É muito fácil sair da simplicidade e da verdade que há em Cristo para seguirmos nossos sentimentos e desejos, basta darmos ouvidos a eles. Muitas vezes, tentamos concilia-los com a palavra de Deus, e é aí que habita o perigo: nossos pensamentos e nossos caminhos não são iguais aos de Deus, e, portanto, não há como vivermos segundo a reta justiça do Reino buscando satisfazer o nosso ego, ou buscando viver segundo o que nossos sentimentos e desejos ditam. Infelizmente, no meio eclesiástico, muitos estão procurando respaldar certas condutas (condutas que jamais Cristo teria se estivesse em seus lugares), na palavra de Deus, e isso é um erro grave; tais pessoas estão dando um testemunho negativo de Cristo ao mundo, e responderão na eternidade por seus atos, se até antes de suas mortes físicas ou até o Dia do Juízo não se arrependerem verdadeiramente do que estão fazendo. Então, é muito importante que nós cristãos verdadeiros, estejamos cientes dos mandamentos de Cristo, e que busquemos cumprí-los fielmente, sabendo também que Deus é perfeitamente fiel em cumprir aquilo que instituiu; Ele jamais mudará o que estabeleceu eternamente em prol da satisfação pessoal de alguns que se dizem seguidores de Cristo, contudo, estão usando Seu ensino justo para basear atos irresponsáveis, os quais Deus desaprova totalmente. Aos que estão buscando conciliar as obras da carne com a reta justiça do Reino de Deus, respaldando-as com o ensino de Cristo, só haverá um caminho, se não houver um arrependimento sincero: morte eterna.
Quando nós somos os donos das nossas próprias vidas, podemos fazer delas o que bem quisermos. Não há lei neste mundo que nos impeça de nada; e, ainda que haja, nós acabamos burlando-a, ou fazemos com que ela mude, ou que mesmo uma outra seja criada para favorecer aos nossos interesses.
No mundo não há limites para realizarmos desejos, sonhos e atingirmos as metas que desejarmos, mesmo que passemos por cima das vidas e dos ideiais de outras pessoas, porque na competição do mundo lucram somente "os mais espertos".
No mundo podemos dar as nossas vidas o sentido que bem entendermos, e vivermos do jeito que nos pareça mais agradável, desde que sejamos "bons pagadores". Se não ficarmos em dívida com ninguém, se conseguirmos pagar todas as nossas contas e formos eficientes em conseguir dinheiro, podemos ser felizes da maneira como desejarmos e ninguém tem o direito de se intrometer.
Podemos inventar e reinventar qualquer coisa a hora que quisermos, e isso não tem fim. Podemos usar e abusar da beleza, da educação, da eloquencia, da autoridade, da força, e de tantos outros recursos para realizar nossos desejos.
Nós podemos manipular pessoas e situações, para que tudo saia do jeito que queremos e ninguém fique sabendo que foi enganado. E quando alguém consegue descobrir que foi enganado, aquele que engana já "lucrou" e se "divertiu" muito sem que fosse percebido.
Estamos livres para viver da maneira que quisermos e ninguém pode nos impedir. Somos incentivados a aproveitar bem o presente, por nunca sabermos como será o nosso amanhã e também sabermos que nesse mundo nada é para sempre; tudo está mudando constantemente: a aparência, a tecnologia, as opiniões, os amigos, os trabalhos, os sentimentos, os gostos, as situações, as leis, etc..
A natureza do mundo é inconstante, e quem vive segundo o mundo precisa ser inconstante como ele para se adaptar as suas constantes mudanças. No mundo criado pelos homens as coisas não tem um sentido único de ser, pois ele foi criado separado da justiça do Criador de todas as coisas; assim, quem dá o sentido que quiser ou não a todas as coisas somos nós mesmos.
Quando somos nós que administramos nossas próprias vidas, estabelecendo de nós mesmos o que achamos que é certo ou errado, fazemos isso de acordo com o que sentimos e observamos acontecer ao nosso redor. Assim, quem vive a liberdade do mundo estabelece sua justiça de acordo com o que as aparências das pessoas e das coisas lhe provocam.
Contudo, esta liberdade tem um preço: incerteza e insegurança constantes, somadas a medos e decepções em todas as áreas da vida, que nunca nos deixam em paz. Quando tudo aparentemente está sob controle, acontece uma adversidade que nos aflige e desespera. E especialmente nessas ocasiões, a liberdade sedutora do mundo nos convida sempre a provar o novo, porque nunca sabemos o que vai acontecer no próximo minuto, e, se não provarmos, nunca saberemos se aquilo seria melhor para nós ou nos traria algum lucro na vida.
De fato, o mundo concebido à moda humana nada mais é do que uma prisão bem colorida e espaçosa, de onde não se pode ser liberto sem a ajuda do Criador do universo. Ele é feito de aparências e ilusões que nos fazem acreditar que estamos ou podemos ser muito felizes nele algum dia, levando nossas vidas ao sabor das sensações que ele provoca em nossas mentes e em nossos corpos.
Longe de Deus nossos sentimentos sempre nos induzirão a crer que, se investirmos todo o nosso tempo e esforço em fazer aquilo que gostamos neste mundo, e em ter uma boa aparência ou condição física, especialmente conseguindo dinheiro suficiente para levar uma vida confortável, somos vencedores. Porém, isso é um grande engano, porque este mundo não oferece garantia alguma de que amanhã as coisas acontecerão da mesma forma que acontecem hoje. Um dia tudo pode mudar de repente, e sermos pegos de surpresa.
Ao contrário do mundo e dos nossos sentimentos, Deus não muda, é sempre o mesmo. Sua justiça não se executa baseada em um só momento ou em situações isoladas; ela também não acontece baseada em aparências e sentimentos.
A justiça de Deus está fundamentada na realidade eterna. Tudo o que Ele determinou é válido também para a nossa realidade física, e tudo o que foi estabelecido continua a acontecer da mesma maneira, desde o princípio.
As leis concebidas por Deus são irrevogáveis e infalíveis, e é por causa delas que o universo tem se mantido equilibrado, com todas as coisas em seus lugares funcionando sem falhar ao longo dos milênios. É por causa dessas leis que sempre temos ar para respirar, chão para pisar, estações climáticas, vemos o tempo passar, e temos matéria-prima para usarmos e produzirmos o que nossas necessidades pedem; é por elas que nossos corpos funcionam e podem viver na terra.
Quando nos recusamos a aceitar o governo de Deus sobre nossas vidas e obedecer as suas leis, simplesmente ficamos à mercê de aparências e sensações, sem entender muitas coisas que nos acontecem, e tentando solucionar problemas da forma que nos parece mais conveniente. Este é o motivo de tantas incertezas, decepções e sofrimentos nas vidas de muitas pessoas: elas escolhem viver segundo o que sentem e desejam, e não segundo o que Deus diz em Sua Palavra.
Aceitar o governo do Rei Jesus Cristo sobre nossas vidas e buscar obedecê-lo, portanto, não significa perder a liberdade, e sim estar livre da incerteza do que pode nos acontecer no próximo segundo e dos sofrimentos que isso venha nos causar. Obedecendo a Deus estamos seguros, pois sabemos que tudo o que Ele decretou acontece sem falhar. Aprender a justiça de Deus revelada no ensino de Cristo e buscar vivê-la nos livra do medo do que possa nos acontecer de ruim no futuro, nos livra do medo da morte, e da insegurança que as injustiças e a maldade do mundo nos passam.
Entender que Deus está no controle de tudo e favorece aos que n'Ele creem e obedecem é uma grande dádiva para a vida de qualquer pessoa. Quem busca a Deus de todo o coração o encontra, e com Ele muitos e maravilhosos presentes que este mundo jamais poderá nos dar, e estes são três deles: no mundo, uma segurança e uma paz que execedem a inteligência humana, e na eternidade, morada garantida e perpétua no Reino de Deus, o lugar onde não há sofrimentos nem morte.
No trecho bíblico abaixo, constante no segundo livro de Reis, vamos ler a história da cura que Deus concedeu a Naamã usando para isso o profeta Eliseu. Em seguida, vamos entender o que aconteceu no episódio, e retirar dele informações preciosas que nos ajudarão a crescer na fé.
Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o Senhor dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso. Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel". Então Naamã partiu, levando consigo trezentos e cinqüenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas. A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança. Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz". Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi? " Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum". Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve. (2 Reis 5:1-27)
Podemos retirar, a partir da leitura do trecho bíblico acima, algumas informações sobre como recebermos cura pelo poder de Deus, assim como Naamã recebeu, bem como outros dados especiais que também estão diretamente relacionados a este evento.
A primeira delas e a mais importante, é que, para sermos curados de uma enfermidade a partir da intervenção de Deus, é necessário ter fé n'Ele. O comandante do exército da Síria tinha um testemunho de Deus em sua própria casa, a menina que ele trouxe cativa de Israel para servir a sua esposa. Como ela era israelita, certamente dava testemunho de Deus com sua vida. Tanto é, que, quando falou a sua senhora que, se seu senhor procurasse um certo profeta em Israel, seria curado, ela foi ouvida; e não foi considerada só por Naamã e sua esposa, mas também pelo rei da Síria, que liberou seu servo para ir ver o tal profeta.
Provavelmente, antes de conviver com uma cidadã israelita dentro de sua casa, Naamã não acreditasse em Deus. E, a partir dessas informações iniciais, confirmamos uma grande verdade: aqueles que acreditam e confiam em Deus verdadeiramente estão dando testemunho de sua fé n'Ele nos locais onde convivem com outras pessoas. Este testemunho, que vem primeiramente de sua obediência a Deus sendo observada pelos outros, pode fazer toda a diferença na vida desses indivíduos, principalmente na hora em que estejam vivenciando determinada situação que não tenha solução pela ciência dos homens.
Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel".
Para confirmar que somente é possível conseguirmos favores de Deus se tivermos fé n'Ele, lemos o seguinte, no Novo Testamento:
Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hebreus 11:6)
A segunda informação que podemos tirar dessa passagem bíblica é que precisamos, depois de crer em Deus, ir buscá-lo, nos esforçarmos para ir até Ele. Naamã sabia que teria que ir até um representante de Deus na terra para conseguir o que queria, e assim o fez. Ele acreditou que se um profeta israelita invocasse ao seu Deus, e reinvidicasse a Ele sua cura, seria ouvido e atendido.
No tempo da Antiga Aliança, eram os sacerdotes e os profetas que tinham o Espírito de Deus sobre eles, para realizarem prodígios e maravilhas como curas instantâneas, por exemplo. A serva de Naamã informou que o profeta capaz de curá-lo residia em Samaria, mas o rei da Síria imaginou que o rei de Israel seria o tal profeta, por isso enviou Naamã até ele e lhe pediu por carta que o curasse.
A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu.
Hoje, a representante de Deus na terra é a igreja do Senhor Jesus Cristo. Quando estamos afastados de Deus e queremos nos reconciliar com Ele, devemos ir até algum local onde verdadeiros seguidores de Jesus se reúnem, e ali nos apresentarmos a Deus dispostos a meditar em Sua Palavra e entendê-la, para então obedecê-lo. A seguir, vejamos alguns trechos bíblicos onde Cristo nos fala sobre sua igreja, e o que ela está autorizada a fazer:
E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados". Depois de lhes ter falado, o Senhor Jesus foi elevado ao céu e assentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam. (Marcos 16:15-20)
Onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles.(Mateus 18:20)
Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios 1:22-23)
A terceira informação que adquirimos com a história da cura do comandante do exército da Síria, é que, à princípio, ao nos aproximarmos de Deus buscando a cura de uma enfermidade, talvez não gostemos do que vamos ouvir d'Ele ou de como Ele procederá para tratar conosco. A Palavra de Deus sempre nos confrontará, e antes que o Senhor nos cure, ela revelará onde estamos errando para que possamos nos arrepender.
Por isso, o apóstolo João fala o seguinte:
Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.(1 João 1:8-10)
Mesmo quando aceitamos Jesus como nosso Senhor e salvador, ainda podemos pecar sem nos darmos conta disso, e vamos precisar ser confrontados com nossos erros para que possamos nos arrepender. Ninguém para de pecar da noite para o dia, e, muitas vezes, levados por nossos sentimentos, ainda que saibamos muito as escrituras, esquecemos daquilo que lemos para agir conforme aquilo que queremos ou achamos certo de nós mesmos.
Concede-me só estas duas coisas, ó Deus, e não me esconderei de ti: Afasta de mim a tua mão, e não mais me assuste com os teus terrores. Chama-me, e eu responderei, ou deixa-me falar, e tu responderás. Quantos erros e pecados cometi? Mostra-me a minha falta e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto e consideras-me teu inimigo? (Jó 13:20-24)
Quando não estamos conseguindo enxergar nossas faltas, devemos pedir ao Pai que nos revele onde estamos errando, para que possamos nos arrepender e deixar de praticar aquilo que o tem desagradado. O Espírito de Deus foi enviado à igreja para nos ajudar nessa tarefa, pois só Ele tem poder para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo:
Eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. "Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-14)
Enfermidades (tanto para crentes como para não-crentes, e tanto para crianças quanto para adultos) são provenientes do juízo de Deus sobre nossas transgressões; por isso, precisamos nos arrepender delas verdadeiramente para enfim sermos curados. Vamos ver mais adiante que Naamã precisou se arrepender de suas faltas com Deus para em seguida ser favorecido por Ele com cura.
Quando é uma criança (que ainda não tem consciência de que pode pecar contra Deus) que está doente, os pais é que devem se arrepender, e pedir a Deus perdão por seus próprios pecados, para que o Senhor anule aquele julgamento sobre seu filho ou sua filha. A confirmação disto está bem clara, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, em diversas passagens. A seguir vamos mostrar algumas delas:
O Senhor é muito paciente e grande em fidelidade, e perdoa a iniqüidade e a rebelião, se bem que não deixa o pecado sem punição, e castiga os filhos pela iniqüidade dos pais até a terceira e quarta geração.(Números 14:18)
E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da iniqüidade.(Isaías 33:24)
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.(Isaías 53:4-5) - Deus perdôa nossos pecados em Cristo; Ele foi sacrificado para que por sua morte pudéssemos obter o perdão dos nossos pecados diante do Pai. Assim, crendo em Jesus ou pela fé n'Ele, somos levados ao arrependimento de nossas transgressões, e, desta forma, somos absolvidos dos juízos manifestos com enfermidades.
Sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:26-32)
Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:14-16)
Observação: a deficiência física ou mental de nascença (cegueira, surdez, demência, síndrome de down, monoplegia, paraplegia, tetraplegia, etc..), manifesta pela mal formação fetal proveniente de algum erro genético não herdado dos pais, não é necessariamente julgamento por pecados. Este tipo de julgamento geralmente ocorre para que em alguma ocasião se manifeste a glória de Deus pela ação de um poder específico dado à igreja, chamado dom de operação de prodígios, milagres e maravilhas. A operação deste dom serve especialmente para chamar a atenção das pessoas para Cristo, para que creiam n'Ele.
Na maior parte das curas que Jesus realizou, as pessoas tiveram que se arrepender de seus pecados para ficarem livres de seus julgamentos, ou verem seus filhos livres de julgamentos por enfermidades. Por isso, quando os discípulos viram um cego de nascença na região da Galiléia, perguntaram a Jesus:
Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? (João 9:2)
Ao que Cristo respondeu:
Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. (João 9:3)
Após ser curado, inversamente ao que normalmente acontece, o ex-cego creu em Jesus e o adorou (se arrependeu de seus pecados e agradeceu ao Senhor pelo perdão de suas transgressões):
Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontrá-lo, disse: "Você crê no Filho do homem?" Perguntou o homem: "Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?" Disse Jesus: "Você já o tem visto. É aquele que está falando com você". Então o homem disse: "Senhor, eu creio". E o adorou. Disse Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que vêem se tornem cegos". Alguns fariseus que estavam com ele ouviram-no dizer isso e perguntaram: "Acaso nós também somos cegos?" Disse Jesus: "Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece". (João 9:35-41)
Voltando para a história de Naamã, percebemos que antes de ser curado, Deus o constrangeu através do profeta Eliseu, para que ele reconhecesse suas faltas e se arrependesse verdadeiramente. O comandante do exército da Síria precisou se arrepender de sua soberba. Se ele não tivesse se arrependido, jamais teria se humilhado a ponto de acatar a ordem de um homem que nem conhecia pessoalmente, e mergulhar, não só uma, mas sete vezes, num rio de aparência não muito atrativa para ele.
Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança.
E tanto ele foi quebrantado em seu coração e se arrependeu verdadeiramente, que voltou para agradecer ao profeta, entregar sua vida a Deus, reconhecer que só Ele tem poder e declarar também seu temor em desagradá-lo por entrar no templo de um outro deus por causa do seu rei.
Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo,que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz".
Um outro fato importante que está relacionado a esta parte do evento da cura de Naamã, é que Eliseu não aceitou nenhum presente por ter socorrido aquele homem. Ele representou bem o Reino de Deus, ao mostrar para o comandante do exército da Síria que o Senhor está disposto a nos perdoar de nossas transgressões e nos curar gratuitamente, e que aquele que é usado na terra para que isso aconteça não realiza este trabalho pensando em algum retorno material. Eliseu deixou claro para Naamã que Deus não está fazendo comércio com as pessoas.
Quando entregamos nossas vidas a Jesus e aceitamos seu governo em nossas vidas, mas, no entanto, nos deixamos levar pelo desejo de lucrar materialmente, usando a anunciação do evangelho da salvação e o fato de sermos usados em dons espirituais para conseguirmos favores materiais dos outros, o Senhor nos castiga para que nos arrependamos deste pecado. Foi o que aconteceu com o servo de Eliseu, Geazi.
Aquele homem, que morava com Eliseu para serví-lo e também aprender com Ele a vontade de Deus, se aproveitou da ocasião para enganar Naamã e receber dele a oferta que o rei da Síria tinha enviado para o profeta que curaria o seu servo. Geazi, deu um péssimo testemunho do Reino de Deus a Naamã, pois movido por sua ganância, usou o nome do Senhor para mentir não somente para ele, mas também para seu próprio senhor.
O servo de Eliseu estava pensando que seu senhor tinha sido bom demais para um arameu arrependido, e que ele foi tolo de não ter aceitado a oferta; ele achou que Deus iria gostar da sua atitude de se aproveitar da situação para se favorecer materialmente.
Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi?" Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum".
Após descoberto e confrontado, pois de Deus não podemos esconder nada, Geazi foi julgado rapidamente e com rigor, porque conhecia a vontade do Senhor expressa na lei mosaica, e, no entanto, escolheu desagradar a Deus para se beneficiar.
Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve.
Observação: a lepra a que se refere o texto bíblico é a do tipo tuberculoide, ou hanseníase tuberculoide, onde os locais atingidos pelo bacilo de Hansen ficam esbranquiçados e insensíveis a dor; porém, existem outros tipos de lepra, sendo mais comum a ocorrência da hanseníase limítrofe ou borderline. Hoje a hanseníase pode ser curada através de tratamentos com medicamentos, e se for tratada no início, evita a perda dos membros infestados com a doença. Para saber mais sobre lepra clique aqui.
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Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão. Tu és o meu abrigo; tu me preservarás das angústias e me cercarás de canções de livramento. (Salmos 32:1-7)
A vida passa. O tempo vai passando como se fosse devagar, porém com uma rapidez traiçoeira. Nós acordamos pela manhã, e o dia acontece ao nosso redor; depois de muitos pensamentos, desejos, metas, satisfações, medos, incertezas, decepções, diversões e obrigações, nos recolhemos para dormir.
E as coisas vão acontecendo, até que um dia não acordamos mais, ou melhor, acordamos num lugar bem diferente do nosso quarto ou da nossa cama, onde não precisaremos mais dormir. E homem nenhum há tão poderoso na terra que possa impedir isso de acontecer.
A estrada da vida neste mundo não é tão longa quanto dizem os poetas; de fato, ela é curta, se comparada à eternidade que nos aguarda. Ela é cheia de vaidades, ilusões e engodos que prendem as pessoas em alegrias e satisfações vãs, para que não vejam ou se esqueçam onde ela vai findar.
O fim da nossa estrada não é o cemitério, segundo as aparências parecem mostrar: é preciso ter cuidado, pois as aparências deste mundo enganam!
O destino de todos é estar na presença do Criador, diante do Seu Trono, cercado por uma multidão de testemunhas. E Ele julgará definitivamente a cada um conforme seu procedimento. Se o seu procedimento foi baseado naquilo que você mesmo(a) acha certo, e não segundo o que DEUS diz ser o certo, você está se fazendo inimigo(a) d'Ele.
Se você não deseja ser inimigo(a) do Seu Criador, vá buscá-lo enquanto há oportunidade de achá-lo receptivo, e se reconcilie com Ele. E não há outra maneira de nos reconciliarmos com Deus se não for por Ele mesmo, na pessoa de Seu Filho. Jesus foi enviado até nós para que esta reconciliação fosse possível: então, não perca mais tempo, fale com Ele, entregue-se a Ele e descubra-se em Sua presença; reconheça todo o mal que está em seu coração e arrependa-se verdadeiramente.
Seguindo as instruções de Cristo (elas estão na Bíblia!), você não se deixará levar pelas aparências do mundo, e chegará diante de Deus como amigo(a) d'Ele, justificado(a) do mal, e livre de qualquer culpa.
Muitos cristãos ainda estão presos aos ensinamentos do "catecismo", que exibe somente os dez primeiros mandamentos da lei mosaica como sendo aqueles que devemos priorizar o cumprimento no nosso dia a dia.
Os dez primeiros mandamentos da Lei foram dados por Deus a Moisés no monte Sinai, no momento em que os israelitas começavam a buscar a terra que havia sido prometida pelo Senhor a eles, após serem libertos da escravidão no Egito; estes decretos podem ser vistos em Êxodo capítulo 20, em sua sequencia verdadeira.
Entretanto, a lei mosaica não se resume só aos dez, mas é composta de nada mais nada menos que 613 mandamentos e cada um deles devia ser cumprido por aquela nação, se eles quisessem ser favorecidos realmente por Deus, tanto entre eles mesmos como perante outras nações. (Cique aqui e saiba mais sobre os 613 mandamentos da Lei)
Os mandamentos da Lei foram entregues por Deus a Moisés, não só quando ele subiu no Sinai, mas, também em outras ocasiões naquele tempo, para que os israelitas controlassem sua maldade, ou, do contrário, eles sofreriam julgamentos e condenações por seus atos na terra, dentre os quais estava a perda da terra de Canaã. Nos trechos bíblicos a seguir observamos os momentos em que Deus prometeu dar a terra de Canaã aos israelitas, e quando falou através de Moisés a condição para que eles continuassem habitando nela:
Disse o Senhor: De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, e também tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. (Êxodo 3:7-8)
Entretanto, se vocês não obedecerem ao Senhor, ao seu Deus, e não seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos e decretos que hoje lhes dou, todas estas maldições cairão sobre vocês e os atingirão: (...) O Senhor trará, de um lugar longínquo, dos confins da terra, uma nação que virá contra vocês como a águia em mergulho, nação cujo idioma não compreenderão, nação de aparência feroz, sem respeito pelos idosos nem piedade para com os moços. Ela devorará as crias dos seus animais e as plantações da sua terra até que vocês sejam destruídos. Ela não lhes deixará cereal, vinho, azeite, como também nenhum bezerro ou cordeiro dos seus rebanhos, até que vocês sejam arruinados. Ela sitiará todas as cidades da sua terra, até que caiam os altos muros fortificados em que vocês confiam. Sitiará todas as suas cidades, em toda a terra que o Senhor, o seu Deus, lhe dá. (Deuteronômio 28:15-52)
Moisés, apesar de se esforçar para obedecer à Lei, não chegou a entrar em Canaã; contudo, seus descendentes e todo o povo, liderados por seu sucessor, Josué,conseguiram finalmente expusar a maior parte das nações que habitavam aquela terra e foram aos poucos conquistando-a, assim como Deus prometeu que faria a eles. Para confirmar, vejamos os seguintes trechos bíblicos:
Naquele mesmo dia o Senhor disse a Moisés: Suba as montanhas de Abarim, até o monte Nebo, em Moabe, em frente de Jericó, e contemple Canaã, a terra que dou aos israelitas como propriedade. Ali, na montanha que você tiver subido, você morrerá e será reunido aos seus antepassados, assim como o seu irmão Arão morreu no monte Hor e foi reunido aos seus antepassados. Assim será porque vocês dois foram infiéis para comigo na presença dos israelitas, junto às águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim, e porque vocês não sustentaram a minha santidade no meio dos israelitas. Portanto, você verá a terra somente à distância, mas não entrará na terra que estou dando ao povo de Israel. (Deuteronômio 32:48-52)
Passado muito tempo, depois que o Senhor concedeu a Israel descanso de todos os inimigos ao redor, Josué, agora velho, de idade muito avançada, convocou todo o Israel, com as autoridades, os líderes, os juízes e os oficiais, e lhes disse: Estou velho, com idade muito avançada. Vocês mesmos viram tudo o que o Senhor, o seu Deus, fez com todas essas nações por amor a vocês; foi o Senhor, o seu Deus, que lutou por vocês. Lembrem-se de que eu reparti por herança para as tribos de vocês toda a terra das nações, tanto as que ainda restam como as que conquistei entre o Jordão e o mar Grande, a oeste. O Senhor, o seu Deus, as expulsará da presença de vocês. Ele as empurrará de diante de vocês, e vocês se apossarão da terra delas, como o Senhor lhes prometeu. (Josué 23:1-5)
Toda vez que aquele povo esquecia a aliança que Deus tinha feito com Abraão, e insistia em viver de acordo com suas vontades, deixando de lado a obediência aos decretos da Lei, sem se arrependerem de suas iniquidades, Deus não os condenava à morte eterna; porém, o Senhor os julgava e aplicava a eles as penas merecidas pelas infrações cometidas. Uma das penalidades que aquele povo sofria por desobedecer a Deus era ter sua terra invadida e conquistada por outros povos, que tomavam suas riquezas e os escravizavam por longo tempo; estes castigos duravam até que o povo se arrependesse realmente de suas maldades e voltassem a lembrar e obedecer a Lei como Deus havia orientado. A seguir, dois trechos bíblicos para confirmar estes acontecimentos:
No nono ano do reinado de Oséias, o rei assírio conquistou Samaria e deportou os israelitas para a Assíria. Ele os colocou em Hala, em Gozã do rio Habor e nas cidades dos medos. Tudo isso aconteceu porque os israelitas haviam pecado contra o Senhor seu Deus, que os tirara do Egito, de sob o poder do faraó, rei do Egito. Eles prestaram culto a outros deuses e seguiram os costumes das nações que o Senhor havia expulsado de diante deles, bem como os costumes que os reis de Israel haviam introduzido. Os israelitas praticaram o mal secretamente contra o Senhor seu Deus. Desde torres de sentinela até cidades fortificadas, eles mesmos construíram altares idólatras em todas as suas cidades. (2 Reis 17:6-9)
Na virada do ano, o exército arameu marchou contra Joás; invadiu Judá e Jerusalém, matou todos os líderes do povo, e enviou para Damasco, para o seu rei, tudo o que saqueou. Embora o exército arameu fosse pequeno, o Senhor entregou nas mãos dele um exército muito maior, por haver Judá abandonado o Senhor, o Deus dos seus antepassados. Assim o juízo foi executado sobre Joás. (2 Crônicas 24:23-25)
Uma observação importante: os israelitas eram (e ainda são) uma nação tão má quanto quaisquer outras nações da terra; o diferencial desta nação para as outras é que eles acreditavam (e ainda creem) na existência de uma autoridade eterna ou espiritual, maior do que todas as que existem no planeta e a mais poderosa de todas, criadora de todas as coisas tanto no universo material quanto na eternidade.
Assim sendo, depois que Moisés e Josué morreram, zelando pelo cumrpimento daquilo que prometera aos antepassados dos israelitas, Deus levantou profetas (Isaías, Jeremias, etc.), juízes (Débora, Sansão, etc.) e reis (Davi, Jeroboão, etc.) para guiar o povo, de modo que seus decretos fossem sempre lembrados e obedecidos, e eles não permanecessem somente em suas maldades.
E perguntou a Arão: Que lhe fez esse povo para que você o levasse a tão grande pecado? Respondeu Arão: Não te enfureças, meu senhor; tu bem sabes como esse povo é propenso para o mal. (Êxodo 32:21-22)
Percebemos, desta maneira, que, desde os tempos antigos, para que a maldade daquele povo pudesse realmente ser controlada e eles se encontrassem dignos de continuar habitando a terra que Deus havia lhes dado, era necessário que obedecessem a todos os decretos da Lei sem falhar; mas, isto realmente eles nunca conseguiram (e isto se continua até os dias de hoje!).
Os sacerdotes e as lideranças que Deus levantava também eram falhos; até certo ponto eles eram obedientes aos decretos de Deus, mas, acabavam deixando de cumprir um ou outro requisito da Lei levados por situações ou por seus próprios desejos.
Contudo, Deus esperava que isso acontecesse, pois, o intuito do Senhor ao entregar tantos mandamentos que de antemão sabia que não seriam cumpridos fielmente, era exatamente fazer com que os israelitas enxergassem duas coisas: a primeira, que a maldade dentro deles era de origem sobrenatural ou era de origem espiritual, e não podia ser dominada apenas por atitudes humanas ou por "obras"; a segunda, é que por causa dessa condição, eles precisariam ser guiados e governados diretamente pelo próprio Deus, em pessoa, e não mais por seres humanos falhos.
Por isso o Senhor lhes dirá: Ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, regra e mais regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali, para que saiam, caiam de costas, firam-se, fiquem presos no laço e sejam capturados. (Isaías 28:13)
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Uma curiosidade: atualmente, a famosa "terra santa" é uma republica parlamentar. É um estado judeu, porém, democrático, com um primeiro-ministro e um parlamento, e não mais com reis ou juízes liderando as pessoas; sua justiça não está mais totalmente baseada nos estatutos da lei mosaica, e sim numa constituição criada para reger indivíduos que, apesar de serem em sua maioria judeus, agora compartilham o espaço com diversas outras crenças e culturas, e, não somente isso, mas também para reger uma nação que hoje está na quarta posição entre os países com as maiores proporções de ateístas do mundo(!) (Clique aqui e saiba como se encontra organizada a nação de Israel na atualidade).
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Seguindo nosso raciocínio, se os seres humanos não tem poder para dominar a maldade que há dentro de si por ela ser de origem sobrenatural, então, o único que pode dominá-la realmente é o próprio Deus. Só com a ajuda d'Ele alguém pode deixar de agir pela influência da maldade que existe dentro de si mesmo. Ninguém, por si só ou por suas próprias forças consegue se livrar da influência que o mal, existente dentro da mente e do corpo, exerce diariamente em suas ações. Para confirmar, vamos ler os trechos bíblicos seguintes:
De fato a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom. E então, o que é bom se tornou em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas, para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se mostrasse extremamente pecaminoso. Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. (Romanos 7:12-23)
Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e é domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. (Tiago 3:6-8)
A maldade exerce tal influência nas ações humanas, que nos leva a transgredir a justiça do Reino de Deus (ou pecar) todos os dias, ainda que não percebamos isso acontecer. Por isso, disse o apóstolo João:
Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10)
Transgressores da justiça de Deus (ou pecadores) não podem entrar no Reino, porque a presença do Senhor é destruidora para tais indivíduos: Deus abomina a maldade e tudo o que procede dela. A plena presença de Deus só é benéfica aos que andam conforme Sua justiça eterna e não possuem a influência do mal dentro de si.
Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos e de todo o coração o buscam! Não praticam o mal e andam nos caminhos do Senhor. (Salmos 119:2-3)
Em Sião os pecadores estão aterrorizados; o tremor se apodera dos ímpios: Quem de nós pode conviver com o fogo consumidor? Quem de nós pode conviver com a chama eterna? (Isaías 33:14)
Teus olhos são tão puros, que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade. (Habacuque 1:13)
Eis aí o motivo pelo qual precisamos da ajuda do Criador se quisermos ser livrados da condenação eterna: nós não conseguimos parar de transgredir a justiça do Reino de Deus por nossas próprias forças, somente obedecendo a regras neste mundo. É necessário, por vezes, que o mal que há dentro de nós seja bloqueado sobrenaturalmente para finalmente podermos obedecer a Deus enquanto estivermos neste corpo mortal; e para entrar definitivamente no Reino, também é preciso que nosso corpo seja limpo da presença do mal. Assim, Deus resolveu nos dar uma chance de justificação diante d'Ele, fazendo o que nós jamais conseguiríamos; Ele tomou a forma de um ser humano para representar não só os israelitas, mas toda a humanidade, e obedeceu toda a lei mosaica, sem falhar, até o fim de seus dias (pois, para Deus nada é impossível!). Assim, disse o Senhor Jesus: Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. (Mateus 5:17-18)
Depois de ter obedecido toda a Lei materialmente, em vida, cumprindo todos os mandamentos sem falhar, e, inclusive, cumprido-a espiritualmente, ao pagar o preço exigido pelas transgressões de toda a humanidade, Jesus Cristo:
qualificou-se como um ser humano totalmente justo diante do Pai e digno de entrar no Reino como homem, e também reinar sobre todos os seres humanos;
adquiriu autoridade para interceder eternamente por todos os seres humanos diante do Pai, assim como faziam os sacerdotes diante de Deus pelo povo de Israel.
Jesus tornou-se, por isso mesmo, a garantia de uma aliança superior. Ora, daqueles sacerdotes tem havido muitos, porque a morte os impede de continuar em seu ofício; mas, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Portanto ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. É de um sumo sacerdote como este que precisávamos: santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus. Ao contrário dos outros sumos sacerdotes, ele não tem necessidade de oferecer sacrifícios dia após dia, primeiro por seus próprios pecados e, depois, pelos pecados do povo. E ele fez isso de uma vez por todas quando a si mesmo se ofereceu. Pois a Lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas; mas o juramento, que veio depois da Lei, constitui o Filho, perfeito para sempre. (Hebreus 7:22-28)
O preço exigido por Deus pelas transgressões de todos os homens, na verdade, era que um ser humano totalmente justo entregasse seu próprio corpo aos israelitas para que eles o sacrificassem, assim como sacrificavam os cordeiros de um ano de idade, virgens, saudáveis e sem nenhum defeito físico, anualmente, segundo ordenava a Lei (Êxodo 12, Isaías 53).
No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1:29)
Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês. Por meio dele vocês crêem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus. (1 Pedro 1:18-21)
Desta forma, Cristo se entregou para morrer, aspergindo com seu sangue o altar do sacrifício (ou derramando seu sangue na cruz), segundo orientava a lei mosaica (Veja em Êxodo 30:10, Deuteronômio 12, Levítico: capítulos 4, 5 e 7), e, em seguida "ressuscitando", conforme Deus prometeu que faria pelas bocas dos antigos profetas, mostrando que o evento aconteceu e foi aceito na realidade eterna.
Porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. (Salmos 16:10) Nós lhes anunciamos as boas novas: o que Deus prometeu a nossos antepassados Ele cumpriu para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no Salmo segundo: Tu és meu filho; eu hoje te gerei. O fato de que Deus o ressuscitou dos mortos, para que nunca entrasse em decomposição, é declarado nestas palavras: Eu lhes dou as santas e fiéis bênçãos prometidas a Davi. Assim ele diz noutra passagem: Não permitirás que o teu Santo sofra decomposição. Tendo, pois, Davi servido ao propósito de Deus em sua geração, adormeceu, foi sepultado com os seus antepassados e seu corpo se decompôs. Mas aquele a quem Deus ressuscitou não sofreu decomposição. Portanto, meus irmãos, quero que saibam que mediante Jesus lhes é proclamado o perdão dos pecados. (Atos 13:32-38)
Ficou estabelecida, portanto, uma nova aliança ou um novo acordo entre o Criador e todos os homens (e não somente com o povo de Israel), onde a justificação de qualquer indivíduo diante do Pai está baseada na fé direcionada a Cristo Jesus; quem crer n'Ele de todo o coração, aceitando-o como seu salvador ou justificador eterno, e como Seu Rei ou Senhor, será salvo ou livrado da condenação à morte eterna no Dia do Juízo (porque hoje, todos os que não creem já estão condenados).
Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. (João 3:16-18)
Os sacrifícios de animais que os sacerdotes faziam anualmente por seus próprios pecados, e pelos pecados do restante do povo de Israel (por não conseguirem obedecer a todos os mandamentos), era uma das ordenanças da Lei; contudo, estes sacrifícios não podiam justificá-los espiritualmente, mas, apenas materialmente. Fisicamente, o corpo de um animal pode representar o corpo de uma pessoa diante de Deus, mas espiritualmente, não.
Além do fôlego de vida e da capacidade de pensar ou tomar decisões, nós, seres humanos, temos uma "consciência de existência" advinda da presença de um espírito em nosso corpo, o qual provém do Espírito do Criador; os animais tem fôlego de vida e capacidade de tomar decisões, no entanto, não possuem consciência de existência, o que confirma que não possuem um espírito.
Então, esta é uma das duas razões pelas quais Cristo precisaria morrer: somente um ser humano totalmente justo (ou seja, sem pecado) pode representar outros seres humanos diante do Pai.
Por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte. Porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne. (Romanos 8:2-3)
A segunda razão é que, se o salário (ou o pagamento) pelo pecado é a morte, segundo consta a Lei, então, obviamente, alguém teria que ser sacrificado para pagar o preço pelos pecados de todos os homens.
Os israelitas precisavam decorar os mandamentos da lei desde a infância, e tentar cumprí-los por sua própria força, muitas vezes sem entender o porquê, por não terem uma visualização clara da realidade eterna. Por isso, Jesus falou:
Digo-lhes a verdade: Entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista; todavia, o menor no Reino dos céus é maior do que ele. Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele. Pois todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. E se vocês quiserem aceitar, este é o Elias que havia de vir. Aquele que tem ouvidos, ouça! (Mateus 11:11-15)
Hoje, Deus tem nos esclarecido Sua justiça e a relidade espiritual à qual pertencemos através do ensino de Cristo, nos ajudando a obedecer seus decretos pela ação do Seu poder, e não mais somente por termos aprendido intelectualmente o que está escrito - depois que Jesus morreu e ressuscitou, o Pai enviou o Espírito Santo da verdade para nos mostrar onde estão os mandamentos deixados pelo Senhor Jesus, e também sinalizar quando os estamos cumprindo ou não.
Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-15)
Agora, porém, o ministério que Jesus recebeu é superior ao deles, assim como também a aliança da qual ele é mediador é superior à antiga, sendo baseada em promessas superiores. Pois se aquela primeira aliança fosse perfeita, não seria necessário procurar lugar para outra. Deus, porém, achou o povo em falta e disse: Estão chegando os dias, declara o Senhor, quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; visto que eles não permaneceram fiéis à minha aliança, eu me afastei deles, diz o Senhor. Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias, declara o Senhor. Porei minhas leis em suas mentes e as escreverei em seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Ninguém mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: Conheça ao Senhor, porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior. Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados. Chamando "nova" esta aliança, ele tornou antiquada a primeira; e o que se torna antiquado e envelhecido, está a ponto de desaparecer.(Hebreus 8:6-13)
A lei mosaica foi totalmente cumprida por Cristo, mas, não foi totalmente invalidada. Ele, na verdade, suavizou os mandamentos da antiga lei, e tornou-os acessíveis para que a Sua igreja possa cumprí-los. Com o advento da Nova Aliança alguns mandamentos realmente foram anulados, como apedrejar pessoas pegas adulterando no casamento, sacrificar animais pelo pecados, ou consagrar sacerdotes, por exemplo; outros continuam valendo, como os relacionados à idolatria; já outros foram substituídos, como a celebração da Páscoa - agora celebramos a Santa Ceia, que é um memorial pela morte do Senhor em nosso favor eternamente, e que pode ser feita diariamente. E outros ainda, foram acrescentados, como este: "vão por todo o mundo e anunciem o evangelho a todos".
O Senhor Jesus Cristo nos deixou mandamentos, (apesar de saber que vamos falhar muitas vezes em obedecê-los), pois, somente ao nos esforçarmos para cumpri-los é que conseguimos andar realmente na justiça de Seu Reino, e, especialmente, confirmamos que estamos crendo de fato no sacrifício que Ele fez para nos justificar eternamente diante do Pai. Por isso, o apóstolo Paulo ensina:
Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu. Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro. (Colossenses 1:21-23)
Se o corpo de Cristo na terra não estivesse norteado pelos mandamentos da Nova Aliança, certamente se entregaria totalmente à influencia da maldade dentro de si, adulterando o acordo estabelecido por Cristo, e perdendo, consequentemente, o direito de entrar no Reino de Deus no Dia do Juízo.
Partindo para a visão espiritual ou eterna das coisas, o que realmente iria acontecer ao povo de Israel antes da vinda de Cristo é que, ao continuar vivendo conforme aquilo que desejava, ou conforme aquilo que achava ser o certo a partir de suas próprias vivências no mundo (e não segundo o que Deus havia estabelecido), ia continuar sendo mau e sem arrependimento; consequentemente, ia ser considerado injusto ou indigno de entrar novamente no Reino, e estaria condenado à morte por Deus eternamente assim como os demais povos que andavam longe d'Ele.
A terra de Canaã ou terra prometida, onde hoje (depois de ser palco de tantas guerras, e atualmente viver em meio às pelejas) está sediado o estado de Israel, é apenas um simbolo terreno do Reino de Deus. Assim como Deus prometeu uma terra de onde manam leite e mel aos israelitas (se eles cuidassem em obedecer a tudo o quanto lhes fora ordenado), e realmente cumpriu Sua promessa (!), Ele está prometendo a toda a humanidade que, se crerem e obedecerem ao Senhor Jesus de todo o coração, Ele permitirá que entrem e habitem novamente em Seu Reino Eterno no dia que se aproxima, o chamado "Dia do Senhor".
A seguir, leremos outros mandamentos deixados pelo Rei Jesus, que se encontram descritos no Novo testamento, e que infelizmente muitos cristãos ainda ignoram, ou já ouviram e leram, mas, facilmente esquecem:
1-Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas. (Colossenses 3:9)
2-Nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: "Minha é a vingança; eu retribuirei", diz o Senhor.(Romanos 12:19)
3-Pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir.(1 Timóteo 6:18)
4-Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. (Gálatas 6:2)
5-Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. (1 Tessalonicenses 5:18)
6-Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai. (Colossenses 3:17)
7-Em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.(Filipenses 4:6)
8-Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. (Mateus 5:44-45)
9-Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado. (Mateus 5:42)
10-Não jurem de forma alguma. (Mateus 5:34)
11-Revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. (Colossenses 3:12-13)
12-Vivam em paz uns com os outros.(1 Tessalonicenses 5:13)
13-Exortem-se e edifiquem-se uns aos outros.(1 Tessalonicenses 5:11)
14-Não falem mal uns dos outros. (Tiago 4:11)
15-Guardem-se dos ídolos. (1 João 5:21)
16-Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.(Hebreus 10:25) 17-Não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer. (1 Coríntios 5:11)
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Disse o Rei Jesus: "(...) todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". (Mateus 5:19-20) "Meu filho, não se esqueça da minha lei, mas guarde no coração os meus mandamentos, pois eles prolongarão a sua vida por muitos anos e lhe darão prosperidade e paz." (Provérbios 3:1-2)