By Pastors Wendell and Oriana Costa

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Por que minha oração não está sendo atendida? Por que minha benção não está chegando?

Para respondermos as perguntas que intitulam nosso estudo bíblico, vamos começar abordando um assunto talvez não muito agradável para a nossa alma, que é o arrependimento de pecados. 

É verdadeiramente impossível(!) reconhecermos nossos erros quando não conseguimos vê-los. Ainda que as pessoas mais próximas nos digam que estamos errando, nós não acreditamos, achando que nós somos as vítimas e as pessoas ao nosso redor estão contra nós. 

Quando erramos com os outros, não estamos somente fazendo mal a uma ou outra pessoa, mas também estamos fazendo mal a nós mesmos, pois estamos indo contra a justiça de Deus. E quando nós nos colocamos contra a justiça de Deus, que é o nosso Criador, Ele nos julga e nos aplica castigos para que venhamos reconhecer onde estamos falhando e possamos nos arrepender especialmente às vistas dele.

Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:28-32) 

Deus nos castiga porque é nosso Pai e não quer nos perder. Se Ele não nos corrigir, seremos condenados por Sua justiça para sempre, e não entraremos definitivamente em Seu Reino no Dia do Senhor. Porém, quando somos muito atribulados, seja em qual área da vida for e não sabemos o porquê, é possível que Deus retire tal julgamento se houver um arrependimento sincero de pecados. 

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo. (1 João 2:1-2)

E para saber onde estamos falhando é simples: basta perguntar a Ele onde estamos errando e Ele nos falará de uma forma bem clara. Mas, não podemos esperar que Ele desça do céu e venha em pessoa nos dizer onde estamos errando; para nos mostrar o erro, muitas vezes Ele vai fazer a(s) situação(ões) se repetir(em) de uma forma mais forte, para que sejamos tocados e possamos sentir o peso da culpa.

Suponhamos que um homem diga a Deus: Sou culpado, mas não vou mais pecar. Mostra-me o que não estou vendo; se agi mal, não tornarei a fazê-lo. Quanto a você, deveria Deus recompensá-lo quando você nega a sua culpa? É você que tem que decidir, não eu; conte-me, pois, o que você sabe. (Jó 34:31-33)

Muitas vezes oramos e não somos atendidos logo, exatamente porque ainda estamos errando em algumas coisas; estes errinhos sem arrepedimento, por acharmos que temos razão em continuar a fazer o que estamos fazendo, é o que impede de chegar mais rápido até nós as bençãos que pedimos a Deus. 

Somente a oração do "justo" é atendida, e uma pessoa justa diante de Deus é aquela que não peca, e que, se peca contra Ele, logo reconhece seu erro e se arrepende de todo o coração buscando não cometer novamente a mesma falta. E o Senhor Jesus, que sonda os nossos corações, só nos justifica diante do Pai se nos arrependermos sinceramente dos nossos pecados na intenção de não cometê-los mais. 

É imprescindível entendermos que a verdadeira fé salvadora está baseada no arrependimento sincero de pecados durante toda a vida, e não apenas numa confissão momentânea de  "eu aceito Jesus como meu Senhor e salvador" seguida de muitas idas à igreja, onde não são dados frutos oriundos de arrependimentos sinceros.

Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:13-16)

Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal. (1 Pedro 3:11-12) 

Deus está pronto para nos perdoar, retirar qualquer julgamento, e em seguida nos abençoar abundantemente, desde que nos arrependamos sinceramente dos nossos pecados. Foi para nos justificar deles diante do Pai que Cristo, o Seu Filho unigênito, se entregou para morrer na cruz. Se perdirmos perdão a Deus ou às pessoas, mas, continuarmos infringindo a justiça d'Ele, Ele continuará nos castigando e nós continuaremos sofrendo e nos decepcionando. 

Devemos lembrar que um arrependimento sincero é aquele que realmente procura mudar de atitude, considerando o que o Rei Jesus nos ensinou, buscando obedecer e agradar primeiramente ao Senhor, e não a si mesmo ou aos outros.

Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. (Hebreus 10:23-27)

Ouve, Senhor, a minha justa queixa; atenta para o meu clamor. Dá ouvidos à minha oração, que não vem de lábios falsos. Venha de ti a sentença em meu favor; vejam os teus olhos onde está a justiça! Provas o meu coração e de noite me examinas, tu me sondas, e nada encontras; decidi que a minha boca não pecará como fazem os homens. Pela palavra dos teus lábios eu evitei os caminhos do violento. Meus passos seguem firmes nas tuas veredas; os meus pés não escorregaram. Eu clamo a ti, ó Deus, pois tu me respondes; inclina para mim os teus ouvidos e ouve a minha oração. (Salmos 17:1-6)

Tu mesmo ordenaste os teus preceitos para que sejam fielmente obedecidos. Quem dera fossem firmados os meus caminhos na obediência aos teus decretos. Então não ficaria decepcionado ao considerar todos os teus mandamentos. (Salmos 119:4-6)

Através do reconhecimento e arrependimento sincero dos nossos pecados estamos adorando o Pai em espírito e em verdade. Nós nos rendemos para adorá-lo verdadeiramente quando reconhecemos nossas faltas diante d'Ele, pois somente Ele é totalmente justo e santo.

No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23-24) 

Adorem ao Senhor no esplendor da sua santidade; tremam diante dele todos os habitantes da terra. (Salmos 96:9) 

Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador; pois ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do seu pastoreio, o rebanho que ele conduz. Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como em Meribá, como aquele dia em Massá, no deserto, onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de terem visto o que eu fiz. Durante quarenta anos fiquei irado contra aquela geração e disse: Eles são um povo de coração ingrato; não reconheceram os meus caminhos. Por isso jurei na minha ira: Jamais entrarão no meu descanso. (Salmos 95:6-11)

É necessário lembrarmos que antes de Jesus iniciar seu ministério, João batista foi enviado para lhe preparar o caminho, anunciando em Israel que as pessoas deveriam se arrepender de suas faltas diante de Deus, para serem perdoadas e entrarem no Reino. E o Senhor Jesus deu continuidade a esta mensagem. 

Por onde Cristo passava, ia avisando as pessoas que o Pai estava disposto a perdoá-las mediante um arrependimento sincero de pecados e favorecê-las grandemente, livrando-as da condenação à morte eterna. Os milagres aconteciam e acontecem ainda hoje exatamente para sinalizar que isso é verdade.

Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna. Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus. (João 3:14-21)

Todos os que se renderam aos pés de Jesus para adorá-lo naquele tempo, antes ouviram a mensagem de arrependimentos de pecados da boca de João Batista, e de Sua própria boca. Quando as pessoas acreditavam que Jesus era o messias, o seu Rei, elas se arrependiam de suas faltas diante de Deus e, ao procurarem por Ele, todas eram curadas, libertas de possessão demoníca e tinham até parentes ressuscitados, como prova de que Deus as estava perdoando realmente. 

Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer. Então ensinarei os teus caminhos aos transgressores, para que os pecadores se voltem para ti. Livra-me da culpa dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação! E a minha língua aclamará à tua justiça. Ó Senhor, dá palavras aos meus lábios, e a minha boca anunciará o teu louvor. Não te deleitas em sacrifícios nem te agradas em holocaustos, se não eu os traria. Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás. (Salmos 51:12-17)

Na história da mulher do fluxo de sangue (doença que a fazia ficar menstruada, sangrando além dos dias normais), por exemplo, isso foi uma realidade. Quando ela decidiu tocar em Jesus, crendo que ao fazer isso seria curada, na verdade era por já estar se arrependendo de seus pecados. 

Ela sabia que, mesmo não conseguindo falar com Cristo, se ao menos sinalizasse a Ele de alguma maneira que estava crendo que Ele era o messias e por isso estava realmente arrependida, Ele lhe favoreceria. E ela fez isso se esforçando para se aproximar do Senhor e ao menos tocar num cantinho da roupa d'Ele.  

Quando Jesus voltou, uma multidão o recebeu, pois todos o esperavam. Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte. Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia. E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia e gastara tudo o que tinha com os médicos; mas ninguém pudera curá-la. Ela chegou por trás dele, tocou na borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia. "Quem tocou em mim? ", perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multidão se aglomera e te comprime". Mas Jesus disse: "Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder". Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele e como fora instantaneamente curada. Então ele lhe disse: "Filha, a sua fé a curou! Vá em paz". (Lucas 8:40-48)  

E todas aquelas pessoas que se aproximavam de Jesus crendo que Ele era o seu Rei, antes ou depois de receberem seus milagres, se rendiam inclinando-se para adora-lo, assim como aquela mulher do fluxo de sangue fez. 

Certamente, a primeira coisa que aqueles indivíduos diziam adorando-o era "Meu Senhor, eu me arrependo sinceramente dos meus pecados, me arrependo por ter ido contra Sua justiça; obrigado(a) por me fazer reconhecer que sou falho(a), me fazendo agora enxergar onde estou falhando, e também por me perdoar".    

Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma
‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’. Respondeu-lhe Jesus: "Simão, tenho algo a lhe dizer". "Dize, Mestre", disse ele. "Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?" Simão respondeu: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior". "Você julgou bem", disse Jesus. Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: "Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama". Então Jesus disse a ela: "Seus pecados estão perdoados". Os outros convidados começaram a perguntar: "Quem é este que até perdoa pecados?" Jesus disse à mulher: "Sua fé a salvou; vá em paz". (Lucas 7:37-50) 

Quem acha que, por ter aceitado Jesus como Seu Senhor, vai parar de pecar instantaneamente, está enganado. Nós, os que seguimos a Cristo, pecamos todos os dias (claro, que, não mais intensionalmente) e na maioria das vezes não percebemos, pois nossa alma é falha e não se lembra a todo tempo de tudo o que Jesus ensinou para cumprir; em algumas ocasiões, ainda que o Espírito de Deus nos lembre o que Jesus ensinou, escolhemos fazer as coisas a nossa maneira, movidos por desejos e sentimentos e sem nos arrependermos disso. 

É por isso que os apóstolos Paulo e João, respectivamente, dizem:

Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado. (Romanos 7:14-25)

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10)

Portanto, são os nossos pecados que muitas vezes nos impedem de termos nossas petições atendidas, de recebermos bençãos e de termos paz. Precisamos diariamente pedir a Deus que nos mostre (se não estamos conseguindo ver) onde estamos errando, para que possamos reconhecer nossas pendências diante d'Ele e nos arrependermos delas de todo o coração. 

Seres humanos não tem poder de convencer ninguém de pecados, mas o Espírito de Deus tem esta autoridade, e a executa se lhe for solicitado. O Senhor Jesus nos enviou Seu Espírito para nos aconselhar e nos guiar em toda a verdade:

Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-14)  


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Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão. (Salmos 32:1-6)

Por eu ter pecado contra o Senhor, suportarei a sua ira, até que ele apresente a minha defesa e estabeleça o meu direito. Ele me fará sair para a luz; contemplarei a sua justiça. (Miquéias 7:9)

Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. (Atos 3:19-20)





Pastora Oriana Costa

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Estudo bíblico sobre cura de enfermidades - A cura de Naamã, comandante do exército da Síria.

No trecho bíblico abaixo, constante no segundo livro de Reis, vamos ler a história da cura que Deus concedeu a Naamã usando para isso o profeta Eliseu. Em seguida, vamos entender o que aconteceu no episódio, e retirar dele informações preciosas que nos ajudarão a crescer na fé.

Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o Senhor dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso. Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel". Então Naamã partiu, levando consigo trezentos e cinqüenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas. A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança. Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz". Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi? " Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum". Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve. (2 Reis 5:1-27)

Podemos retirar, a partir da leitura do trecho bíblico acima, algumas informações sobre como recebermos cura pelo poder de Deus, assim como Naamã recebeu, bem como outros dados especiais que também estão diretamente relacionados a este evento.

A primeira delas e a mais importante, é que, para sermos curados de uma enfermidade a partir da intervenção de Deus, é necessário ter fé n'Ele. O comandante do exército da Síria tinha um testemunho de Deus em sua própria casa, a menina que ele trouxe cativa de Israel para servir a sua esposa. Como ela era israelita, certamente dava testemunho de Deus com sua vida. Tanto é, que, quando falou a sua senhora que, se seu senhor procurasse um certo profeta em Israel, seria curado, ela foi ouvida; e não foi considerada só por Naamã e sua esposa, mas também pelo rei da Síria, que liberou seu servo para ir ver o tal profeta.

Provavelmente, antes de conviver com uma cidadã israelita dentro de sua casa, Naamã não acreditasse em Deus. E, a partir dessas informações iniciais, confirmamos uma grande verdade: aqueles que acreditam e confiam em Deus verdadeiramente estão dando testemunho de sua fé n'Ele nos locais onde convivem com outras pessoas. Este testemunho, que vem primeiramente de sua obediência a Deus sendo observada pelos outros, pode fazer toda a diferença na vida desses indivíduos, principalmente na hora em que estejam vivenciando determinada situação que não tenha solução pela ciência dos homens.

Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel".

Para confirmar que somente é possível conseguirmos favores de Deus se tivermos fé n'Ele, lemos o seguinte, no Novo Testamento:

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hebreus 11:6)

A segunda informação que podemos tirar dessa passagem bíblica é que precisamos, depois de crer em Deus, ir buscá-lo, nos esforçarmos para ir até Ele. Naamã sabia que teria que ir até um representante de Deus na terra para conseguir o que queria, e assim o fez. Ele acreditou que se um profeta israelita invocasse ao seu Deus, e reinvidicasse a Ele sua cura, seria ouvido e atendido. 

No tempo da Antiga Aliança, eram os sacerdotes e os profetas que tinham o Espírito de Deus sobre eles, para realizarem prodígios e maravilhas como curas instantâneas, por exemplo. A serva de Naamã informou que o profeta capaz de curá-lo residia em Samaria, mas o rei da Síria imaginou que o rei de Israel seria o tal profeta, por isso enviou Naamã até ele e lhe pediu por carta que o curasse.

A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu.

Hoje, a representante de Deus na terra é a igreja do Senhor Jesus Cristo. Quando estamos afastados de Deus e queremos nos reconciliar com Ele, devemos ir até algum local onde verdadeiros seguidores de Jesus se reúnem, e ali nos apresentarmos a Deus dispostos a meditar em Sua Palavra e entendê-la, para então obedecê-lo.  A seguir, vejamos alguns trechos bíblicos onde Cristo nos fala sobre sua igreja, e o que ela está autorizada a fazer:


E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados". Depois de lhes ter falado, o Senhor Jesus foi elevado ao céu e assentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam. (Marcos 16:15-20)

Onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles. (Mateus 18:20)

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios 1:22-23)

A terceira informação que adquirimos com a história da cura do comandante do exército da Síria, é que, à princípio, ao nos aproximarmos de Deus buscando a cura de uma enfermidade, talvez não gostemos do que vamos ouvir d'Ele ou de como Ele procederá para tratar conosco. A Palavra de Deus sempre nos confrontará, e antes que o Senhor nos cure, ela revelará onde estamos errando para que possamos nos arrepender.

Por isso, o apóstolo João fala o seguinte:

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10)

Mesmo quando aceitamos Jesus como nosso Senhor e salvador, ainda podemos pecar sem nos darmos conta disso, e vamos precisar ser confrontados com nossos erros para que possamos nos arrepender. Ninguém para de pecar da noite para o dia, e, muitas vezes, levados por nossos sentimentos, ainda que saibamos muito as escrituras, esquecemos daquilo que lemos para agir conforme aquilo que queremos ou achamos certo de nós mesmos.

Concede-me só estas duas coisas, ó Deus, e não me esconderei de ti: Afasta de mim a tua mão, e não mais me assuste com os teus terrores. Chama-me, e eu responderei, ou deixa-me falar, e tu responderás. Quantos erros e pecados cometi? Mostra-me a minha falta e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto e consideras-me teu inimigo? (Jó 13:20-24)

Quando não estamos conseguindo enxergar nossas faltas, devemos pedir ao Pai que nos revele onde estamos errando, para que possamos nos arrepender e deixar de praticar aquilo que o tem desagradado. O Espírito de Deus foi enviado à igreja para nos ajudar nessa tarefa, pois só Ele tem poder para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo:

Eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. "Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-14) 

Enfermidades (tanto para crentes como para não-crentes, e tanto para crianças quanto para adultos) são provenientes do juízo de Deus sobre nossas transgressões; por isso, precisamos nos arrepender delas verdadeiramente para enfim sermos curados. Vamos ver mais adiante que Naamã precisou se arrepender de suas faltas com Deus para em seguida ser favorecido por Ele com cura.

Quando é uma criança (que ainda não tem consciência de que pode pecar contra Deus) que está doente, os pais é que devem se arrepender, e pedir a Deus perdão por seus próprios pecados, para que o Senhor anule aquele julgamento sobre seu filho ou sua filha. A confirmação disto está bem clara, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, em diversas passagens. A seguir vamos mostrar algumas delas:

O Senhor é muito paciente e grande em fidelidade, e perdoa a iniqüidade e a rebelião, se bem que não deixa o pecado sem punição, e castiga os filhos pela iniqüidade dos pais até a terceira e quarta geração. (Números 14:18)

E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da iniqüidade. (Isaías 33:24)

Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. (Isaías 53:4-5) - Deus perdôa nossos pecados em Cristo; Ele foi sacrificado para que por sua morte pudéssemos obter o perdão dos nossos pecados diante do Pai. Assim, crendo em Jesus ou pela fé n'Ele, somos levados ao arrependimento de nossas transgressões, e, desta forma, somos absolvidos dos juízos manifestos com enfermidades.

Sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:26-32)

Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:14-16)

Observação: a deficiência física ou mental de nascença (cegueira, surdez, demência, síndrome de down, monoplegia, paraplegia, tetraplegia, etc..), manifesta pela mal formação fetal proveniente de algum erro genético não herdado dos pais, não é necessariamente julgamento por pecados. Este tipo de julgamento geralmente ocorre para que em alguma ocasião se manifeste a glória de Deus pela ação de um poder específico dado à igreja, chamado dom de operação de prodígios, milagres e maravilhas. A operação deste dom serve especialmente para chamar a atenção das pessoas para Cristo, para que creiam n'Ele.

Na maior parte das curas que Jesus realizou, as pessoas tiveram que se arrepender de seus pecados para ficarem livres de seus julgamentos, ou verem seus filhos livres de julgamentos por enfermidades. Por isso, quando os discípulos viram um cego de nascença na região da Galiléia, perguntaram a Jesus:

Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? (João 9:2)

Ao que Cristo respondeu:

Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. (João 9:3)

Após ser curado, inversamente ao que normalmente acontece, o ex-cego creu em Jesus e o adorou (se arrependeu de seus pecados e agradeceu ao Senhor pelo perdão de suas transgressões):

Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontrá-lo, disse: "Você crê no Filho do homem?" Perguntou o homem: "Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?" Disse Jesus: "Você já o tem visto. É aquele que está falando com você". Então o homem disse: "Senhor, eu creio". E o adorou. Disse Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que vêem se tornem cegos". Alguns fariseus que estavam com ele ouviram-no dizer isso e perguntaram: "Acaso nós também somos cegos?" Disse Jesus: "Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece". (João 9:35-41)

Voltando para a história de Naamã, percebemos que antes de ser curado, Deus o constrangeu através do profeta Eliseu, para que ele reconhecesse suas faltas e se arrependesse verdadeiramente. O comandante do exército da Síria precisou se arrepender de sua soberba. Se ele não tivesse se arrependido, jamais teria se humilhado a ponto de acatar a ordem de um homem que nem conhecia pessoalmente, e mergulhar, não só uma, mas sete vezes, num rio de aparência não muito atrativa para ele.

Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança. 

E tanto ele foi quebrantado em seu coração e se arrependeu verdadeiramente, que voltou para agradecer ao profeta, entregar sua vida a Deus, reconhecer que só Ele tem poder e declarar também seu temor em desagradá-lo por entrar no templo de um outro deus por causa do seu rei. 

Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz".

Um outro fato importante que está relacionado a esta parte do evento da cura de Naamã, é que Eliseu não aceitou nenhum presente por ter socorrido aquele homem. Ele representou bem o Reino de Deus, ao mostrar para o comandante do exército da Síria que o Senhor está disposto a nos perdoar de nossas transgressões e nos curar gratuitamente, e que aquele que é usado na terra para que isso aconteça não realiza este trabalho pensando em algum retorno material. Eliseu deixou claro para Naamã que Deus não está fazendo comércio com as pessoas.

Quando entregamos nossas vidas a Jesus e aceitamos seu governo em nossas vidas, mas, no entanto, nos deixamos levar pelo desejo de lucrar materialmente, usando a anunciação do evangelho da salvação e o fato de sermos usados em dons espirituais para conseguirmos favores materiais dos outros, o Senhor nos castiga para que nos arrependamos deste pecado. Foi o que aconteceu com o servo de Eliseu, Geazi. 

Aquele homem, que morava com Eliseu para serví-lo e também aprender com Ele a vontade de Deus, se aproveitou da ocasião para enganar Naamã e receber dele a oferta que o rei da Síria tinha enviado para o profeta que curaria o seu servo. Geazi, deu um péssimo testemunho do Reino de Deus a Naamã, pois movido por sua ganância, usou o nome do Senhor para mentir não somente para ele, mas também para seu próprio senhor. 

O servo de Eliseu estava pensando que seu senhor tinha sido bom demais para um arameu arrependido, e que ele foi tolo de não ter aceitado a oferta; ele achou que Deus iria gostar da sua atitude de se aproveitar da situação para se favorecer materialmente.   

Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi?" Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum".

Após descoberto e confrontado, pois de Deus não podemos esconder nada, Geazi foi julgado rapidamente e com rigor, porque conhecia a vontade do Senhor expressa na lei mosaica, e, no entanto, escolheu desagradar a Deus para se beneficiar. 

Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve.

Observação: a lepra a que se refere o texto bíblico é a do tipo tuberculoide, ou hanseníase tuberculoide, onde os locais atingidos pelo bacilo de Hansen ficam esbranquiçados e insensíveis a dor; porém, existem outros tipos de lepra, sendo mais comum a ocorrência da hanseníase limítrofe ou borderline. Hoje a hanseníase pode ser curada através de tratamentos com medicamentos, e se for tratada no início, evita a perda dos membros infestados com a doença. Para saber mais sobre lepra clique aqui



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Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão. Tu és o meu abrigo; tu me preservarás das angústias e me cercarás de canções de livramento. (Salmos 32:1-7)



Pastora Oriana Costa.