By Pastors Wendell and Oriana Costa

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Você está seguindo o ide do Senhor? Ajuda nos trabalhos eclesiásticos? Há informações importantes para você em Marcos capítulo 6!

Aqui se segue uma análise do evangelho de Marcos, no capítulo 6, do qual retiramos algumas informações importantíssimas para quem está cumprindo o ide do Senhor, assumindo uma ou mais das cinco chamadas ministeriais que vemos listadas em Efésios capítulo 4:

E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. (Efésios 4:11-13)

É necessário entendermos a perfeita vontade de Deus com relação ao nosso procedimento com aqueles que estão ao nosso redor, dentro e fora da igreja, para que possamos dar a todos um testemunho positivo de Sua justiça.

No capítulo 6 do livro de Marcos, percebemos algumas posturas do Senhor que muito vão nos ajudar a entender sua vontade. A primeira delas, já partindo dos primeiros versículos, é que não devemos nos perturbar por não sermos levados em consideração no lugar em que Deus está nos usando, pois, Ele é quem é o responsável pela sua obra.

Não devemos deixar de anunciar a mensagem de salvação em determinado lugar, caso as pessoas façam pouco caso de nós ou do evangelho da salvação que anunciamos, pois, quem vai sair perdendo são elas. Deus libera bençãos para confirmar Sua Palavra; se não acreditamos em Sua Palavra, logo, deixaremos de ser abençoados.

Então, iniciando a análise de Marcos 6, sabemos que, o que houve com a maioria dos habitantes de Nazaré, cidade natal de Jesus, foi que eles se deixaram levar pela aparência humana do Rei; eles escolheram desconsiderar o fato de Jesus ter uma sabedoria surpreendente, que nenhum homem conhecido entre eles possuia, e também fazer milagres extraordinários, simplesmente por ele estar num corpo humano, e fazer parte de uma família comum, com pai, mãe, irmãos e irmãs.

Eles simplesmente "acharam" (sem atentar para o que diz as escrituras sobre como viria para eles o Cristo!) que Deus não poderia se fazer como um ser humano entre eles, e por isso muitos não conseguiram enxergar que aquele era o criador de todas as coisas em pessoa; logo, Deus deixou de favorecer a muitos ali, pois outros milagres só teriam ocorrido se aquelas pessoas tivessem tido fé em Deus pelo que ensinava e fazia o Senhor Jesus entre eles.

O Senhor não perdeu absolutamente nada ao ser ignorado pelos seus "conterrâneos", tampouco seus discípulos ou os apóstolos perderam qualquer coisa, muito pelo contrário; estes continuaram sendo usados por Deus e sendo favorecidos por Ele à medida que o obedeciam.

Jesus seguiu para os povoados vizinhos a Nazaré, depois de passar lá o tempo determinado pelo Pai (Ele não saiu de lá por ter sido rejeitado!), contudo, os poucos indivíduos que acreditaram nele e permaneceram lá, serviram de testemunhas daquilo que fez o Senhor em suas vidas; certamente eles deram continuidade ao trabalho que o Senhor estava fazendo, que era o de anunciar o Reino de Deus e Sua justiça naquele lugar.

Vejamos o referido trecho:

Jesus saiu dali e foi para a sua cidade, acompanhado dos seus discípulos. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam ficavam admirados. De onde lhe vêm estas coisas?, perguntavam: Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs? E ficavam escandalizados por causa dele. Jesus lhes disse: Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra. E não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e curá-los. E ficou admirado com a incredulidade deles. Então Jesus passou a percorrer os povoados, ensinando.(Marcos 6:1-6)

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Chamando os Doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Estas foram as suas instruções: Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos; calcem sandálias, mas não levem túnica extra; sempre que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem; e, se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá, como testemunho contra eles. Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse. Expulsavam muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam. O rei Herodes ouviu falar dessas coisas, pois o nome de Jesus havia se tornado bem conhecido. Algumas pessoas estavam dizendo: João Batista ressuscitou dos mortos! Por isso estão operando nele poderes miraculosos. Outros diziam: Ele é Elias. E ainda outros afirmavam: Ele é um profeta, como um dos antigos profetas. Mas quando Herodes ouviu essas coisas, disse: João, o homem a quem decapitei, ressuscitou dos mortos! (Marcos 6:7-16)

Observação: Para ajudar a reforçar o entendimento do trecho bíblico acima podemos ver também relatos semelhantes nas seguintes referências: Mateus 10:1-16, Lucas 10:3-12 e Atos 13:42-52.

Por não entenderem o que as escrituras diziam sobre o Cristo, muitos israelitas confundiram o Seu Rei, Jesus, com outras pessoas; eles acharam que "aquele homem" seria o profeta Elias (que há muito tempo fora arrebatado) se manifestando entre eles, ou que Ele era a versão ressurreta de João Batista, que estava operando sinais miraculosos por ter ressucitado (o próprio rei Herodes achava que Jesus era João Batista ressuscitado - Marcos 6:16-29)

Outros achavam que Jesus era mais um profeta que Deus estava enviando para falar ao seu povo, como enviou na antiguidade. A maioria dos judeus não conseguia enxergar que Jesus era o próprio Deus em pessoa ali com eles, apesar dos sinais diferenciados (sobrenaturais!) que Ele, em pessoa e também através dos apóstolos que Ele enviou, dava disso.

Nas demais nações da terra, ocorre algo semelhante. Ao lerem a Bíblia, muitas pessoas acham que Jesus é um alienígena, ou que é a incorporação de algum deus grego ou indu. Até mesmo os apóstolos, já naquela época, depois que Cristo ascendeu aos céus e eles estavam anunciando as boas novas em Roma, por exemplo, foram confundidos com deuses por causa dos sinais miraculosos que aconteciam. 

Sabemos que, na verdade, é Deus quem operava prodígios por eles para testificar a mensagem de salvação que apregoavam, e isso ainda está acontecendo em nossos dias: Deus tem operado milagres e prodígios através das vidas de muitos homens e mulheres que se dispõem a anunciar as boas novas do Reino, para que as pessoas creiam nesta mensagem e também louvem a Deus pela salvação que conseguiram, mediante esta surpreendente e maravilhosa graça disponível eternamente. Vejamos a referida passagem, onde Paulo e Barnabé foram confundidos com deuses gregos após terem sido usados por Deus na operação de milagres (o povo queria adora-los):

Em Listra havia um homem paralítico dos pés, aleijado desde o nascimento, que vivia ali sentado e nunca tinha andado. Ele ouvira Paulo falar. Quando Paulo olhou diretamente para ele e viu que o homem tinha fé para ser curado, disse em alta voz: Levante-se! Fique de pé! Com isso, o homem deu um salto e começou a andar. Ao ver o que Paulo fizera, a multidão começou a gritar em língua licaônica: Os deuses desceram até nós em forma humana! A Barnabé chamavam Zeus e a Paulo Hermes, porque era ele quem trazia a palavra. O sacerdote de Zeus, cujo templo ficava diante da cidade, trouxe bois e coroas de flores à porta da cidade, porque ele e a multidão queriam oferecer-lhes sacrifícios. (Atos 14:8-13)

É importante que, cristãos que estão sendo usados em sinais e prodígios, deixem claro que não são eles que estão operando tais maravilhas de si mesmos, mas tudo está sendo feito por Deus, e em Nome de Jesus, que autoriza a sua igreja a ir e anunciar as boas novas de salvação a todos, e sinaliza a veracidade da mensagem com eventos sobrenaturais. 

Se isso não for continuamente lembrado em público, as pessoas deixarão de crer no evangelho e de darem louvor e ações de graças a Deus, e passarão a entregar aos missionários, evangelistas, pregadores, pastores, etc., as honras que são devidas somente ao Criador de todas as coisas. 

Vejamos o que Paulo falou ao povo, após ele e Barnabé serem confundidos com os deuses da localidade:   

Ouvindo isso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as roupas e correram para o meio da multidão, gritando: Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês. Estamos trazendo boas novas para vocês, dizendo-lhes que se afastem dessas coisas vãs e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há. No passado ele permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos. Contudo, não ficou sem testemunho: mostrou sua bondade, dando-lhes chuva do céu e colheitas no tempo certo, concedendo-lhes sustento com fartura e enchendo de alegria os seus corações. Apesar dessas palavras, eles tiveram dificuldade para impedir que a multidão lhes oferecesse sacrifícios. (Atos 14:14-18)     

Antes de enviar os apóstolos aos povoados para anunciarem as boas novas de salvação, Jesus os advertiu que poderiam não ser ouvidos pelos israelitas; se isso acontecesse, o Senhor orientou aos apóstolos que sacudissem a poeira dos pés ao saírem do lugar que assim procedesse com eles. Isso quer dizer que, se os apóstolos chegassem em alguma comunidade judaica e não fossem recebidos ou ouvidos, estavam autorizados por Deus a darem um sinal aquelas pessoas, de modo que elas entedessem que receberiam julgamento e seriam condenadas pelo Senhor por não terem dado ouvidos a sua mensagem.

Então, de acordo com o entendimento e cultura daquela época, "sacudir o pó dos pés" era um sinal somente para os judeus que não dessem crédito ao evangelho da salvação. Hoje, porém, não necessariamente precisaremos sacudir a poeira dos pés contra eles caso rejeitem o evangelho após lhes comunicarmos a mensagem de Deus (porque culturalmente não se cabe mais este procedimento), mas, podemos falar-lhes abertamente o que lhes sucederá por não considerarem a mensagem daquele que se sacrificou para salvá-los da condenação eterna.

Uma outra coisa interessante, é sobre a maneira como Jesus orientou os apóstolos sobre sua aparência para realizar a tarefa de anunciar a mensagem de salvação aos israelitas. Ele os instruiu a prosseguirem anunciando o Reino sem aparentarem serem abastados, e sem dependerem do auxílio de bens materiais para continuarem anunciando o evangelho (ainda que eles os tivessem), mas que proseguissem apenas com a roupa do corpo, procurando depender apenas do poder e do cuidado de Deus.

Por isso observamos o Senhor falando aos seus discípulos: "não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão (cajado). Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos; calcem sandálias, mas não levem túnica extra." E realmente, como veremos no trecho bíblico a seguir, eles voltaram para Jesus dando testemunho de que nada lhes faltou enquanto executavam aquela missão.

Então Jesus lhes perguntou: Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa? Nada, responderam eles. (Lucas 22:35)

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Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo o que tinham feito e ensinado. Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco. Assim, eles se afastaram num barco para um lugar deserto. (Marcos 6:30-32)

Este trecho mostra como era grande o trabalho que, não somente Jesus, mas, seus apóstolos tinham; constantemente eles visitavam pessoas e também eram procurados pelos que criam em Deus e buscavam receber deles instruções sobre as escrituras, orações, e imposição de mãos para cura e para libertação de espíritos opressores. Dá para perceber que aqueleles homens provavelmente não paravam em suas casas, não deviam ter muito tempo para ver seus familiares e descansar, porque eram muito visados, assim como Jesus. 


A demanda atingiu um tal nível que, ao vê-los sem ter como se alimentarem, o Senhor levou-os a um lugar afastado, para que eles pudessem ao menos comer alguma coisa e descansar um pouco. Com estas informações, notamos que Deus não deseja obreiros sobrecarregados com os trabalhos da anunciação das boas novas do Reino. Não é da vontade de Deus que aqueles que se encarregam de trabalhar em Sua obra se encham de serviços, a tal ponto de não terem tempo nem para comer ou descansar. 

Os que seguem o ide do Senhor devem pedir sabedoria e providência a Deus para poderem descansar, se alimentarem adequadamente e, se tiverem família, passar tempo com ela. Um(a) obreiro(a) sobrecarregado(a) de serviços não dará o seu melhor para Deus porque adoecerá. 

E um(a) obreiro(a) casado(a) e com filhos não deve se ausentar de sua casa por muitos dias, pois a esposa (ou marido) e os filhos, principalmente se forem ainda crianças ou adolescentes, precisam de atenção e cuidado. Em um lar também existem obrigações e trabalhos a serem feitos; as responsabilidades não podem ficar somente nas costas de um dos cônjuges, enquanto o outro se ausenta constantemente de seus papéis em casa. 

A ausência contínua de um marido ou de esposa pode acabar em separação, por causa das muitas e fortes tentações que ambos sofrerão, principalmente na área sexual; e a ausencia de um pai ou de uma mãe pode resultar em filhos mal-educados, infelizes, confusos e libertinos, mesmo que esta ausência seja em prol da obra de Deus. Filhos precisam ser instruídos na Palavra, receberem carinho e serem corrigidos quando necessário, e isto requer tempo, paciência e dedicação. 

Não é à tôa que o apóstolo Paulo dá estas instruções aos cristãos coríntios, sobre como devem se comportar os casais cristãos:

Quanto aos assuntos sobre os quais vocês escreveram, é bom que o homem não toque em mulher, mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido. O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio. Digo isso como concessão, e não como mandamento. (1 Coríntios 7:1-6)

E também não é à tôa que ele instrui os cristãos efésios, através de uma carta que escreveu a Timóteo, e os cristãos de Creta, através de uma carta que escreveu a Tito, com estas palavras:

Esta afirmação é digna de confiança: se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, respeitável, hospitaleiro e apto para ensinar; não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro. Ele deve governar bem sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele, com toda a dignidade. Pois, se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus? Não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o diabo. Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do diabo. Os diáconos igualmente devem ser dignos, homens de palavra, não amigos de muito vinho nem de lucros desonestos. Devem apegar-se ao mistério da fé com a consciência limpa. Devem ser primeiramente experimentados; depois, se não houver nada contra eles, que atuem como diáconos. As mulheres igualmente sejam dignas, não caluniadoras, mas sóbrias e confiáveis em tudo. O diácono deve ser marido de uma só mulher e governar bem seus filhos e sua própria casa. Os que servirem bem alcançarão uma excelente posição e grande determinação na fé em Cristo Jesus. (1 Timóteo 3:1-13)

A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí. É preciso que o presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher, e tenha filhos crentes que não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão. Por ser encarregado da obra de Deus, é necessário que o bispo seja irrepreensível: não orgulhoso, não briguento, não apegado ao vinho, não violento, nem ávido por lucro desonesto. É preciso, porém, que ele seja hospitaleiro, amigo do bem, sensato, justo, consagrado, tenha domínio próprio e apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira como foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela. (Tito 1:5-9) 

Então, procurar descansar de vez em quando dos serviços eclesiásticos e/ou investir tempo na família também faz parte da obra de Deus! Um obreiro sobrecarregado e/ou com uma família desequilibrada emocionalmente e/ou desestruturada infelizmente está dando um mal testemunho aos seus irmãos em Cristo, principalmente se esses forem novos convertidos, e também exibindo um péssimo testemunho aos de fora da fé.

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Mas muitos dos que os viram retirar-se, tendo-os reconhecido, correram a pé de todas as cidades e chegaram lá antes deles. Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas. Já era tarde e, por isso, os seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: Este é um lugar deserto, e já é tarde. Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer. Ele, porém, respondeu: Dêem-lhes vocês algo para comer. Eles lhe disseram: Isto exigiria duzentos denários! Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer? (Marcos 6:33-37)

Ao lermos este trecho do evangelho de Marcos percebemos pessoas com fome e sede da justiça de Deus, procurando ter um encontro com Ele para entender Sua vontade. Elas queriam ser esclarecidas sobre as escrituras, e não mediram esforços para chegar até o Senhor, porque sabiam que somente através dele obteriam o conhecimento que buscavam. Vendo aquilo, Cristo se compadeceu deles em sua insistência e perseverança, e os saciou ensinando-lhes a verdade que liberta.

É interessante lembrarmos que, naquele tempo, existiam muitos mestres da lei, muitos escribas e fariseus, mas nenhum deles foi capaz de satisfazer o desejo que aquelas pessoas tinham de entenderem a vontade de Deus. Aquela gente estava perdida, confusa, e insatisfeita espiritualmente. Apesar de irem às sinagogas e cumprirem seus votos e suas obrigações segundo a lei mosaica, as pessoas eram como ovelhas sem pastor, ou seja, não tinham quem cuidasse delas, orientado-as de forma clara para que realmente fossem guiadas até o Criador de todas as coisas.

E assim ainda acontece hoje. Muitos estão indo às igrejas, e estão se enchendo de conhecimento, se valendo de muitos rituais, e se ocupando com muitas obrigações, mas não estão sendo saciados espiritualmente com a verdade que liberta, apesar de terem sede e fome da justiça de Deus. 

Este é o principal motivo de haver tanta migração de pessoas de uma lado para outro: elas estão buscando respostas para seus questionamentos acerca da palavra e também as soluções para seus problemas diários. Esses indivíduos não estão conseguindo o alimento para seus espíritos, porém, é dever do pastor ou da liderança de uma igreja verdadeiramente cristã cuidar das pessoas que estão congregando e buscando a Deus ali, e o ensino da justiça do Reino faz parte desse cuidado. 

Então, notamos que a postura de Jesus com aqueles que estavam buscando a Deus de todo o coração foi de cuidado, em todos os sentidos. Ele não somente alimentou aquelas pessoas espiritualmente, mas também fisicamente. Em contrapartida, é interessante a reação dos discípulos quando o Senhor lhes disse: "Dêem-lhes vocês algo para comer".      

O que Jesus falou falou a eles, em outras palavras, foi o seguinte: "Mostrem a este povo
benevolência, bondade, porque vocês são meus discípulos. Vão vocês aos povoados vizinhos, comprem comida com o dinheiro que vocês tem e tragam para alimentar estas pessoas." Ao ouvirem isso os discípulos responderam: "Isto exigiria duzentos denários! Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer?" Assim, percebemos que esta resposta não foi dada por falta de dinheiro, e sim, por pena de gastar uma quantia mais alta fazendo a caridade, ou medo de que fosse faltar depois. 

Quando estavam seguindo a Jesus, os discípulos deixaram seus trabalhos seculares; eles agiram assim para dedicar o máximo de tempo em receberem instruções das escrituras diretamente do Senhor, e aprenderem tudo o que podiam em Sua companhia. O dinheiro que eles tinham não era pouco, porque recebiam ofertas constantemente das mulheres que seguiam Jesus, segundo vemos nesta passagem:

Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens. (Lucas 8:1-3)

A reação dos discípulos naquele momento (apesar de estarem acompanhando todos os passos de Cristo, e inclusive vendo Ele operar milagres diante dos olhos deles) mostra o quanto eles ainda estavam presos a seus desejos carnais, sem compreenderem bem que aquele homem que estava com eles era o Criador de todas as coisas, e que a Justiça d'Ele é totalmente diferente da justiça deste mundo. Todos eles ainda estavam apegados ao poder do dinheiro, e deixaram de obedecer ao Senhor quando aconselhados por Ele a servirem aquelas pessoas, por causa disso.

É sempre bom lembramos o que Cristo falou em relação a colocarmos o dinheiro ou bens materiais em primeiro lugar em nossas vidas:

Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro. (Mateus 6:24) 
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A reação contrária dos discípulos em fazer algo bom àquela multidão não intimidou ou impediu o Senhor de fazer sua parte. Da mesma maneira que Ele se importou com os discípulos por não estarem encontrando tempo para se alimentar por causa da demanda de serviços, e os ajudou, Cristo também se importou com toda aquela gente, que se esforçou para encontrá-lo, ainda que fosse naquele lugar deserto. Como nada é impossível para Deus, o Senhor alimentou a cinco mil pessoas, incluindo seus discípulos, através de uns poucos pães e peixes que ali havia:  

Perguntou ele: Quantos pães vocês têm? Verifiquem. Quando ficaram sabendo, disseram: Cinco pães e dois peixes. Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde. Assim, eles se assentaram em grupos de cem e de cinqüenta. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram foram cinco mil homens. (Marcos 6:38-44)

Executando este milagre, O Rei Jesus mostrou que quem busca a Deus de coração tem d'Ele o favor, ainda que os outros não estejam dispostos ou se recusem a ajudar. Ele mostrou também que o poder de Deus está acima do poder do dinheiro, fazendo, inclusive, sobrar os pães e os peixes. Provavelmente, se os discípulos tivessem ido comprar comida para aquelas pessoas não teria sobrado da maneira como aconteceu no evento. 

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Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar. Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra. Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava já a ponto de passar por eles. Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram, pois todos o tinham visto e ficam aterrorizados. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Coragem! Sou eu! Não tenham medo! Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram atônitos, pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações estavam endurecidos. (Marcos 6:45-53)

Nesse trecho vemos o Senhor favorecendo os discípulos de duas formas, ainda que seus corações estivessem endurecidos para compreendê-lo: a primeira, fazendo com que eles fossem na frente para a próxima cidade em que iam trabalhar, e despendindo aquela multidão de pessoas Ele mesmo, em vez de deixar este serviço para seus discípulos fazerem - e novamente percebemos que Deus não queria sobrecarregar aqueles homens; e a segunda, ajudando o barco a chegar mais rápido ao seu destino, pois os discípulos estavam com dificuldades de locomoção devido ao vento contrário. 

Uma outra coisa interessante e sobrenatural, e que talvez eles não estivessem percebendo, é que Jesus não se cansava de trabalhar. O Senhor estava junto com seus discípulos o tempo todo, e quando eles estavam descansando, Ele continuava trabalhando, como podemos notar especialmente no momento em que Ele insistiu para os discípulos irem na frente para Betsaida, enquanto Ele despedia nada mais nada menos que cinco mil(!) pessoas. E depois de ter despedido toda aquele gente, Jesus subiu um monte(!) para orar(!).

Nós, seres humanos comuns, temos um limite e precisamos de descanso, mas, com Deus não é assim, pois Ele é o Criador de todas as coisas e é espírito, e espíritos não se cansam como pessoas. Só o Criador teria poder para neutralizar as próprias leis físicas que criou e andar por cima das águas, ainda que num corpo humano, e foi isso que Ele quis mostrar aos seus discípulos; só que em vez de enxergá-lo como Ele é, aqueles homens se amendrontaram achando que Cristo era uma assombração. 

Dá para notar que os discípulos estavam presenciando evidências claras de que aquele homem sábio que estava com eles era o Criador, porém, não estavam percebendo-o ainda. 

É incrível como somente com a analise de um único capítulo do evangelho de Marcos já podemos fazer uma lista de sinais que Jesus estava dando de sua divindade: Ele curava instantâneamente; expulsava espíritos malignos das pessoas; providenciou descanso para seus discípulos enquanto continuava trabalhando; não se cansava de trabalhar; providenciou alimento suficiente para saciar uma multidão de cinco mil pessoas, incluindo seus discípulos, sem usar dinheiro para comprar comida; caminhou uma longa distância sobre as águas e acalmou o vento. 

Fazendo a restropectiva de cada evento descrito no capítulo 6 de Marcos até agora, observamos que todos estes sinais foram presenciados pelos discípulos no prazo de um mês ou dois, quase que diariamente. Quando eles foram enviados aos povoados próximos a Nazaré, viram acontecer, nas pessoas pelas quais oraram e sobre as quais impuzeram as mãos, os sinais miraculosos que o Senhor lhes havia autorizado a fazer em Nome d'Ele.

Então, não havia lógica, humanamente falando, para o espanto e o medo que os discípulos sentiram ao verem o Senhor Jesus andando sobre o mar para chegar até eles. Contudo, há uma explicação plausível, segundo as escrituras, para aquele alarde dos discípulos, ainda que tivessem presenciado sinais miraculosos executados por seu mestre antes: os corações deles estavam "endurecidos", ou seja, eles ainda estavam com os olhos e os ouvidos espirituais bloqueados em parte pelo poder de Deus, assim como a maioria dos israelitas. Sobre isso, falaram Moisés e o profeta Isaías:

Com os seus próprios olhos vocês viram aquelas grandes provas, aqueles sinais e grandes maravilhas. Mas até hoje o Senhor não lhes deu mente que entenda, olhos que vejam, e ouvidos que ouçam. (Deuteronômio 29:3-4)

Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: Quem enviarei? Quem irá por nós? E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me! Ele disse: Vá, e diga a este povo: Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados. (Isaías 6:8-10) 

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Depois de atravessarem o mar, chegaram a Genesaré e ali amarraram o barco. Logo que desembarcaram, o povo reconheceu Jesus. Eles percorriam toda aquela região e levavam os doentes em macas, para onde ouviam que ele estava. E aonde quer que ele fosse, povoados, cidades ou campos, levavam os doentes para as praças. Suplicavam-lhe que pudessem pelo menos tocar na borda do seu manto; e todos os que nele tocavam eram curados. (Marcos 6:53-56)

Esta passagem é interessante, pelo fato de que o povo de Genesaré nunca tinha visto Cristo pessoalmente, mas, no entanto, o "reconheceram". Este reconhecimento não é conforme a ciência humana, mas foi concedido pelo Pai àquelas pessoas. Os indivíduos daquela cidade reconheceram Jesus conforme o que era dito sobre Ele nas escrituras, e não conforme a aparência humana; eles perceberam que aquele homem se tratava do Senhor, o Criador de todas as coisas, o Seu Rei, ali presente. 

Então, aquela gente reconheceu Jesus espirituamente! Nem mesmo os discípulos ainda o reconheciam desta maneira, e tanto é que se espantaram ao verem o Senhor andando sobre as águas. 

Esta percepção diferenciada foi que levou aquelas pessoas a terem a absoluta certeza de que somente tocando na borda do manto de Jesus seriam curadas, como de fato foram. Por esta mesma certeza é que também iam atrás do Senhor onde quer que Ele fosse, sempre levando seus doentes, para que fossem curados. 

Eles sabiam que a vinda de Jesus era o cumprimento do que o Pai prometera a Israel, e também que o Cristo cumpriria no meio do povo o que estava documentado, sobre como ele agiria, nas escrituras:

Esperarei pelo Senhor, que está escondendo o seu rosto da descendência de Jacó. Nele porei a minha esperança. Aqui estou eu com os filhos que o Senhor me deu. Em Israel somos sinais e símbolos da parte do Senhor dos Exércitos, que habita no monte Sião. (Isaías 8:17-18)

Ocultarei desta cidade o meu rosto por causa de toda a sua maldade. Todavia, trarei restauração e cura para ela; curarei o meu povo e lhe darei muita prosperidade e segurança. Mudarei a sorte de Judá e de Israel e os reconstruirei como antigamente. Eu os purificarei de todo o pecado que cometeram contra mim e perdoarei todos os seus pecados de rebelião contra mim. (Jeremias 33:5-8)  

Tu, Belém-Efrata, embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos. (Miquéias 5:2)



Pastora Oriana Costa.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Catolicismo, protestantismo ou espiritismo?

Ser alguém católico, evangélico ou espírita não quer necessariamente dizer que é ser alguém temente a Deus de verdade. Dentro do catolicismo, do protestantismo e do espiritismo existem doutrinas ou ensinamentos de homens misturados com a verdade da Palavra de Deus, e que negam ao Senhor em vez de confirmá-lo, exaltá-lo e honrá-lo. 

Aqueles que verdadeiramente creem em Deus devem conhecer bem a Palavra d'Ele e se esforçarem para viverem segundo os ensinamentos de Jesus, rejeitando práticas que são contrárias à justiça do Reino de Deus, e rejeitando o mal em si mesmos e no mundo. 

Tanto o catolicismo, quanto o protestantismo e o espiritismo são religiões. Filosoficamente falando, a palavra religião quer dizer "instituição social com crenças e ritos" ou "reconhecimento prático da nossa dependência de Deus" (ver. dicionário on line Uol Michaelis).

Porém, Deus não deseja que sejamos religiosos, e sim cidadãos de Seu Reino. A Palavra de Deus, ou a Bíblia Sagrada, ao contrário das religiões, não é uma "instituição", nem tampouco uma "forma prática de reconhecermos nossa dependência de Deus"; ela é um documento único que nos informa quem nós somos, de onde viemos, quem é Deus, e o que Ele é capaz de fazer, e também como Ele age. A partir dela conhecemos como funciona a justiça eterna, e assim podendo tirar nossas conclusões sobre a existência do Criador e seu poder, e então decidirmos se vamos praticar suas instruções ou não.

A Bíblia, na verdade, expõe a constituição da jurisdição eterna. Ela  contém artigos, parágrafos, incisos das leis que regem o Reino de Deus. As escrituras sagradas apontam fatores de correção e julgamento a partir da realidade eterna, que geram discernimento para que no momento que observamos algo que nos está incomodando a nossa volta, possamos a partir deles encontrar esclarecimento. 

Jesus Cristo foi enviado ao mundo dentro da religião judaica, mas, ao ser condenado culpado e ser crucificado pelos próprios judeus praticantes, sem, no entanto, ter nenhuma culpa,  provou ao mundo que não é uma religião conduzida por ideais humanos que leva as pessoas a fazerem o que é realmente certo, ou fazerem o bem de verdade.

O erro dos judeus foi esperarem por um rei para eles neste mundo. Eles liam as escrituras e não entendiam que o rei redentor que o Pai prometeu enviar pelos profetas não é deste mundo, mas é eterno. O Seu Reino é espiritual, porque Deus é espírito! Por isso os judeus não reconheceram a Jesus como seu rei e, equivocadamente, não o aceitaram. 

Após a crucificação, Jesus ressuscitou pelo poder de Deus, e continuou vivo na eternidade (seu corpo não sofreu decomposição), mostrando que Deus não só existe, como REINA EM UM LUGAR ETERNO, e é detentor de poder e conhecimento superiores aos que temos acesso pelas nossas vivências neste mundo.   

Jesus Cristo não criou ou fundou nenhuma religião. Como falamos aqui, as religiões cristãs, que foram criadas por homens, contém doutrinas que são contrárias a palavra de Deus misturadas com a verdade d'Ele; no entanto, "a igreja do Senhor Jesus Cristo", que é o corpo d'Ele na terra, e que inevitavelmente está envolta por toda esta religiosidade, prossegue divulgando as boas novas do Reino de Deus para que os homens alcancem salvação diante d'Ele.

Então, ao estarmos informados desta realidade, é importante buscarmos e conhecermos a verdade dos fatos, e andarmos nela, porque é a partir daí que não nos deixaremos levar por ensinamentos que nos afastam de Deus, infortunadamente contidos nas diversas doutrinas religiosas e filosofias humanas que chegam até nós de várias maneiras.

Assim como o mundo está cheio de informações boas e ruins, as religiões, que também estão no mundo, fornecem às pessoas informações verdadeiras e falsas sobre Deus.

A maioria dos lugares que nós escolhermos para congregar vão apresentar doutrinas que não condizem com os ensinamentos de Jesus sendo pregadas acopladas ao evangelho da salvação; isso acontece, na maioria das vezes, por causa da falta de entendimento sobre a realidade eterna que as lideranças destes locais apresentam, e que infelizmente as fazem focar em outros tipos de interesses que não correspondem ao propósito pelo qual a palavra de Deus deve ser divulgada.

No entanto, não devemos ir contra as religiões ou contra os religiosos, fazendo protestos por aí, porém, cabe a nós filtrarmos as informações que acessamos e só praticar e guardar no coração o que procede de Deus. Para fazer esta filtragem com sucesso não há outra maneira, senão estudando e meditando na Doutrina de Cristo por conta própria, pedindo sempre a ajuda d'Ele para nos aguçar nesta compreensão.  

Enquanto estivermos neste mundo, vamos ser provados na nossa fé de diversas formas, e um dos tipos de prova pelas quais passamos tem a ver com o quanto de Deus nós procuramos saber, ou o quanto nós o temos buscado de fato (ver. 2 Tessalonicenses 1:6-8).

Portanto, não devemos nos contentar só com o que ouvimos nas missas ou nos cultos, presenciais ou pela televisão, muito menos com "as revelações" declaradas por pregadores famosos na igreja ou contidas nos diversos livros que temos à disposição no mercado: devemos ler e meditar na palavra de Deus em casa, procurando discernir onde está a verdade! (ver. Atos 17:11)

Mesmo tendo sofrido tudo o que sofreu, Jesus em nenhum momento disse aos judeus que eles deveriam deixar de frequentar e praticar sua religião, no entanto, deixou claro ser Ele mesmo o único caminho, a única verdade e a única vida.

Desta forma, não é bom confiar demais no que ouvimos, mas devemos averiguar na palavra de Deus, nos ensinamentos de Jesus, se o que ouvimos está de acordo com a vontade d'Ele para nós! Se não procedermos assim, corremos o risco de estarmos sendo enganados com ensinamentos que jamais o Senhor aprovaria. 

A JUSTIÇA DE DEUS VEM ANTES, VAI ALÉM E ESTÁ ACIMA DE COSTUMES, DE REGRAS, DE RITUAIS, DE OFERTAS, DE TRADIÇÕES, DE TEMPLOS, DE RELIGIÕES: PORQUE ELE É A FONTE DE VIDA, O MOTIVO DE EXISTIRMOS!   O QUE DEUS QUER DE NÓS VERDADEIRAMENTE É QUE AINDA QUE ESTEJAMOS PRATICANDO UMA RELIGIÃO, QUE SAIBAMOS CONVERTÊ-LA A ELE, ATRAVÉS DOS ENSINAMENTOS DE CRISTO, E ASSIM POSSAMOS ESTAR EM COMUNHÃO COM ELE.

SE O JUDAÍSMO E TODAS AS RELIGIÕES CRISTÃS QUE EXISTEM HOJE TIVESSEM SUAS DOUTRINAS E DOGMAS REAVALIADOS E MODIFICADOS PARA SE ADEQUAREM AO QUE JESUS ENSINOU, SEM DÚVIDA VERÍAMOS O PODER DE DEUS SE MANIFESTAR COM GRANDE GLÓRIA EM TODAS AS NAÇÕES DA TERRA. 

O QUE FAZEMOS DEVE SER MOTIVADO PELOS PRECEITOS DO REINO, QUE É O LUGAR PARA ONDE NÓS ESTAMOS QUERENDO IR, E NÃO POR DOUTRINAS HUMANAS. NEM TUDO O QUE NOS PARECE BOM E/OU AGRADÁVEL, SÓ PORQUE OS OUTROS ESTÃO DIZENDO QUE É, BASEADOS EM SUAS PRÓPRIAS EXPERIÊNCIAS NATURAIS OU SOBRENATURAIS, OU EM INTERPRETAÇÕES PESSOAIS DA BÍBLIA, NOS LEVA OU NOS LEVARÁ A DEUS!

O homem que observa atentamente a lei perfeita que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer. Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! A religião que Deus, o nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.(Tiago 1:25-27)

Pra. Oriana Costa.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

QUEM PODE PERDOAR PECADOS NA TERRA?

FELIZMENTE, AQUI NA TERRA, SÓ DEUS É QUEM PODE PERDOAR OU NÃO PECADOS, POIS DEUS É O JUSTO JUÍZ, O ÚNICO QUE NÃO FALHA, E É POR ISSO MESMO QUE É JESUS QUEM REINA E JULGA, DESDE A ETERNIDADE, E NÃO SERES HUMANOS FALHOS (MESMO DEPOIS DE ACEITARMOS O SENHORIO DE JESUS NA TERRA, AINDA FALHAMOS, E A PERFEIÇÃO SÓ ALCANÇAREMOS QUANDO ESTIVERMOS NA ETERNIDADE).

AS ESCRITURAS NÃO SE CONTRADIZEM EM RELAÇÃO A ISSO, MESMO QUANDO JESUS DIZ AOS DISCÍPULOS (DURANTE SUA APARIÇÃO A ELES APÓS A RESSURREIÇÃO) QUE "SE ELES PERDOAREM OS PECADOS, ESTARÃO PERDOADOS, E SE NÃO PERDOAREM, NÃO ESTARÃO PERDOADOS", EM JOÃO CAPÍTULO 20, DO VERSO 21 AO 23. A VERDADE É QUE, NAQUELE MOMENTO, JESUS NÃO ESTÁ SE REFERINDO A UM JULGAMENTO QUE DEVA ACONTECER NESTA VIDA TERRENA, MAS ESTÁ FALANDO DE ALGO QUE AINDA ESTÁ PARA ACONTECER, NA ETERNIDADE, NO DIA DO SENHOR, QUANDO A IGREJA REINARÁ COM CRISTO, E ASSIM TERÁ PODER ATÉ PARA JULGAR OS ANJOS, AO LADO DE JESUS (1 Co 6:3).

EM JOÃO CAPÍTULO 20, PORTANTO, JESUS DELEGA UMA AUTORIDADE A IGREJA QUE SOMENTE PODERÁ SER COLOCADA EM EXERCÍCIO NA ETERNIDADE. ENQUANTO SOMOS SERES HUMANOS, FALHOS AINDA, NÃO PODEMOS EXERCER ESTA AUTORIDADE, POIS AINDA SOMOS PASSÍVEIS DE CORREÇÃO, E AINDA PRECISAMOS SER PROVADOS NA NOSSA FÉ. POR CONSEGUINTE, A VERDADEIRA IGREJA DO SENHOR SÓ SERÁ COLOCADA COMO REFERENCIAL PARA TODOS OS POVOS APÓS RESSUSCITADA. A PASSAGEM BÍBLICA ABAIXO CONFIRMA ESTA VERDADE:

Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa nem nas mãos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante mil anos. (Apocalipse 20:4)

DEUS NÃO PODE NEGAR-SE A SI MESMO. QUANDO JESUS ENSINA A SEUS DISCÍPULOS COMO SE CHEGAREM A DEUS CORRETAMENTE EM ORAÇÃO, ELE DEIXA CLARO A "TODOS OS HOMENS" (ISSO TAMBÉM VALE PARA LÍDERES DE QUAISQUER IGREJAS, MESMO AQUELES QUE JEJUAM, QUE FAZEM VOTO DE CASTIDADE, VOTO DE POBREZA, ETC.) QUE DEVEMOS SEMPRE PERDOAR AS FALHAS UNS DOS OUTROS, SE CREMOS EM DEUS, OU DO CONTRÁRIO, DEUS TAMBÉM NÃO NOS PERDOARÁ:

(...)Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’. Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas". (Mateus 6:12-15)

OS VERSÍCULOS SEGUINTES ABAIXO CONFIRMAM, PORTANTO, QUE NA TERRA, O ÚNICO QUE TEM PODER PARA PERDOAR PECADOS DAS PESSOAS É O PRÓPRIO DEUS, OU JESUS. 

Certo dia, quando ele ensinava, estavam sentados ali fariseus e mestres da lei, procedentes de todos os povoados da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar os doentes. Vieram alguns homens trazendo um paralítico numa maca e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus. Não conseguindo fazer isso, por causa da multidão, subiram ao terraço e o baixaram em sua maca, através de uma abertura, até o meio da multidão, bem em frente de Jesus. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse: "Homem, os seus pecados estão perdoados". Os fariseus e os mestres da lei começaram a pensar: "Quem é esse que blasfema? Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus? " - Jesus, sabendo o que eles estavam pensando, perguntou: "Por que vocês estão pensando assim? Que é mais fácil dizer: ‘Os seus pecados estão perdoados’, ou: ‘Levante-se e ande’? Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados" — disse ao paralítico — "eu lhe digo: levante-se, pegue a sua maca e vá para casa". Imediatamente ele se levantou na frente deles, pegou a maca em que estivera deitado e foi para casa louvando a Deus. (Lucas 5:17-25)

Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma ‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: "Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’ ". Respondeu-lhe Jesus: "Simão, tenho algo a lhe dizer". "Dize, Mestre", disse ele. "Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais? " - Simão respondeu: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior". "Você julgou bem", disse Jesus. Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: "Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama". Então Jesus disse a ela: "Seus pecados estão perdoados". Os outros convidados começaram a perguntar: "Quem é este que até perdoa pecados? " - Jesus disse à mulher: "Sua fé a salvou; vá em paz". (Lucas 7:37-50)

Bendiga ao Senhor a minha alma! Bendiga ao Senhor todo o meu ser! Bendiga ao Senhor a minha alma! Não esqueça de nenhuma de suas bênçãos! É ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças, que resgata a sua vida da sepultura e o coroa de bondade e compaixão, que enche de bens a sua existência, de modo que a sua juventude se renova como a águia. (Salmos 103:1-5)


Pra. Oriana Costa



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Para renovar e avivar sua fé.

Deus, o criador de todas as coisas, tem uma boa notícia para toda a humanidade, e Ele resolveu que esta boa nova fosse divulgada entre nós, não por anjos, não por espíritos, não por religiões, mas por pessoas imperfeitas, falhas, porém, que acreditam nEle de coração. 

Esta divulgação começou quando Ele mesmo veio nos trazer a notícia, a cerca de dois mil anos atrás. A partir daí, as pessoas que viram o que Ele havia feito em nosso favor, começaram a espalhar a mensagem da boa nova pelo mundo, que é confirmada por sinais e prodígios sobrenaturais vindos do próprio Deus (Marcos 16:15-19). Isso vem acontecendo até os dias de hoje, e vai se continuar até que Ele volte segunda vez para finalizar este processo, cumprindo o grande favor que nos prometeu.

Mas, será que sabemos que boas novas são estas? 

A boa notícia de Deus não é deste mundo, ela vem da eternidade, que é o lugar ao qual pertencemos antes de nascermos neste mundo físico. É para lá que estamos indo. É lá que Deus é visível como pessoa, neste momento, e é de lá que todas as regras e leis universais criadas por Ele são executadas aqui em nosso mundo. 

O conhecimento do mal ao qual Adão, o primeiro homem, teve acesso, e o qual temos recebido até hoje, nos impede de estar na eternidade com Deus, porque não temos controle sobre ele de nós mesmos; ao entrar em nossas mentes, o conhecimento do mal nos influencia a agirmos "como se fôssemos independentes de Deus", por isso nos separa dele espiritualmente, porque Deus é espírito e também nos fez espíritos. 

Por conseguinte, o conhecimento do mal também influencia no funcionamento do nosso organismo, em nossas decisões, ao nortear nossos desejos e vontades, e, assim, nos faz esquecer da existência e do poder dEle, ou duvidarmos disso, e infelizmente nós não temos como retirá-lo das nossas mentes após adquirí-lo. 

Por isso, é importante termos consciência de que, ainda que não nos achemos merecedores deste julgamento, nós mesmos é que somos culpados por todo o mal que nos acontece, por todos os sofrimentos que passamos, e não Deus.

Este mesmo mal que está em nós, também foi passado para a natureza, a todos os seres viventes, visto que Deus os criou como uma continuidade do homem, da mesma matéria, para que deles tirássemos proveito na nossa sobrevivência. É por isso que até hoje eles também estão debaixo da mesma sentença de morte física que os seres humanos, e sujeitos às mesmas tendências malignas que temos na nossa carne, mesmo não tendo errado diante de Deus: todos os outros seres vivos são parte de nós.

Deus avisou ao homem que o mal, no físico, só tem fim com a morte da carne, se ele resolvesse adquirí-lo sem estar capacitado para isso. Contudo, o homem duvidou das palavras de Deus e escolheu ir contra esta verdade. 

O homem esqueceu que foi criado por Deus, assim como tudo o que o cerca, e que Ele é fiel (não falha) em cumprir o que determinou em suas leis, que Ele só age de acordo com a sua própria justiça, decretada por Ele mesmo desde a eternidade. É daí que surge a frase tão conhecida: "Deus é fiel". Ele não é, nem nunca será fiel a seres humanos falhos, sem que estes estejam ligados a Ele de alguma maneira, porque Ele não pode negar-se a si mesmo. E a única maneira de estar ligado a Deus é cumprindo os ensinamentos que Ele nos passou pela vida de Jesus. Somente estando ligados a Deus desta forma é que usufruímos da fidelidade dEle. 
 
Sabendo estas coisas, precisamos tomar cuidado para não confundir "boas novas materiais", que são passageiras (porque nosso corpo é perecível), com as verdadeiras boas novas que são eternas. Muitas vezes acreditamos que Deus é bom e justo por que Ele nos dá "vitórias materiais", como uma casa, um carro, um emprego, um aumento de salário, uma causa na justiça resolvida, uma cura milagrosa, uma viajem para outro país, etc.., e depois, quando sofremos, e não vemos um agir aparente de Deus em nosso favor materialmente falando, quando pedimos um milagre e não recebemos, começamos a pensar que Deus não nos ouviu, ou mesmo duvidamos dEle.

A justiça de Deus está acima da nossa, e o que Ele tem para nos dar de melhor é a VIDA ETERNA. Portanto, devemos acreditar e confiar em Deus não pelo que Ele pode nos dar neste mundo, mas pelo favor que Ele nos faz na eternidade, nos concedendo habitar com Ele em seu Reino para sempre: um lugar onde não há morte, nem mal algum - pois Ele anulou esta sentença quando ao se fazer humano como nós, se entregou, sem ter cometido nenhuma falha, se sacrificando em nosso lugar, morrendo e ressussitando ao terceiro dia, e prometendo que fará isso conosco também, no tempo dEle (Hb 12:14,15 - Mt 24: 35,36).
 
Ao fazer este sacrifício como homem, Deus nos concede uma chance única de entramos no Reino dEle, pois sem ter errado em nenhum momento e escolhendo morrer de uma vez por todas em nosso lugar, Ele nos justificou do mal que está em nós, e que nós mesmos não temos como justificá-lo, porque o homem já estava ciente do que lhe aconteceria se escolhesse ter o conhecimento do mal: Adão não estava desavisado (Gênesis 2:16,17 -  Atos 13:38,39) . 

Esta realidade não é religiosa, não está contida em nenhuma religião, porque não é material: ela é sobrenatural, está acima das forças, da imaginação e do conhecimento do homem, e ninguém jamais poderia fazer este favor por nós se não fosse o próprio Deus, que nos criou!
 
É este favor, ou esta graça, que é a verdadeira boa notícia de Deus para todos nós, e é nela que deve estar ancorada a nossa fé, e é ela que devemos divulgar sempre.
 
Sabendo desta boa nova, acreditando nela, é que faremos o bem ainda que os outros nos façam mal, é que teremos força para suportar tribulações, é que saberemos ser confiantes nas horas de dificuldades, simplesmente porque já não haverá mais em nós o medo da morte.
 
Verdadeiros crentes celebram esta boa notícia no meio das adversidades, pois eles tem um motivo especial para se alegrarem, mesmo em grandes tribulações, mesmo perdendo algo material ou alguém: eles sabem muito bem para onde estão indo! (e agir assim é uma loucura para este mundo, que não sabe de onde vem nem para onde vai!)
 
Renovemos nossa fé todos os dias com esta verdade, porque neste mundo corrompido, todos os dias são maus! "ESPERA NO SENHOR SEM DESISTIR, NA CERTEZA QUE ELE NÃO FALHA: TUDO ELE JÁ PREPAROU, SEU AMOR NUNCA MUDOU!"

Pra. Oriana Costa.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Discernindo o bem e o mal segundo os padrões espirituais.

Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte. (Provérbios 16:25)

Enquanto estamos vivendo neste mundo, diversas informações entram na nossa mente todos os dias, desde a nossa infância. À medida que vamos crescendo e atingindo a maturidade, procuramos escolher colocar em prática aquilo que seja bom para nós. 

Misturadas, durante toda a nossa vida, informações boas e ruins vão chegando e adentrando em nossas mentes, cabendo a nós sermos suficientemente perspicazes para discerní-las, e escolhermos praticar aquilo que somente nos fará bem.

Contudo, nem sempre as informações ruins que recebemos no mundo tem má aparência, ou nos provoca más sensações, e nem sempre informações boas são agradáveis à primeira vista, por isso, podemos ser enganados se não existir uma forma de diferencia-las com clareza. 

Muitas vezes informações malignas, quando colocadas em prática, nos proporcionam momentos de satisfação, de alegria, de prazer, de conforto e até mesmo de paz. Algumas delas nos persuadem a entender que não nos trarão mal nenhum se continuarmos a praticá-las neste mundo, pois, mesmo praticando-as, continuamos acreditando em Deus, trabalhando honestamente e fazendo a caridade ao nosso próximo.

O que o mundo nunca vai nos dizer é, que, o que fazemos nele e se mostra aparentemente "inofensivo", na verdade, nos levará a existir na eternidade longe do nosso Criador. Apesar de acreditarmos n'Ele e até orarmos para Ele nos abençoar, se estivermos indo contra a Sua justiça, estamos condenados à morte eterna; a sentença para todo aquele que está contra Deus já foi consumada pelo sacrifício de Jesus, e Ele é justo e fiel para cumprí-la. 

Se não existisse nenhuma fonte de informação que nos direcionasse verdadeiramente para Deus, poderíamos julgar as coisas baseados em nossos próprios critérios materiais e nunca falharíamos. Então, a partir do que conhecemos e vivemos neste mundo, não mais cometeríamos erros na hora de fazermos a separação entre informações boas e ruins, visto que nossa existência estaria limitada à matéria e somente fundada nela. 

No entanto, existe um livro, a Bíblia, que contém informações apontando para um local que se continua além deste mundo material, chamado ETERNIDADE. Todos os seres humanos estão voltando para lá; a existência desse lugar confirma, portanto, que não estamos limitados à matéria, e também que não somos nós que controlamos a continuidade de nossa existência e nem a do universo - este controle pertence somente a Deus.

A Bíblia, que contém dados históricos de povos e culturas antigas, também nos mostra de onde viemos e para onde estamos indo, em verdade, porque foi feita inspirado pelo próprio Criador de todas as coisas. A partir dela nós podemos separar o que é bom do que é mal segundo os critérios de Deus, que é o detentor de todo o poder, de todo o conhecimento sobre tudo, e que criou tudo o que existe, inclusive a nós. 

O grande problema é que muitas pessoas, por não compreenderem o conteúdo bíblico, não aceitam parte das coisas que Deus "condena" em Sua Palavra por entenderem que uma ou outra condenação em particular, apesar de coincidir com o que a pessoa vem vivendo e fazendo, não se aplica à situação em que ela se encontra, visto que "aparentemente" ela não está praticando o mal. 

A Bíblia nos informa que Deus julga todas as coisas a partir da sua santidade, que é a sua total separação do mal; e Ele conhece todo o mal em sua totalidade, tanto na matéria quanto no espírito, apesar de não praticá-lo.

Aquilo que achamos ser bom, porque praticamos e, de certa forma, não nos provoca nenhum mal que possa ser percebido a curto prazo na matéria, pode estar sendo julgado e condenado por Deus em Sua Palavra por ser visto como um mal espiritualmente,  E DEUS ESSENCIALMENTE É ESPÍRITO! 

Isto o nosso entedimento material não pode discernir se o próprio Deus não mostrar de alguma maneira clara na matéria, e é para esta finalidade que a Palavra de Deus escrita, registrada na Bíblia, existe - Deus quer nos alertar o que irá nos acontecer através do conteúdo dela, pois Ele nos ama, e nos quer junto a Ele na eternidade.

Deus nos avisa, através de Sua Palavra, da necessidade de rejeitarmos todo o mal nela discrimidado ainda aqui neste mundo, antes que o tempo de vida do nosso corpo termine, e libere o nosso espírito que irá para a eternidade sem que tenhamos feito a escolha certa para o bem da nossa existência. 

Deus veio habitar como homem na terra, na pessoa de Jesus, de acordo com os registros da Bíblia, e provou que é possível rejeitar o que realmente é mal aos olhos de Deus ao nos esforçarmos para viver segundo as suas instruções. Jesus foi o único que conseguiu agradar totalmente a Deus, seja materialmente, seja espiritualmente, enquanto esteve na terra; portanto, Ele é o único referencial de perfeição que há na hora de discernirmos entre o bem e o mal, e escolhermos agradar a Deus.

É importante observar que uma parte do conhecimento maligno é fácil de ser discernido e rejeitado, mesmo sem sabermos com precisão o conteúdo da Bíblia, mas outra parte, não. Esta outra parte, que se esconde em meio às situações e circunstâncias, nos persuadindo com sensações e sentimentos aparentemente bons, está exposta na Palavra de Deus e cabe a nós confiarmos nestas informações e rejeitarmos este mal pela fé, exatamente por ainda não estarmos vendo a Deus, nem a eternidade, apesar de entendermos que existem.

De acordo com a Palavra de Deus, nós fomos feitos à imagem e semelhança d'Ele, logo, não somos só matéria, mas também temos um espírito eterno que a torna viva, e que veio do próprio Deus; este espírito está caminhando para o seu devido lugar, que é a eternidade, onde Deus primeiramente está, quer aceitemos isso ou não. Ao chegar lá, o nosso espírito fica junto a Deus se estiver separado do mal como Ele; mas, se não estiver, fica longe d'Ele para sempre, e isto significa um tormento eterno, haja vista que somente unidos a Deus podemos obter verdadeira plenitude de paz, sendo Ele a única FONTE DE VIDA ETERNA.

A seguir, alguns versículos da Bíblia onde vemos a condenação de Deus sobre a prática do mal:

E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2:15-17)

Disse o Senhor Deus: "Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele também tome do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre". Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida. (Gênesis 3:22-24)

Como a justiça encaminha para a vida, assim o que segue o mal vai para a sua morte. (Provérbios 11:19)

Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal. Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra. (Salmos 37:7-9)

E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus. (João 3:19-21)
Como a justiça encaminha para a vida, assim o que segue o mal vai para a sua morte.
Provérbios 11:19

Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. (1 Coríntios 6:9-10)

Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus. (3 João 1:11)
 
Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. (Gálatas 5:19-21)

Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Felizes os que lavam as suas vestes, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira. (Apocalipse 22:13-15)
      
Precisamos dar crédito às advertências da Palavra de Deus, e aos ensinamentos de Jesus nela contidos, se quisermos ficar na eternidade com Ele. É preciso ler a Bíblia com atenção, principalmente o conteúdo do Novo Testamento, procurando entender a vontade de Deus para as nossas vidas, e não só entendê-la, mas exercitar a prática daquilo que Deus nos ensina, para que, desta forma, nos tornemos adultos na fé, sendo capazes de discernir com clareza entre o bem  e o mal:

Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu; e, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, sendo designado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Quanto a isso, temos muito que dizer, coisas difíceis de explicar, porque vocês se tornaram lentos para aprender. De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal. (Hebreus 5:7-14) 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

UM ALÍVIO PARA SEMPRE

A vida aqui na terra é cheia de situações. Tem horas de bonança e horas de aflição. Tem horas que tudo vai bem aos nossos olhos, e horas que tudo parece desmoronar diante de nós. 
Porém, quando andamos com a palavra de Deus dentro do nossos corações, apesar de passarmos por tantas situações, reagimos de forma diferente de quem não a tem; isso acontece porque é através de Sua Palavra que Deus abre nossos olhos para a verdade sobre a realidade eterna, e nos dá conhecimento das coisas espirituais. 
Muitos acham que eternidade é "um tempo que não tem fim", mas, na verdade, eternidade é um LUGAR onde o tempo não pode ser medido segundo este mundo, e para onde todos os seres humanos estão indo (muitos não entendem isso, e acham que é fantasia, brincadeira, e coisas deste tipo). 
Na eternidade há um Reino que é governado por Jesus, e Jesus é Deus. Neste lugar não acontece a morte física, e lá também é possível se viver num "corpo físico transformado" que não sofre a morte (a isso se dá o nome de ressurreição, e só Deus tem o poder de fazer esta transformação em nosso corpo mortal). 
Quem vai para a eternidade e consegue entrar neste Reino, alcança a VIDA ETERNA, que é o total alívio da alma: sem dor, sem doença, sem tristeza, sem angústia, sem medo, sem ameaças de sofrer qualquer tipo de mal. 
A presença de Deus queima como um fogo, porém, que não pode ser jamais apagado. Se estivermos dentro do Reino dEle na eternidade, não seremos atingidos pelo poder deste fogo, e sim, seremos revestidos e cheios dele. No entanto, quem fica de fora do Reino somente sentirá a sensação de calor e queima que o fogo da presença de Deus provoca, e isso será realmente um infinito sofrimento; Deus está em toda a eternidade, em todo o lugar, não há como fugir da presença dEle, e, ELE NÃO SE ASSOCIA COM NENHUMA ESPÉCIE DE MAL.     
Portanto, quem conhece a palavra de Deus, rejeita todo o mal dentro do seu coração e no mundo, e espera com paciência o cumprimento daquilo que o Senhor Jesus prometeu, seja qual for a situação que esteja passando (tudo isto que vemos aqui acabará!), porque Deus não falha: Ele promete e cumpre. 
Perceba: aqui na terra nós sempre vamos estar necessitando de uma alívio aqui e ali (e que Deus nos manda, com certeza, porque Ele tem misericórdia de nós); aqui, nem sempre estaremos em situação de bonança, mas, lá no Reino dEle, o alívio, a bonança, será para sempre. É desta informação que vem o verdadeiro "descanso em Deus" enquanto estamos passando por este mundo mal. Creia em Jesus e persevere crendo, até o fim!
Pastora Oriana Costa