By Pastors Wendell and Oriana Costa

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Por que minha oração não está sendo atendida? Por que minha benção não está chegando?

Para respondermos as perguntas que intitulam nosso estudo bíblico, vamos começar abordando um assunto talvez não muito agradável para a nossa alma, que é o arrependimento de pecados. 

É verdadeiramente impossível(!) reconhecermos nossos erros quando não conseguimos vê-los. Ainda que as pessoas mais próximas nos digam que estamos errando, nós não acreditamos, achando que nós somos as vítimas e as pessoas ao nosso redor estão contra nós. 

Quando erramos com os outros, não estamos somente fazendo mal a uma ou outra pessoa, mas também estamos fazendo mal a nós mesmos, pois estamos indo contra a justiça de Deus. E quando nós nos colocamos contra a justiça de Deus, que é o nosso Criador, Ele nos julga e nos aplica castigos para que venhamos reconhecer onde estamos falhando e possamos nos arrepender especialmente às vistas dele.

Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:28-32) 

Deus nos castiga porque é nosso Pai e não quer nos perder. Se Ele não nos corrigir, seremos condenados por Sua justiça para sempre, e não entraremos definitivamente em Seu Reino no Dia do Senhor. Porém, quando somos muito atribulados, seja em qual área da vida for e não sabemos o porquê, é possível que Deus retire tal julgamento se houver um arrependimento sincero de pecados. 

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo. (1 João 2:1-2)

E para saber onde estamos falhando é simples: basta perguntar a Ele onde estamos errando e Ele nos falará de uma forma bem clara. Mas, não podemos esperar que Ele desça do céu e venha em pessoa nos dizer onde estamos errando; para nos mostrar o erro, muitas vezes Ele vai fazer a(s) situação(ões) se repetir(em) de uma forma mais forte, para que sejamos tocados e possamos sentir o peso da culpa.

Suponhamos que um homem diga a Deus: Sou culpado, mas não vou mais pecar. Mostra-me o que não estou vendo; se agi mal, não tornarei a fazê-lo. Quanto a você, deveria Deus recompensá-lo quando você nega a sua culpa? É você que tem que decidir, não eu; conte-me, pois, o que você sabe. (Jó 34:31-33)

Muitas vezes oramos e não somos atendidos logo, exatamente porque ainda estamos errando em algumas coisas; estes errinhos sem arrepedimento, por acharmos que temos razão em continuar a fazer o que estamos fazendo, é o que impede de chegar mais rápido até nós as bençãos que pedimos a Deus. 

Somente a oração do "justo" é atendida, e uma pessoa justa diante de Deus é aquela que não peca, e que, se peca contra Ele, logo reconhece seu erro e se arrepende de todo o coração buscando não cometer novamente a mesma falta. E o Senhor Jesus, que sonda os nossos corações, só nos justifica diante do Pai se nos arrependermos sinceramente dos nossos pecados na intenção de não cometê-los mais. 

É imprescindível entendermos que a verdadeira fé salvadora está baseada no arrependimento sincero de pecados durante toda a vida, e não apenas numa confissão momentânea de  "eu aceito Jesus como meu Senhor e salvador" seguida de muitas idas à igreja, onde não são dados frutos oriundos de arrependimentos sinceros.

Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:13-16)

Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal. (1 Pedro 3:11-12) 

Deus está pronto para nos perdoar, retirar qualquer julgamento, e em seguida nos abençoar abundantemente, desde que nos arrependamos sinceramente dos nossos pecados. Foi para nos justificar deles diante do Pai que Cristo, o Seu Filho unigênito, se entregou para morrer na cruz. Se perdirmos perdão a Deus ou às pessoas, mas, continuarmos infringindo a justiça d'Ele, Ele continuará nos castigando e nós continuaremos sofrendo e nos decepcionando. 

Devemos lembrar que um arrependimento sincero é aquele que realmente procura mudar de atitude, considerando o que o Rei Jesus nos ensinou, buscando obedecer e agradar primeiramente ao Senhor, e não a si mesmo ou aos outros.

Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. (Hebreus 10:23-27)

Ouve, Senhor, a minha justa queixa; atenta para o meu clamor. Dá ouvidos à minha oração, que não vem de lábios falsos. Venha de ti a sentença em meu favor; vejam os teus olhos onde está a justiça! Provas o meu coração e de noite me examinas, tu me sondas, e nada encontras; decidi que a minha boca não pecará como fazem os homens. Pela palavra dos teus lábios eu evitei os caminhos do violento. Meus passos seguem firmes nas tuas veredas; os meus pés não escorregaram. Eu clamo a ti, ó Deus, pois tu me respondes; inclina para mim os teus ouvidos e ouve a minha oração. (Salmos 17:1-6)

Tu mesmo ordenaste os teus preceitos para que sejam fielmente obedecidos. Quem dera fossem firmados os meus caminhos na obediência aos teus decretos. Então não ficaria decepcionado ao considerar todos os teus mandamentos. (Salmos 119:4-6)

Através do reconhecimento e arrependimento sincero dos nossos pecados estamos adorando o Pai em espírito e em verdade. Nós nos rendemos para adorá-lo verdadeiramente quando reconhecemos nossas faltas diante d'Ele, pois somente Ele é totalmente justo e santo.

No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23-24) 

Adorem ao Senhor no esplendor da sua santidade; tremam diante dele todos os habitantes da terra. (Salmos 96:9) 

Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador; pois ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do seu pastoreio, o rebanho que ele conduz. Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como em Meribá, como aquele dia em Massá, no deserto, onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de terem visto o que eu fiz. Durante quarenta anos fiquei irado contra aquela geração e disse: Eles são um povo de coração ingrato; não reconheceram os meus caminhos. Por isso jurei na minha ira: Jamais entrarão no meu descanso. (Salmos 95:6-11)

É necessário lembrarmos que antes de Jesus iniciar seu ministério, João batista foi enviado para lhe preparar o caminho, anunciando em Israel que as pessoas deveriam se arrepender de suas faltas diante de Deus, para serem perdoadas e entrarem no Reino. E o Senhor Jesus deu continuidade a esta mensagem. 

Por onde Cristo passava, ia avisando as pessoas que o Pai estava disposto a perdoá-las mediante um arrependimento sincero de pecados e favorecê-las grandemente, livrando-as da condenação à morte eterna. Os milagres aconteciam e acontecem ainda hoje exatamente para sinalizar que isso é verdade.

Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna. Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus. (João 3:14-21)

Todos os que se renderam aos pés de Jesus para adorá-lo naquele tempo, antes ouviram a mensagem de arrependimentos de pecados da boca de João Batista, e de Sua própria boca. Quando as pessoas acreditavam que Jesus era o messias, o seu Rei, elas se arrependiam de suas faltas diante de Deus e, ao procurarem por Ele, todas eram curadas, libertas de possessão demoníca e tinham até parentes ressuscitados, como prova de que Deus as estava perdoando realmente. 

Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer. Então ensinarei os teus caminhos aos transgressores, para que os pecadores se voltem para ti. Livra-me da culpa dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação! E a minha língua aclamará à tua justiça. Ó Senhor, dá palavras aos meus lábios, e a minha boca anunciará o teu louvor. Não te deleitas em sacrifícios nem te agradas em holocaustos, se não eu os traria. Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás. (Salmos 51:12-17)

Na história da mulher do fluxo de sangue (doença que a fazia ficar menstruada, sangrando além dos dias normais), por exemplo, isso foi uma realidade. Quando ela decidiu tocar em Jesus, crendo que ao fazer isso seria curada, na verdade era por já estar se arrependendo de seus pecados. 

Ela sabia que, mesmo não conseguindo falar com Cristo, se ao menos sinalizasse a Ele de alguma maneira que estava crendo que Ele era o messias e por isso estava realmente arrependida, Ele lhe favoreceria. E ela fez isso se esforçando para se aproximar do Senhor e ao menos tocar num cantinho da roupa d'Ele.  

Quando Jesus voltou, uma multidão o recebeu, pois todos o esperavam. Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte. Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia. E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia e gastara tudo o que tinha com os médicos; mas ninguém pudera curá-la. Ela chegou por trás dele, tocou na borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia. "Quem tocou em mim? ", perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multidão se aglomera e te comprime". Mas Jesus disse: "Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder". Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele e como fora instantaneamente curada. Então ele lhe disse: "Filha, a sua fé a curou! Vá em paz". (Lucas 8:40-48)  

E todas aquelas pessoas que se aproximavam de Jesus crendo que Ele era o seu Rei, antes ou depois de receberem seus milagres, se rendiam inclinando-se para adora-lo, assim como aquela mulher do fluxo de sangue fez. 

Certamente, a primeira coisa que aqueles indivíduos diziam adorando-o era "Meu Senhor, eu me arrependo sinceramente dos meus pecados, me arrependo por ter ido contra Sua justiça; obrigado(a) por me fazer reconhecer que sou falho(a), me fazendo agora enxergar onde estou falhando, e também por me perdoar".    

Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma
‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’. Respondeu-lhe Jesus: "Simão, tenho algo a lhe dizer". "Dize, Mestre", disse ele. "Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?" Simão respondeu: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior". "Você julgou bem", disse Jesus. Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: "Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama". Então Jesus disse a ela: "Seus pecados estão perdoados". Os outros convidados começaram a perguntar: "Quem é este que até perdoa pecados?" Jesus disse à mulher: "Sua fé a salvou; vá em paz". (Lucas 7:37-50) 

Quem acha que, por ter aceitado Jesus como Seu Senhor, vai parar de pecar instantaneamente, está enganado. Nós, os que seguimos a Cristo, pecamos todos os dias (claro, que, não mais intensionalmente) e na maioria das vezes não percebemos, pois nossa alma é falha e não se lembra a todo tempo de tudo o que Jesus ensinou para cumprir; em algumas ocasiões, ainda que o Espírito de Deus nos lembre o que Jesus ensinou, escolhemos fazer as coisas a nossa maneira, movidos por desejos e sentimentos e sem nos arrependermos disso. 

É por isso que os apóstolos Paulo e João, respectivamente, dizem:

Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado. (Romanos 7:14-25)

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10)

Portanto, são os nossos pecados que muitas vezes nos impedem de termos nossas petições atendidas, de recebermos bençãos e de termos paz. Precisamos diariamente pedir a Deus que nos mostre (se não estamos conseguindo ver) onde estamos errando, para que possamos reconhecer nossas pendências diante d'Ele e nos arrependermos delas de todo o coração. 

Seres humanos não tem poder de convencer ninguém de pecados, mas o Espírito de Deus tem esta autoridade, e a executa se lhe for solicitado. O Senhor Jesus nos enviou Seu Espírito para nos aconselhar e nos guiar em toda a verdade:

Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-14)  


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Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão. (Salmos 32:1-6)

Por eu ter pecado contra o Senhor, suportarei a sua ira, até que ele apresente a minha defesa e estabeleça o meu direito. Ele me fará sair para a luz; contemplarei a sua justiça. (Miquéias 7:9)

Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. (Atos 3:19-20)





Pastora Oriana Costa

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Você está seguindo o ide do Senhor? Ajuda nos trabalhos eclesiásticos? Há informações importantes para você em Marcos capítulo 6!

Aqui se segue uma análise do evangelho de Marcos, no capítulo 6, do qual retiramos algumas informações importantíssimas para quem está cumprindo o ide do Senhor, assumindo uma ou mais das cinco chamadas ministeriais que vemos listadas em Efésios capítulo 4:

E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. (Efésios 4:11-13)

É necessário entendermos a perfeita vontade de Deus com relação ao nosso procedimento com aqueles que estão ao nosso redor, dentro e fora da igreja, para que possamos dar a todos um testemunho positivo de Sua justiça.

No capítulo 6 do livro de Marcos, percebemos algumas posturas do Senhor que muito vão nos ajudar a entender sua vontade. A primeira delas, já partindo dos primeiros versículos, é que não devemos nos perturbar por não sermos levados em consideração no lugar em que Deus está nos usando, pois, Ele é quem é o responsável pela sua obra.

Não devemos deixar de anunciar a mensagem de salvação em determinado lugar, caso as pessoas façam pouco caso de nós ou do evangelho da salvação que anunciamos, pois, quem vai sair perdendo são elas. Deus libera bençãos para confirmar Sua Palavra; se não acreditamos em Sua Palavra, logo, deixaremos de ser abençoados.

Então, iniciando a análise de Marcos 6, sabemos que, o que houve com a maioria dos habitantes de Nazaré, cidade natal de Jesus, foi que eles se deixaram levar pela aparência humana do Rei; eles escolheram desconsiderar o fato de Jesus ter uma sabedoria surpreendente, que nenhum homem conhecido entre eles possuia, e também fazer milagres extraordinários, simplesmente por ele estar num corpo humano, e fazer parte de uma família comum, com pai, mãe, irmãos e irmãs.

Eles simplesmente "acharam" (sem atentar para o que diz as escrituras sobre como viria para eles o Cristo!) que Deus não poderia se fazer como um ser humano entre eles, e por isso muitos não conseguiram enxergar que aquele era o criador de todas as coisas em pessoa; logo, Deus deixou de favorecer a muitos ali, pois outros milagres só teriam ocorrido se aquelas pessoas tivessem tido fé em Deus pelo que ensinava e fazia o Senhor Jesus entre eles.

O Senhor não perdeu absolutamente nada ao ser ignorado pelos seus "conterrâneos", tampouco seus discípulos ou os apóstolos perderam qualquer coisa, muito pelo contrário; estes continuaram sendo usados por Deus e sendo favorecidos por Ele à medida que o obedeciam.

Jesus seguiu para os povoados vizinhos a Nazaré, depois de passar lá o tempo determinado pelo Pai (Ele não saiu de lá por ter sido rejeitado!), contudo, os poucos indivíduos que acreditaram nele e permaneceram lá, serviram de testemunhas daquilo que fez o Senhor em suas vidas; certamente eles deram continuidade ao trabalho que o Senhor estava fazendo, que era o de anunciar o Reino de Deus e Sua justiça naquele lugar.

Vejamos o referido trecho:

Jesus saiu dali e foi para a sua cidade, acompanhado dos seus discípulos. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam ficavam admirados. De onde lhe vêm estas coisas?, perguntavam: Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs? E ficavam escandalizados por causa dele. Jesus lhes disse: Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra. E não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e curá-los. E ficou admirado com a incredulidade deles. Então Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.(Marcos 6:1-6)

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Chamando os Doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Estas foram as suas instruções: Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos; calcem sandálias, mas não levem túnica extra; sempre que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem; e, se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá, como testemunho contra eles. Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse. Expulsavam muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam. O rei Herodes ouviu falar dessas coisas, pois o nome de Jesus havia se tornado bem conhecido. Algumas pessoas estavam dizendo: João Batista ressuscitou dos mortos! Por isso estão operando nele poderes miraculosos. Outros diziam: Ele é Elias. E ainda outros afirmavam: Ele é um profeta, como um dos antigos profetas. Mas quando Herodes ouviu essas coisas, disse: João, o homem a quem decapitei, ressuscitou dos mortos! (Marcos 6:7-16)

Observação: Para ajudar a reforçar o entendimento do trecho bíblico acima podemos ver também relatos semelhantes nas seguintes referências: Mateus 10:1-16, Lucas 10:3-12 e Atos 13:42-52.

Por não entenderem o que as escrituras diziam sobre o Cristo, muitos israelitas confundiram o Seu Rei, Jesus, com outras pessoas; eles acharam que "aquele homem" seria o profeta Elias (que há muito tempo fora arrebatado) se manifestando entre eles, ou que Ele era a versão ressurreta de João Batista, que estava operando sinais miraculosos por ter ressucitado (o próprio rei Herodes achava que Jesus era João Batista ressuscitado - Marcos 6:16-29)

Outros achavam que Jesus era mais um profeta que Deus estava enviando para falar ao seu povo, como enviou na antiguidade. A maioria dos judeus não conseguia enxergar que Jesus era o próprio Deus em pessoa ali com eles, apesar dos sinais diferenciados (sobrenaturais!) que Ele, em pessoa e também através dos apóstolos que Ele enviou, dava disso.

Nas demais nações da terra, ocorre algo semelhante. Ao lerem a Bíblia, muitas pessoas acham que Jesus é um alienígena, ou que é a incorporação de algum deus grego ou indu. Até mesmo os apóstolos, já naquela época, depois que Cristo ascendeu aos céus e eles estavam anunciando as boas novas em Roma, por exemplo, foram confundidos com deuses por causa dos sinais miraculosos que aconteciam. 

Sabemos que, na verdade, é Deus quem operava prodígios por eles para testificar a mensagem de salvação que apregoavam, e isso ainda está acontecendo em nossos dias: Deus tem operado milagres e prodígios através das vidas de muitos homens e mulheres que se dispõem a anunciar as boas novas do Reino, para que as pessoas creiam nesta mensagem e também louvem a Deus pela salvação que conseguiram, mediante esta surpreendente e maravilhosa graça disponível eternamente. Vejamos a referida passagem, onde Paulo e Barnabé foram confundidos com deuses gregos após terem sido usados por Deus na operação de milagres (o povo queria adora-los):

Em Listra havia um homem paralítico dos pés, aleijado desde o nascimento, que vivia ali sentado e nunca tinha andado. Ele ouvira Paulo falar. Quando Paulo olhou diretamente para ele e viu que o homem tinha fé para ser curado, disse em alta voz: Levante-se! Fique de pé! Com isso, o homem deu um salto e começou a andar. Ao ver o que Paulo fizera, a multidão começou a gritar em língua licaônica: Os deuses desceram até nós em forma humana! A Barnabé chamavam Zeus e a Paulo Hermes, porque era ele quem trazia a palavra. O sacerdote de Zeus, cujo templo ficava diante da cidade, trouxe bois e coroas de flores à porta da cidade, porque ele e a multidão queriam oferecer-lhes sacrifícios. (Atos 14:8-13)

É importante que, cristãos que estão sendo usados em sinais e prodígios, deixem claro que não são eles que estão operando tais maravilhas de si mesmos, mas tudo está sendo feito por Deus, e em Nome de Jesus, que autoriza a sua igreja a ir e anunciar as boas novas de salvação a todos, e sinaliza a veracidade da mensagem com eventos sobrenaturais. 

Se isso não for continuamente lembrado em público, as pessoas deixarão de crer no evangelho e de darem louvor e ações de graças a Deus, e passarão a entregar aos missionários, evangelistas, pregadores, pastores, etc., as honras que são devidas somente ao Criador de todas as coisas. 

Vejamos o que Paulo falou ao povo, após ele e Barnabé serem confundidos com os deuses da localidade:   

Ouvindo isso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as roupas e correram para o meio da multidão, gritando: Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês. Estamos trazendo boas novas para vocês, dizendo-lhes que se afastem dessas coisas vãs e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há. No passado ele permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo, não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e enchendo de alegria os seus corações. Apesar dessas palavras, eles tiveram dificuldade para impedir que a multidão lhes oferecesse sacrifícios. (Atos 14:14-18)     

Antes de enviar os apóstolos aos povoados para anunciarem as boas novas de salvação, Jesus os advertiu que poderiam não ser ouvidos pelos israelitas; se isso acontecesse, o Senhor orientou aos apóstolos que sacudissem a poeira dos pés ao saírem do lugar que assim procedesse com eles. Isso quer dizer que, se os apóstolos chegassem em alguma comunidade judaica e não fossem recebidos ou ouvidos, estavam autorizados por Deus a darem um sinal aquelas pessoas, de modo que elas entedessem que receberiam julgamento e seriam condenadas pelo Senhor por não terem dado ouvidos a sua mensagem.

Então, de acordo com o entendimento e cultura daquela época, "sacudir o pó dos pés" era um sinal somente para os judeus que não dessem crédito ao evangelho da salvação. Hoje, porém, não necessariamente precisaremos sacudir a poeira dos pés contra eles caso rejeitem o evangelho após lhes comunicarmos a mensagem de Deus (porque culturalmente não se cabe mais este procedimento), mas, podemos falar-lhes abertamente o que lhes sucederá por não considerarem a mensagem daquele que se sacrificou para salvá-los da condenação eterna.

Uma outra coisa interessante, é sobre a maneira como Jesus orientou os apóstolos sobre sua aparência para realizar a tarefa de anunciar a mensagem de salvação aos israelitas. Ele os instruiu a prosseguirem anunciando o Reino sem aparentarem serem abastados, e sem dependerem do auxílio de bens materiais para continuarem anunciando o evangelho (ainda que eles os tivessem), mas que proseguissem apenas com a roupa do corpo, procurando depender apenas do poder e do cuidado de Deus.

Por isso observamos o Senhor falando aos seus discípulos: "não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão (cajado). Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos; calcem sandálias, mas não levem túnica extra." E realmente, como veremos no trecho bíblico a seguir, eles voltaram para Jesus dando testemunho de que nada lhes faltou enquanto executavam aquela missão.

Então Jesus lhes perguntou: Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa? Nada, responderam eles. (Lucas 22:35)

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Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo o que tinham feito e ensinado. Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco. Assim, eles se afastaram num barco para um lugar deserto. (Marcos 6:30-32)

Este trecho mostra como era grande o trabalho que, não somente Jesus, mas, seus apóstolos tinham; constantemente eles visitavam pessoas e também eram procurados pelos que criam em Deus e buscavam receber deles instruções sobre as escrituras, orações, e imposição de mãos para cura e para libertação de espíritos opressores. Dá para perceber que aqueleles homens provavelmente não paravam em suas casas, não deviam ter muito tempo para ver seus familiares e descansar, porque eram muito visados, assim como Jesus. 


A demanda atingiu um tal nível que, ao vê-los sem ter como se alimentarem, o Senhor levou-os a um lugar afastado, para que eles pudessem ao menos comer alguma coisa e descansar um pouco. Com estas informações, notamos que Deus não deseja obreiros sobrecarregados com os trabalhos da anunciação das boas novas do Reino. Não é da vontade de Deus que aqueles que se encarregam de trabalhar em Sua obra se encham de serviços, a tal ponto de não terem tempo nem para comer ou descansar. 

Os que seguem o ide do Senhor devem pedir sabedoria e providência a Deus para poderem descansar, se alimentarem adequadamente e, se tiverem família, passar tempo com ela. Um(a) obreiro(a) sobrecarregado(a) de serviços não dará o seu melhor para Deus porque adoecerá. 

E um(a) obreiro(a) casado(a) e com filhos não deve se ausentar de sua casa por muitos dias, pois a esposa (ou marido) e os filhos, principalmente se forem ainda crianças ou adolescentes, precisam de atenção e cuidado. Em um lar também existem obrigações e trabalhos a serem feitos; as responsabilidades não podem ficar somente nas costas de um dos cônjuges, enquanto o outro se ausenta constantemente de seus papéis em casa. 

A ausência contínua de um marido ou de esposa pode acabar em separação, por causa das muitas e fortes tentações que ambos sofrerão, principalmente na área sexual; e a ausencia de um pai ou de uma mãe pode resultar em filhos mal-educados, infelizes, confusos e libertinos, mesmo que esta ausência seja em prol da obra de Deus. Filhos precisam ser instruídos na Palavra, receberem carinho e serem corrigidos quando necessário, e isto requer tempo, paciência e dedicação. 

Não é à tôa que o apóstolo Paulo dá estas instruções aos cristãos coríntios, sobre como devem se comportar os casais cristãos:

Quanto aos assuntos sobre os quais vocês escreveram, é bom que o homem não toque em mulher, mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido. O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio. Digo isso como concessão, e não como mandamento. (1 Coríntios 7:1-6)

E também não é à tôa que ele instrui os cristãos efésios, através de uma carta que escreveu a Timóteo, e os cristãos de Creta, através de uma carta que escreveu a Tito, com estas palavras:

Esta afirmação é digna de confiança: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, respeitável, hospitaleiro e apto para ensinar; não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro. Ele deve governar bem sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele, com toda a dignidade. Pois, se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus? Não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o diabo. Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do diabo. Os diáconos igualmente devem ser dignos, homens de palavra, não amigos de muito vinho nem de lucros desonestos. Devem apegar-se ao mistério da fé com a consciência limpa. Devem ser primeiramente experimentados; depois, se não houver nada contra eles, que atuem como diáconos. As mulheres igualmente sejam dignas, não caluniadoras, mas sóbrias e confiáveis em tudo. O diácono deve ser marido de uma só mulher e governar bem seus filhos e sua própria casa. Os que servirem bem alcançarão uma excelente posição e grande determinação na fé em Cristo Jesus. (1 Timóteo 3:1-13)

A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí. É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher, e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão. Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto. É preciso, porém, que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela. (Tito 1:5-9) 

Então, procurar descansar de vez em quando dos serviços eclesiásticos e/ou investir tempo na família também faz parte da obra de Deus! Um obreiro sobrecarregado e/ou com uma família desequilibrada emocionalmente e/ou desestruturada infelizmente está dando um mal testemunho aos seus irmãos em Cristo, principalmente se esses forem novos convertidos, e também exibindo um péssimo testemunho aos de fora da fé.

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Mas muitos dos que os viram retirar-se, tendo-os reconhecido, correram a pé de todas as cidades e chegaram lá antes deles. Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas. Já era tarde e, por isso, os seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: Este é um lugar deserto, e já é tarde. Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer. Ele, porém, respondeu: Dêem-lhes vocês algo para comer. Eles lhe disseram: Isto exigiria duzentos denários! Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer? (Marcos 6:33-37)

Ao lermos este trecho do evangelho de Marcos percebemos pessoas com fome e sede da justiça de Deus, procurando ter um encontro com Ele para entender Sua vontade. Elas queriam ser esclarecidas sobre as escrituras, e não mediram esforços para chegar até o Senhor, porque sabiam que somente através dele obteriam o conhecimento que buscavam. Vendo aquilo, Cristo se compadeceu deles em sua insistência e perseverança, e os saciou ensinando-lhes a verdade que liberta.

É interessante lembrarmos que, naquele tempo, existiam muitos mestres da lei, muitos escribas e fariseus, mas nenhum deles foi capaz de satisfazer o desejo que aquelas pessoas tinham de entenderem a vontade de Deus. Aquela gente estava perdida, confusa, e insatisfeita espiritualmente. Apesar de irem às sinagogas e cumprirem seus votos e suas obrigações segundo a lei mosaica, as pessoas eram como ovelhas sem pastor, ou seja, não tinham quem cuidasse delas, orientado-as de forma clara para que realmente fossem guiadas até o Criador de todas as coisas.

E assim ainda acontece hoje. Muitos estão indo às igrejas, e estão se enchendo de conhecimento, se valendo de muitos rituais, e se ocupando com muitas obrigações, mas não estão sendo saciados espiritualmente com a verdade que liberta, apesar de terem sede e fome da justiça de Deus. 

Este é o principal motivo de haver tanta migração de pessoas de uma lado para outro: elas estão buscando respostas para seus questionamentos acerca da palavra e também as soluções para seus problemas diários. Esses indivíduos não estão conseguindo o alimento para seus espíritos, porém, é dever do pastor ou da liderança de uma igreja verdadeiramente cristã cuidar das pessoas que estão congregando e buscando a Deus ali, e o ensino da justiça do Reino faz parte desse cuidado. 

Então, notamos que a postura de Jesus com aqueles que estavam buscando a Deus de todo o coração foi de cuidado, em todos os sentidos. Ele não somente alimentou aquelas pessoas espiritualmente, mas também fisicamente. Em contrapartida, é interessante a reação dos discípulos quando o Senhor lhes disse: "Dêem-lhes vocês algo para comer".      

O que Jesus falou falou a eles, em outras palavras, foi o seguinte: "Mostrem a este povo
benevolência, bondade, porque vocês são meus discípulos. Vão vocês aos povoados vizinhos, comprem comida com o dinheiro que vocês tem e tragam para alimentar estas pessoas." Ao ouvirem isso os discípulos responderam: "Isto exigiria duzentos denários! Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer?" Assim, percebemos que esta resposta não foi dada por falta de dinheiro, e sim, por pena de gastar uma quantia mais alta fazendo a caridade, ou medo de que fosse faltar depois. 

Quando estavam seguindo a Jesus, os discípulos deixaram seus trabalhos seculares; eles agiram assim para dedicar o máximo de tempo em receberem instruções das escrituras diretamente do Senhor, e aprenderem tudo o que podiam em Sua companhia. O dinheiro que eles tinham não era pouco, porque recebiam ofertas constantemente das mulheres que seguiam Jesus, segundo vemos nesta passagem:

Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens. (Lucas 8:1-3)

A reação dos discípulos naquele momento (apesar de estarem acompanhando todos os passos de Cristo, e inclusive vendo Ele operar milagres diante dos olhos deles) mostra o quanto eles ainda estavam presos a seus desejos carnais, sem compreenderem bem que aquele homem que estava com eles era o Criador de todas as coisas, e que a Justiça d'Ele é totalmente diferente da justiça deste mundo. Todos eles ainda estavam apegados ao poder do dinheiro, e deixaram de obedecer ao Senhor quando aconselhados por Ele a servirem aquelas pessoas, por causa disso.

É sempre bom lembramos o que Cristo falou em relação a colocarmos o dinheiro ou bens materiais em primeiro lugar em nossas vidas:

Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro. (Mateus 6:24) 
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A reação contrária dos discípulos em fazer algo bom àquela multidão não intimidou ou impediu o Senhor de fazer sua parte. Da mesma maneira que Ele se importou com os discípulos por não estarem encontrando tempo para se alimentar por causa da demanda de serviços, e os ajudou, Cristo também se importou com toda aquela gente, que se esforçou para encontrá-lo, ainda que fosse naquele lugar deserto. Como nada é impossível para Deus, o Senhor alimentou a cinco mil pessoas, incluindo seus discípulos, através de uns poucos pães e peixes que ali havia:  

Perguntou ele: Quantos pães vocês têm? Verifiquem. Quando ficaram sabendo, disseram: Cinco pães e dois peixes. Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde. Assim, eles se assentaram em grupos de cem e de cinqüenta. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram foram cinco mil homens. (Marcos 6:38-44)

Executando este milagre, O Rei Jesus mostrou que quem busca a Deus de coração tem d'Ele o favor, ainda que os outros não estejam dispostos ou se recusem a ajudar. Ele mostrou também que o poder de Deus está acima do poder do dinheiro, fazendo, inclusive, sobrar os pães e os peixes. Provavelmente, se os discípulos tivessem ido comprar comida para aquelas pessoas não teria sobrado da maneira como aconteceu no evento. 

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Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar. Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra. Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava já a ponto de passar por eles. Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram, pois todos o tinham visto e ficam aterrorizados. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Coragem! Sou eu! Não tenham medo! Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram atônitos, pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações estavam endurecidos. (Marcos 6:45-53)

Nesse trecho vemos o Senhor favorecendo os discípulos de duas formas, ainda que seus corações estivessem endurecidos para compreendê-lo: a primeira, fazendo com que eles fossem na frente para a próxima cidade em que iam trabalhar, e despendindo aquela multidão de pessoas Ele mesmo, em vez de deixar este serviço para seus discípulos fazerem - e novamente percebemos que Deus não queria sobrecarregar aqueles homens; e a segunda, ajudando o barco a chegar mais rápido ao seu destino, pois os discípulos estavam com dificuldades de locomoção devido ao vento contrário. 

Uma outra coisa interessante e sobrenatural, e que talvez eles não estivessem percebendo, é que Jesus não se cansava de trabalhar. O Senhor estava junto com seus discípulos o tempo todo, e quando eles estavam descansando, Ele continuava trabalhando, como podemos notar especialmente no momento em que Ele insistiu para os discípulos irem na frente para Betsaida, enquanto Ele despedia nada mais nada menos que cinco mil(!) pessoas. E depois de ter despedido toda aquele gente, Jesus subiu um monte(!) para orar(!).

Nós, seres humanos comuns, temos um limite e precisamos de descanso, mas, com Deus não é assim, pois Ele é o Criador de todas as coisas e é espírito, e espíritos não se cansam como pessoas. Só o Criador teria poder para neutralizar as próprias leis físicas que criou e andar por cima das águas, ainda que num corpo humano, e foi isso que Ele quis mostrar aos seus discípulos; só que em vez de enxergá-lo como Ele é, aqueles homens se amendrontaram achando que Cristo era uma assombração. 

Dá para notar que os discípulos estavam presenciando evidências claras de que aquele homem sábio que estava com eles era o Criador, porém, não estavam percebendo-o ainda. 

É incrível como somente com a analise de um único capítulo do evangelho de Marcos já podemos fazer uma lista de sinais que Jesus estava dando de sua divindade: Ele curava instantâneamente; expulsava espíritos malignos das pessoas; providenciou descanso para seus discípulos enquanto continuava trabalhando; não se cansava de trabalhar; providenciou alimento suficiente para saciar uma multidão de cinco mil pessoas, incluindo seus discípulos, sem usar dinheiro para comprar comida; caminhou uma longa distância sobre as águas e acalmou o vento. 

Fazendo a restropectiva de cada evento descrito no capítulo 6 de Marcos até agora, observamos que todos estes sinais foram presenciados pelos discípulos no prazo de um mês ou dois, quase que diariamente. Quando eles foram enviados aos povoados próximos a Nazaré, viram acontecer, nas pessoas pelas quais oraram e sobre as quais impuzeram as mãos, os sinais miraculosos que o Senhor lhes havia autorizado a fazer em Nome d'Ele.

Então, não havia lógica, humanamente falando, para o espanto e o medo que os discípulos sentiram ao verem o Senhor Jesus andando sobre o mar para chegar até eles. Contudo, há uma explicação plausível, segundo as escrituras, para aquele alarde dos discípulos, ainda que tivessem presenciado sinais miraculosos executados por seu mestre antes: os corações deles estavam "endurecidos", ou seja, eles ainda estavam com os olhos e os ouvidos espirituais bloqueados em parte pelo poder de Deus, assim como a maioria dos israelitas. Sobre isso, falaram Moisés e o profeta Isaías:

Com os seus próprios olhos vocês viram aquelas grandes provas, aqueles sinais e grandes maravilhas. Mas até hoje o Senhor não lhes deu mente que entenda, olhos que vejam, e ouvidos que ouçam. (Deuteronômio 29:3-4)

Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: Quem enviarei? Quem irá por nós? E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me! Ele disse: Vá, e diga a este povo: Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados. (Isaías 6:8-10) 

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Depois de atravessarem o mar, chegaram a Genesaré e ali amarraram o barco. Logo que desembarcaram, o povo reconheceu Jesus. Eles percorriam toda aquela região e levavam os doentes em macas, para onde ouviam que ele estava. E aonde quer que ele fosse, povoados, cidades ou campos, levavam os doentes para as praças. Suplicavam-lhe que pudessem pelo menos tocar na borda do seu manto; e todos os que nele tocavam eram curados. (Marcos 6:53-56)

Esta passagem é interessante, pelo fato de que o povo de Genesaré nunca tinha visto Cristo pessoalmente, mas, no entanto, o "reconheceram". Este reconhecimento não é conforme a ciência humana, mas foi concedido pelo Pai àquelas pessoas. Os indivíduos daquela cidade reconheceram Jesus conforme o que era dito sobre Ele nas escrituras, e não conforme a aparência humana; eles perceberam que aquele homem se tratava do Senhor, o Criador de todas as coisas, o Seu Rei, ali presente. 

Então, aquela gente reconheceu Jesus espirituamente! Nem mesmo os discípulos ainda o reconheciam desta maneira, e tanto é que se espantaram ao verem o Senhor andando sobre as águas. 

Esta percepção diferenciada foi que levou aquelas pessoas a terem a absoluta certeza de que somente tocando na borda do manto de Jesus seriam curadas, como de fato foram. Por esta mesma certeza é que também iam atrás do Senhor onde quer que Ele fosse, sempre levando seus doentes, para que fossem curados. 

Eles sabiam que a vinda de Jesus era o cumprimento do que o Pai prometera a Israel, e também que o Cristo cumpriria no meio do povo o que estava documentado, sobre como ele agiria, nas escrituras:

Esperarei pelo Senhor, que está escondendo o seu rosto da descendência de Jacó. Nele porei a minha esperança. Aqui estou eu com os filhos que o Senhor me deu. Em Israel somos sinais e símbolos da parte do Senhor dos Exércitos, que habita no monte Sião. (Isaías 8:17-18)

Ocultarei desta cidade o meu rosto por causa de toda a sua maldade. Todavia, trarei restauração e cura para ela; curarei o meu povo e lhe darei muita prosperidade e segurança. Mudarei a sorte de Judá e de Israel e os reconstruirei como antigamente. Eu os purificarei de todo o pecado que cometeram contra mim e perdoarei todos os seus pecados de rebelião contra mim. (Jeremias 33:5-8)  

Tu, Belém-Efrata, embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos. (Miquéias 5:2)



Pastora Oriana Costa.