensinas." (Salmos 119:102, NVI)

Deus não faz acepção de pessoas, então, ninguém é melhor do que ninguém para Ele, todos são iguais diante da Sua presença; Sua palavra é única, de origem eterna, o que quer dizer que ela é espiritual, não vem deste mundo! Ela foi proferida por Ele mesmo, e não pode ser compreendida por ninguém sem que Ele conceda que isso aconteça. 

Por isso, escrito está:

"A tua palavra, Senhor, para sempre está firmada nos céus." (Salmos 119:89, NVI)

"Não é ele que diz aos reis: ‘Vocês nada valem’, e aos nobres: ‘Vocês são ímpios’? Não é verdade que ele não mostra parcialidade a favor dos príncipes, e não favorece o rico em detrimento do pobre, uma vez que todos são obra de suas mãos? Morrem num momento, em plena noite; cambaleiam e passam. Os poderosos são retirados sem a intervenção de mãos humanas. Pois Deus vê o caminho dos homens; ele enxerga cada um dos seus passos. Não há sombra densa o bastante, onde os que fazem o mal possam esconder-se. Deus não precisa de maior tempo para examinar os homens, e levá-los à sua presença para julgamento. Sem depender de investigações, ele destrói os poderosos e coloca outros em seu lugar. Visto que ele repara nos atos que eles praticam, derruba-os, e eles são esmagados. Pela impiedade deles, ele os castiga onde todos podem vê-los. Isso porque deixaram de segui-lo e não deram atenção aos caminhos por ele traçados." (Jó 34:18-27, NVI)

"A Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa, que é pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos que crêem." (Gálatas 3:22, NVI)

Se alguém, famoso ou não, conhecido ou não, consegue dizer coisas que estão de acordo com a palavra de Deus, não é mérito de tal pessoa: a glória é de Deus mesmo, pois é Ele quem está concedendo a tal indivíduo que divulgue a sabedoria eterna da Sua palavra.

Disse o Senhor Jesus: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma." (João 15:5, NVI)

Assim testificou o apóstolo Paulo:

"Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus." (1 Coríntios 2:4,5, NVI)

Não é pela inteligência humana que a palavra de Deus é compreendida, e sim pelo próprio poder d'Ele, capaz de abrir os olhos e ouvidos espirituais de alguém. Portanto, quem quiser entender a palavra de Deus, deverá buscá-la primeiro na Bíblia, lendo-a e orando, pedindo ao Senhor para entendê-la! 

Não devemos nos apoiar em nossa própria inteligência, ou na inteligência de homens eloquentes, pois eles não sabem tudo, e, assim como nós, cometem equívocos em muitas de suas interpretações pessoais. Devemos sempre lembrar que é o próprio Deus quem nos mostra a verdade, só Ele tem poder para "endireitar nossas veredas"! 

"Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema ao Senhor e evite o mal." (Provérbios 3:5-7, NVI)

Então, podemos ouvir e ler o que os outros dizem e publicam, mas cabe a nós julgar cuidadosamente cada palavra, e ficar somente com o que Jesus nos ensina. No entanto, este julgamento correto só será possível se nós estivermos indo buscar o conhecimento da verdade. Sem pararmos para ler e meditar na palavra de Deus diariamente, ou sempre que possível, vamos ser tendenciosos a achar que as belas palavras dos poderosos, famosos e eloquentes estão sempre certas.

Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam.

Quem trata a palavra de Deus como mais uma opção de escolha no meio de todas as filosofias humanas que existem no mundo, não sabe do que ela está tratando, não conhece o poder que há nela e não enxerga a autoridade da pessoa que a proferiu. 

A palavra de Deus não é humana, não pertence a este mundo: ela foi dita pelo Senhor aos homens e está sendo divulgada por eles. Portanto, ela é espiritual, é eterna e é poderosa, tanto como nosso Criador o é.

Estas são palavras que o REI JESUS CRISTO falou, mas que estão sendo desprezadas por muitos "cristãos" neste século, para dar lugar a palavras oriundas dos sentimentos e desejos dos homens: 

"Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. Dê a todo o que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles." (Lucas 6:27-31, NVI)

O Senhor Jesus Cristo não disse essas palavras em vão, como se fossem um devaneio de sua alma tão bondosa. Estas palavras são ORDENS de um Rei para os cidadãos do Seu Reino! De fato, elas são mandamentos, que infelizmente não são cumpridos por muitos cristãos por estes acharem que é impossível cumprí-los, ou que cumprí-los é se passar por tolo. 

O problema, é a última frase que está no referido trecho: "Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles." Com esta frase Deus está nos dizendo que, muitas vezes na vida, somos maus e duros com os outros e ainda assim queremos a compreensão e o perdão deles.

Muitas vezes, quem se faz inimigo do nosso próximo somos nós, na nossa soberba e na nossa ignorância da palavra de Deus. Nós odiamos os outros quando "nos sentimos" perturbados ou desprezados por eles; nós amaldiçoamos os outros quando estamos cheios de ira ou indignação; em certas circuntâncias, nós também maltratamos os outros agindo movidos por nossos sentimentos e simplesmente não percebemos!

Quantas vezes ofendemos o nosso próximo (isso é o "bater na face" a que Cristo se refere) e não vemos, e ainda nos achamos cheios de razão? Machucamos, humilhamos e agredimos os outros com palavras duras sem notar o que estamos fazendo, e nos achamos educados, corretos e perfeitos.  

Nós também nos achamos no direito de tirar coisas dos outros as escondidas (porque "não vai fazer falta para o outro"), mas não queremos que os outros levem nossas coisas. E quando nos tiram alguma coisa, exigimos a devolução. Quando pedimos alguma coisa aos outros, queremos ser atendidos; e, é por isso que o Senhor nos diz que como nós queremos que os outros nos façam, devemos também fazer a eles. 

Mesmo quando aceitamos a Cristo como nosso Senhor, ainda pecamos, porém, não porque queremos, e sim porque ainda não sabemos dominar nossos desejos e sentimentos o tempo todo. Eles nos fazem pecar sem que nós percebamos! 

Por isso precisamos tanto ler e meditar na palavra de Deus todos os dias, pois só através dela conseguimos ser realmente sábios. A sabedoria de Deus nos mostra a verdade sobre nós mesmos e nos ensina a renunciar o ego, para que enfim possamos andar na perfeita justiça d'Ele.

Lendo e meditando nas escrituras aprendemos que se nos humilharmos diante de Deus, confessando a Ele nossas fraquezas, desejando com toda a força do nosso ser andar na Sua justiça, Ele nos socorre e nos ajuda a dominar nossos corações e nossos corpos para obedecê-lo:

"O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? Eu sou o Senhor que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras." (Jeremias 17:9,10) 

"Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós." (1 João 1:8-10)

Quem se acha muito bom, acha que não peca, que tem razão em apontar o dedo para os outros e em se vingar do seu próximo, não está considerando o que Deus diz e jamais aceitará de bom grado suas palavras.

Um verdadeiro cidadão do Reino de Deus não obedece às leis do Seu Rei por opção, mas obedece-as por saber quem Ele é.




Missionária Oriana Costa.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

O Padrão de Deus e o padrão do mundo.

"Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião." (Isaías 5:20-21)

O trecho bíblico acima chama a atenção para uma realidade que muitas vezes não paramos para observar: neste mundo, há confusão na hora de estabelecer o que é realmente bom ou certo e o que realmente é mau ou errado. Esta confusão é o que tem levado à ocorrência de um fenômeno cada vez mais frequente no mundo, denominado "inversão de valores".

Com o passar do tempo, percebemos que certos comportamentos vistos há algumas décadas atrás como bons, hoje são vistos como maus, assim como o que era visto como algo mau, hoje é aceito como sendo bom. 

Mas, afinal, o que é realmente certo, e o que realmente é errado? O que realmente merece louvor e recompensa, e o que realmente merece correção e condenação?

De fato, existem somente dois padrões de justiça: um é o de Deus ou espiritual, e o outro, o humano ou material. 

O padrão espiritual de justiça foi estabelecido pelo Criador de todas as coisas, está em pleno exercício e é imutável, invariável (apesar de muitos não acreditarem que ele exista, ou, acreditarem, contudo, não entenderem como ele funciona); o padrão material de justiça é estabelecido pelos homens e muda constantemente com o passar do tempo, de acordo com as novas situações que vão surgindo e que fatidicamente mudam suas prioridades.

A justiça de Deus, estabelecida eternamente, é o poder que tem mantido o universo equilibrado e em perfeito funcionamento. Felizmente, não somos nós que fazemos os planetas girarem em torno do sol, ou que fazemos a terra girar em torno de si mesma e em torno dele, e nem somos nós que nos fazemos existir na terra e damos vida a nós mesmos. Tudo isto foi instituído espiritualmente, está declarado na palavra de Deus, e tem funcionado perfeitamente ao longo dos séculos, sem mudar ou falhar. 

Ao mesmo tempo, diferentemente da justiça estabelecida por Deus, a justiça humana está em constante mutação. Se não considerarmos o que Deus estabeleceu e está publicado para toda a humanidade na Bíblia, observamos a seguinte situação: conforme o que os indivíduos experimentam e vivenciam no mundo, seus desejos e sentimentos vão mudando e, desta forma, vão mudando também seus conceitos de certo e errado.

Desta maneira, observamos que muitos conceitos e comportamentos vão mudando ao longo do tempo; apesar da resistência inicial que sempre existe, principalmente por parte de indivíduos mais apegados às tradições, as pessoas acabam se deixando levar pela força do prazer e da facilidade que estes novos comportamentos proporcionam à primeira vista, mesmo sabendo que irão colher consequencias desagradáveis por causa deles mais tarde.      

Até o século passado, por exemplo, era aceito socialmente que a relação sexual era algo para se fazer entre um homem e uma mulher adultos, especialmente depois de celebrado um crompromisso entre eles, a fim de constituírem família. Sabemos que sexo fora do casamento ou feito sem compromisso é algo que sempre existiu, contudo, havia uma consciência entre as pessoas de que tal comportamento "não era correto", e de que certamente traria consequencias desagradáveis.

Esta consciência de que o sexo feito fora do casamento ou sem compromisso era algo errado, vinha da maior proximidade que as pessoas tinham com a palavra de Deus, que sempre lhes foi apresentada indiretamente, embutida dentro de doutrinas religiosas. Até os dias de hoje, a maioria das pessoas desconhece o que diz realmente a palavra de Deus, mas sempre acabam recebendo um pouco dela através dos dogmas e filosofias das religiões das quais participam.

O que Deus estabeleceu originalmente para o ato sexual foi desta forma:

"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a." (Gênesis 1:27-28)

"Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." (Gênesis 2:24)

Apesar de sabermos que, desde sempre, nem todas as pessoas são frequentadoras assíduas de igrejas, existia no mundo, entre os indivíduos de uma forma geral, um certo temor ao Criador de todas as coisas; por isso, ainda que alguns indivíduos não fossem religiosos, a maioria das pessoas aceitava de bom grado o padrão de moralidade estabelecido por Deus como sendo o correto. 

No século atual, porém, a relação sexual tornou-se um divertimento como outro qualquer, amplamente incentivado pela mídia, onde até mesmo adolescentes podem entregar-se uns aos outros para satisfazerem seus desejos nesta área, muitas vezes autorizados pelos próprios pais. Se por acaso uma gravidez surgir de tal procedimento, pode-se optar por um aborto para "sanar" a situação. 

Então, antes, aquele sexo sem compromisso que era visto como algo errado, muitas vezes feito de forma encoberta só para satisfazer um desejo irresistível do corpo, e que se chegasse a ser descoberto provocava um grande escândalo, hoje, é algo certo, bom e saudável. O sexo como uma forma de entretenimento e sem compromisso tornou-se algo aceitável socialmente.

Este tipo comportamento, contrário ao que Deus instituiu, parece muito bom à primeira vista, pois as pessoas aparentemente ficam mais livres para se envolverem sexualmente com quem bem entenderem, sem assumirem quaisquer responsabilidades por isso se não quiserem.  

Contudo, este padrão de moralidade diferente mexe diretamente com a estrutura emocional e familiar dos indivíduos. É pelo ato sexual que se inicia uma família de verdade, pois a partir dele são gerados os filhos que irão constituí-la. E, após iniciada uma família, valores emocionais, que ligam e aproximam as pessoas umas das outras são estabelecidos também. 

Assim, quando o padrão de certo e errado para o relacionamento sexual é modificado do seu original (segundo o que foi estabelecido espiritualmente pelo Criador de todas as coisas), logo, o padrão de certo e errado para a formação de um casal e, consequentemente, de uma família, também será. A forma como os pais educarão e se relacionarão com seus filhos também mudará. De quebra, os valores emocionais que ligam as pessoas umas as outras também são afetados aí. 

Uma coisa vai afetando a outra, até nos trazer uma grande confusão na hora de estabelecermos o que é certo ou errado para nós: qualquer coisa de repente pode ser tida como certa ou errada, desde que estejamos com nossos desejos satisfeitos. E o grande problema é que nossos desejos mudam muito, pois variam de acordo com as situações que passamos! 

É importante que prestemos atenção nisso: tudo o que interfere na estrutura familiar dos indivíduos, interfere, a curto prazo, na vida de cada um individualmente de forma muito forte, e também, a longo prazo, na estrutura de uma nação inteira.

Quando agimos baseados em nossos sentimentos e desejos, inevitavelmente vamos passar por cima dos sentimentos e desejos dos outros, e acabamos desrespeitando nosso próximo em prol da nossa própria satisfação.

Então, é impossível termos paz verdadeira em nossas vidas estabelecendo justiça ou padrões de moralidade norteados por aquilo que sentimos e desejamos, pois sempre vamos estar nos decepcionando conosco mesmos e com os outros.  

Fundamentar conceitos e padrões morais baseados em nós mesmos, desconsiderando aquilo que Deus instituiu, portanto, faz de nós indivíduos inseguros e inconstantes em todas as áreas da vida; nós nunca saberemos o que vamos sentir ou desejar no próximo minuto, exatamente por não sabermos com certeza o que vai nos acontecer no futuro. Situações e circunstâncias mudam constantemente no mundo, pegando a muitos de surpresa, e isso ninguém pode desfazer. 

A palavra de Deus nos informa quem nós somos e para quê fomos criados; ela nos informa como está nosso relacionamento com aquele que nos criou, hoje, e o que está acontecendo conosco por causa disso; ela também nos diz o que nosso Criador fez para resolver a situação difícil em que nos encontramos eternamente. 

Então, buscar a Deus e procurar aprender seu padrão de justiça para andarmos nele, em vez de levarmos a vida do jeito que queremos, por conseguinte, faz de nós pessoas cheias de paz, seguras, equilibradas e constates em tudo, em meio ao caos crescente no qual que este mundo está perecendo. 

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor." (Isaías 55:8)

Pastora Oriana Costa.





sexta-feira, 10 de abril de 2015

Chegou a hora de se arrepender e perdoar.

Para quem já segue a Cristo, e para quem ainda não segue, uma palavra importante sobre julgamento e perdão, para lermos e meditarmos um pouco. 

Temos muita facilidade para julgar e criticar. Temos facilidade para apontar os erros que as outras pessoas cometem, nos ofendermos com elas, e fazer delas pessoas totalmente más e sem razão aos olhos dos outros. Nós achamos que os outros não devem ter chance de se defender de nossas acusações.
Mas, parece que temos amnésia quando temos que lembrar que nós também falhamos, e não queremos que ninguém nos aponte o dedo. Nós nos achamos perfeitos, apesar de dizermos muitas vezes que não somos.
Nós nos achamos muito bonzinhos e honestos o tempo todo, e esquecemos das vezes que mentimos para quem amamos (seja lá por que motivo for) e agimos com os outros movidos por cansaço, por stress, por raiva, por decepção, por egoísmo, por preguiça, por indiferença, por preconceito, por nojo, por cobiça, por inveja, por desconfiança, e tantos outros sentimentos e sensações provenientes dos nossos corpos e das nossas mentes. Sem a ajuda de Deus, nós não sabemos como agir sem sermos influenciados por eles.
Nós queremos que os outros nos perdoem e nos levem em consideração quando erramos, mas não queremos perdoar nem considerar os que estão ao nosso redor quando erram conosco.
Você diz que segue a Cristo, mas, no entanto, quando tem oportunidade critica e condena os outros (este é o "julgar" que está fora da justiça de Deus), incluindo os de fora da fé, como se você tivesse este direito, e como se você estivesse coberto de razão? Arrependa-se e aprenda os mandamentos de Cristo, pois isto não é o que Ele ensina!
"Não julguem (critiquem ou condenem), para que vocês não sejam julgados (criticados, condenados). Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco do seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão." (Mateus 7:1-5, NVI)
Você diz que tem Deus no coração e não precisa se concertar com Ele porque paga suas contas e não busca confusão com ninguém, e porque faz a caridade às pessoas e aos animais?
Você diz que tem Deus no coração e não precisa se arrepender de nada, e não precisa seguir a Cristo, porque cuida bem dos seus filhos e trabalha fora para sustentar a família?
Está mentindo para si mesmo(a), não para Deus e para as pessoas a quem você já fez algo errado, pois eles já lhe conhecem!
Nossos atos de bondade não compensam as maldades que fazemos diante de ninguém, muito menos diante de Deus, que tudo vê e tudo sabe. Aqui na terra, sejamos seguidores de Cristo ou não, no dia que alguém conhecido se ofender conosco, vai lembrar e considerar imediatamente as coisas erradas que fizemos a ele ou a ela no passado, se tivermos feito, mesmo que tenham sido pequenas (coisas até que nós mesmos nem lembramos mais).
Todas as pessoas, sem exceção, são tendenciosas a esquecerem o que passam momentaneamente, e acham que isso é perdoar; no entanto, ninguém perdoa de verdade de si mesmo quando está longe de Deus e não procura obedecê-lo.
Só há um que é totalmente bom e perfeito, só há um que nos perdoa plenamente, ainda que Ele saiba que somos falhos, e este é Deus! Nós só conseguimos não criticar, não guardar ofensas e perdoar em verdade por obediência a Ele, não porque somos plenamente bons, porque não conseguimos ser de nós mesmos.
As coisas ruins que os outros nos fazem e que fazemos aos outros podem ser esquecidas por algum tempo, mas não totalmente, pois elas ficam guardadas em nossas memórias: são os ressentimentos, as mágoas. Quando surge uma situação para que eles aflorem, facilmente agimos movidos por eles. Portanto, para Deus, esquecer não é perdoar. 
Ficar calado na frente de alguém, mas, ficar pensando coisas más a respeito da pessoa, e depois dar vazão a estes sentimentos e pensamentos falando mal dela pelas costas, seja na intenção de repartir seus desgostos, seja na intenção de se vingar (fazendo os outros sentirem pela pessoa o mesmo que você sente), não é ser bom e justo aos olhos de Deus. 

Nós não falamos mal dos outros movidos pela justiça de Deus, e sim pelas sensações e sentimentos contrários que o outro provoca em nossas almas. É uma atitude terrena e maligna. Quem faz isso é chamado pela palavra de Deus de "caluniador":
"As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem até o íntimo do homem." (Provérbios 18:8, NVI)
"Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz. Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?" (Tiago 4:11-12, NVI)
"Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário: Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem." (Romanos 12:18-21, NVI)


Nós só perdoamos, paramos de criticar os outros e não nos vingamos, de fato, quando nos submetemos Aquele que é puro de coração e totalmente separado do mal: Jesus Cristo - Ele é Deus. Ele não só ensinou, mas deu o exemplo com sua própria vida de como devemos agir com os que estão a nossa volta.



Pastora Oriana Costa.

domingo, 5 de abril de 2015

A verdadeira páscoa cristã.

Páscoa significa "passagem". Mas, para nós cristãos, ela não significa uma passagem qualquer: para nós é a passagem da morte eterna para a vida eterna. E a passagem da morte eterna para a vida eterna, está exclusivamente centrada na pessoa de Cristo.

Ele morreu na cruz pelos nossos pecados, nos dando a chance de viver eternamente. 

O povo de Deus (os israelitas) antigamente, precisava sacrificar animais pelos seus pecados, e dentre eles, cordeiros, em obediência à lei que Deus havia entregue a eles por Moisés; e ainda hoje, por ingnorarem a abundante graça de Deus para com todos os homens, a maioria deles (os que ainda não creram em Cristo como seu Senhor e salvador) continua fazendo este ritual.

Sabemos pela palavra de Deus que, depois do sacrifício de Cristo pelos nossos pecados, para sermos povo de Deus não precisamos mais derramar o sangue de animais num altar de pedras: o Pai enviou um cordeiro para ser sacrificado pelos pecados de todos os povos, definitivamente, seja de pessoas israelitas, seja de gentes de outras nações. Por isso é que na Bíblia observamos João batista chamar Jesus de "o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".    

O Rei Jesus Cristo veio da eternidade até nós como um homem, anunciou o favor que Deus estava fazendo à humanidade e depois, por seu próprio povo, foi levantado numa cruz, que simboliza o altar dos altares, para derramar seu sangue precioso em nosso favor; só que, ao contrário dos cordeiros que morriam e não voltavam, Ele morreu e ressuscitou, prometendo voltar para nos ressuscitar com ele.

Quem crer em Jesus e procurar obedecê-lo de todo o coração, arrependendo-se das suas faltas com Deus e procurando agradá-lo, está sendo livrado da condenação à morte eterna, e viverá com Ele para sempre. Ele está voltando, e o dia da sua aparição para todas as nações deste mundo está cada vez mais próximo. Todos verão a sua face, e muitos se lamentarão por não terem crido n'Ele. 

Regozigem-se na terra os que creem!!!

Pastora Oriana Costa

sexta-feira, 20 de março de 2015

Os caminhos dos homens não são iguais aos caminhos de Deus.

É muito fácil sair da simplicidade e da verdade que há em Cristo para seguirmos nossos sentimentos e desejos, basta darmos ouvidos a eles. Muitas vezes, tentamos concilia-los com a palavra de Deus, e é aí que habita o perigo: nossos pensamentos e nossos caminhos não são iguais aos de Deus, e, portanto, não há como vivermos segundo a reta justiça do Reino buscando satisfazer o nosso ego, ou buscando viver segundo o que nossos sentimentos e desejos ditam.

Infelizmente, no meio eclesiástico, muitos estão procurando respaldar certas condutas (condutas que jamais Cristo teria se estivesse em seus lugares), na palavra de Deus, e isso é um erro grave; tais pessoas estão dando um testemunho negativo de Cristo ao mundo, e responderão na eternidade por seus atos, se até antes de suas mortes físicas ou até o Dia do Juízo não se arrependerem verdadeiramente do que estão fazendo.

Então, é muito importante que nós cristãos verdadeiros, estejamos cientes dos mandamentos de Cristo, e que busquemos cumprí-los fielmente, sabendo também que Deus é perfeitamente fiel em cumprir aquilo que instituiu; Ele jamais mudará o que estabeleceu eternamente em prol da satisfação pessoal de alguns que se dizem seguidores de Cristo, contudo, estão usando Seu ensino justo para basear atos irresponsáveis, os quais Deus desaprova totalmente.

Aos que estão buscando conciliar as obras da carne com a reta justiça do Reino de Deus, respaldando-as com o ensino de Cristo, só haverá um caminho, se não houver um arrependimento sincero: morte eterna.

Pastora Oriana Costa.