By Pastors Wendell and Oriana Costa

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A construção do terceiro templo, o Dia do Senhor e a volta do Senhor Jesus Cristo.

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Atenção internautas: 


Este estudo bíblico, assim como outros que constam neste blog, é fruto de pesquisas na Bíblia feitas pelo menos nas duas versões mais usadas para estudos em nossa língua (português), que são a João Ferreira de Almeida Corrigida Revisada Fiel (ACRF) e Nova Versão Internacional (NVI). As pesquisas bíblicas são feitas ao longo de meses e respaudadas também por pesquisas de cunho histórico (as referências bíblicas e os links pesquisados que dão base às afirmações aqui feitas são postados ao longo dos textos). 


O propósito deste trabalho não é convencer alguém de coisa alguma, pois não temos este poder, mas somente passar informações bíblicas de uma maneira clara aos que estão buscando entender melhor as escrituras sagradas. Este trabalho, portanto, não está ligado a nenhuma corrente protestante ou quaisquer movimentos religiosos ou filosóficos: está unicamente e intimamente associado a fé justificadora e salvadora em Deus, que vem até nós mediante o sacrifício de Cristo feito para nos livrar de nossa condição condenatória na eternidade, e que foi seguido de sua posterior ressurreição e ascensão aos céus como prova de sua autenticidade.


Entendemos que a fé genuína em Jesus Cristo não se trata de mais uma religião ou de mais uma corrente filosófica, e sim de um estado de consciência ao qual chegamos, adquirido através da leitura e meditação das escrituras, onde somos progressivamente informados por elas sobre a existência de uma justiça infalível e imutável advinda do Criador de todas as coisas, que opera neste mundo e em cada um individualmente, estabelecida a partir dimensão eterna.   


Recomendamos aos cristãos, judeus, mulçumanos e a outras pessoas que acreditam no Deus criador a partir de outras religiões, que, antes de inciar esta leitura, peçam a Ele em oração para ajudar-lhes na compreensão de sua perfeita vontade.   


Desejamos a todos uma agradável e proveitosa leitura!


Os autores.     


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Ultimamente observamos notícias de que os judeus estão para construir um terceiro templo, conforme Deus ordena na Lei que entregou a Moisés.

Os judeus acreditam que devem reconstruir o templo que está especificado na Lei para que Deus seja adorado por eles ali. A reconstrução do templo para este povo é, portanto, obediência ao Senhor. Porém, no momento, o local em que o edifício deve ser reconstruído está ocupado por um outro templo, dedicado à pratica da religião mulçumana (Para saber mais, clique aqui).

Muitos cristãos acreditam que a reconstrução do templo pelos judeus é um dos sinais da volta de Cristo. Mas, será mesmo que é? Será que os judeus irão conseguir reconstruir o templo segundo a Lei da maneira que esperam? Para obtermos estas respostas corretamente, vamos, então, analisar o que o Senhor nos diz através das escrituras, tomando por base não somente os livros da Lei, mas todo o restante da Bíblia!

Antes de começarmos a analisar as escrituras, devemos lembrar que judeus ortodoxos não acreditam que Jesus Cristo é o messias que eles esperam, e desprezam totalmente Sua obra redentora, bem como todo o conteúdo do Novo testamento. Para estes judeus, o anticristo e o diabo assim como se crê no cristianismo, não existem. (Para saber mais, clique aqui)

No Antigo Testamento, em quase que a maioria dos profetas, podemos ler profecias relacionadas às construções dos dois primeiros templos, e também do que poderíamos chamar de um "terceiro templo", para que ali o Senhor seja verdadeiramente adorado; no Novo testamento, nos evangelhos e nas cartas dos apóstolos, também encontramos explicações sobre esta nova e especial edificação.

Vejamos abaixo os referidos trechos bíblicos e seus significados:

"Quando a sua vida chegar ao fim e você se juntar aos seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo, e eu estabelecerei o reino dele. Será ele quem construirá um templo para mim, e eu firmarei o trono dele para sempre. Eu serei seu pai, e ele será meu filho. Nunca retirarei dele o meu amor, como retirei de Saul. Eu o farei líder do meu povo e do meu reino para sempre; seu reinado será estabelecido para sempre." (1 Crônicas 17:11-14) 

Deus fala a Davi sobre seu sucessor, porém, a pessoa a qual Ele está se referindo é Jesus Cristo, e não Salomão. Sabemos disso por causa das frases: "Eu firmarei o trono d'Ele para sempre" e "Seu reinado será estabelecido para sempre". Se o reinado deste rei é para sempre, logo, o templo que ele construiria para Deus não poderia ser destruído; o reinado de Salomão durou 40 anos, e o maravilhoso templo que ele construiu foi totalmente destruído (confira aqui).

No livro de Esdras (capítulo 5, versículos 1 ao 15), observamos que os israelitas construíram um segundo templo, após dois profetas (Ageu e Zacarias) terem sido usados por Deus para avisar ao povo que um novo templo seria levantado. A seguir vamos ler as profecias originais de cada profeta:

"No primeiro dia do sexto mês do segundo ano do reinado de Dario, a palavra do Senhor veio por meio do profeta Ageu ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Sealtiel, e ao sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Este povo afirma: Ainda não chegou o tempo de reconstruir a casa do Senhor. Por isso, a palavra do Senhor veio novamente por meio do profeta Ageu: Acaso é tempo de vocês morarem em casas de fino acabamento, enquanto a minha casa continua destruída? Agora, assim diz o Senhor dos Exércitos: Vejam aonde os seus caminhos os levaram. Vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Vejam aonde os seus caminhos os levaram! Subam o monte para trazer madeira. Construam o templo, para que eu me alegre e nele seja glorificado, diz o Senhor." (Ageu 1:1-8) 

As palavras acima não apontam uma ordem, mas se referem a um juízo de Deus, exatamente por causa dos pecados dos israelitas descritos a partir do versículo segundo: "Assim diz o Senhor dos Exércitos: Este povo afirma: ...".

E realmente eles subiram ao monte com madeira para construírem o templo: o monte Gólgota, e levaram madeira para crucificar Cristo, aquele que era a pedra angular do templo de Deus na terra, a Sua igreja.

A frase "Assim diz o Senhor dos exércitos: Vejam aonde os seus caminhos os levaram!", no versículo sétimo, na verdade, é o início de uma sentença judicial, onde o Pai está condenando os israelitas a fazerem toda a tarefa (de uma maneira cruel e violenta) que logo após resultaria na ressurreição do messias que eles tanto queriam, o Filho de Deus, porém, sem nada perceberem!

Se os israelitas pudessem saber quem era de fato Jesus, de forma alguma o teriam tratado daquela forma. Acerca dessa situação, está escrito:

"Ele disse: "Vá, e diga a este povo: "Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados". (Isaías 6:9-10, NVI)

No livro do profeta Zacarias, capítulo 8, também há uma profecia com relação a reconstrução do templo. No versículo 9 lemos o seguinte:

"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Vocês que estão ouvindo hoje estas palavras já proferidas pelos profetas quando foram lançados os alicerces do templo do Senhor dos Exércitos, fortaleçam as mãos para que o templo seja construído." (Zacarias 8:9, NVI)

Porém, o versículo acima não está isolado. Ao lermos todo o capítulo, principalmente os versículos posteriores ao 9, percebemos Deus explicar como o templo seria reconstruído, de que ele seria feito.

Um segundo templo foi de fato construído pelos israelitas após a palavra dada pelos profetas, mas, após a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, foi totalmente destruído pelo império romano (confira aqui).

"Esta é a aliança que fiz com vocês quando vocês saíram do Egito: Meu espírito está entre vocês. Não tenham medo. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Dentro de pouco tempo farei tremer o céu, a terra, o mar e o continente. Farei tremer todas as nações, que trarão para cá os seus tesouros, e encherei este templo de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Tanto a prata quanto o ouro me pertencem, declara o Senhor dos Exércitos. A glória deste novo templo será maior do que a do antigo, diz o Senhor dos Exércitos. E neste lugar estabelecerei a paz, declara o Senhor dos Exércitos." (Ageu 2:5-9) 

Sabemos pela palavra de Deus que o segundo templo não superou o primeiro, construído pelo Rei Salomão; nem sequer se igualou a ele em beleza ou riquezas, apesar de ter sido reformado pelo Rei Herodes, e foi igualmente destruído, como o primeiro.

Por isso, percebemos que no trecho bíblico postado acima o Senhor está falando de um outro tipo de edificação, um templo humano e não erguido pelas mãos dos homens, onde a verdadeira paz seria estabelecida (Confira João 14:27 e Filipenses 4:7).

O templo a que Deus se refere, na verdade, são as pessoas que estão em aliança com Ele: existiu uma nação específica, separada por Deus no passado e que fez uma primeira aliança com o Senhor, regida pela lei mosaica; hoje, existe uma nova aliança, aberta a todos os povos da terra e superior à primeira, regida pelo ensinamento de Cristo.

Vejamos o trecho seguinte:

"Diga-lhe que assim diz o Senhor dos Exércitos: Aqui está o homem cujo nome é Renovo, e ele sairá do seu lugar e construirá o templo do Senhor. Ele construirá o templo do Senhor, será revestido de majestade e se assentará em seu trono para governar. E ele será sacerdote no trono. E haverá harmonia entre os dois. A coroa será para Heldai, Tobias, Jedaías e Hem, filho de Sofonias como um memorial no templo do Senhor. Gente de longe virá ajudar a construir o templo do Senhor. Então vocês saberão que o Senhor dos Exércitos me enviou a vocês. Isto só acontecerá se obedecerem fielmente à voz do Senhor, o seu Deus." (Zacarias 6:12-15)

Podemos perceber que as palavras acima apontam claramente para o Senhor Jesus Cristo, que, deixando seu trono na eternidade para vir à terra como um homem, posteriormente iria se entregar em sacrifício pelo perdão dos pecados e aí fundar a sua igreja, o templo que Ele mesmo construiu e onde habita como sumo sacerdote.

Em Salmos 69:30-36, Salmos 102:12-22, Isaías 44:21-28, Amós 9:11-15, podemos observar o mesmo: profecias falando sobre o redentor de Israel, o salvador, o Senhor Jesus Cristo: aquele que reconstruiria Sião e reergueria o seu templo "dentre as nações".  

No trecho a seguir podemos ler sobre a ordem de Deus para que Jerusalém fosse destruída, após o sacrifício e ressurreição de Jesus Cristo, como realmente foi, em 70 d.C.; curiosamente, o aviso da parte de Deus começa revelando que aqueles que estivessem em Cristo, "a pedra angular" (ou aqueles que faziam parte da igreja do Senhor) não seriam abalados por esta destruição:

Por isso diz o Soberano Senhor: Eis que ponho em Sião uma pedra, uma pedra já experimentada, uma preciosa pedra angular para alicerce seguro; aquele que confia, jamais será abalado. Farei do juízo a linha de medir e da justiça o fio de prumo; o granizo varrerá o seu falso refúgio, e as águas inundarão o seu abrigo. Seu pacto com a morte será anulado; seu acordo com a sepultura não subsistirá. Quando vier a calamidade destruidora, vocês serão arrastados por ela. Todas as vezes que vier, os arrastará; passará manhã após manhã, de dia e de noite. A compreensão desta mensagem trará pavor total. A cama é curta demais para alguém deitar-se, e o cobertor é estreito demais para cobrir-se. O Senhor se levantará como fez no monte Perazim, mostrará sua ira como no vale de Gibeom, para realizar sua obra, obra muito estranha, e cumprir sua tarefa, tarefa misteriosa. Agora, parem com a zombaria; caso contrário, as suas correntes ficarão mais pesadas; o Senhor, o Senhor dos Exércitos falou-me da destruição decretada contra o território inteiro. (Isaías 28:16-22)

A profecia acima está totalmente de acordo com o que o Senhor Jesus fala sobre a destruição de Jerusalém, como veremos nas referências constantes no Novo Testamento postadas a seguir. Ela também dá a entender que a nação israelita não seria atacada só uma vez, mas, mais de uma vez, e de maneira feroz e assustadora, quando o profeta diz, nos versículos 18 e 19: "Quando vier a calamidade destruidora, vocês serão arrastados por ela. Todas as vezes que vier, os arrastará; passará manhã após manhã, de dia e de noite. A compreensão desta mensagem trará pavor total."

Realmente, sabemos que após a destruição de Jerusalém em 70 d.C., os israelitas ou judeus sofreram grandes perseguições ao longo da história em muitas das nações onde se encontravam, sendo o ápice do sofrimentos deles atingido durante o nazismo, com o holocausto.

Apesar de terem reavido sua terra e serem um povo próspero, ainda hoje os israelitas respiram ameaças de guerra, e isto faz parte do cumprimento do que está estabelecido pelo Senhor em juízo para eles por causa de sua incredulidade e desobediência.

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A seguir, poderemos ler mais explicações tomando por base o Novo Testamento:

Nos evangelhos:

SOBRE A DESTRUIÇÃO DO SEGUNDO TEMPLO EM JERUSALÉM: Confira Mateus 24:1,2; Marcos 13:1,2 e Lucas 21:5,6.

SOBRE O QUE A IGREJA ENFRENTARÁ ATÉ QUE JESUS VOLTE: Confira Mateus 24:3-14; Marcos 13:3-13; e Lucas 21:7-19.

SOBRE A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM E COMO OS CRISTÃOS QUE ALI ESTIVESSEM DEVIAM PROCEDER NO DECORRER DO EVENTO: Confira Mateus 24:15-22; Marcos 13:14-20.  (Clique aqui para entender melhor o que Cristo diz acerca da "abominação da desolação no lugar santo")

PARA A IGREJA SE MANTER VIGILANTE ATÉ A VOLTA DE JESUS: Confira Mateus 24:23-31; Marcos 13:21-26.

SOBRE O QUE ACONTECE COM JERUSALÉM ATÉ QUE JESUS VOLTE: Confira Lucas 21:20-24.

Nas cartas dos apóstolos:

Podemos encontrar explicações bem claras sobre qual o novo templo que, no Antigo testamento, Deus disse que ergueria, nos livros de Hebreus 9:1-15; Hebreus 9:23-26; Atos 7:44-50; 1 Coríntios 3:16,17; 1 Coríntios 6:19; 2 Coríntios 3:6-18; Efésios 2:19-22; 1 Pedro 2:4-10.

No evangelho de Mateus podemos encontrar a seguinte fala do Senhor Jesus Cristo:

"Naquela ocasião Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las. Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado. Ele respondeu: Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus, e juntamente com os seus companheiros comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa? Eu lhes digo que aqui está o que é maior do que o templo." (Mateus 12:1-6) 

Então, de fato, o sinal verdadeiro para a volta de Jesus e que, cremos que está as portas de acontecer, é uma conversão em massa de judeus ao Senhor Jesus Cristo nos últimos instantes do "Dia do Senhor" no qual agora estamos, o que finalizaria por assim dizer, a construção do terceiro templo que está sendo erguido pelo Senhor, e não por homens. Isto, podemos confirmar nos trechos a seguir:

"Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, pois no Senhor há amor leal e plena redenção. Ele próprio redimirá Israel de todas as suas culpas." (Salmos 130:7,8, NVI)

"Por amor de Sião eu não sossegarei, por amor de Jerusalém não descansarei enquanto a sua justiça não resplandecer como a alvorada, e a sua salvação, como as chamas de uma tocha. As nações verão a sua justiça, e todos os reis, a sua glória; você será chamada por um novo nome que a boca do Senhor lhe dará. Será uma esplêndida coroa na mão do Senhor, um diadema real na mão do seu Deus. Não mais a chamarão abandonada, nem desamparada à sua terra. Você, porém, será chamada Hefizibá, e a sua terra, Beulá, pois o Senhor terá prazer em você, e a sua terra estará casada. Assim como um jovem se casa com sua noiva, os seus filhos se casarão com você; assim como o noivo se regozija por sua noiva, assim o seu Deus se regozija por você. Coloquei sentinelas em seus muros, ó Jerusalém; jamais descansarão, dia e noite. Vocês que clamam pelo Senhor, não se entreguem ao repouso, e não lhe concedam descanso até que ele estabeleça Jerusalém e faça dela o louvor da terra." (Isaías 62:1-7, NVI)

"Reúna suas tropas, ó cidade das tropas, pois há um cerco contra nós. O líder de Israel será ferido na face, com uma vara. "Mas tu, Belém-Efrata, embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos." Por isso os israelitas serão abandonados até que dê à luz a que está em trabalho de parto. Então o restante dos irmãos do governante voltarão para unir-se aos israelitas. Ele se estabelecerá e os pastoreará na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, o seu Deus. E eles viverão em segurança, pois a grandeza dele alcançará os confins da terra." (Miquéias 5:1-4, NVI) - Observe que as palavras do versículo 3, em vermelho-itálico, estão em concordância com as palavras de Jesus em Lucas 21:24!)  

"Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. Pois posso testemunhar que eles têm zelo por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. Porquanto, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se submeteram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê." (Romanos 10:1-4, NVI)

Após a análise cuidadosa de todos os trechos bíblicos pontuados no percurso do nosso texto, portanto, a conclusão a que podemos chegar é que os judeus deverão se arrepender de seus pecados por crerem em Cristo, e não mais fazerem sacrifícios de animais para se justificarem diante de Deus; desta vez, os israelitas irão se converter maciçamente a Jesus Cristo nestes últimos momentos do Dia do Senhor e agregarem-se à Sua igreja já existente na terra, visto que ela é o templo que o Senhor construiu por Seu poder, e onde o Messias esperado pelos judeus realmente tem habitado.

Certamente quando tais pessoas crerem em Jesus, desistirão da ideia de construir um novo templo conforme a lei mosaica, visto que eles mesmos são este templo! E, de fato, se algum templo chegar a ser construído por judeus, no lugar que eles esperam ou em qualquer outro lugar, será por aqueles que não creram na mensagem de salvação; o que provavelmente acontecerá é que este terceiro templo construído por homens também será destruído por Deus, como foram os anteriores.

Uma grande quantidade de judeus tem se convertido a Cristo neste início de século, principalmente nos últimos dez anos, aumentando o número de igrejas messiânicas ao redor do mundo. O Espírito de Deus começou a convencer aos israelitas, usando povos estrangeiros (Os gentios! - confira em Isaías 28:9-14), de que o messias que eles esperam é o Senhor Jesus Cristo, que eles tanto rejeitam.

Hoje, os próprios judeus convertidos (judeus messiânicos) estão fazendo o trabalho de evangelismo entre os judeus ortodoxos (Se você deseja ver testemunhos de judeus que tem se convertido a Cristo - em inglês - clique aqui)

O tempo para a evangelização dos demais povos da terra (os gentios) já está chegando ao fim, pois, praticamente todas as nações já foram quase que completamente evangelizadas, e em breve, num futuro não muito distante, todas terão Bíblias em suas próprias línguas.      

Desta forma, o que ficará faltando para a volta do Senhor Jesus, é, na verdade, que o restante do povo de Israel creia n'Ele, ao fim do Dia do Senhor, no qual agora estamos.


SOBRE O DIA DO SENHOR E A VOLTA DO REI JESUS CRISTO:

Este dia tão especial é tratado na Bíblia em três aspectos: primeiro, como ele será para os que estão no mundo, longe de Deus, e, segundo, em especial, para os israelitas; terceiro, como ele será para a igreja do Senhor.

Muitos confundem o Dia do Senhor com o momento da volta d'Ele; contudo, a volta do Rei dos reis se dará no fim do Dia do Senhor, SEM MAIS AVISOS OU SINAIS(!), num momento em que aqueles que estão longe de Deus serão pegos de surpresa, por estarem passando pelo Dia do Senhor totalmente desapercebidos nele (Confira a parábola das 10 virgens em Mateus 25:1-13 - as cinco prudentes é a igreja do Senhor, a noiva do cordeiro; as cinco tolas são os incrédulos ou religiosos, que convivem diariamente com a igreja do Senhor, mas não a percebem).

Devemos fazer a diferença entre Dia do Senhor e volta d'Ele, porque se tratam de eventos distintos. Ambos estão interligados, pois a volta do Senhor Jesus se dará ao fim do Dia do Senhor.

Antes que o Dia do Senhor viesse, Deus avisou com detalhes por Sua palavra, através dos profetas da Antiga aliança, como ele começaria e como seria o seu desenrolar na terra. Já para a volta do Senhor Jesus Cristo, o único aviso é que no momento de sua aparição haverá no céu um grande clarão que será visto em toda terra, num horário que só o Pai sabe qual será.

Vejamos os trechos a seguir:

"Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:27, NVI)

"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem." (Mateus 24:36-39, NVI)

"Então se verá o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. E ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos dos quatro ventos, dos confins da terra até os confins do céu. (...) Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai. Fiquem atentos! Vigiem! Vocês não sabem quando virá esse tempo. É como um homem que sai de viagem. Ele deixa sua casa, encarrega de tarefas cada um dos seus servos e ordena ao porteiro que vigie. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem quando o dono da casa voltará: se à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo ou ao amanhecer. Se ele vier de repente, que não os encontre dormindo! O que lhes digo, digo a todos: Vigiem!" (Marcos 13:26-37, NVI)

O início do Dia do Senhor veio como um ladrão aos israelitas, e foi onde a igreja do Senhor passou a existir. Este dia tão especial teve início à cerca de dois mil anos atrás, com o nascimento do Messias, o Senhor Jesus Cristo, e, neste exato momento, estamos vivendo seus últimos instantes, visto que quase todos os sinais preditos nas escrituras já aconteceram, inclusive, o reconhecimento da nação de Israel como estado independente em 1948 (confira aqui).

Após lermos todo o capítulo 2 do livro do profeta Joel, constante no Antigo Testamento, podemos ter uma melhor visão de como se deu o início do Dia do Senhor. Abaixo leremos alguns trechos do livro, que descrevem e confirmam como se sucedeu o começo deste tão surpreendente dia:

"É dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e negridão. Assim como a luz da aurora estende-se pelos montes, um grande e poderoso exército se aproxima, como nunca antes se viu nem jamais se verá nas gerações futuras. Diante deles o fogo devora, atrás deles arde uma chama. Diante deles a terra é como o jardim do Éden, atrás deles, um deserto arrasado; nada lhes escapa. Eles têm a aparência de cavalos; como cavalaria, atacam galopando. Com um barulho semelhante ao de carros saltam sobre os cumes dos montes, como um fogo crepitante que consome o restolho, como um exército poderoso em posição de combate. Diante deles povos se contorcem angustiados; todos os rostos ficam pálidos de medo. Eles atacam como guerreiros; escalam muralhas como soldados. Todos eles marcham em linha, sem desviar-se do curso. Não se empurram uns aos outros; cada um marcha sempre em frente. Avançam por entre os dardos sem desfazer a formação. Lançam-se sobre a cidade; correm ao longo da muralha. Sobem nas casas; como ladrões entram pelas janelas. Diante deles a terra treme, o céu estremece, o sol e a lua escurecem, e as estrelas param de brilhar. O Senhor levanta a sua voz à frente do seu exército; Como é grande o seu exército! Como são poderosos os que obedecem à sua ordem! Como é grande o dia do Senhor! Como será terrível! Quem poderá suportá-lo?" (Joel 2:2-11, NVI)

Acima vemos nitidamente o Senhor falando pelo profeta como aconteceria o início do Seu Dia: com a aparição de um grande e poderoso exército. À princípio, parece um exército destruidor, mas, de fato, eles não viriam para destruir e sim para anunciar a mensagem de salvação, pois o mundo já está condenado. Ele detalha minuciosamente características desses soldados:

(...)Todos eles marcham em linha, sem desviar-se do curso. Não se empurram uns aos outros; cada um marcha sempre em frente. Avançam por entre os dardos sem desfazer a formação(...)

(...)O Senhor levanta a sua voz à frente do seu exército; Como é grande o seu exército! Como são poderosos os que obedecem à sua ordem! Como é grande o dia do Senhor!(...)

O exército, muito bem organizado, é, portanto, a igreja do Senhor Jesus Cristo, que agora está espalhada sobre toda a terra dando continuidade à anunciação das boas novas do Reino de Deus. O próprio Rei Jesus Cristo é quem vai à frente dos seus soldados tão especiais.

Com relação a outros sinais que marcam o desenrolar do Dia do Senhor na terra, vejamos o versículo seguinte:  

"Que os sacerdotes, que ministram perante o Senhor, chorem entre o pórtico do templo e o altar, orando: Poupa o teu povo, Senhor. Não faças da tua herança motivo de zombaria e de piada entre as nações. Porque se haveria de dizer entre os povos: Onde está o Deus deles?" (Joel 2:17, NVI)

Após a leitura do trecho acima, observamos que Deus estava anunciando o juízo que viria sobre Israel. O profeta fala de "sacerdotes", "pórtico do templo" e "altar", dando a entender a quem o Senhor iria atacar e destruir.

De fato, o templo que havia na cidade não fora destruído de imediato após o ataque, pois o filho do imperador de Roma, que liderava o cerco a Jerusalém, tinha planos de transformá-lo em um templo para a adoração de uma de suas deuzas. Então, os israelitas tiveram tempo, durante o caos que se instalava na cidade, de se reunirem naquele lugar e clamarem a Deus por Sua misericórdia (porém, não foram ouvidos, pois desprezaram ao Senhor).

"Vou compensá-los pelos anos de colheitas que os gafanhotos destruíram: o gafanhoto peregrino, o gafanhoto devastador, o gafanhoto devorador e o gafanhoto cortador, o meu grande exército que enviei contra vocês." (Joel 2:25, NVI) 

No versículo acima, vemos Deus prometer aos israelitas que, ainda no decorrer daquele Dia, compensaria aquela nação do castigo que estava enviando a eles, como realmente o fez, devolvendo seu território em meados do século XX. Os gafanhotos dos quais o profeta fala, na verdade, estão representando as nações que se levantariam contra os israelitas no decorrer da História, e não tem nada a ver com interpretações relacionadas a restituição de bens materias para os que fazem parte da igreja do Senhor.

"Mostrarei maravilhas no céu e na terra, sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se tornará em trevas, e a lua em sangue; antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, pois, conforme prometeu o Senhor, no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar." (Joel 2:30-32, NVI)

Maravilhas no céu: um sinal em particular aconteceria no céu antes do terrível ataque a Jerusalém, que seria "o sol se tornar em trevas, e a lua em sangue"; estes fenômenos são conhecidos hoje como "eclipse solar" e "eclipse lunar ou lua de sangue". Um maravilhoso eclipse solar aconteceu no dia em que o Senhor Jesus foi crucificado (leia em Lucas 23:44), e outro um pouco antes da cidade ser invadida e o templo, destruído (para saber mais clique aqui).

As luas de sangue acontecem com mais frequencia que os eclipses solares e já são bem conhecidas dos judeus; quando acontecem, coincidem com algumas de suas festas tradicionais e sinalizam que eventos importantes irão acontecer em Israel, geralmente ligados a "guerras" (para saber mais clique aqui). As luas de sangue que apareceram no céu entre 2014 e 2015 são um indicativo de que a nação de Israel deverá enfrentar um período de guerra em breve (3ª guerra mundial - para saber mais clique aqui).

Maravilhas na terra: haveria sangue, fogo e nuvens de fumaça; isto se refere ao que aconteceria durante a tomada de Jerusalém. Segundo os relatos históricos sobre o evento que aconteceu em 70 d.C., as carnificinas e os incêndios provocados pelos ataques do exército romano à cidade foram sem precedentes.

Segundo lemos no versículo 32, percebemos que Deus somente livraria daquele terrível incidente os que invocassem "Seu Nome". Sabemos que o nome de Jesus fora dado para a salvação eterna dos israelitas, mas a maioria o recusou, por estarem debaixo de um julgamento de Deus, o qual veremos a seguir; a profecia deixa claro que somente escapariam daquela destruição desoladora os que estivessem crendo n'Ele de todo o coração. (para saber mais clique aqui).

Por causa das suas muitas iniquidades e falta de arrependimento sincero, o Pai sentenciou o povo de Israel a não reconhecer seu salvador e nem entender suas palavras quando ele fosse enviado. No entanto, esta sentença teria fim após a destruição de Jerusalém, conforme fora predito através do profeta Isaías:

"Ele disse: "Vá, e diga a este povo: "Estejam sempre ouvindo, mas nunca entendam; estejam sempre vendo, e jamais percebam. Torne insensível o coração desse povo; torne surdos os ouvidos dele e feche os seus olhos. Que eles não vejam com os olhos, não ouçam com os ouvidos, e não entendam com o coração, para que não se convertam e sejam curados". Então eu perguntei: "Até quando, Senhor?" E ele respondeu: "Até que as cidades estejam em ruínas e sem habitantes, até que as casas fiquem abandonadas e os campos estejam totalmente devastados, até que o Senhor tenha enviado todos para longe e a terra esteja totalmente desolada. E ainda que um décimo fique no país, esses também serão destruídos. Mas, assim como o terebinto e o carvalho deixam o tronco quando são derrubados, assim a santa semente será o seu tronco"." (Isaías 6:9-13, NVI)

Sobre a expressão no versículo 13 "a santa semente será o seu tronco": confira o que Cristo disse acerca d'Ele mesmo aos judeus que o seguiam em João 15:1-6.

Para completar o raciocínio, veja o que  o apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses, como alerta para a destruição que estava às portas de acontecer em Jerusalém, e também o que o apóstolo Pedro disse aos cristãos (judeus convertidos) que se encontravam exatamente naquela cidade:

-Apóstolo Paulo:

"Irmãos, quanto aos tempos e épocas, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: "Paz e segurança", então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão. Vocês todos são filhos da luz, filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não durmamos como os demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios; pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação. Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:1-9, NVI)

-Apóstolo Pedro:

"O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada. Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis. Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu." (2 Pedro 3:9-15, NVI)

Para os que vivem de acordo com o mundo, o Dia do Senhor também está vindo como um ladrão, assim como veio aos israelitas, porém, de uma maneira não tão intensa como a que aconteceu durante a destruição de Jerusalém: ele está vindo progressivamente, mas de uma forma terrível e catastrófica, onde as pessoas ficam confusas, perdidas e tomadas de pavor pela insegurança instalada ao redor.

Entregues a si mesmos, os que estiverem de acordo com as regras deste mundo vão se deixando influenciar pelas sutilezas da maldade e se entregando à destruição, até que recebam plenamente o juízo que já lhes está sentenciado, no momento em que Jesus Cristo mostrar sua face às nações. Para conferir, leia Lucas 21:25-28; Romanos 1:18-27.

Abaixo segue a descrição de como será para os que estão no mundo no momento em que Cristo mostrar sua face nas alturas, no momento de Sua vinda:

"Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem." (Mateus 24:37-39, NVI)

Ao contrário do que muitos pensam, Noé não saiu avisando sobre o juízo que viria sobre o mundo através do Dilúvio (leia Gênesis 6:6 até Gênesis 7:16), pois o Senhor não mandou fazer isso. O aviso para o mundo, na verdade, era a arca sendo construída, terminada e embarcada por Noé, sua família e muitos animais, e só.

Contudo, os que viam a arca sendo construída não entendiam para que ela estava sendo levantada, e não entenderam quando viram Noé, sua família e uma multidão de animais entrarem aos casais lá dentro com a porta se fechando por fora em seguida. Quando eles foram entender, já era tarde demais e a arca não podia mais ser acessada.

Curiosidade: não está relatado na Bíblia quanto tempo Noé passou para construir a arca, contudo, está registrado quanto tempo demorou para ele, sua familia e os animais entrarem na arca, que foram exatamente sete dias. Segundo o relato, Noé entrou na arca no sétimo dia, aquele em que Deus fechou a porta e enviou as águas do Dilúvio.

Conforme podemos perceber através de comparações, a arca simboliza Cristo, no qual todos os que n'Ele são batizados, ou seja, todos os que creem entram n'Ele, e passam a ser participantes do Seu Reino. Noé e sua família representam os escolhidos de Deus dentre os israelitas, e os animais, as pessoas das demais nações da terra, que são chamadas de "gentios" na Bíblia. Em Atos 11:1-18 dá para se ter uma idéia de porque os animais que entraram na arca estão representando os povos das demais nações da terra.

Os gentios começaram a crer em Jesus Cristo e a fazer parte da igreja do Senhor a partir do trabalho evangelístico liderado pelo Apóstolo Paulo. Enquanto os demais povos da terra iam se convertendo a Cristo maciçamente, ao longo dos séculos, as conversões de judeus diminuíram muito, até voltarem a acontecer com mais força a partir do século XX; isso bate perfeitamente com o que acontecera a Noé, que só entrou na arca no último momento, um pouco antes do Dilúvio se suceder, no "sétimo dia".  

Logo abaixo do trecho mencionado mais acima, Mateus 24:37-39, o Senhor Jesus fala como as pessoas estarão sendo salvas do Juízo, ou seja, como elas estarão entrando no Reino dos Céus por ouvirem a mensagem da salvação e crerem nela, contudo, sem serem percebidas pelos que estão a sua volta. Quando o mundo perceber, será tarde demais e não haverá segunda chance, da mesma maneira que não houve para o restante da humanidade no tempo de Noé:

"Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor." (Mateus 24:40-42, NVI)

Após os israelitas se coverterem de coração ao Senhor, a igreja estará completa, e não faltará mais nada para a volta do Rei Jesus Cristo. Quando todos os israelitas chamados por Deus neste último momento se reunirem em congregação junto com os outros povos da terra que fazem parte da igreja do Senhor, louvando ao Nome que é sobre todo o nome, O NOME DE JESUS, então, o mundo presenciará o último fenômeno que antecede a volta de Cristo predito nas escrituras: um grande clarão nos céus.

"Tu, porém, Senhor, no trono reinarás para sempre; o teu nome será lembrado de geração em geração. Tu te levantarás e terás misericórdia de Sião, pois é hora de lhe mostrares compaixão; o tempo certo é chegado. Pois as suas pedras são amadas pelos teus servos, as suas ruínas os enchem de compaixão. Então as nações temerão o nome do Senhor, e todos os reis da terra a sua glória. Porque o Senhor reconstruirá Sião e se manifestará na glória que ele tem. Responderá à oração dos desamparados; as suas súplicas não desprezará. Escreva-se isto para as futuras gerações, e um povo que ainda será criado louvará o Senhor, proclamando: "Do seu santuário nas alturas o Senhor olhou; dos céus observou a terra, para ouvir os gemidos dos prisioneiros e libertar os condenados à morte". Assim o nome do Senhor será anunciado em Sião e o seu louvor, em Jerusalém, quando os povos e os reinos se reunirem para adorar ao Senhor." (Salmos 102:12-22, NVI)

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Curiosidades

Ao lermos a promessa que Deus faz à nação de Israel em Isaías 60, iremos encontrar semelhanças com trechos de Apocalipse capítulos 21 e 22.

Particularmente, no trecho contido em Apocalipse 21:16-21, temos a descrição dos doze fundamentos dos muros da cidade santa, que são adornados com uma variedade de belas pedras preciosas. Fazendo uma rápida pesquisa na internet, podemos saber quais as nações onde são encontradas (a maior parte delas é encontrada no Brasil):

Jaspe - Brasil, África e Ásia
Safira - Brasil, Austrália, Birmânia e Tailândia.
Calcedônia - Brasil, Índia, Uruguai e África.
Esmeralda - Brasil, Colômbia, África e Rússia.
Sardônio - Brasil e Índia.
Sárdio - EUA e Índia.
Crisólito - Egito.
Berilo - Brasil, Australia e Russia.
Topázio - Brasil, África, México, Ucrânia e Irlanda.
Crisópraso - Brasil, Índia, África e Rússia.
Jacinto - África e Austrália.
Ametista - Brasil, Uruguai, México e África.

Em Isaías 60:10, podemos ler o seguinte:

"Estrangeiros reconstruirão os seus muros, e seus reis a servirão. Com ira eu a feri, mas com amor lhe mostrarei compaixão." (Isaías 60:10, NVI)

Também, nos versículos 6 e 7 deste mesmo capítulo do profeta Isaías, Deus garante que povos árabes (que são simbolizados por camelos, rebanhos e carneiros das regiões de Midiã, Efá, Sabá, Quedar e Nebaiote) irão converter-se ao Senhor e unirem-se aos israelitas em adoração (Isto já começou a acontecer e hoje está ligado ao movimento de evangelização de povos mulçumanos, direcionado por Deus tanto na igreja messiânica como na gentílica).

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Infelizmente, um imenso número de pessoas não entende acerca do momento que estão atravessando agora, e vão ficar terrificadas no instante em que o maravilhoso clarão aparecer nos céus, por estarem totalmente afastadas de seu Criador.

Já existe uma tradução do novo testamento para o hebraico, para que judeus tenham acesso à mensagem de salvação em sua própria língua. Resta agora que eles leiam e creiam (confira aqui).

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"Eu sou o Senhor, o Santo de vocês, o Criador de Israel e o seu Rei. Assim diz o Senhor, aquele que fez um caminho pelo mar, uma vereda pelas águas violentas, que fez saírem juntos os carros e cavalos, o exército e seus reforços, e eles jazem ali, para nunca mais se levantarem, exterminados, apagados como um pavio: Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. Os animais do campo me honrarão, os chacais e as corujas, porque fornecerei água no deserto e riachos no ermo, para dar de beber a meu povo, meu escolhido, ao povo que formei para mim mesmo a fim de que proclamasse o meu louvor." (Isaías 43:15-21, NVI)

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Missionários Wendell e Oriana Costa.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

No mundo somos livres...

Quando nós somos os donos das nossas próprias vidas, podemos fazer delas o que bem quisermos. Não há lei neste mundo que nos impeça de nada; e, ainda que haja, nós acabamos burlando-a, ou fazemos com que ela mude, ou que mesmo uma outra seja criada para favorecer aos nossos interesses.

No mundo não há limites para realizarmos desejos, sonhos e atingirmos as metas que desejarmos, mesmo que passemos por cima das vidas e dos ideiais de outras pessoas, porque na competição do mundo lucram somente "os mais espertos".

No mundo podemos dar as nossas vidas o sentido que bem entendermos, e vivermos do jeito que nos pareça mais agradável, desde que sejamos "bons pagadores". Se não ficarmos em dívida com ninguém, se conseguirmos pagar todas as nossas contas e formos eficientes em conseguir dinheiro, podemos ser felizes da maneira como desejarmos e ninguém tem o direito de se intrometer.

Podemos inventar e reinventar qualquer coisa a hora que quisermos, e isso não tem fim. Podemos usar e abusar da beleza, da educação, da eloquencia, da autoridade, da força, e de tantos outros recursos para realizar nossos desejos.  

Nós podemos manipular pessoas e situações, para que tudo saia do jeito que queremos e ninguém fique sabendo que foi enganado. E quando alguém consegue descobrir que foi enganado, aquele que engana já "lucrou" e se "divertiu" muito sem que fosse percebido.

Estamos livres para viver da maneira que quisermos e ninguém pode nos impedir. Somos incentivados a aproveitar bem o presente, por nunca sabermos como será o nosso amanhã e também sabermos que nesse mundo nada é para sempre; tudo está mudando constantemente: a aparência, a tecnologia, as opiniões, os amigos, os trabalhos, os sentimentos, os gostos, as situações, as leis, etc..

A natureza do mundo é inconstante, e quem vive segundo o mundo precisa ser inconstante como ele para se adaptar as suas constantes mudanças. No mundo criado pelos homens as coisas não tem um sentido único de ser, pois ele foi criado separado da justiça do Criador de todas as coisas; assim, quem dá o sentido que quiser ou não a todas as coisas somos nós mesmos.

Quando somos nós que administramos nossas próprias vidas, estabelecendo de nós mesmos o que achamos que é certo ou errado, fazemos isso de acordo com o que sentimos e observamos acontecer ao nosso redor. Assim, quem vive a liberdade do mundo estabelece sua justiça de acordo com o que as aparências das pessoas e das coisas lhe provocam.

Contudo, esta liberdade tem um preço: incerteza e insegurança constantes, somadas a medos e decepções em todas as áreas da vida, que nunca nos deixam em paz. Quando tudo aparentemente está sob controle, acontece uma adversidade que nos aflige e desespera. E especialmente nessas ocasiões, a liberdade sedutora do mundo nos convida sempre a provar o novo, porque nunca sabemos o que vai acontecer no próximo minuto, e, se não provarmos, nunca saberemos se aquilo seria melhor para nós ou nos traria algum lucro na vida.

De fato, o mundo concebido à moda humana nada mais é do que uma prisão bem colorida e espaçosa, de onde não se pode ser liberto sem a ajuda do Criador do universo. Ele é feito de aparências e ilusões que nos fazem acreditar que estamos ou podemos ser muito felizes nele algum dia, levando nossas vidas ao sabor das sensações que ele provoca em nossas mentes e em nossos corpos.

Longe de Deus nossos sentimentos sempre nos induzirão a crer que, se investirmos todo o nosso tempo e esforço em fazer aquilo que gostamos neste mundo, e em ter uma boa aparência ou condição física, especialmente conseguindo dinheiro suficiente para levar uma vida confortável, somos vencedores. Porém, isso é um grande engano, porque este mundo não oferece garantia alguma de que amanhã as coisas acontecerão da mesma forma que acontecem hoje. Um dia tudo pode mudar de repente, e sermos pegos de surpresa.

Ao contrário do mundo e dos nossos sentimentos, Deus não muda, é sempre o mesmo. Sua justiça não se executa baseada em um só momento ou em situações isoladas; ela também não acontece baseada em aparências e sentimentos.

A justiça de Deus está fundamentada na realidade eterna. Tudo o que Ele determinou é válido também para a nossa realidade física, e tudo o que foi estabelecido continua a acontecer da mesma maneira, desde o princípio.

As leis concebidas por Deus são irrevogáveis e infalíveis, e é por causa delas que o universo tem se mantido equilibrado, com todas as coisas em seus lugares funcionando sem falhar ao longo dos milênios. É por causa dessas leis que sempre temos ar para respirar, chão para pisar, estações climáticas, vemos o tempo passar, e temos matéria-prima para usarmos e produzirmos o que nossas necessidades pedem; é por elas que nossos corpos funcionam e podem viver na terra.

Quando nos recusamos a aceitar o governo de Deus sobre nossas vidas e obedecer as suas leis, simplesmente ficamos à mercê de aparências e sensações, sem entender muitas coisas que nos acontecem, e tentando solucionar problemas da forma que nos parece mais conveniente. Este é o motivo de tantas incertezas, decepções e sofrimentos nas vidas de muitas pessoas: elas escolhem viver segundo o que sentem e desejam, e não segundo o que Deus diz em Sua Palavra. 

Aceitar o governo do Rei Jesus Cristo sobre nossas vidas e buscar obedecê-lo, portanto, não significa perder a liberdade, e sim estar livre da incerteza do que pode nos acontecer no próximo segundo e dos sofrimentos que isso venha nos causar. Obedecendo a Deus estamos seguros, pois sabemos que tudo o que Ele decretou acontece sem falhar. Aprender a justiça de Deus revelada no ensino de Cristo e buscar vivê-la nos livra do medo do que possa nos acontecer de ruim no futuro, nos livra do medo da morte, e da insegurança que as injustiças e a maldade do mundo nos passam. 

Entender que Deus está no controle de tudo e favorece aos que n'Ele creem e obedecem é uma grande dádiva para a vida de qualquer pessoa. Quem busca a Deus de todo o coração o encontra, e com Ele muitos e maravilhosos presentes que este mundo jamais poderá nos dar, e estes são três deles: no mundo, uma segurança e uma paz que execedem a inteligência humana, e na eternidade, morada garantida e perpétua no Reino de Deus, o lugar onde não há sofrimentos nem morte.




Pastora Oriana Costa.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Por que minha oração não está sendo atendida? Por que minha benção não está chegando?

Para respondermos as perguntas que intitulam nosso estudo bíblico, vamos começar abordando um assunto talvez não muito agradável para a nossa alma, que é o arrependimento de pecados. 

É verdadeiramente impossível(!) reconhecermos nossos erros quando não conseguimos vê-los. Ainda que as pessoas mais próximas nos digam que estamos errando, nós não acreditamos, achando que nós somos as vítimas e as pessoas ao nosso redor estão contra nós. 

Quando erramos com os outros, não estamos somente fazendo mal a uma ou outra pessoa, mas também estamos fazendo mal a nós mesmos, pois estamos indo contra a justiça de Deus. E quando nós nos colocamos contra a justiça de Deus, que é o nosso Criador, Ele nos julga e nos aplica castigos para que venhamos reconhecer onde estamos falhando e possamos nos arrepender especialmente às vistas dele.

Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:28-32) 

Deus nos castiga porque é nosso Pai e não quer nos perder. Se Ele não nos corrigir, seremos condenados por Sua justiça para sempre, e não entraremos definitivamente em Seu Reino no Dia do Senhor. Porém, quando somos muito atribulados, seja em qual área da vida for e não sabemos o porquê, é possível que Deus retire tal julgamento se houver um arrependimento sincero de pecados. 

Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo. (1 João 2:1-2)

E para saber onde estamos falhando é simples: basta perguntar a Ele onde estamos errando e Ele nos falará de uma forma bem clara. Mas, não podemos esperar que Ele desça do céu e venha em pessoa nos dizer onde estamos errando; para nos mostrar o erro, muitas vezes Ele vai fazer a(s) situação(ões) se repetir(em) de uma forma mais forte, para que sejamos tocados e possamos sentir o peso da culpa.

Suponhamos que um homem diga a Deus: Sou culpado, mas não vou mais pecar. Mostra-me o que não estou vendo; se agi mal, não tornarei a fazê-lo. Quanto a você, deveria Deus recompensá-lo quando você nega a sua culpa? É você que tem que decidir, não eu; conte-me, pois, o que você sabe. (Jó 34:31-33)

Muitas vezes oramos e não somos atendidos logo, exatamente porque ainda estamos errando em algumas coisas; estes errinhos sem arrepedimento, por acharmos que temos razão em continuar a fazer o que estamos fazendo, é o que impede de chegar mais rápido até nós as bençãos que pedimos a Deus. 

Somente a oração do "justo" é atendida, e uma pessoa justa diante de Deus é aquela que não peca, e que, se peca contra Ele, logo reconhece seu erro e se arrepende de todo o coração buscando não cometer novamente a mesma falta. E o Senhor Jesus, que sonda os nossos corações, só nos justifica diante do Pai se nos arrependermos sinceramente dos nossos pecados na intenção de não cometê-los mais. 

É imprescindível entendermos que a verdadeira fé salvadora está baseada no arrependimento sincero de pecados durante toda a vida, e não apenas numa confissão momentânea de  "eu aceito Jesus como meu Senhor e salvador" seguida de muitas idas à igreja, onde não são dados frutos oriundos de arrependimentos sinceros.

Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:13-16)

Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal. (1 Pedro 3:11-12) 

Deus está pronto para nos perdoar, retirar qualquer julgamento, e em seguida nos abençoar abundantemente, desde que nos arrependamos sinceramente dos nossos pecados. Foi para nos justificar deles diante do Pai que Cristo, o Seu Filho unigênito, se entregou para morrer na cruz. Se perdirmos perdão a Deus ou às pessoas, mas, continuarmos infringindo a justiça d'Ele, Ele continuará nos castigando e nós continuaremos sofrendo e nos decepcionando. 

Devemos lembrar que um arrependimento sincero é aquele que realmente procura mudar de atitude, considerando o que o Rei Jesus nos ensinou, buscando obedecer e agradar primeiramente ao Senhor, e não a si mesmo ou aos outros.

Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. (Hebreus 10:23-27)

Ouve, Senhor, a minha justa queixa; atenta para o meu clamor. Dá ouvidos à minha oração, que não vem de lábios falsos. Venha de ti a sentença em meu favor; vejam os teus olhos onde está a justiça! Provas o meu coração e de noite me examinas, tu me sondas, e nada encontras; decidi que a minha boca não pecará como fazem os homens. Pela palavra dos teus lábios eu evitei os caminhos do violento. Meus passos seguem firmes nas tuas veredas; os meus pés não escorregaram. Eu clamo a ti, ó Deus, pois tu me respondes; inclina para mim os teus ouvidos e ouve a minha oração. (Salmos 17:1-6)

Tu mesmo ordenaste os teus preceitos para que sejam fielmente obedecidos. Quem dera fossem firmados os meus caminhos na obediência aos teus decretos. Então não ficaria decepcionado ao considerar todos os teus mandamentos. (Salmos 119:4-6)

Através do reconhecimento e arrependimento sincero dos nossos pecados estamos adorando o Pai em espírito e em verdade. Nós nos rendemos para adorá-lo verdadeiramente quando reconhecemos nossas faltas diante d'Ele, pois somente Ele é totalmente justo e santo.

No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4:23-24) 

Adorem ao Senhor no esplendor da sua santidade; tremam diante dele todos os habitantes da terra. (Salmos 96:9) 

Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador; pois ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do seu pastoreio, o rebanho que ele conduz. Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como em Meribá, como aquele dia em Massá, no deserto, onde os seus antepassados me tentaram, pondo-me à prova, apesar de terem visto o que eu fiz. Durante quarenta anos fiquei irado contra aquela geração e disse: Eles são um povo de coração ingrato; não reconheceram os meus caminhos. Por isso jurei na minha ira: Jamais entrarão no meu descanso. (Salmos 95:6-11)

É necessário lembrarmos que antes de Jesus iniciar seu ministério, João batista foi enviado para lhe preparar o caminho, anunciando em Israel que as pessoas deveriam se arrepender de suas faltas diante de Deus, para serem perdoadas e entrarem no Reino. E o Senhor Jesus deu continuidade a esta mensagem. 

Por onde Cristo passava, ia avisando as pessoas que o Pai estava disposto a perdoá-las mediante um arrependimento sincero de pecados e favorecê-las grandemente, livrando-as da condenação à morte eterna. Os milagres aconteciam e acontecem ainda hoje exatamente para sinalizar que isso é verdade.

Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna. Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus. (João 3:14-21)

Todos os que se renderam aos pés de Jesus para adorá-lo naquele tempo, antes ouviram a mensagem de arrependimentos de pecados da boca de João Batista, e de Sua própria boca. Quando as pessoas acreditavam que Jesus era o messias, o seu Rei, elas se arrependiam de suas faltas diante de Deus e, ao procurarem por Ele, todas eram curadas, libertas de possessão demoníca e tinham até parentes ressuscitados, como prova de que Deus as estava perdoando realmente. 

Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer. Então ensinarei os teus caminhos aos transgressores, para que os pecadores se voltem para ti. Livra-me da culpa dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação! E a minha língua aclamará à tua justiça. Ó Senhor, dá palavras aos meus lábios, e a minha boca anunciará o teu louvor. Não te deleitas em sacrifícios nem te agradas em holocaustos, se não eu os traria. Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás. (Salmos 51:12-17)

Na história da mulher do fluxo de sangue (doença que a fazia ficar menstruada, sangrando além dos dias normais), por exemplo, isso foi uma realidade. Quando ela decidiu tocar em Jesus, crendo que ao fazer isso seria curada, na verdade era por já estar se arrependendo de seus pecados. 

Ela sabia que, mesmo não conseguindo falar com Cristo, se ao menos sinalizasse a Ele de alguma maneira que estava crendo que Ele era o messias e por isso estava realmente arrependida, Ele lhe favoreceria. E ela fez isso se esforçando para se aproximar do Senhor e ao menos tocar num cantinho da roupa d'Ele.  

Quando Jesus voltou, uma multidão o recebeu, pois todos o esperavam. Então um homem chamado Jairo, dirigente da sinagoga, veio e prostrou-se aos pés de Jesus, implorando-lhe que fosse à sua casa porque sua única filha, de cerca de doze anos, estava à morte. Estando Jesus a caminho, a multidão o comprimia. E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia e gastara tudo o que tinha com os médicos; mas ninguém pudera curá-la. Ela chegou por trás dele, tocou na borda de seu manto, e imediatamente cessou sua hemorragia. "Quem tocou em mim? ", perguntou Jesus. Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multidão se aglomera e te comprime". Mas Jesus disse: "Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder". Então a mulher, vendo que não conseguiria passar despercebida, veio tremendo e prostrou-se aos seus pés. Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele e como fora instantaneamente curada. Então ele lhe disse: "Filha, a sua fé a curou! Vá em paz". (Lucas 8:40-48)  

E todas aquelas pessoas que se aproximavam de Jesus crendo que Ele era o seu Rei, antes ou depois de receberem seus milagres, se rendiam inclinando-se para adora-lo, assim como aquela mulher do fluxo de sangue fez. 

Certamente, a primeira coisa que aqueles indivíduos diziam adorando-o era "Meu Senhor, eu me arrependo sinceramente dos meus pecados, me arrependo por ter ido contra Sua justiça; obrigado(a) por me fazer reconhecer que sou falho(a), me fazendo agora enxergar onde estou falhando, e também por me perdoar".    

Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma
‘pecadora’, trouxe um frasco de alabastro com perfume, e se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma ‘pecadora’. Respondeu-lhe Jesus: "Simão, tenho algo a lhe dizer". "Dize, Mestre", disse ele. "Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?" Simão respondeu: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior". "Você julgou bem", disse Jesus. Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: "Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama". Então Jesus disse a ela: "Seus pecados estão perdoados". Os outros convidados começaram a perguntar: "Quem é este que até perdoa pecados?" Jesus disse à mulher: "Sua fé a salvou; vá em paz". (Lucas 7:37-50) 

Quem acha que, por ter aceitado Jesus como Seu Senhor, vai parar de pecar instantaneamente, está enganado. Nós, os que seguimos a Cristo, pecamos todos os dias (claro, que, não mais intensionalmente) e na maioria das vezes não percebemos, pois nossa alma é falha e não se lembra a todo tempo de tudo o que Jesus ensinou para cumprir; em algumas ocasiões, ainda que o Espírito de Deus nos lembre o que Jesus ensinou, escolhemos fazer as coisas a nossa maneira, movidos por desejos e sentimentos e sem nos arrependermos disso. 

É por isso que os apóstolos Paulo e João, respectivamente, dizem:

Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado. Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado. (Romanos 7:14-25)

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10)

Portanto, são os nossos pecados que muitas vezes nos impedem de termos nossas petições atendidas, de recebermos bençãos e de termos paz. Precisamos diariamente pedir a Deus que nos mostre (se não estamos conseguindo ver) onde estamos errando, para que possamos reconhecer nossas pendências diante d'Ele e nos arrependermos delas de todo o coração. 

Seres humanos não tem poder de convencer ninguém de pecados, mas o Espírito de Deus tem esta autoridade, e a executa se lhe for solicitado. O Senhor Jesus nos enviou Seu Espírito para nos aconselhar e nos guiar em toda a verdade:

Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-14)  


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Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão. (Salmos 32:1-6)

Por eu ter pecado contra o Senhor, suportarei a sua ira, até que ele apresente a minha defesa e estabeleça o meu direito. Ele me fará sair para a luz; contemplarei a sua justiça. (Miquéias 7:9)

Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. (Atos 3:19-20)





Pastora Oriana Costa

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Estudo bíblico sobre cura de enfermidades - A cura de Naamã, comandante do exército da Síria.

No trecho bíblico abaixo, constante no segundo livro de Reis, vamos ler a história da cura que Deus concedeu a Naamã usando para isso o profeta Eliseu. Em seguida, vamos entender o que aconteceu no episódio, e retirar dele informações preciosas que nos ajudarão a crescer na fé.

Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o Senhor dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso. Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel". Então Naamã partiu, levando consigo trezentos e cinqüenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro e dez mudas de roupas finas. A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança. Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz". Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi? " Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum". Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve. (2 Reis 5:1-27)

Podemos retirar, a partir da leitura do trecho bíblico acima, algumas informações sobre como recebermos cura pelo poder de Deus, assim como Naamã recebeu, bem como outros dados especiais que também estão diretamente relacionados a este evento.

A primeira delas e a mais importante, é que, para sermos curados de uma enfermidade a partir da intervenção de Deus, é necessário ter fé n'Ele. O comandante do exército da Síria tinha um testemunho de Deus em sua própria casa, a menina que ele trouxe cativa de Israel para servir a sua esposa. Como ela era israelita, certamente dava testemunho de Deus com sua vida. Tanto é, que, quando falou a sua senhora que, se seu senhor procurasse um certo profeta em Israel, seria curado, ela foi ouvida; e não foi considerada só por Naamã e sua esposa, mas também pelo rei da Síria, que liberou seu servo para ir ver o tal profeta.

Provavelmente, antes de conviver com uma cidadã israelita dentro de sua casa, Naamã não acreditasse em Deus. E, a partir dessas informações iniciais, confirmamos uma grande verdade: aqueles que acreditam e confiam em Deus verdadeiramente estão dando testemunho de sua fé n'Ele nos locais onde convivem com outras pessoas. Este testemunho, que vem primeiramente de sua obediência a Deus sendo observada pelos outros, pode fazer toda a diferença na vida desses indivíduos, principalmente na hora em que estejam vivenciando determinada situação que não tenha solução pela ciência dos homens.

Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: "Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra". Naamã foi contar ao seu senhor o que a menina israelita dissera. O rei da Síria respondeu: "Vá. Eu lhe darei uma carta que você entregará ao rei de Israel".

Para confirmar que somente é possível conseguirmos favores de Deus se tivermos fé n'Ele, lemos o seguinte, no Novo Testamento:

Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. (Hebreus 11:6)

A segunda informação que podemos tirar dessa passagem bíblica é que precisamos, depois de crer em Deus, ir buscá-lo, nos esforçarmos para ir até Ele. Naamã sabia que teria que ir até um representante de Deus na terra para conseguir o que queria, e assim o fez. Ele acreditou que se um profeta israelita invocasse ao seu Deus, e reinvidicasse a Ele sua cura, seria ouvido e atendido. 

No tempo da Antiga Aliança, eram os sacerdotes e os profetas que tinham o Espírito de Deus sobre eles, para realizarem prodígios e maravilhas como curas instantâneas, por exemplo. A serva de Naamã informou que o profeta capaz de curá-lo residia em Samaria, mas o rei da Síria imaginou que o rei de Israel seria o tal profeta, por isso enviou Naamã até ele e lhe pediu por carta que o curasse.

A carta que levou ao rei de Israel dizia: "Junto com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra". Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: "Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!" Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: "Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel". Então, Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu.

Hoje, a representante de Deus na terra é a igreja do Senhor Jesus Cristo. Quando estamos afastados de Deus e queremos nos reconciliar com Ele, devemos ir até algum local onde verdadeiros seguidores de Jesus se reúnem, e ali nos apresentarmos a Deus dispostos a meditar em Sua Palavra e entendê-la, para então obedecê-lo.  A seguir, vejamos alguns trechos bíblicos onde Cristo nos fala sobre sua igreja, e o que ela está autorizada a fazer:


E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados". Depois de lhes ter falado, o Senhor Jesus foi elevado ao céu e assentou-se à direita de Deus. Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam. (Marcos 16:15-20)

Onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles. (Mateus 18:20)

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância. (Efésios 1:22-23)

A terceira informação que adquirimos com a história da cura do comandante do exército da Síria, é que, à princípio, ao nos aproximarmos de Deus buscando a cura de uma enfermidade, talvez não gostemos do que vamos ouvir d'Ele ou de como Ele procederá para tratar conosco. A Palavra de Deus sempre nos confrontará, e antes que o Senhor nos cure, ela revelará onde estamos errando para que possamos nos arrepender.

Por isso, o apóstolo João fala o seguinte:

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10)

Mesmo quando aceitamos Jesus como nosso Senhor e salvador, ainda podemos pecar sem nos darmos conta disso, e vamos precisar ser confrontados com nossos erros para que possamos nos arrepender. Ninguém para de pecar da noite para o dia, e, muitas vezes, levados por nossos sentimentos, ainda que saibamos muito as escrituras, esquecemos daquilo que lemos para agir conforme aquilo que queremos ou achamos certo de nós mesmos.

Concede-me só estas duas coisas, ó Deus, e não me esconderei de ti: Afasta de mim a tua mão, e não mais me assuste com os teus terrores. Chama-me, e eu responderei, ou deixa-me falar, e tu responderás. Quantos erros e pecados cometi? Mostra-me a minha falta e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto e consideras-me teu inimigo? (Jó 13:20-24)

Quando não estamos conseguindo enxergar nossas faltas, devemos pedir ao Pai que nos revele onde estamos errando, para que possamos nos arrepender e deixar de praticar aquilo que o tem desagradado. O Espírito de Deus foi enviado à igreja para nos ajudar nessa tarefa, pois só Ele tem poder para nos convencer do pecado, da justiça e do juízo:

Eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque os homens não crêem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado. "Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. (João 16:7-14) 

Enfermidades (tanto para crentes como para não-crentes, e tanto para crianças quanto para adultos) são provenientes do juízo de Deus sobre nossas transgressões; por isso, precisamos nos arrepender delas verdadeiramente para enfim sermos curados. Vamos ver mais adiante que Naamã precisou se arrepender de suas faltas com Deus para em seguida ser favorecido por Ele com cura.

Quando é uma criança (que ainda não tem consciência de que pode pecar contra Deus) que está doente, os pais é que devem se arrepender, e pedir a Deus perdão por seus próprios pecados, para que o Senhor anule aquele julgamento sobre seu filho ou sua filha. A confirmação disto está bem clara, tanto no Antigo Testamento quanto no Novo, em diversas passagens. A seguir vamos mostrar algumas delas:

O Senhor é muito paciente e grande em fidelidade, e perdoa a iniqüidade e a rebelião, se bem que não deixa o pecado sem punição, e castiga os filhos pela iniqüidade dos pais até a terceira e quarta geração. (Números 14:18)

E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da iniqüidade. (Isaías 33:24)

Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. (Isaías 53:4-5) - Deus perdôa nossos pecados em Cristo; Ele foi sacrificado para que por sua morte pudéssemos obter o perdão dos nossos pecados diante do Pai. Assim, crendo em Jesus ou pela fé n'Ele, somos levados ao arrependimento de nossas transgressões, e, desta forma, somos absolvidos dos juízos manifestos com enfermidades.

Sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. Mas, se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:26-32)

Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. (Tiago 5:14-16)

Observação: a deficiência física ou mental de nascença (cegueira, surdez, demência, síndrome de down, monoplegia, paraplegia, tetraplegia, etc..), manifesta pela mal formação fetal proveniente de algum erro genético não herdado dos pais, não é necessariamente julgamento por pecados. Este tipo de julgamento geralmente ocorre para que em alguma ocasião se manifeste a glória de Deus pela ação de um poder específico dado à igreja, chamado dom de operação de prodígios, milagres e maravilhas. A operação deste dom serve especialmente para chamar a atenção das pessoas para Cristo, para que creiam n'Ele.

Na maior parte das curas que Jesus realizou, as pessoas tiveram que se arrepender de seus pecados para ficarem livres de seus julgamentos, ou verem seus filhos livres de julgamentos por enfermidades. Por isso, quando os discípulos viram um cego de nascença na região da Galiléia, perguntaram a Jesus:

Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? (João 9:2)

Ao que Cristo respondeu:

Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. (João 9:3)

Após ser curado, inversamente ao que normalmente acontece, o ex-cego creu em Jesus e o adorou (se arrependeu de seus pecados e agradeceu ao Senhor pelo perdão de suas transgressões):

Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontrá-lo, disse: "Você crê no Filho do homem?" Perguntou o homem: "Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?" Disse Jesus: "Você já o tem visto. É aquele que está falando com você". Então o homem disse: "Senhor, eu creio". E o adorou. Disse Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que vêem se tornem cegos". Alguns fariseus que estavam com ele ouviram-no dizer isso e perguntaram: "Acaso nós também somos cegos?" Disse Jesus: "Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece". (João 9:35-41)

Voltando para a história de Naamã, percebemos que antes de ser curado, Deus o constrangeu através do profeta Eliseu, para que ele reconhecesse suas faltas e se arrependesse verdadeiramente. O comandante do exército da Síria precisou se arrepender de sua soberba. Se ele não tivesse se arrependido, jamais teria se humilhado a ponto de acatar a ordem de um homem que nem conhecia pessoalmente, e mergulhar, não só uma, mas sete vezes, num rio de aparência não muito atrativa para ele.

Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: "Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado". Mas Naamã ficou indignado e saiu dizendo: "Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria de pé o nome do Senhor seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? " Então, foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: "Meu pai, se o profeta lhe tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais, quando ele apenas lhe diz para que se lave e seja purificado!" Assim ele desceu ao Jordão e mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus; ele foi purificado e sua pele tornou-se como a de uma criança. 

E tanto ele foi quebrantado em seu coração e se arrependeu verdadeiramente, que voltou para agradecer ao profeta, entregar sua vida a Deus, reconhecer que só Ele tem poder e declarar também seu temor em desagradá-lo por entrar no templo de um outro deus por causa do seu rei. 

Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: "Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente de teu servo". O profeta respondeu: "Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei". Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: "Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. Mas que o Senhor me perdoe por uma única coisa: quando meu senhor vai adorar no templo de Rimom, eu também tenho que me ajoelhar ali pois ele se apóia em meu braço. Que o Senhor perdoe o teu servo por isso". Disse Eliseu: "Vá em paz".

Um outro fato importante que está relacionado a esta parte do evento da cura de Naamã, é que Eliseu não aceitou nenhum presente por ter socorrido aquele homem. Ele representou bem o Reino de Deus, ao mostrar para o comandante do exército da Síria que o Senhor está disposto a nos perdoar de nossas transgressões e nos curar gratuitamente, e que aquele que é usado na terra para que isso aconteça não realiza este trabalho pensando em algum retorno material. Eliseu deixou claro para Naamã que Deus não está fazendo comércio com as pessoas.

Quando entregamos nossas vidas a Jesus e aceitamos seu governo em nossas vidas, mas, no entanto, nos deixamos levar pelo desejo de lucrar materialmente, usando a anunciação do evangelho da salvação e o fato de sermos usados em dons espirituais para conseguirmos favores materiais dos outros, o Senhor nos castiga para que nos arrependamos deste pecado. Foi o que aconteceu com o servo de Eliseu, Geazi. 

Aquele homem, que morava com Eliseu para serví-lo e também aprender com Ele a vontade de Deus, se aproveitou da ocasião para enganar Naamã e receber dele a oferta que o rei da Síria tinha enviado para o profeta que curaria o seu servo. Geazi, deu um péssimo testemunho do Reino de Deus a Naamã, pois movido por sua ganância, usou o nome do Senhor para mentir não somente para ele, mas também para seu próprio senhor. 

O servo de Eliseu estava pensando que seu senhor tinha sido bom demais para um arameu arrependido, e que ele foi tolo de não ter aceitado a oferta; ele achou que Deus iria gostar da sua atitude de se aproveitar da situação para se favorecer materialmente.   

Quando Naamã já estava a certa distância, Geazi, servo de Eliseu, o homem de Deus, pensou: "Meu senhor foi bom demais para Naamã, aquele arameu, não aceitando o que ele lhe ofereceu. Juro pelo nome do Senhor que correrei atrás dele para ver se ganho alguma coisa". Então Geazi correu para alcançar Naamã, que, vendo-o se aproximar, desceu da carruagem para encontrá-lo e perguntou: "Está tudo bem?" Geazi respondeu: "Sim, tudo bem. Mas o meu senhor enviou-me para dizer que dois jovens, discípulos dos profetas, acabaram de chegar, vindos dos montes de Efraim. Por favor, dê-lhes trinta e cinco quilos de prata e duas mudas de roupas finas". "Claro", respondeu Naamã, "leve setenta quilos". Ele insistiu com Geazi para que aceitasse e colocou os setenta quilos de prata em duas sacolas, com as duas mudas de roupas, entregando tudo a dois de seus servos, os quais foram à frente de Geazi, levando as sacolas. Quando Geazi chegou à colina onde morava, pegou as sacolas dos servos e guardou-as em casa. Mandou os homens de volta, e eles partiram. Então entrou e apresentou-se ao seu senhor Eliseu. E este perguntou: "Onde você esteve, Geazi?" Geazi respondeu: "Teu servo não foi a lugar algum".

Após descoberto e confrontado, pois de Deus não podemos esconder nada, Geazi foi julgado rapidamente e com rigor, porque conhecia a vontade do Senhor expressa na lei mosaica, e, no entanto, escolheu desagradar a Deus para se beneficiar. 

Mas Eliseu lhe disse: "Você acha que eu não estava com você em espírito quando o homem desceu da carruagem para encontrar-se com você? Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre". Então Geazi saiu da presença de Eliseu já leproso, parecido com neve.

Observação: a lepra a que se refere o texto bíblico é a do tipo tuberculoide, ou hanseníase tuberculoide, onde os locais atingidos pelo bacilo de Hansen ficam esbranquiçados e insensíveis a dor; porém, existem outros tipos de lepra, sendo mais comum a ocorrência da hanseníase limítrofe ou borderline. Hoje a hanseníase pode ser curada através de tratamentos com medicamentos, e se for tratada no início, evita a perda dos membros infestados com a doença. Para saber mais sobre lepra clique aqui



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Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado. Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti enquanto podes ser encontrado; quando as muitas águas se levantarem, elas não os atingirão. Tu és o meu abrigo; tu me preservarás das angústias e me cercarás de canções de livramento. (Salmos 32:1-7)



Pastora Oriana Costa.