By Pastors Wendell and Oriana Costa

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

O Padrão de Deus e o padrão do mundo.

"Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião." (Isaías 5:20-21)

O trecho bíblico acima chama a atenção para uma realidade que muitas vezes não paramos para observar: neste mundo, há confusão na hora de estabelecer o que é realmente bom ou certo e o que realmente é mau ou errado. Esta confusão é o que tem levado à ocorrência de um fenômeno cada vez mais frequente no mundo, denominado "inversão de valores".

Com o passar do tempo, percebemos que certos comportamentos vistos há algumas décadas atrás como bons, hoje são vistos como maus, assim como o que era visto como algo mau, hoje é aceito como sendo bom. 

Mas, afinal, o que é realmente certo, e o que realmente é errado? O que realmente merece louvor e recompensa, e o que realmente merece correção e condenação?

De fato, existem somente dois padrões de justiça: um é o de Deus ou espiritual, e o outro, o humano ou material. 

O padrão espiritual de justiça foi estabelecido pelo Criador de todas as coisas, está em pleno exercício e é imutável, invariável (apesar de muitos não acreditarem que ele exista, ou, acreditarem, contudo, não entenderem como ele funciona); o padrão material de justiça é estabelecido pelos homens e muda constantemente com o passar do tempo, de acordo com as novas situações que vão surgindo e que fatidicamente mudam suas prioridades.

A justiça de Deus, estabelecida eternamente, é o poder que tem mantido o universo equilibrado e em perfeito funcionamento. Felizmente, não somos nós que fazemos os planetas girarem em torno do sol, ou que fazemos a terra girar em torno de si mesma e em torno dele, e nem somos nós que nos fazemos existir na terra e damos vida a nós mesmos. Tudo isto foi instituído espiritualmente, está declarado na palavra de Deus, e tem funcionado perfeitamente ao longo dos séculos, sem mudar ou falhar. 

Ao mesmo tempo, diferentemente da justiça estabelecida por Deus, a justiça humana está em constante mutação. Se não considerarmos o que Deus estabeleceu e está publicado para toda a humanidade na Bíblia, observamos a seguinte situação: conforme o que os indivíduos experimentam e vivenciam no mundo, seus desejos e sentimentos vão mudando e, desta forma, vão mudando também seus conceitos de certo e errado.

Desta maneira, observamos que muitos conceitos e comportamentos vão mudando ao longo do tempo; apesar da resistência inicial que sempre existe, principalmente por parte de indivíduos mais apegados às tradições, as pessoas acabam se deixando levar pela força do prazer e da facilidade que estes novos comportamentos proporcionam à primeira vista, mesmo sabendo que irão colher consequencias desagradáveis por causa deles mais tarde.      

Até o século passado, por exemplo, era aceito socialmente que a relação sexual era algo para se fazer entre um homem e uma mulher adultos, especialmente depois de celebrado um crompromisso entre eles, a fim de constituírem família. Sabemos que sexo fora do casamento ou feito sem compromisso é algo que sempre existiu, contudo, havia uma consciência entre as pessoas de que tal comportamento "não era correto", e de que certamente traria consequencias desagradáveis.

Esta consciência de que o sexo feito fora do casamento ou sem compromisso era algo errado, vinha da maior proximidade que as pessoas tinham com a palavra de Deus, que sempre lhes foi apresentada indiretamente, embutida dentro de doutrinas religiosas. Até os dias de hoje, a maioria das pessoas desconhece o que diz realmente a palavra de Deus, mas sempre acabam recebendo um pouco dela através dos dogmas e filosofias das religiões das quais participam.

O que Deus estabeleceu originalmente para o ato sexual foi desta forma:

"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a." (Gênesis 1:27-28)

"Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." (Gênesis 2:24)

Apesar de sabermos que, desde sempre, nem todas as pessoas são frequentadoras assíduas de igrejas, existia no mundo, entre os indivíduos de uma forma geral, um certo temor ao Criador de todas as coisas; por isso, ainda que alguns indivíduos não fossem religiosos, a maioria das pessoas aceitava de bom grado o padrão de moralidade estabelecido por Deus como sendo o correto. 

No século atual, porém, a relação sexual tornou-se um divertimento como outro qualquer, amplamente incentivado pela mídia, onde até mesmo adolescentes podem entregar-se uns aos outros para satisfazerem seus desejos nesta área, muitas vezes autorizados pelos próprios pais. Se por acaso uma gravidez surgir de tal procedimento, pode-se optar por um aborto para "sanar" a situação. 

Então, antes, aquele sexo sem compromisso que era visto como algo errado, muitas vezes feito de forma encoberta só para satisfazer um desejo irresistível do corpo, e que se chegasse a ser descoberto provocava um grande escândalo, hoje, é algo certo, bom e saudável. O sexo como uma forma de entretenimento e sem compromisso tornou-se algo aceitável socialmente.

Este tipo comportamento, contrário ao que Deus instituiu, parece muito bom à primeira vista, pois as pessoas aparentemente ficam mais livres para se envolverem sexualmente com quem bem entenderem, sem assumirem quaisquer responsabilidades por isso se não quiserem.  

Contudo, este padrão de moralidade diferente mexe diretamente com a estrutura emocional e familiar dos indivíduos. É pelo ato sexual que se inicia uma família de verdade, pois a partir dele são gerados os filhos que irão constituí-la. E, após iniciada uma família, valores emocionais, que ligam e aproximam as pessoas umas das outras são estabelecidos também. 

Assim, quando o padrão de certo e errado para o relacionamento sexual é modificado do seu original (segundo o que foi estabelecido espiritualmente pelo Criador de todas as coisas), logo, o padrão de certo e errado para a formação de um casal e, consequentemente, de uma família, também será. A forma como os pais educarão e se relacionarão com seus filhos também mudará. De quebra, os valores emocionais que ligam as pessoas umas as outras também são afetados aí. 

Uma coisa vai afetando a outra, até nos trazer uma grande confusão na hora de estabelecermos o que é certo ou errado para nós: qualquer coisa de repente pode ser tida como certa ou errada, desde que estejamos com nossos desejos satisfeitos. E o grande problema é que nossos desejos mudam muito, pois variam de acordo com as situações que passamos! 

É importante que prestemos atenção nisso: tudo o que interfere na estrutura familiar dos indivíduos, interfere, a curto prazo, na vida de cada um individualmente de forma muito forte, e também, a longo prazo, na estrutura de uma nação inteira.

Quando agimos baseados em nossos sentimentos e desejos, inevitavelmente vamos passar por cima dos sentimentos e desejos dos outros, e acabamos desrespeitando nosso próximo em prol da nossa própria satisfação.

Então, é impossível termos paz verdadeira em nossas vidas estabelecendo justiça ou padrões de moralidade norteados por aquilo que sentimos e desejamos, pois sempre vamos estar nos decepcionando conosco mesmos e com os outros.  

Fundamentar conceitos e padrões morais baseados em nós mesmos, desconsiderando aquilo que Deus instituiu, portanto, faz de nós indivíduos inseguros e inconstantes em todas as áreas da vida; nós nunca saberemos o que vamos sentir ou desejar no próximo minuto, exatamente por não sabermos com certeza o que vai nos acontecer no futuro. Situações e circunstâncias mudam constantemente no mundo, pegando a muitos de surpresa, e isso ninguém pode desfazer. 

A palavra de Deus nos informa quem nós somos e para quê fomos criados; ela nos informa como está nosso relacionamento com aquele que nos criou, hoje, e o que está acontecendo conosco por causa disso; ela também nos diz o que nosso Criador fez para resolver a situação difícil em que nos encontramos eternamente. 

Então, buscar a Deus e procurar aprender seu padrão de justiça para andarmos nele, em vez de levarmos a vida do jeito que queremos, por conseguinte, faz de nós pessoas cheias de paz, seguras, equilibradas e constates em tudo, em meio ao caos crescente no qual que este mundo está perecendo. 

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor." (Isaías 55:8)

Pastora Oriana Costa.





terça-feira, 16 de dezembro de 2014

No mundo somos livres...

Quando nós somos os donos das nossas próprias vidas, podemos fazer delas o que bem quisermos. Não há lei neste mundo que nos impeça de nada; e, ainda que haja, nós acabamos burlando-a, ou fazemos com que ela mude, ou que mesmo uma outra seja criada para favorecer aos nossos interesses.

No mundo não há limites para realizarmos desejos, sonhos e atingirmos as metas que desejarmos, mesmo que passemos por cima das vidas e dos ideiais de outras pessoas, porque na competição do mundo lucram somente "os mais espertos".

No mundo podemos dar as nossas vidas o sentido que bem entendermos, e vivermos do jeito que nos pareça mais agradável, desde que sejamos "bons pagadores". Se não ficarmos em dívida com ninguém, se conseguirmos pagar todas as nossas contas e formos eficientes em conseguir dinheiro, podemos ser felizes da maneira como desejarmos e ninguém tem o direito de se intrometer.

Podemos inventar e reinventar qualquer coisa a hora que quisermos, e isso não tem fim. Podemos usar e abusar da beleza, da educação, da eloquencia, da autoridade, da força, e de tantos outros recursos para realizar nossos desejos.  

Nós podemos manipular pessoas e situações, para que tudo saia do jeito que queremos e ninguém fique sabendo que foi enganado. E quando alguém consegue descobrir que foi enganado, aquele que engana já "lucrou" e se "divertiu" muito sem que fosse percebido.

Estamos livres para viver da maneira que quisermos e ninguém pode nos impedir. Somos incentivados a aproveitar bem o presente, por nunca sabermos como será o nosso amanhã e também sabermos que nesse mundo nada é para sempre; tudo está mudando constantemente: a aparência, a tecnologia, as opiniões, os amigos, os trabalhos, os sentimentos, os gostos, as situações, as leis, etc..

A natureza do mundo é inconstante, e quem vive segundo o mundo precisa ser inconstante como ele para se adaptar as suas constantes mudanças. No mundo criado pelos homens as coisas não tem um sentido único de ser, pois ele foi criado separado da justiça do Criador de todas as coisas; assim, quem dá o sentido que quiser ou não a todas as coisas somos nós mesmos.

Quando somos nós que administramos nossas próprias vidas, estabelecendo de nós mesmos o que achamos que é certo ou errado, fazemos isso de acordo com o que sentimos e observamos acontecer ao nosso redor. Assim, quem vive a liberdade do mundo estabelece sua justiça de acordo com o que as aparências das pessoas e das coisas lhe provocam.

Contudo, esta liberdade tem um preço: incerteza e insegurança constantes, somadas a medos e decepções em todas as áreas da vida, que nunca nos deixam em paz. Quando tudo aparentemente está sob controle, acontece uma adversidade que nos aflige e desespera. E especialmente nessas ocasiões, a liberdade sedutora do mundo nos convida sempre a provar o novo, porque nunca sabemos o que vai acontecer no próximo minuto, e, se não provarmos, nunca saberemos se aquilo seria melhor para nós ou nos traria algum lucro na vida.

De fato, o mundo concebido à moda humana nada mais é do que uma prisão bem colorida e espaçosa, de onde não se pode ser liberto sem a ajuda do Criador do universo. Ele é feito de aparências e ilusões que nos fazem acreditar que estamos ou podemos ser muito felizes nele algum dia, levando nossas vidas ao sabor das sensações que ele provoca em nossas mentes e em nossos corpos.

Longe de Deus nossos sentimentos sempre nos induzirão a crer que, se investirmos todo o nosso tempo e esforço em fazer aquilo que gostamos neste mundo, e em ter uma boa aparência ou condição física, especialmente conseguindo dinheiro suficiente para levar uma vida confortável, somos vencedores. Porém, isso é um grande engano, porque este mundo não oferece garantia alguma de que amanhã as coisas acontecerão da mesma forma que acontecem hoje. Um dia tudo pode mudar de repente, e sermos pegos de surpresa.

Ao contrário do mundo e dos nossos sentimentos, Deus não muda, é sempre o mesmo. Sua justiça não se executa baseada em um só momento ou em situações isoladas; ela também não acontece baseada em aparências e sentimentos.

A justiça de Deus está fundamentada na realidade eterna. Tudo o que Ele determinou é válido também para a nossa realidade física, e tudo o que foi estabelecido continua a acontecer da mesma maneira, desde o princípio.

As leis concebidas por Deus são irrevogáveis e infalíveis, e é por causa delas que o universo tem se mantido equilibrado, com todas as coisas em seus lugares funcionando sem falhar ao longo dos milênios. É por causa dessas leis que sempre temos ar para respirar, chão para pisar, estações climáticas, vemos o tempo passar, e temos matéria-prima para usarmos e produzirmos o que nossas necessidades pedem; é por elas que nossos corpos funcionam e podem viver na terra.

Quando nos recusamos a aceitar o governo de Deus sobre nossas vidas e obedecer as suas leis, simplesmente ficamos à mercê de aparências e sensações, sem entender muitas coisas que nos acontecem, e tentando solucionar problemas da forma que nos parece mais conveniente. Este é o motivo de tantas incertezas, decepções e sofrimentos nas vidas de muitas pessoas: elas escolhem viver segundo o que sentem e desejam, e não segundo o que Deus diz em Sua Palavra. 

Aceitar o governo do Rei Jesus Cristo sobre nossas vidas e buscar obedecê-lo, portanto, não significa perder a liberdade, e sim estar livre da incerteza do que pode nos acontecer no próximo segundo e dos sofrimentos que isso venha nos causar. Obedecendo a Deus estamos seguros, pois sabemos que tudo o que Ele decretou acontece sem falhar. Aprender a justiça de Deus revelada no ensino de Cristo e buscar vivê-la nos livra do medo do que possa nos acontecer de ruim no futuro, nos livra do medo da morte, e da insegurança que as injustiças e a maldade do mundo nos passam. 

Entender que Deus está no controle de tudo e favorece aos que n'Ele creem e obedecem é uma grande dádiva para a vida de qualquer pessoa. Quem busca a Deus de todo o coração o encontra, e com Ele muitos e maravilhosos presentes que este mundo jamais poderá nos dar, e estes são três deles: no mundo, uma segurança e uma paz que execedem a inteligência humana, e na eternidade, morada garantida e perpétua no Reino de Deus, o lugar onde não há sofrimentos nem morte.




Pastora Oriana Costa.




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Estudo bíblico sobre cura de enfermidades - A cura de Naamã, comandante do exército da Síria.

No trecho bíblico abaixo, constante no segundo livro de Reis, vamos ler a história da cura que Deus concedeu a Naamã usando para isso o profeta Eliseu. Em seguida, vamos entender o que aconteceu no episódio, e retirar dele informações preciosas que nos ajudarão a crescer na fé.

Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o Senhor dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso. Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel". Então Naamã partiu, levando consigo trezentos e cinqüenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas. A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança. Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz". Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi? " Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum". Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve. (2 Reis 5:1-27)

Podemos retirar, a partir da leitura do trecho bíblico acima, algumas informações sobre como recebermos cura pelo poder de Deus, assim como Naamã recebeu, bem como outros dados especiais que também estão diretamente relacionados a este evento.

A primeira delas e a mais importante, é que, para sermos curados de uma enfermidade a partir da intervenção de Deus, é necessário ter fé n'Ele. O comandante do exército da Síria tinha um testemunho de Deus em sua própria casa, a menina que ele trouxe cativa de Israel para servir a sua esposa. Como ela era israelita, certamente dava testemunho de Deus com sua vida. Tanto é, que, quando falou a sua senhora que, se seu senhor procurasse um certo profeta em Israel, seria curado, ela foi ouvida; e não foi considerada só por Naamã e sua esposa, mas também pelo rei da Síria, que liberou seu servo para ir ver o tal profeta.

Provavelmente, antes de conviver com uma cidadã israelita dentro de sua casa, Naamã não acreditasse em Deus. E, a partir dessas informações iniciais, confirmamos uma grande verdade: aqueles que acreditam e confiam em Deus verdadeiramente estão dando testemunho de sua fé n'Ele nos locais onde convivem com outras pessoas. Este testemunho, que vem primeiramente de sua obediência a Deus sendo observada pelos outros, pode fazer toda a diferença na vida desses indivíduos, principalmente na hora em que estejam vivenciando determinada situação que não tenha solução pela ciência dos homens.

Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel".

Para confirmar que somente é possível conseguirmos favores de Deus se tivermos fé n'Ele, lemos o seguinte, no Novo Testamento:

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hebreus 11:6)

A segunda informação que podemos tirar dessa passagem bíblica é que precisamos, depois de crer em Deus, ir buscá-lo, nos esforçarmos para ir até Ele. Naamã sabia que teria que ir até um representante de Deus na terra para conseguir o que queria, e assim o fez. Ele acreditou que se um profeta israelita invocasse ao seu Deus, e reinvidicasse a Ele sua cura, seria ouvido e atendido. 

No tempo da Antiga Aliança, eram os sacerdotes e os profetas que tinham o Espírito de Deus sobre eles, para realizarem prodígios e maravilhas como curas instantâneas, por exemplo. A serva de Naamã informou que o profeta capaz de curá-lo residia em Samaria, mas o rei da Síria imaginou que o rei de Israel seria o tal profeta, por isso enviou Naamã até ele e lhe pediu por carta que o curasse.

A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu.

Hoje, a representante de Deus na terra é a igreja do Senhor Jesus Cristo. Quando estamos afastados de Deus e queremos nos reconciliar com Ele, devemos ir até algum local onde verdadeiros seguidores de Jesus se reúnem, e ali nos apresentarmos a Deus dispostos a meditar em Sua Palavra e entendê-la, para então obedecê-lo.  A seguir, vejamos alguns trechos bíblicos onde Cristo nos fala sobre sua igreja, e o que ela está autorizada a fazer:


E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados". Depois de lhes ter falado, o Senhor Jesus foi elevado ao céu e assentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam. (Marcos 16:15-20)

Onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles. (Mateus 18:20)

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios 1:22-23)

A terceira informação que adquirimos com a história da cura do comandante do exército da Síria, é que, à princípio, ao nos aproximarmos de Deus buscando a cura de uma enfermidade, talvez não gostemos do que vamos ouvir d'Ele ou de como Ele procederá para tratar conosco. A Palavra de Deus sempre nos confrontará, e antes que o Senhor nos cure, ela revelará onde estamos errando para que possamos nos arrepender.

Por isso, o apóstolo João fala o seguinte:

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10)

Mesmo quando aceitamos Jesus como nosso Senhor e salvador, ainda podemos pecar sem nos darmos conta disso, e vamos precisar ser confrontados com nossos erros para que possamos nos arrepender. Ninguém para de pecar da noite para o dia, e, muitas vezes, levados por nossos sentimentos, ainda que saibamos muito as escrituras, esquecemos daquilo que lemos para agir conforme aquilo que queremos ou achamos certo de nós mesmos.

Concede-me só estas duas coisas, ó Deus, e não me esconderei de ti: Afasta de mim a tua mão, e não mais me assuste com os teus terrores. Chama-me, e eu responderei, ou deixa-me falar, e tu responderás. Quantos erros e pecados cometi? Mostra-me a minha falta e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto e consideras-me teu inimigo? (Jó 13:20-24)

Quando não estamos conseguindo enxergar nossas faltas, devemos pedir ao Pai que nos revele onde estamos errando, para que possamos nos arrepender e deixar de praticar aquilo que o tem desagradado. O Espírito de Deus foi enviado à igreja para nos ajudar nessa tarefa, pois só Ele tem poder para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo:

Eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. "Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-14) 

Enfermidades (tanto para crentes como para não-crentes, e tanto para crianças quanto para adultos) são provenientes do juízo de Deus sobre nossas transgressões; por isso, precisamos nos arrepender delas verdadeiramente para enfim sermos curados. Vamos ver mais adiante que Naamã precisou se arrepender de suas faltas com Deus para em seguida ser favorecido por Ele com cura.

Quando é uma criança (que ainda não tem consciência de que pode pecar contra Deus) que está doente, os pais é que devem se arrepender, e pedir a Deus perdão por seus próprios pecados, para que o Senhor anule aquele julgamento sobre seu filho ou sua filha. A confirmação disto está bem clara, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, em diversas passagens. A seguir vamos mostrar algumas delas:

O Senhor é muito paciente e grande em fidelidade, e perdoa a iniqüidade e a rebelião, se bem que não deixa o pecado sem punição, e castiga os filhos pela iniqüidade dos pais até a terceira e quarta geração. (Números 14:18)

E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da iniqüidade. (Isaías 33:24)

Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. (Isaías 53:4-5) - Deus perdôa nossos pecados em Cristo; Ele foi sacrificado para que por sua morte pudéssemos obter o perdão dos nossos pecados diante do Pai. Assim, crendo em Jesus ou pela fé n'Ele, somos levados ao arrependimento de nossas transgressões, e, desta forma, somos absolvidos dos juízos manifestos com enfermidades.

Sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:26-32)

Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:14-16)

Observação: a deficiência física ou mental de nascença (cegueira, surdez, demência, síndrome de down, monoplegia, paraplegia, tetraplegia, etc..), manifesta pela mal formação fetal proveniente de algum erro genético não herdado dos pais, não é necessariamente julgamento por pecados. Este tipo de julgamento geralmente ocorre para que em alguma ocasião se manifeste a glória de Deus pela ação de um poder específico dado à igreja, chamado dom de operação de prodígios, milagres e maravilhas. A operação deste dom serve especialmente para chamar a atenção das pessoas para Cristo, para que creiam n'Ele.

Na maior parte das curas que Jesus realizou, as pessoas tiveram que se arrepender de seus pecados para ficarem livres de seus julgamentos, ou verem seus filhos livres de julgamentos por enfermidades. Por isso, quando os discípulos viram um cego de nascença na região da Galiléia, perguntaram a Jesus:

Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? (João 9:2)

Ao que Cristo respondeu:

Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. (João 9:3)

Após ser curado, inversamente ao que normalmente acontece, o ex-cego creu em Jesus e o adorou (se arrependeu de seus pecados e agradeceu ao Senhor pelo perdão de suas transgressões):

Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontrá-lo, disse: "Você crê no Filho do homem?" Perguntou o homem: "Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?" Disse Jesus: "Você já o tem visto. É aquele que está falando com você". Então o homem disse: "Senhor, eu creio". E o adorou. Disse Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que vêem se tornem cegos". Alguns fariseus que estavam com ele ouviram-no dizer isso e perguntaram: "Acaso nós também somos cegos?" Disse Jesus: "Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece". (João 9:35-41)

Voltando para a história de Naamã, percebemos que antes de ser curado, Deus o constrangeu através do profeta Eliseu, para que ele reconhecesse suas faltas e se arrependesse verdadeiramente. O comandante do exército da Síria precisou se arrepender de sua soberba. Se ele não tivesse se arrependido, jamais teria se humilhado a ponto de acatar a ordem de um homem que nem conhecia pessoalmente, e mergulhar, não só uma, mas sete vezes, num rio de aparência não muito atrativa para ele.

Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança. 

E tanto ele foi quebrantado em seu coração e se arrependeu verdadeiramente, que voltou para agradecer ao profeta, entregar sua vida a Deus, reconhecer que só Ele tem poder e declarar também seu temor em desagradá-lo por entrar no templo de um outro deus por causa do seu rei. 

Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz".

Um outro fato importante que está relacionado a esta parte do evento da cura de Naamã, é que Eliseu não aceitou nenhum presente por ter socorrido aquele homem. Ele representou bem o Reino de Deus, ao mostrar para o comandante do exército da Síria que o Senhor está disposto a nos perdoar de nossas transgressões e nos curar gratuitamente, e que aquele que é usado na terra para que isso aconteça não realiza este trabalho pensando em algum retorno material. Eliseu deixou claro para Naamã que Deus não está fazendo comércio com as pessoas.

Quando entregamos nossas vidas a Jesus e aceitamos seu governo em nossas vidas, mas, no entanto, nos deixamos levar pelo desejo de lucrar materialmente, usando a anunciação do evangelho da salvação e o fato de sermos usados em dons espirituais para conseguirmos favores materiais dos outros, o Senhor nos castiga para que nos arrependamos deste pecado. Foi o que aconteceu com o servo de Eliseu, Geazi. 

Aquele homem, que morava com Eliseu para serví-lo e também aprender com Ele a vontade de Deus, se aproveitou da ocasião para enganar Naamã e receber dele a oferta que o rei da Síria tinha enviado para o profeta que curaria o seu servo. Geazi, deu um péssimo testemunho do Reino de Deus a Naamã, pois movido por sua ganância, usou o nome do Senhor para mentir não somente para ele, mas também para seu próprio senhor. 

O servo de Eliseu estava pensando que seu senhor tinha sido bom demais para um arameu arrependido, e que ele foi tolo de não ter aceitado a oferta; ele achou que Deus iria gostar da sua atitude de se aproveitar da situação para se favorecer materialmente.   

Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi?" Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum".

Após descoberto e confrontado, pois de Deus não podemos esconder nada, Geazi foi julgado rapidamente e com rigor, porque conhecia a vontade do Senhor expressa na lei mosaica, e, no entanto, escolheu desagradar a Deus para se beneficiar. 

Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve.

Observação: a lepra a que se refere o texto bíblico é a do tipo tuberculoide, ou hanseníase tuberculoide, onde os locais atingidos pelo bacilo de Hansen ficam esbranquiçados e insensíveis a dor; porém, existem outros tipos de lepra, sendo mais comum a ocorrência da hanseníase limítrofe ou borderline. Hoje a hanseníase pode ser curada através de tratamentos com medicamentos, e se for tratada no início, evita a perda dos membros infestados com a doença. Para saber mais sobre lepra clique aqui



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Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão. Tu és o meu abrigo; tu me preservarás das angústias e me cercarás de canções de livramento. (Salmos 32:1-7)



Pastora Oriana Costa.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ovnis? Tecnologia alienígena?

Depois do sábado, tendo começado o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que sobreveio um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu e, chegando ao sepulcro, rolou a pedra da entrada e assentou-se sobre ela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. (Mateus 28:1-3)
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Uma leitura acurada da palavra de Deus, que foi escrita há muito mais tempo que a visita do homem à lua, pode nos revelar dados surpreendentes relacionados a aparição de pontos luminosos no céu, a objetos parecidos com naves brilhantes cheios luzes coloridas ao redor, ou mesmos sobre luzes que aparecem no horizonte ao anoitecer e até seguem as pessoas nas estradas à noite.

Neste estudo, vamos fazer comparações entre as manifestações visuais que pessoas tem visto nos céus do nosso planeta ao longo de décadas, com aquelas descritas nas escrituras bíblicas, além de explanarmos sobre a tecnologia e o conhecimento surpreendentes que os povos antigos dispunham, e que também estão expostos no mesmo livro.

As  pessoas realmente estão vendo coisas luminosas nos céus, e sobre isso não há dúvidas. A questão é saber o que elas realmente estão vendo. O grande problema em discernir o que presenciamos, quando não temos certeza do que vemos, é que vamos tirar conclusões baseados naquilo que vivenciamos neste mundo; então, somos levados a comparar o que vemos com os dados que o nosso cérebro dispõe naturalmente, através de informações adquiridas muitas vezes pelo que assistimos na televisão, ou pelo que apenas ouvimos de alguém.

Algumas destas manifestações luminosas, como as bolas de luz que caminham de uma serra ou mantanha para outra, ou que acompanham as pessoas nas estradas durante a noite, ou ainda, que aparecem sobrevoando uma floresta, a ciência já explica como sendo o produto de descargas elétricas; elas podem aparecer em um determinado lugar, ficarem paradas ou se movimentarem de um canto para outro, e depois desaparecerem em seguida. Como exemplo de descargas elétricas luminosas que podem ficar horas pairando num determinado lugar, as mais famosas são as auroras boreal e austral.

Ao final deste estudo há um link de um vídeo que mostra o que os cientistas conseguiram deduzir, até agora, sobre estas bolas luminosas que aparecem e desaparecem de repente.  

Para quem vê manifestações luminosas flutuantes como "bolas de fogo", à princípio, sem que haja uma explicação lógica para o acontecimento, pode parecer um evento surpreendente, estranho, e até ameaçador, dependendo de como seja presenciado. E sem um conhecimento adequado, a nossa imaginação voa, a ponto de ficarmos convencidos de que o que observamos foi mesmo uma manifestação "alienígena".

E, de fato, alguns fenômenos vem ficando sem uma explicação coerente, como aqueles onde pessoas
vêem literalmente algo como objetos ovalados ou circulares cheios de luz, e com luzes coloridas ao redor ou no centro, que flutuam sobre determinados lugares ou mesmo orbitam a terra, seguindo uma rota própria. Todas estas manifestações geralmente são vistas à distância, e não de perto, o que torna impossível ter total certeza do que realmente se trata somente pela visualização comum do evento.

Contudo, ao conferirmos na Bíblia alguns relatos, e levando em consideração o fato de que atualmente a ciência vem aos poucos chegando à conclusão de que seu conteúdo é surpreendentemente verdadeiro, vamos observar que manifestações luminosas no céus, diferentes das habituais, são eventos mais comuns do que imaginamos.

Quando se trata de estarmos presenciando eventos que acontecem "da dimensão eterna para o nosso mundo", o conteúdo bíblico apresenta uma gama de situações que certamente tem tudo a ver com as várias aparições luminosas misteriosas que muitas pessoas vem presenciando até os dias de hoje. Uma dessas aparições, bem peculiar, foi  a carruagem de fogo vista pelo profeta Eliseu; ele presenciou seu mestre, Elias, sendo levado para a carruagem que era conduzida por anjos e indo para o Reino de Deus após ter embarcado nela. Vejamos como isso aconteceu, no trecho a seguir:

Em Jericó os discípulos dos profetas foram falar com Eliseu e lhe perguntaram: Você sabe que hoje o Senhor vai levar para os céus o seu mestre, separando-o de você? Respondeu Eliseu: Sim, eu sei, mas não falem nisso. Em seguida Elias lhe disse: Fique aqui, pois o Senhor me enviou ao rio Jordão. Ele respondeu: Juro pelo nome do Senhor e por tua vida, que não te deixarei ir só! Então partiram juntos. Cinqüenta discípulos dos profetas os acompanharam e ficaram olhando a distância, quando Elias e Eliseu pararam à margem do Jordão. Então Elias tirou o manto, enrolou-o e com ele bateu nas águas. As águas se dividiram, e os dois atravessaram a seco. Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: O que posso fazer por você antes que eu seja levado para longe de você? Respondeu Eliseu: Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético. Disse Elias: Você fez um pedido difícil; mas, se você me vir quando eu for separado de você, terá o que pediu; do contrário, não será atendido. De repente, enquanto caminhavam e conversavam, apareceu um carro de fogo, puxado por cavalos de fogo, que os separou, e Elias foi levado aos céus num redemoinho. Quando viu isso, Eliseu gritou: Meu pai! Meu pai! Tu eras como os carros de guerra e os cavaleiros de Israel! E quando já não podia mais vê-lo, Eliseu pegou as próprias vestes e as rasgou ao meio. Depois pegou o manto de Elias, que tinha caído, e voltou para a margem do Jordão. Então bateu nas águas do rio com o manto e perguntou: Onde está agora o Senhor, o Deus de Elias? Tendo batido nas águas, essas se dividiram e ele atravessou. Quando os discípulos dos profetas, vindos de Jericó, viram isso, disseram: O espírito profético de Elias repousa sobre Eliseu. Então foram ao seu encontro, prostraram-se diante dele e disseram: Olha, nós, teus servos, temos cinqüenta homens fortes. Deixa-os sair à procura do teu mestre. Talvez o Espírito do Senhor o tenha levado e deixado em algum monte ou em algum vale. Respondeu Eliseu: Não mandem ninguém. Mas eles insistiram até que, constrangido, consentiu: Podem mandar os homens. E mandaram cinqüenta homens, que procuraram Elias por três dias, mas não o encontraram. Quando voltaram a Eliseu, que tinha ficado em Jericó, ele lhes falou: Não lhes disse que não fossem? (2 Reis 2:5-18)

Depois da leitura do trecho bíblico acima, curiosamente percebemos que os anjos também usam meios de trasporte, assim como usamos aqui na terra, e que, assim como os próprios anjos, eles também são bastante luminosos. De perto, aquela visão deve ter sido realmente esplêndida, além de, obviamente, ter causado muito espanto nos espectadores. Mas, alguém que tenha observado o mesmo evento a uma distância de alguns quilômetros, o que deve ter visto? Provavelmente visualizou um ponto ou uma bola, ou mesmo um raio muito brilhante no céu se movendo de um lugar para o outro em alta velocidade, que assim como apareceu do nada, também desapareceu de repente.

Três discípulos de Jesus, Pedro, Tiago e João, presenciaram algo inusitado bem de perto: viram Jesus se transfigurar e ficar resplandecente como o sol, e além disso, viram outras duas coisas: a primeira foi dois homens que perseveraram na fé em Deus e que já tinham morrido fisicamente há muitos séculos - Moisés e Elias - eles estavam bem vivos e conversando com Cristo; e, a segunda, foi uma "nuvem resplandecente" que os envolveu:

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago, e os levou, em particular, a um alto monte. Ali ele foi transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz. Naquele mesmo momento apareceram diante deles Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro disse a Jesus: Senhor, é bom estarmos aqui. Se quiseres, farei três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias. Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no! Ouvindo isso, os discípulos prostraram-se com o rosto em terra e ficaram aterrorizados. Mas Jesus se aproximou, tocou neles e disse: Levantem-se! Não tenham medo! E erguendo eles os olhos, não viram mais ninguém a não ser Jesus. (Mateus 17:1-8)

A uma distância considerável, esse evento deve ter parecido uma grande bola de luz ou de fogo no cume de um monte bem alto, sem que alguém pudesse entender o que de fato estava acontecendo.

A presença de Deus foi descrita por alguns profetas do Antigo Testamento, e mais à frente, pelo apóstolo João, como uma grande luz rodeada de arco-íris. Vejamos os relatos das manifestações do Senhor presenciadas por estes homens da antiguidade:

-Profeta Daniel:

Olhei para cima, e diante de mim estava um homem vestido de linho, com um cinto de ouro puríssimo na cintura. Seu corpo era como o berilo, o rosto como o relâmpago, os olhos como tochas acesas, os braços e pernas como o reflexo do bronze polido, e a sua voz era como o som de uma multidão. Somente eu, Daniel, vi a visão; os que me acompanhavam nada viram, mas apoderou-se deles tanto pavor que eles fugiram e se esconderam. Assim fiquei sozinho, olhando para aquela grande visão; fiquei sem forças, muito pálido, e quase desfaleci. Então eu o ouvi falando, e, ao ouvi-lo, caí prostrado, rosto em terra, e perdi os sentidos. (Daniel 10:5-9)

Uma observação interessante: O berilo é um mineral encontrado na natureza em forma de prismas hexagonais verdes, verde-azulados, amarelos, cor-de-rosa ou brancos. Então, na visão do profeta, a presença de Deus é realmente composta de luzes coloridas, dentre outras manifestações luminosas.

-Profeta Ezequiel:

Então veio uma voz de cima da abóboda sobre as suas cabeças, enquanto eles ficavam de asas fechadas. Acima da abóboda sobre as suas cabeças havia o que parecia um trono de safira, e, bem no alto, sobre o trono, havia uma figura que parecia um homem. A parte de cima do que parecia ser a cintura dele, vi que parecia metal brilhante, como que cheia de fogo, e que a parte de baixo parecia fogo; e uma luz brilhante o cercava. Tal como a aparência do arco-íris nas nuvens de um dia chuvoso, assim era o resplendor ao seu redor. Essa era a aparência da figura da glória do Senhor. Quando a vi, prostrei-me com o rosto em terra, e ouvi a voz de alguém falando. (Ezequiel 1:25-28)

No quinto dia do sexto mês do sexto ano do exílio, eu e as autoridades de Judá estávamos sentados em minha casa quando a mão do Soberano Senhor veio ali sobre mim. Olhei e vi uma figura como a de um homem. Do que parecia ser a sua cintura para baixo, ele era como fogo, e dali para cima sua aparência era tão brilhante como metal reluzente. (Ezequiel 8:1-2)

Então o homem levou-me até a porta que dava para o leste, e vi a glória do Deus de Israel que vinha do lado leste. Sua voz era como o rugido de águas avançando, e a terra estava refulgente com a sua glória. (Ezequiel 43:1-2)

-Profeta Habacuque:

Deus veio de Temã, o Santo veio do monte Parã. Pausa Sua glória cobriu os céus e seu louvor encheu a terra. Seu esplendor era como a luz do sol; raios lampejavam de sua mão, onde se escondia o seu poder. (Habacuque 3:3-4)

-Apóstolo João:

Depois dessas coisas olhei, e diante de mim estava uma porta aberta no céu. A voz que eu tinha ouvido no princípio, falando comigo como trombeta, disse: "Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas". Imediatamente me vi tomado pelo Espírito, e diante de mim estava um trono no céu e nele estava assentado alguém. Aquele que estava assentado era de aspecto semelhante a jaspe e sardônio. Um arco-íris, parecendo uma esmeralda, circundava o trono, ao redor do qual estavam outros vinte e quatro tronos, e assentados neles havia vinte e quatro anciãos. Eles estavam vestidos de branco e tinham na cabeça coroas de ouro. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante dele estavam acesas sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. (Apocalipse 4:1-5)

Uma curiosidade: O jaspe e o sardônico (ou sardônio) são pedras preciosas que são encontradas na natureza principalmente nas cores vermelha, branca e castanha. O sardônio geralmente é encontrado com um misto de cores, e o jaspe também pode ser achado nas cores amarela e preta. Então, de acordo com a descrição fornecida pelo apóstolo João, dá para se perceber que Deus é bem colorido e resplandecente.

O apóstolo Paulo ficou cego após ver uma grande luz que o cercou no deserto; os homens que estavam ao redor dele testemunharam o ocorrido:

Saulo ainda respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor. Dirigindo-se ao sumo sacerdote, pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, de maneira que, caso encontrasse ali homens ou mulheres que pertencessem ao Caminho, pudesse levá-los presos para Jerusalém. Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que você me persegue? Saulo perguntou: Quem és tu, Senhor? Ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem você persegue. Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que você deve fazer. Os homens que viajavam com Saulo pararam emudecidos; ouviam a voz mas não viam ninguém. Saulo levantou-se do chão e, abrindo os olhos, não conseguia ver nada. E eles o levaram pela mão até Damasco. Por três dias ele esteve cego, não comeu nem bebeu. (Atos 9:1-9)

A face de Moisés resplandecia toda a vez que Deus lhe aparecia:

Moisés ficou ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão e sem beber água. E escreveu nas tábuas as palavras da aliança: os Dez Mandamentos. Ao descer do monte Sinai com as duas tábuas da aliança nas mãos, Moisés não sabia que o seu rosto resplandecia por ter conversado com o Senhor. Quando Arão e todos os israelitas viram Moisés, com o rosto resplandecente, tiveram medo de aproximar-se dele. Ele, porém, os chamou; Arão e os líderes da comunidade atenderam, e Moisés falou com eles. Depois, todos os israelitas se aproximaram, e ele lhes transmitiu todos os mandamentos que o Senhor lhe tinha dado no monte Sinai. Quando acabou de falar com eles, cobriu o rosto com um véu. Mas toda vez que entrava para estar na presença do Senhor e falar com ele, tirava o véu até sair. Sempre que saía e contava aos israelitas tudo o que lhe havia sido ordenado, eles viam que o seu rosto resplandecia. Então, de novo Moisés cobria o rosto com o véu até entrar de novo para falar com o Senhor. (Êxodo 34:28-35)

Então, se existe alguém que aprecia e usa luzes fortes, e especialmente luzes bem coloridas e em movimento ao seu redor, este é o nosso Criador! E, de fato, a primeira coisa que Deus criou antes de começar a dar forma à terra, segundo nos confirma a Bíblia, foi a luz com suas mais variadas manifestações, como as que vemos nos raios e relâmpagos, nos arco-íris, nas estrelas, nas caudas dos cometas, nas chuvas de meteoros, no fogo, nos vaga-lumes e até em algumas espécies de plantas.

No princípio Deus criou os céus e a terra. Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Disse Deus: Haja luz, e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia. (Gênesis 1:1-5)

Desta maneira, percebemos que essas inusitadas e curiosas aparições luminosas nos céus, diferentes das naturais, são coisas que acontecem sempre, desde tempos remotos; elas estão ligadas a manifestações provenientes da dimensão eterna, e ficam visíveis em nosso mundo em momentos que não podem ser previstos pelo homem. Quando não são vistos nitidamente ou não são compreendidos por quem os visualiza, especialmente porque estão sendo presenciados de uma grande distância, estes eventos podem dar asas à imaginação.

Assim sendo, há, certamente, muita vida "fora da terra", mas não da maneira como algumas pessoas estão deduzindo. Segundo o conteúdo bíblico, a força maior que permite que o fôlego de vida predomine na terra, e que mantém todo o universo em perfeito equilíbrio, é proveniente do Criador, o qual está plenamente visível na dimensão eterna ou espiritual. Então, nesta dimensão há vida, proveniente da presença de Deus. Este local ainda(!) não pode ser visto com nossos olhos naturais, mas tem se manifestado de muitas maneiras em nosso mundo.

No Dia marcado para o juízo de toda a humanidade, que será evidenciado pela "volta do Senhor Jesus Cristo" e que também é conhecido como "Dia do Senhor", acontecerá um sinal luminoso nos céus de toda a terra, bem peculiar, relatado em muitos lugares da Bíblia; após a manifestação deste sinal, a realidade eterna será exposta a todos os povos da terra, conforme podemos evidenciar nos trechos bíblicos seguintes:

E então acrescentou: Digo-lhes a verdade: Vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. (João 1:51)

Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! (Apocalipse 1:7)

A seguir podemos ler mais duas passagens bíblicas que mostram como se manifestará aos nossos olhos o "Dia do Senhor":

Assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem. (Mateus 24:27)

Então o Senhor, o meu Deus, virá com todos os seus santos. Naquele dia não haverá calor nem frio. Será um dia único, no qual não haverá separação entre dia e noite, porque quando chegar a noite ainda estará claro. Um dia que o Senhor conhece. (Zacarias 14:5-7) 

Agora vamos discorrer um pouco sobre os surpreendentes feitos da antiguidade. Quanto aos antigos conseguirem fazer magníficas construções, principalmente os egípcios, os maias, os astecas e os incas, a Bíblia expõe que o ser humano realmente tinha conhecimento suficiente para fazer essas coisas tão magníficas já naquele tempo.

O conhecimento que o homem tinha acerca de várias coisas vinha do Criador, (e não de alienígenas!) e isso podemos notar claramente quando lemos a história do grande dilúvio, que se encontra em Gênesis. Nesta parte da Bíblia observamos que Deus orientou Noé a construir uma grande arca que coubesse toda a sua família com todos os seus pertences, e mais uma grande quantidade de animais, que suportasse passar muito tempo flutuando nas águas em perfeito estado.

Noé não precisou pesquisar ou estudar para ter o conhecimento necessário para construir a arca. Deus orientou-lhe sobre o tipo de madeira que seria usado, que foi o cipestre; disse-lhe que medidas teria a embarcação e como ela seria dividida, para que coubesse tudo o quanto o Senhor queria preservar durante o dilúvio, e também falou-lhe o formato que deveria ter.

Você, porém, fará uma arca de madeira de cipreste; divida-a em compartimentos e revista-a de piche por dentro e por fora. Faça-a com cento e trinta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura e treze metros e meio de altura. Faça-lhe um teto com um vão de quarenta e cinco centímetros entre o teto e corpo da arca. Coloque uma porta lateral na arca e faça um andar superior, um médio e um inferior. (Gênesis 6:14-16)

Todas estas informações minuciosas foram dadas por Deus a Noé porque a embarcação deveria passar nada mais nada menos do que um ano inteiro(!) flutuando em perfeito estado, e em total segurança sobre as águas, até que elas secassem:

No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram. (Gênesis 7:11)

No primeiro dia do primeiro mês do ano seiscentos e um da vida de Noé, secaram-se as águas na terra. Noé então removeu o teto da arca e viu que a superfície da terra estava seca. No vigésimo sétimo dia do segundo mês, a terra estava completamente seca. Então Deus disse a Noé: Saia da arca, você e sua mulher, seus filhos e as mulheres deles. (Gênesis 8:13-16)

Noé sabia apenas quantos dias iria chover, porque Deus havia lhe dito; porém, precisou ter muita paciência e perseverar confiando naquilo que Deus lhe prometera em aliança, pois não tinha noção do tempo que passaria confinado na arca com sua família e todos aqueles animais até que as águas baixassem, e a prova disso é que ele precisou averiguar se já era hora de sair da arca ou não:

Daqui a sete dias farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e farei desaparecer da face da terra todos os seres vivos que fiz. (Gênesis 7:4)

Passados quarenta dias, Noé abriu a janela que fizera na arca. Esperando que a terra já tivesse aparecido, Noé soltou um corvo, mas este ficou dando voltas. Depois soltou uma pomba para ver se as águas tinham diminuído na superfície da terra. Mas a pomba não encontrou lugar onde pousar os pés porque as águas ainda cobriam toda a superfície da terra e, por isso, voltou para a arca, a Noé. (Gênesis 8:6-9)

Noé esperou mais sete dias e soltou novamente a pomba. Ao entardecer, quando a pomba voltou, trouxe em seu bico uma folha nova de oliveira. Noé então ficou sabendo que as águas tinham diminuído sobre a terra. Esperou ainda outros sete dias e de novo soltou a pomba, mas desta vez ela não voltou. No primeiro dia do primeiro mês do ano seiscentos e um da vida de Noé, secaram-se as águas na terra. Noé então removeu o teto da arca e viu que a superfície da terra estava seca. No vigésimo sétimo dia do segundo mês, a terra estava completamente seca. Então Deus disse a Noé: Saia da arca, você e sua mulher, seus filhos e as mulheres deles. (Gênesis 8:10-16)

Para espanto dos arqueólogos e cientistas,  os restos de uma grande embarcação, exatamente igual à descrita na Bíblia, e muito bem conservados por sinal, foram encontrados no cume do Ararate, local onde ela pousou quando as águas do dilúvio baixaram.

E, no décimo sétimo dia do sétimo mês, a arca pousou nas montanhas de Ararate. (Gênesis 8:4)

Os cientistas comprovaram que a madeira da nau encontrada era exatamente a mesma com a qual Noé foi orientado por Deus para construí-la, o cipreste (ou madeira de Gofer), e que a área dos compartimentos encontrados se enquadra dentro das dimensões que estão descritas na Bíblia. A descoberta foi devidamente documentada por arqueólogos e está à disposição na internet em diversos vídeos.

Certamente, todo o conhecimento que Deus entregou a Noé e a todos os outros homens que levantou para fazer sua vontade foram devidamete documentados e repassados para as gerações seguintes. Uma grande parte deles podemos constatar na Bíblia. E todos estes registros, se não fossem perdidos em catástofres ou guerras, eram aprendidos e inovados ao longo dos séculos, conforme as necessidades de sobrevivência iam surgindo. E isto perdura até nossos dias!

Assim sendo, vemos nas escrituras que foi o Senhor quem passou aos homens todo o conhecimento inicial sobre Física, Matemática, Química, Biologia, Comunicação, Astronomia, Nutrição, Engenharia, Arquitetura, Psicologia, Marketing, Medicina, Pedagogia, Designer, etc., que foram sendo aperfeiçoados com o tempo e também originaram novas ciências, como a Odontologia, a Fisioterapia, a Mecatrônica e a Tecnologia da Informação (TI), por exemplo.   

Talvez os instrumentos utilizados no trabalho dos tempos antigos fossem "obsoletos" ao serem comparados com os que disponibilizamos hoje; contudo, o conhecimento que as pessoas tinham era suficiente para realizar certas atividades necessárias no dia-a-dia, como achar água debaixo da terra e canalizá-la, por exemplo, e também para que conseguissem fazer complexas, belas e também funcionais construções, de acordo com os costumes da época. Para confirmar, vejamos os trechos bíblicos a seguir:

Disseram uns aos outros: Vamos fazer tijolos e queimá-los bem. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa. Depois disseram: Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra. (Gênesis 11:3-4) - As pessoas tinham este conhecimento cerca de 500 anos após o dilúvio!

Lendo 1 Reis, em todo o capítulo 7, percebemos como na época do Rei Salomão já havia muito conhecimento acerca de arquitetura e construção, de tal maneira que foi usado na edificação de um palácio fenomenal, e de um magnífico templo, conforme cita a escritura. E bem antes desta época, as pessoas já tinham conhecimento sobre navegação precisa em alto mar, e também para fazer objetos que ainda usamos hoje, como "algemas" para prender pessoas, e "sandálias", por exemplo:

Então disse Deus: Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa. (Êxodo 3:5)

O rei Salomão também construiu navios em Eziom-Geber, que fica perto de Elate, na terra de Edom, às margens do mar Vermelho. E Hirão enviou em navios os seus marinheiros, homens experimentados que conheciam o mar, para trabalharem com os marinheiros de Salomão. Navegaram até Ofir, e de lá trouxeram catorze toneladas e setecentos quilos de ouro para o rei Salomão. (1 Reis 9:26-28)

Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacou-o e prendeu-o com algemas de bronze para levá-lo para a Babilônia. (2 Crônicas 36:6)

Muitas pessoas chegaram a pensar que as pirâmides no Egito tinham sido erguidas com ajuda extraterrestre, pois, por falta de informação, "deduziram" que algo tão bem calculado e construído não poderia ter sido executado com a tecnologia "insuficiente" daquela época. Mas, isso é um grande engano!

A Bíblia deixa claro que as pessoas tinham muito conhecimento naquele tempo em várias áreas, e isso é comprovado através de muitos achados arqueológicos, que confrontam e surpreendem a ciência da atualidade. 

Estão disponíveis na internet vídeos com peças encontradas em escavações, alguns deles em inglês, que mostram com detalhes como os egípcios conseguiram construir seus formosos e famosos monumentos; e, por fim, para desgosto dos crentes na interferência de seres alienígenas em nosso mundo, constatou-se que a construção das pirâmides aconteceu com a antiga tecnologia terráquea, afinal.

Link sobre bolas de fogo ou bolas luminosas: CLIQUE AQUI
Link sobre o descobrimento da arca de Noé: CLIQUE AQUI
Link sobre a incrível construção subterrânea na Capadócia: CLIQUE AQUI
Links sobre como os egípcios construíram as pirâmides: CLIQUE AQUI
Link sobre evidências reais baseadas em estudos e pesquisas sérios de que os "alienígenas do passado" são apenas uma lenda: CLIQUE AQUI 

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Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. (Lucas 2:8-11)

Pastora Oriana Costa


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Catolicismo, protestantismo ou espiritismo?

Ser alguém católico, evangélico ou espírita não quer necessariamente dizer que é ser alguém temente a Deus de verdade. Dentro do catolicismo, do protestantismo e do espiritismo existem doutrinas ou ensinamentos de homens misturados com a verdade da Palavra de Deus, e que negam ao Senhor em vez de confirmá-lo, exaltá-lo e honrá-lo. 

Aqueles que verdadeiramente creem em Deus devem conhecer bem a Palavra d'Ele e se esforçarem para viverem segundo os ensinamentos de Jesus, rejeitando práticas que são contrárias à justiça do Reino de Deus, e rejeitando o mal em si mesmos e no mundo. 

Tanto o catolicismo, quanto o protestantismo e o espiritismo são religiões. Filosoficamente falando, a palavra religião quer dizer "instituição social com crenças e ritos" ou "reconhecimento prático da nossa dependência de Deus" (ver. dicionário on line Uol Michaelis).

Porém, Deus não deseja que sejamos religiosos, e sim cidadãos de Seu Reino. A Palavra de Deus, ou a Bíblia Sagrada, ao contrário das religiões, não é uma "instituição", nem tampouco uma "forma prática de reconhecermos nossa dependência de Deus"; ela é um documento único que nos informa quem nós somos, de onde viemos, quem é Deus, e o que Ele é capaz de fazer, e também como Ele age. A partir dela conhecemos como funciona a justiça eterna, e assim podendo tirar nossas conclusões sobre a existência do Criador e seu poder, e então decidirmos se vamos praticar suas instruções ou não.

A Bíblia, na verdade, expõe a constituição da jurisdição eterna. Ela  contém artigos, parágrafos, incisos das leis que regem o Reino de Deus. As escrituras sagradas apontam fatores de correção e julgamento a partir da realidade eterna, que geram discernimento para que no momento que observamos algo que nos está incomodando a nossa volta, possamos a partir deles encontrar esclarecimento. 

Jesus Cristo foi enviado ao mundo dentro da religião judaica, mas, ao ser condenado culpado e ser crucificado pelos próprios judeus praticantes, sem, no entanto, ter nenhuma culpa,  provou ao mundo que não é uma religião conduzida por ideais humanos que leva as pessoas a fazerem o que é realmente certo, ou fazerem o bem de verdade.

O erro dos judeus foi esperarem por um rei para eles neste mundo. Eles liam as escrituras e não entendiam que o rei redentor que o Pai prometeu enviar pelos profetas não é deste mundo, mas é eterno. O Seu Reino é espiritual, porque Deus é espírito! Por isso os judeus não reconheceram a Jesus como seu rei e, equivocadamente, não o aceitaram. 

Após a crucificação, Jesus ressuscitou pelo poder de Deus, e continuou vivo na eternidade (seu corpo não sofreu decomposição), mostrando que Deus não só existe, como REINA EM UM LUGAR ETERNO, e é detentor de poder e conhecimento superiores aos que temos acesso pelas nossas vivências neste mundo.   

Jesus Cristo não criou ou fundou nenhuma religião. Como falamos aqui, as religiões cristãs, que foram criadas por homens, contém doutrinas que são contrárias a palavra de Deus misturadas com a verdade d'Ele; no entanto, "a igreja do Senhor Jesus Cristo", que é o corpo d'Ele na terra, e que inevitavelmente está envolta por toda esta religiosidade, prossegue divulgando as boas novas do Reino de Deus para que os homens alcancem salvação diante d'Ele.

Então, ao estarmos informados desta realidade, é importante buscarmos e conhecermos a verdade dos fatos, e andarmos nela, porque é a partir daí que não nos deixaremos levar por ensinamentos que nos afastam de Deus, infortunadamente contidos nas diversas doutrinas religiosas e filosofias humanas que chegam até nós de várias maneiras.

Assim como o mundo está cheio de informações boas e ruins, as religiões, que também estão no mundo, fornecem às pessoas informações verdadeiras e falsas sobre Deus.

A maioria dos lugares que nós escolhermos para congregar vão apresentar doutrinas que não condizem com os ensinamentos de Jesus sendo pregadas acopladas ao evangelho da salvação; isso acontece, na maioria das vezes, por causa da falta de entendimento sobre a realidade eterna que as lideranças destes locais apresentam, e que infelizmente as fazem focar em outros tipos de interesses que não correspondem ao propósito pelo qual a palavra de Deus deve ser divulgada.

No entanto, não devemos ir contra as religiões ou contra os religiosos, fazendo protestos por aí, porém, cabe a nós filtrarmos as informações que acessamos e só praticar e guardar no coração o que procede de Deus. Para fazer esta filtragem com sucesso não há outra maneira, senão estudando e meditando na Doutrina de Cristo por conta própria, pedindo sempre a ajuda d'Ele para nos aguçar nesta compreensão.  

Enquanto estivermos neste mundo, vamos ser provados na nossa fé de diversas formas, e um dos tipos de prova pelas quais passamos tem a ver com o quanto de Deus nós procuramos saber, ou o quanto nós o temos buscado de fato (ver. 2 Tessalonicenses 1:6-8).

Portanto, não devemos nos contentar só com o que ouvimos nas missas ou nos cultos, presenciais ou pela televisão, muito menos com "as revelações" declaradas por pregadores famosos na igreja ou contidas nos diversos livros que temos à disposição no mercado: devemos ler e meditar na palavra de Deus em casa, procurando discernir onde está a verdade! (ver. Atos 17:11)

Mesmo tendo sofrido tudo o que sofreu, Jesus em nenhum momento disse aos judeus que eles deveriam deixar de frequentar e praticar sua religião, no entanto, deixou claro ser Ele mesmo o único caminho, a única verdade e a única vida.

Desta forma, não é bom confiar demais no que ouvimos, mas devemos averiguar na palavra de Deus, nos ensinamentos de Jesus, se o que ouvimos está de acordo com a vontade d'Ele para nós! Se não procedermos assim, corremos o risco de estarmos sendo enganados com ensinamentos que jamais o Senhor aprovaria. 

A JUSTIÇA DE DEUS VEM ANTES, VAI ALÉM E ESTÁ ACIMA DE COSTUMES, DE REGRAS, DE RITUAIS, DE OFERTAS, DE TRADIÇÕES, DE TEMPLOS, DE RELIGIÕES: PORQUE ELE É A FONTE DE VIDA, O MOTIVO DE EXISTIRMOS!   O QUE DEUS QUER DE NÓS VERDADEIRAMENTE É QUE AINDA QUE ESTEJAMOS PRATICANDO UMA RELIGIÃO, QUE SAIBAMOS CONVERTÊ-LA A ELE, ATRAVÉS DOS ENSINAMENTOS DE CRISTO, E ASSIM POSSAMOS ESTAR EM COMUNHÃO COM ELE.

SE O JUDAÍSMO E TODAS AS RELIGIÕES CRISTÃS QUE EXISTEM HOJE TIVESSEM SUAS DOUTRINAS E DOGMAS REAVALIADOS E MODIFICADOS PARA SE ADEQUAREM AO QUE JESUS ENSINOU, SEM DÚVIDA VERÍAMOS O PODER DE DEUS SE MANIFESTAR COM GRANDE GLÓRIA EM TODAS AS NAÇÕES DA TERRA. 

O QUE FAZEMOS DEVE SER MOTIVADO PELOS PRECEITOS DO REINO, QUE É O LUGAR PARA ONDE NÓS ESTAMOS QUERENDO IR, E NÃO POR DOUTRINAS HUMANAS. NEM TUDO O QUE NOS PARECE BOM E/OU AGRADÁVEL, SÓ PORQUE OS OUTROS ESTÃO DIZENDO QUE É, BASEADOS EM SUAS PRÓPRIAS EXPERIÊNCIAS NATURAIS OU SOBRENATURAIS, OU EM INTERPRETAÇÕES PESSOAIS DA BÍBLIA, NOS LEVA OU NOS LEVARÁ A DEUS!

O homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer. Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.(Tiago 1:25-27)

Pra. Oriana Costa.